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21/09 - Dia Mundial do Alzheimer: saiba como reconhecer os sinais da doença
Pesquisa da Alzheimer's Disease International divulgada neste sábado (21) mostra que ainda há muitas dúvidas sobre a doença: maioria das pessoas acha que a demência é uma etapa normal da vida e que irá desenvolvê-la em algum momento. Qual a diferença entre Alzheimer e esquecimento? A maioria das pessoas não vê a demência como uma doença, mas sim como uma consequência normal do envelhecimento, de acordo com pesquisa divulgada neste sábado (21) pela Alzheimer's Disease International (ADI), uma federação de associações que trabalham na conscientização, no combate à doença e no apoio a pacientes e famílias. Segundo a ADI, isso é um exemplo de como é preciso oferecer esclarecimento sobre o Alzheimer. Este sábado é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer e, durante todo o mês de setembro, são realizadas ações em todo o mundo para conscientização. OMS: Casos de demência vão triplicar e chegar a 152 milhões de pessoas até 2050 O relatório da ADI, fruto de uma ampla pesquisa, diz que ainda existe um grande "estigma" sobre as pessoas com Alzheimer. Por exemplo, a ideia de que as pessoas que vivem com a doença são "um peso para a família", ou para o sistema de saúde, que são pessoas "sem esperança" ou incapazes de falar por si mesmas. O relatório afirma também que: 95% dos participantes acreditam que irão desenvolver demência durante sua vida; 78% dos participantes estão preocupados quanto a desenvolver demência em algum momento; 1 em cada 4 pessoas acredita que não há nada que você possa fazer em relação a demência; Mais de 85% dos entrevistados que vivem com demência afirmam que sua opinião não é levada a sério; Cerca de 20% dos entrevistados manteriam em segredo seu diagnóstico. Para reduzir esse estigma, as estratégias mais eficazes têm sido oferecer educação especializada sobre a demência; ter contato social com pessoas que vivem com demência; defender publicamente os direitos dessas pessoas e criar políticas públicas para essas pessoas. Entenda, abaixo, quais são alguns dos principais sinais da doença de Alzheimer e o que pode ser feito para prevenir. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, são registrados 55 mil novos casos de demências todos os anos, a maioria decorrentes do mal de Alzheimer. Pixabay Quais os sinais da doença? A perda de memória nos idosos faz parte do envelhecimento fisiológico. Nem todo problema de memória tem relação com Alzheimer. Especialistas explicam que é preciso diferenciar os tipos de alteração de memória e buscar ajuda médica assim que se perceber algo errado. Existem três tipos de perda de memória: Tipo 1: Não resgatar – à medida que a idade avança, o cérebro torna-se mais lento para a busca de informações na memória. Este tipo de queixa é muito comum em idosos. Essa queixa não sinaliza o início de Alzheimer. Tipo 2: Não retomar – dificuldade para manter uma memória ‘pausada’ por curtos espaços de tempo, enquanto muda-se o foco da atenção. Também não é um tipo de perda de memória que esteja ligada ao início de Alzheimer. Tipo 3: Não registrar – dificuldade para formar novas memórias. Esse tipo de perda deve ser investigado. O neurologista Andre Palmini e o cardiologista e geriatra Roberto Miranda contaram ao Bem Estar que é possível identificar o Alzheimer e reduzir os riscos e danos que a doença provoca conforme vai avançando. Atente-se aos sinais: Dificuldade de memorizar coisas novas; Repetir várias vezes a mesma pergunta ou história; Sinais de desorientação (se perder na rua, metro, ônibus); Ter problemas para administrar o dinheiro; Errar receitas que sempre soube fazer muito bem. Fatores de risco: A idade é o mais reconhecido fator de risco; A influência genética pode representar de 1% a 5% dos casos; O Alzheimer afeta mais as mulheres do que os homens; Estilo de vida: hábitos como beber em excesso, fumar, dieta rica em gordura, estresse, sedentarismo podem ser ruins para a saúde em geral, especialmente a do cérebro. Esquecer as chaves não é sinal de Alzheimer Dicas essenciais para prevenção A primeira dica é clássica: ter hábitos saudáveis. Boa alimentação e exercícios físicos ajudam a saúde como um todo. Uma alimentação rica em folhas verdes, por exemplo, pode retardar em quase dez anos a perda de memória. Já a atividade física aumenta a formação de um tipo de proteína que ajuda a fazer as conexões entre um neurônio e outro, aumentando a capacidade das conexões e, consequentemente, da memória. A segunda dica é: manter o cérebro ativo. Uma pessoa que leu muito ao longo da vida, teve muitos amigos, teve uma vida ativa também na idade avançada, comeu bastante folhas verdes, não tem diabetes, depressão, tem grandes chances de ter uma memória boa e risco mais baixo de ter Alzheimer. Estudos mostram que a pessoa começa a dar sinais de Alzheimer de 10 a 15 anos antes do diagnóstico da doença. Apesar de não ter cura, o diagnóstico no início pode ajudar a retardar a progressão da doença. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais.
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21/09 - Afinal, comer ovo faz bem ou faz mal à saúde? Confira o que diz a Ciência
A BBC apresenta as principais evidências e incógnitas recentes sobre se o alimento é um herói ou vilão. Herói ou vilão? A BBC tenta te responder de uma vez por todas Getty Images Os ovos têm vários atributos a seu favor: estão amplamente disponíveis, são acessíveis, fáceis de cozinhar e cheios de proteínas. "O ovo 'é feito' para ser algo com todos os componentes certos para o crescimento de um organismo, portanto, obviamente, ele é rico em nutrientes", diz Christopher Blesso, professor associado de ciência nutricional da Universidade de Connecticut, nos EUA. Comer ovos junto com outros alimentos também pode ajudar nosso corpo a absorver mais vitaminas. Por exemplo, um estudo descobriu que adicionar um ovo à salada pode aumentar a quantidade de vitamina E que nosso organismo incorpora. Mas outra característica do ovo o tem colocado algumas vezes na categoria de "vilão" da saúde: o seu alto teor de colesterol, que costuma ser associado a um risco aumentado de doenças cardíacas. Uma gema de ovo contém cerca de 185 miligramas de colesterol, que é mais da metade da quantidade diária de 300 mg de colesterol recomendada por órgãos americanos até recentemente. Isso significa que os ovos, em vez de serem um alimento ideal, podem estar na verdade nos prejudicando? O colesterol, uma gordura amarelada produzida no fígado e no intestino, pode ser encontrada em todas as células do nosso corpo. Normalmente pensamos nele como "ruim", mas na verdade o colesterol é um componente essencial das membranas celulares. Ele é também necessário para que o corpo produza a vitamina D e os hormônios testosterona e estrogênio. Produzimos todo o colesterol que precisamos, mas ele também é encontrado em produtos animais que consumimos, como a carne vermelha, camarão e ovos, além de queijo e manteiga. O colesterol é transportado pelo corpo por moléculas de lipoproteínas no sangue. Cada pessoa tem uma combinação diferente de vários tipos de lipoproteínas, e nossa composição individual desempenha um papel determinante no risco de desenvolver doenças cardíacas. O colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) – conhecido como colesterol "ruim" – é transportado do fígado para as artérias e tecidos do corpo. Os pesquisadores dizem que isso pode resultar no acúmulo de colesterol nos vasos sanguíneos e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. O colesterol é encontrado em produtos de origem animal como carne bovina e ovos Getty Images Mas os cientistas não estabeleceram qualquer vínculo definitivo sobre o consumo de colesterol e o aumento no risco de doenças cardiovasculares. Até por isso, as diretrizes alimentares dos EUA não indicam mais restrições ao colesterol, nem no Reino Unido. Em vez disso, enfatiza-se a limitação da quantidade de gordura saturada que consumimos, o que sim pode aumentar o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Alimentos que contêm gorduras trans, em particular, aumentam nossos níveis de LDL. Embora algumas gorduras trans estejam naturalmente em produtos de origem animal, a maioria é produzida artificialmente e é encontrada em níveis mais altos em margarinas, salgadinhos, alimentos fritos e assados, como bolos e donuts. Enquanto isso, junto com os camarões, os ovos são os únicos alimentos ricos em colesterol e com baixos níveis de gordura saturada. "Enquanto o colesterol nos ovos é muito maior do que na carne e outros produtos de origem animal, a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue. Isso vem sendo demonstrado por muitos estudos há anos", diz Maria Luz Fernandez, professora de ciências nutricionais da Universidade de Connecticut cujas pesquisas mais recentes não encontraram relação entre comer ovos e um aumento no risco de doenças cardiovasculares. A discussão sobre os efeitos dos ovos na saúde mudou em parte porque nossos corpos podem compensar o colesterol que consumimos. "Existem sistemas em vigor (no corpo) para que, para a maioria das pessoas, o colesterol ingerido não seja um problema", diz Elizabeth Johnson, professora associada em ciências nutricionais da Universidade Tufts, nos EUA. Em uma revisão de 40 estudos publicada em 2015, Johnson e uma equipe de pesquisadores não encontraram nenhuma evidência conclusiva sobre a relação entre o colesterol vindo da dieta e doenças cardíacas. "Os seres humanos têm uma boa regulação ao consumir colesterol da dieta, e nesse caso produzem menos colesterol (em seus organismos)", explica. E quando se trata de ovos, o colesterol pode representar um risco ainda menor para a saúde. O colesterol é mais nocivo quando oxidado em nossas artérias, mas a oxidação não acontece com o colesterol dos ovos, diz Blesso. "Quando o colesterol é oxidado, ele pode ser mais inflamatório. Mas nos ovos há todos os tipos de antioxidantes que evitam a oxidação", explica. Alguns alimentos fritos, que contêm gorduras trans, podem aumentar os níveis de colesterol LDL Getty Images A combinação HDL-LDL Além disso, um pouco de colesterol pode realmente fazer bem. O colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL) viaja para o fígado, onde é decomposto e removido do corpo. Acredita-se que o HDL tenha um efeito protetor contra doenças cardiovasculares, impedindo a acumulação de colesterol no sangue. "As pessoas devem se preocupar é com o colesterol que circula no sangue, aquele que leva a doenças cardíacas", diz Fernandez. O que importa é a proporção de HDL para LDL em nossos corpos, pois o HDL elevado neutraliza os efeitos do LDL. No entanto, enquanto a maioria de nós é capaz de regular o colesterol que consumimos com o colesterol que sintetizamos em nossos órgãos, Blesso diz que cerca de um terço das pessoas experimentará um aumento no colesterol no sangue de 10% a 15% após obtê-lo dos alimentos. Experimentos já revelaram também que pessoas magras e saudáveis ​​têm maior probabilidade de ver um aumento no LDL depois de comer ovos. Aqueles que estão acima do peso, obesos ou diabéticos verão um aumento menor no LDL e mais moléculas de HDL, diz Blesso. Portanto, se você é mais saudável, os ovos podem ter um efeito mais negativo do que se estiver acima do peso – mas se você for mais saudável, é mais provável que tenha também bons níveis de HDL, portanto um aumento do LDL provavelmente não é muito prejudicial. Limites para a comprovação de causa-efeito Publicações do início deste ano, no entanto, desafiaram o recente consenso de que os ovos não causam danos à nossa saúde. Em uma delas, pesquisadores analisaram dados de 30.000 adultos acompanhados por uma média de 17 anos e descobriram que cada meio ovo adicional consumido por dia teve associação significativa com um risco maior de doenças cardíacas e morte. O colesterol é prejudicial quando oxidado - mas nos ovos, os antioxidantes impedem que esse processo aconteça Getty Images "Descobrimos que, para cada adicional de 300 mg de colesterol consumidos por uma pessoa, independente da origem do alimento, os riscos aumentaram em 17% para doenças cardiovasculares e 18% para mortalidade por causas diversas", diz Norrina Allen, uma das autoras do estudo e professora associada de medicina preventiva na Universidade Northwestern, nos EUA. "Também descobrimos que cada meio ovo por dia leva a um aumento de 6% no risco de doenças cardíacas e de 8% no risco de mortalidade." Apesar de o estudo ser um dos maiores do gênero a abordar essa relação específica entre ovos e doenças cardíacas, ele tem caráter observacional, não dando indicação de causa e efeito. Também se baseou em um único conjunto de dados autorrelatados – os participantes foram questionados sobre o que comeram no mês ou ano anterior e tiveram seus indicadores de saúde acompanhados por anos. Isso significa que os pesquisadores obtiveram apenas um fragmento do que os participantes estavam comendo, já que as dietas podem mudar com o tempo. E o estudo entra em conflito com estudos anteriores. Vários deles já sugeriram que os ovos são bons para a saúde do coração. Um publicado em 2018 e baseado em dados de meio milhão de adultos na China demonstrou até o oposto: o consumo de ovos estava associado a um menor risco de doenças cardíacas. Aqueles que comiam ovos todos os dias tinham um risco 18% menor de morte por doença cardíaca e 28% menor risco de morte por acidente vascular cerebral em comparação com aqueles que não comiam ovos. Como o estudo anterior, este com dados de chineses também era observacional, o que significa que é impossível demonstrar causalidade: os adultos mais saudáveis ​​da China simplesmente comem mais ovos ou o alimento os torna mais saudáveis? Ou seja, o que vem primeiro, o ovo ou seus benefícios apontados nas pessoas? Esse tipo de incógnita pode fomentar grande parte da confusão que permanece sobre os ovos serem heróis ou vilões. Outros impactos na saúde Embora o debate sobre a relação entre os ovos e as doenças cardiovasculares ainda esteja a pleno vapor, já se sabe outras maneiras pelas quais o alimento influencia nossa saúde. Uma delas é através de um composto presente nos ovos chamado colina, que pode ajudar a nos proteger contra a doença de Alzheimer. Ele também protege o fígado. Mas a colina também pode ter efeitos negativos – e ela nos leva de volta à questão das doenças cardiovasculares. Na microbiota intestinal, a colina é metabolizada e transformada em uma molécula chamada TMO, que é então absorvida no fígado humano e convertida em TMAO – esta sim uma molécula ligada a um risco aumentado de doenças cardiovasculares. As gemas são uma excelente fonte de luteína, que tem sido associada a uma melhor visão Getty Images Blasso se perguntou se comer ovos, e colina por tabela, poderia elevar a TMAO – em estudos, ele descobriu que as pessoas apresentavam níveis elevados da molécula em até 12 horas depois do consumo de ovos. Pesquisas só encontraram até agora aumentos temporários de TMAO após a ingestão de ovos. Blasso compara isso ao aumento temporário de níveis de açúcar no sangue após o consumo de carboidratos – o que por si só não indica a diabetes, constatada apenas quando esses níveis são contínuos. "O problema é quando, em vez de ser absorvida pelo sangue, a colina continua no intestino grosso, onde pode se tornar TMA e depois TMAO", diz Fernandez. "Mas nos ovos, a colina é absorvida e não vai para o intestino grosso, por isso não há aumento do risco de doenças cardíacas." Enquanto isso, os cientistas estão começando a entender outros benefícios dos ovos para a saúde. As gemas, por exemplo, são uma das melhores fontes de luteína, um pigmento que tem sido associado a uma melhor visão e a um menor risco de doenças oculares, por exemplo. Embora os pesquisadores estejam longe de entender as diversas maneiras com que o ovo pode afetar nosso corpo, a grande maioria das pesquisas recentes sugere que o alimento não representa riscos para a saúde – na verdade, tudo indica que ele traz benefícios. Mesmo assim, comer ovos no café da manhã todos os dias provavelmente também não é a opção mais saudável, pelo menos seguindo a famosa recomendação por uma dieta variada.
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21/09 - Pesquisa de Campinas substitui açúcar por manga em chocolate ao leite mais saudável, sem perder doçura
Estudo é resultado de parceria entre Unicamp e Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Farinha feita com fruta desidratada corresponde a 33% do açúcar na receita. Opção pode ser aplicada na indústria sem grandes alterações. Chocolate ao leite preparado com farinha de manga para substituir parcialmente o açúcar é resultado de estudo do Ital e Unicamp, em Campinas. Patrícia Teixeira/G1 A receita de chocolate ao leite tradicional tem uma boa dose de açúcar. Em busca de uma opção mais saudável - sem perder doçura e sem trair os chocólatras -, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) descobriram que a manga pode ser usada para substituir 33% do açúcar na opção tradicional. Pesquisa utiliza manga na produção de chocolate ao leite pra diminuir quantidade de açúcar O segredo está na farinha feita com manga desidratada; a fruta foi escolhida pela doçura e nutrientes. Os estudos e testes na universidade e no Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec) do Ital duraram dois anos, incluindo a opinião de provadores treinados e de 126 consumidores de diferentes faixas etárias. A pesquisa foi realizada por Michelle Benetti Ventura durante o mestrado na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. Segundo ela, o ajuste do novo ingrediente foi desafiador para dar a consistência necessária ao chocolate ao leite. "Além da manga ser conhecida pela doçura, a gente optou também pela quantidade de nutrientes que ela tem, carotenóides, vitamina C. Além da doçura, o açúcar é responsável pelo corpo do produto final e pela textura. Não é tão simples assim substituir. A cada três colheres de açúcar, a gente tirou uma e colocou uma colher de manga no lugar", explica a pesquisadora. Pesquisadora Michelle Benetti Ventura, da Unicamp, faz estudo com chocolate mais saudável no Ital, em Campinas. Patrícia Teixeira/G1 O desafio se enquadra no objetivo de reduzir 144 mil toneladas de açúcar nos alimentos industrializados no Brasil, conforme acordo assinado pelo Ministério da Saúde em 2018. O chocolate ainda não faz parte da lista de produtos que precisam ter menos açúcar até 2022, mas o resultado da pesquisa já dá a opção para a indústria. "Todo o processo foi concebido de forma que a mesma linha de produção utilizada hoje na indústria para produzir um chocolate convencional possa ser utilizada para fabricar esse chocolate [com manga]", afirma Valdecir Luccas, pesquisador do Ital e co-orientador do estudo. "Testamos vários percentuais de redução. Quando sair o percentual, já estaremos preparados para isso", completa. Uso de farinha de manga em receita de chocolate ao leite substitui 33% do açúcar utilizado; pesquisa foi feita por Ital e Unicamp, em Campinas. Patrícia Teixeira/G1 Nota acima da média A receita deixa um leve sabor de manga e conquistou nota acima do esperado em textura, sabor, aparência, aroma e intenção positiva de compra do chocolate, segundo os pesquisadores. No teste com consumidores, eles fizeram a avaliação em uma escala de 0 a 9. No teste sensorial com profissionais, o resultado foi que o nível de doçura não foi alterado. "O consumidor não está muito disposto a trocar um alimento que ele gosta por algo que seja de qualidade inferior. A gente tentou produzir um chocolate de boa qualidade sensorial e que não alterasse características como textura, derretimento e sabor", finaliza Luccas. Valdecir Luccas, pesquisador do Cereal Chocotec do Ital, em Campinas, é co-orientador do estudo sobre redução de açúcar no chocolate ao leite. Patrícia Teixeira/G1 Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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21/09 - Conheça 7 causas para as dores abdominais
Incômodos na região são comuns e podem indicar diversos problemas. Dor abdominal pode ser sinal de síndrome no intestino Divulgação/Pixabay Uma das áreas mais sensíveis do corpo — por comportar órgãos vitais como estômago e intestino —, o abdômen pode ser alvo de variadas dores. Cada tipo de incômodo pode sinalizar um problema específico, por isso, é interessante se manter atento a qualquer mal-estar na região. Você cuida bem do seu intestino? Faça o quiz e descubra Como fazer cocô direito, segundo a ciência “Nem a dor de cabeça é tão frequente como a dor abdominal. Ela ainda tem várias causas, por isso o mais importante é entender o tipo da dor, se é cólica, pontada, queima. Isso ajuda o médico a buscar o diagnóstico”, lembra Flávio Quilici, titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Veja sete possíveis causas das dores abdominais: 1 - Estresse Você conhece alguém que, depois de um dia cheio no trabalho, costuma chegar em casa com dores no abdômen? Ou, então, fica nervoso diante de uma situação e precisa ir ao banheiro? Dores abdominais relacionadas ao estresse podem acontecer com frequência porque o sistema nervoso autônomo controla funções do processo digestivo. “Temos dois sistemas no corpo: aquele que você comanda, que faz mexer um braço, por exemplo, e o sistema autônomo, que controla a respiração, os batimentos cardíacos. Quando há algum tipo de estresse, pode haver um estímulo nessa parte autônoma e isso causar dores no estômago ou no intestino. É um estímulo causado pelo estresse que independe da vontade do indivíduo”, explica Quilici. 2 - Constipação Os hábitos intestinais de cada indivíduo variam bastante, mas é possível estabelecer uma média. Segundo os médicos, a média da população evacua uma vez por dia, sendo ainda considerado normal evacuar no mínimo uma vez a cada três dias ou até três vezes por dia. “O leque do que é normal é bastante variado. O paciente deve observar seus hábitos intestinais. Se ele geralmente vai duas vezes ao dia e, de repente, pula dois dias sem evacuar, está constipado”, observa Quilici. A constipação costuma ser um problema feminino. Para cada quatro mulheres com o distúrbio, há um homem. Os sintomas são dor, incômodo e sensação de inchaço. Para evitar esse problema, os médicos recomendam manter uma dieta equilibrada, com ingestão de fibras e consumo de água. 3 - Gases Gases não costumam ser sintoma de nada sério, mas podem causar dores fortes na região abdominal. O ar preso distende a alça intestinal, gerando incômodo e mal-estar. Para prevenir, as pessoas devem evitar alimentos como feijão, ervilha, lentilha e leguminosas, além de outros que fermentam muito, como alguns tipos de farinha. Levar uma vida saudável, com dieta equilibrada, é a principal indicação dos médicos para evitar os gases. 4 - Cólon irritável O cólon irritável (ou síndrome do intestino irritável) é uma condição onde há uma hipersensibilidade do intestino, ou seja, ele se torna mais suscetível a fatores externos como alimentação pesada, estresse ou, até mesmo, uso de múltiplas medicações. A síndrome pode se manifestar na forma obstipante (o paciente tem dificuldade de evacuar), diarreica ou mista (quando se alternam os dois quadros, ora constipação ora diarreia). A dor abdominal é um dos principais sintomas, acompanhado de aumento da produção de gases e abdômen “estufado”. 5 - Gastroenterite viral A gastroenterite é um termo genérico para indicar diversos problemas no trato digestivo, como intoxicação alimentar e infecção gastrointestinal. Quando ela vem acompanhada do termo “viral”, refere-se à infecção por vírus. A contaminação se dá via contato de uma pessoa infectada por outra, no chamado ciclo oral-fecal (alguém contaminado não limpa a mão corretamente, e o vírus se espalha). Situações de confinamento podem favorecer esse tipo de disseminação, como viagens longas de ônibus, cruzeiros, entre outras. Por isso, o jeito mais fácil de evitar a gastroenterite é lavar as mãos. Além da dor abdominal na forma de cólica, outros sintomas são diarreia, febre, náusea e vômito. 6 - Intoxicação alimentar A intoxicação alimentar nada mais é do que um tipo de gastroenterite. Nesse caso, a contaminação pode ser viral ou bacteriana, mas o fator é o mesmo: a exposição do indivíduo ao agente contaminante (contato com germes ou com alguém que está com esses germes). A dor abdominal geralmente vem acompanhada de outros sintomas, como diarreia e vômito. Para prevenir, os especialistas aconselham a comer em locais de boa procedência, onde você tem certeza de que os alimentos são bem preparados e manipulados em condições de higiene. Fique atento à procedência do seu alimento Divulgação 7 - Apendicite A apendicite nada mais é do que a inflamação do apêndice, estrutura de 6 a 10 cm que fica no cólon, parte do intestino grosso. É como se fosse um pedaço do intestino com fundo cego. A obstrução do apêndice gera um processo infeccioso de inflamação. No começo do quadro, a dor fica próxima à região umbilical, semelhante à dor de cólica. Com o agravamento da infecção, o apêndice irrita a parede do abdômen por dentro, no quadrante inferior direito, com sensação de pontada. Essa piora pode levar de seis a 12 horas, variando de pessoa para pessoa. O tratamento é cirúrgico, com remoção do apêndice, e depois o paciente deve tomar antibióticos para evitar a circulação das bactérias. “É um diagnóstico comum em pacientes jovens, e acontece com relativa frequência. Na maioria das vezes, quando o diagnóstico é feito e tratado, fica tudo certo. Se não, pode complicar”, lembra o cirurgião oncológico do aparelho digestivo, Raphael Araújo.
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20/09 - Marcos Pontes reclama de verba liberada pelo governo para ministério: 'Bem menos do que eu imaginava'
Ministério da Economia anunciou liberação de R$ 80 milhões para Ciência e Tecnologia. Titular da pasta fez comparação com Fórmula 1: 'Quando tem uma corrida e tira o motor'. Ministro Marcos Pontes se queixa da verba liberada pelo governo para pasta O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, se queixou da verba liberada pelo governo para a pasta. Na tarde desta sexta-feira (20), o Ministério da Economia anunciou a liberação de R$ 8,3 bilhões para gastos dos ministérios neste ano. A medida consta no relatório de receitas e despesas do orçamento de 2019, relativo ao quarto bimestre. Para a Ciência e Tecnologia, o governo federal destinou R$ 80 milhões. Após ser informado, o ministro se mostrou decepcionado e afirmou que a liberação de verba é "bem menos do que ele esperava". Pontes ainda disse que agora pretende fazer uma "análise de corte" para ver quais pesquisas e planos da pasta precisarão ser cortados e revelou que vai conseguir tocar apenas 10% dos projetos previstos para o ano. "Vou conversar com o governo, com a Economia, e ver o que eles acham menos importante para o país. É basicamente quando você tem uma corrida, um carro de Fórmula 1, você quer aumentar a velocidade do carro e corta o motor", afirmou o ministro. Antes de saber da liberação, Pontes havia informado que pediu à Casa Civil o desbloqueio de até R$ 1 bilhão até o fim deste ano. As declarações foram dadas em uma reunião de equipes de ciência, tecnologia, inovação do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países do chamado Brics, para debater acordos, investimentos na área e apresentar um plano de trabalho de cooperação científico-tecnológica, em Paulínia (SP). Marcos Pontes em reunião do Brics nesta sexta-feira em Paulínia Fernando Evans/G1 Fundo da Petrobras De acordo com Pontes, a liberação dos recursos do fundo da Petrobras - aproximadamente R$ 250 milhões para o ministério - deve servir como fôlego para não descontinuar alguns projetos importantes para a pesquisa do país, como o Sirius, maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, que fica em Campinas (SP) e tem previsão de término para 2020. "Espero que isso venha também, conforme foi feito acordo no congresso, como um crédito limite extra para o CNPQ, para que seja cumprido o acordo com o congresso, para que a gente possa superar isso. Lembrando que a gente pode ajudar em todas as áreas, desde que a gente tenha combustível", disse Pontes. Na quarta-feira (18), o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse que a verba do Fundo Petrobras liberada para aplicação em pesquisa dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia não contempla diretamente as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas que o dinheiro vai dar "fôlego" para a gestão dos recursos. No começo do mês, o CNPq precisava de R$ 330 milhões para o pagamento das bolsas até o final deste ano. Uma parcela de R$ 82 milhões foi obtida com remanejamento de verbas dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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20/09 - Canadá proíbe próteses mamárias de empresa americana por risco de câncer
O governo do Canadá proibiu na terça-feira (28) a venda de próteses para implantes mamários Biocell, da empresa americana Allergan. O ministério da Saúde do país suspeita que o produto possa causar uma forma rara de câncer. A decisão acompanha movimento parecido da França, há dois meses. Após uma investigação, o governo canadense concluiu que "a taxa de LAGC-AIM (linfoma anaplásico de células grandes associado a implantes mamários) no Canadá é muito mais alta entre os pacientes com implantes macrotexturizados" (como os da Biocell). Os implantes mamários de silicone podem ser lisos, texturizados (microtexturizados ou macrotexturizados) ou recobertos de poliuretano. Entre os 26 casos de LAGC-AIM observados no país, 22 estavam vinculados aos implantes Biocell da Allergan. As autoridades decidiram suspender as homologações destes implantes mamários, os únicos macrotexturizados vendidos no Canadá. A proibição não afeta os demais implantes mamários da Allergan, destaca o governo. A empresa aceitou retirar os implantes Biocell do mercado e se comprometeu com o Canadá em "aplicar um plano de comunicação para informar cirurgiões, hospitais, organismos governamentais (...), profissionais de saúde e grupos de pacientes...".
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20/09 - Casos de sarampo no Brasil chegam a 4.476 em 2019, Ministério da Saúde
Boletim inclui dois surtos diferentes, um no início do ano e outro a partir de junho. Desse segundo surto, foram confirmados 3.906. A maioria está em São Paulo. Manchas vermelhas pelo corpo são sintoma de sarampo Febrasgo.org/Divulgação O Brasil registra 4.476 casos confirmados de sarampo até 18 de setembro de 2019, segundo o boletim epidemiológico publicado nesta semana pelo Ministério da Saúde. O país teve dois surtos da doença neste ano, um nos primeiros meses e outro, separado, que teve início em junho. A maioria dos casos pertence a esse segundo surto. Desde 23 de junho, o país teve 3.906 casos confirmados de sarampo. Destes, 97,5% estão concentrados em 153 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana da capital. Portanto, somente 2,5% dos casos estão em outros 16 estados brasileiros. Até o último boletim, foram notificadas quatro mortes por sarampo no Brasil, sendo três no estado de São Paulo e uma em Pernambuco. Dessas mortes, três foram em crianças menores de um ano. Somente uma foi em um indivíduo com mais de 42 anos de idade. Nenhum deles era vacinado contra o sarampo. Vacina contra sarampo a partir dos 50 anos: saiba quando tomar Veja quem deve se vacinar contra o sarampo Campanha nacional O Ministério da Saúde deve intensificar suas ações de vacinação no mês de outubro, juntamente com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a o Sarampo. O objetivo é interromper a circulação do vírus no país. Campanha de vacinação contra o sarampo
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20/09 - O primeiro cometa interestelar
Monitoramento do céu flagrou o primeiro cometa interestelar, chamado Borisov, em agosto. Projeto de monitoramento do céu Panstarrs flagrou primeiro cometa interestelar. Aura/Gemini Você se lembra do Oumuamua? O nome esquisito deve te despertar a memória. Se isso não aconteceu, eu falei sobre ele um tempinho atrás e você pode ler tudo a respeito aqui. Em um resumo rápido, em outubro de 2017, foi anunciado que um visitante de outro sistema estelar havia sido identificado e estava visitando o Sistema Solar. Não se tratava de uma nave ou ser alienígena, mas de um asteroide. Ou cometa. O objeto em questão foi flagrado pelo projeto de monitoramento do céu PANSTARRS e, assim que seus elementos orbitais e sua velocidade foram calculados, ficou claro que ele não poderia ter origem no Sistema Solar. Cientistas capturam pela primeira vez a imagem de um cometa vindo de outro sistema solar A questão entre asteroide ou cometa não ficou decidida, pois para ser cometa era preciso mostrar cauda e/ou coma, aquela nuvem que se forma ao redor do núcleo. Não foi possível identificar nenhuma das duas coisas, mas pode ser que elas fossem tão sutis que os instrumentos não conseguiram perceber. Pelo sim, pelo não, prevaleceu a classificação de asteroide. O mais importante é que sua origem não foi contestada e, no final de 2017, o asteroide passou pelo nosso sistema para continuar sua viagem pela galáxia. Em seguida, surgiu uma polêmica em que dois pesquisadores quiseram empurrar a ideia de que esse objeto era, na verdade, um veleiro espacial, mas a ideia não foi muito longe. Depois de identificado como um asteroide de outro sistema planetário, o objeto foi batizado de Oumumua, que significa algo como mensageiro na língua havaiana. Oumuamua, o asteroide visitante E por que eu estou ressuscitando uma história de quase 2 anos atrás? Porque um outro objeto vindo de outro sistema estelar foi identificado há menos de 10 dias. E dessa vez, sem nenhuma dúvida, foi o primeiro cometa interestelar. O objeto, catalogado como C/2019 Q4 (Borisov), foi descoberto na Crimeia (território disputado por Rússia e Ucrânia) no dia 30 de agosto pelo astrônomo amador Gennadiy Borisov em um telescópio de 65 cm de diâmetro feito sob encomenda. As primeiras medidas já mostravam que ele poderia ser mais um visitante de outro sistema, mas foi preciso observar mais algumas noites para melhorar o cálculo de sua órbita e as suspeitas se confirmarem. Com o monitoramento diário do Borisov ficou evidente que ele possui cauda e coma bem tênues, mas isso já foi o suficiente para classificá-lo como um cometa interestelar. Atualmente ele está a uma distância de 420 milhões de km do Sol, viajando a mais de 150 mil km/h. No dia 8 de dezembro ele deve atingir o ponto de sua órbita mais próximo do Sol, chamado de periélio, ao atingir 300 milhões de km de distância dele. É esperado que, no meio de dezembro, ele atinja seu máximo de brilho e poderá ser observado por telescópio profissionais. O núcleo do cometa deve ter em torno de 10 km de diâmetro, mas esse e outros detalhes, como jatos e rotação, só poderão ser confirmados quando ele se aproximar mais. Cometa Borisov é o primeiro cometa interestelar flagrado por astrônomos. CFHT Na época do Oumuamua, muita gente se perguntou se não seria possível enviar uma sonda para estudá-lo, mas naquelas circunstâncias ficou claro que não. Agora, a situação parece ser um pouco mais favorável, mas ainda com uma logística complicada. De início, seria preciso um desses lançadores potentes, como o Falcon Heavy da SpaceX ou o SLS da NASA, e ainda seria necessário passar por Júpiter para conseguir interceptar o cometa a essa velocidade exagerada. A interceptação se daria em 2020 ou 2021, mas, pela falta de uma sonda pronta e de recursos para bancar o foguete, essa ideia deve ficar apenas na prancheta. Mas o que aconteceu para, de repente, o Sistema Solar passar a ser visitado assim? Nada de anormal, apenas o fato de que estamos aumentando consideravelmente o tempo em que monitoramos os céus. Os programas de defesa planetária estão se multiplicando, agregando observatórios amadores à rede. Com isso, o número de objetos descobertos só vai aumentar e casos como esses vão ficar cada vez mais frequentes. É certo que tanto Oumuamua, quanto o cometa Borisov não devem ter sido os primeiros visitantes de outras estrelas: outros já devem ter passado por aqui sem serem percebidos ou confundidos com asteroides de nosso sistema. Oumuamua e Borisov foram os primeiros a serem identificados como vindos de bem mais longe. Cientistas estudam Oumuamua, o misterioso asteroide interestelar
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19/09 - Marcos Pontes estima R$ 400 milhões para terminar Sirius e busca 'parcerias' de pesquisa de outros países
Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações esteve nesta quinta-feira no principal projeto do governo federal de pesquisa científica, em Campinas. Marcos Pontes esteve no Sirius nesta quinta-feira Fernando Evans/G1 O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, esteve na tarde desta quinta-feira (19) na obra do principal projeto do governo federal de pesquisa científica, o Sirius, em Campinas (SP), e afirmou que estima mais R$ 400 milhões para o término do complexo. A declaração foi dada em um encontro de equipes de ciência, tecnologia e inovação de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países do chamado Brics. Após a reunião, o ministro, apesar de descartar investimento financeiro, disse que negocia com os países do bloco para parcerias de cooperação em outras instalações semelhantes de pesquisa, mas não da "categoria do Sirius". Ele reafirmou o interesse de tornar o Brasil um membro do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Europa. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil "Eu tenho trabalhado para ser um membro associado do Cern, então todas essas cooperações internacionais potencializam o resultado que a gente pode ter. Tudo isso segue um aprendizado grande pros nossos cientistas e quando você fala isso aumenta o potencial de criação e produção no país", disse Pontes. Maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o projeto recebeu até setembro empenho de R$ 75 milhões dos R$ 255,1 milhões previstos para 2019 — 29,4% do total. Do valor, R$ 50 milhões foram pagos ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social responsável pelo projeto, e empregados na montagem do terceiro acelerador e nas primeiras linhas de luz. O contingenciamento de verba do governo federal, que afeta o repasse de verbas ao Sirius, impede a conclusão das 13 linhas de luz em 2020, como era previsto. Além de estimar o valor para o término do projeto, o titular da pasta informou que, apesar do alto investimento, o governo federal espera um retorno rápido. "O Brasil até agora investiu cerca de 1,3 bilhão aqui, essa organização, o CNPEM, é uma das que tenho muito orgulho no ministério e pra completar isso aqui, aproximadamente R$ 400 milhões. Parece muito dinheiro, certo? Mas o retorno desse investimento é gigantesco", afirmou. Luz síncrotron O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Atualmente, há apenas um laboratório de 4ª geração operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. No Brasil, essa tecnologia só está disponível em um equipamento de 2ª geração, em funcionamento há mais de 20 anos, dentro do CNPEM, em Campinas. Prazo em risco Apesar de garantir o início de operação no próximo ano, o diretor do projeto, Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, afirmou no início do mês que o orçamento dotado pelo governo federal impede a conclusão no prazo inicial. Segundo ele, a entrega de todas as 13 linhas de pesquisa previstas no Sirius deverá ficar para 2021. "Se das 13 [linhas de pesquisa] vamos entregar sete, oito ou nove em 2020, tudo vai depender de como as coisas andem. À medida que os recursos forem liberados, conseguimos programar as outras linhas", diz o diretor. "Não tem milagre. Você atrasa o escopo total do projeto, mas o ponto importante é que foi possível fazer uma gestão para que o Sirius comece a dar retorno. Com a entrega da primeira linha de luz, ele começa a ser utilizado", defende Silva. Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação Linhas de luz Atualmente, três linhas de luz, ou estações de pesquisa, estão em fase de montagem no Sirius. Batizada de Manacá, a linha em estado mais avançado e prevista para operar em 2020 foi visitada pelo ministro Marcos Pontes e representantes do Brics nesta quinta. De acordo com o CNPEM, essa linha será responsável por pesquisas e estudos que podem auxiliar no desenvolvimento de fármacos e na descoberta de enzimas com aplicações na produção de alimentos, biocombustíveis e cosméticos, entre outros. Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1 Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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19/09 - EUA têm sete mortes e 530 casos de doenças relacionadas a cigarros eletrônicos
Números apontam um aumento de 380 casos em relação aos registros da semana passada. Do total de pessoas afetadas, três quartos são homens. Usuário de cigarro eletrônico; doença pulmonar não identificada está ligada ao produto Christopher Pike/Reuters Autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram nesta quinta-feira (19) que há no momento 530 casos (confirmados e prováveis) e sete mortes causadas por doenças pulmonares graves relacionadas a cigarros eletrônicos e que não há indicativos de que o surto esteja melhorando. Cigarro eletrônico: 7 dúvidas sobre mortes, legislação, maconha e doenças Os números apontam um aumento de 380 casos em relação aos registros da semana passada. Do total de pessoas afetadas, três quartos são homens e dois terços tem entre 18 e 34 anos. A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, investiga mais de 150 produtos e informou que acionou seu setor de investigações criminais para explorar a cadeia de fornecimento de cigarros eletrônicos, além de identificar a causa do surto. Nenhum usuário será alvo individual de investigação, disse o diretor do Centro de Produtos de Tabaco da FDA, Mitch Zeller. O diretor afirmou que nenhuma substância ou componente específico, como THC ou acetato de vitamina E, foi correlacionada a todos os casos até o momento. Sete pessoas morreram de doenças relacionadas a cigarros eletrônicos, informou o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC). As mortes ocorreram na Califórnia, em Illinois, em Indiana, no Kansas, em Minnesota e em Oregon. "Nós esperamos outras (mortes)", disse a médica Anne Schuchat, vice-diretora do CDC, a repórteres. Schuchat aconselhou que as pessoas parem de consumir cigarros eletrônicos se puderem. Quem não o fizer deve monitorar seu organismo com atenção a sintomas como problemas respiratórios, tosse seca e dor no peito, e, em alguns casos, diarreia, vômito e febre, além de buscar ajuda médica. A vice-diretora também pediu que as pessoas que trocam os cigarros por vaporizadores à base de nicotina não retornem ao antigo hábito, mas busquem tratamentos ou produtos aprovados pela FDA que ajudem a combater o vício. Médicos associam mortes causadas por doença pulmonar misteriosa a cigarros eletrônicos
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19/09 - Dez pinguins-de-magalhães são devolvidos ao mar, em Rio Grande; veja o vídeo
Animais foram encontrados nas praias do Cassino e do Mar Grosso, em São José do Norte, ao longo do ano. Eles se perderam na corrente migratória e foram devolvidos a mais de oito quilômetros da costa. Dez pinguins de Magalhães são devolvidos ao mar em Rio Grande Dez pinguins foram devolvidos ao mar nesta quinta-feira (19), em Rio Grande, no Sul do estado. Eles foram encontrados nas praias do Cassino e do Mar Grosso, em São José do Norte, no decorrer do ano. Os animais chegaram à beira das praias gaúchas depois de se perderem durante a migração da Patagônia para as águas mais quentes do litoral brasileiro. Todos estavam debilitados e passaram por tratamento no Centro de Recuperação de Animais Marinho da FURG. Eles foram devolvidos a mais de oito quilômetros da costa. O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é conhecido pela plumagem preta nas costas e nas asas, e branca no ventre e no pescoço. A espécie habita a costa da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas, mas migra ao Brasil, no oceano Atlântico, e ao Peru, no oceano Oceano Pacífico, em estações mais frias em busca de alimento. O pinguim se alimenta, basicamente, de peixes e crustáceos. Pinguins foram devolvidos ao mar em Rio Grande Reprodução / RBS TV
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19/09 - Fundo internacional alerta para 'desafios colossais' no combate a Aids, tuberculose e malária
Informe anual divulgado nesta quinta-feira (19) destaca novas ameaças no combate às três doenças em escala global. Uso de preservativo durante as relações sexuais é essencial para prevenir a Aids e outras doenças Pixabay Os programas do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária "salvaram 32 milhões de vidas" desde 2002, mas ainda existem "desafios colossais", segundo o informe anual da organização publicado nesta quinta-feira (19). O informe "mostra claramente as razões pelas quais devemos acelerar o movimento", afirmou o diretor-executivo do Fundo, Peter Sands, na introdução do texto. Em 2018, nos países onde o Fundo investe, 18,9 milhões de pessoas estavam sob tratamento antirretroviral contra o HIV, 5,3 milhões de pessoas eram tratadas para tuberculose e 131 milhões de mosquiteiros foram distribuídos para proteger da malária. Apesar disso, "novas ameaças" comprometem o objetivo internacional de acabar com as três epidemias até 2030. A primeira delas é a "estagnação dos financiamentos", segundo o Fundo Global, que cita também "a resistência aos medicamentos e aos inseticidas". Sands pediu uma "colaboração e cooperação ainda maiores". Vacina contra o HIV será testada em humanos pela primeira vez no Brasil Tuberculose será tratada pelo SUS com um comprimido em cada fase do tratamento O Fundo Mundial é fruto de uma colaboração entre Estados, organizações, o setor privado e pacientes. Ele conta com um orçamento de quase 4 bilhões de dólares anuais, cobertos em 95% pelas autoridades públicas. A próxima conferência de reconstituição de fundos será realizada em 9 e 10 de outubro em Lyon. na França. O objetivo de financiamento para o período 2020-2022 é alcançar 14 bilhões de dólares, um montante considerado insuficiente pelas ONGs.
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19/09 - Cientistas reconstroem esqueleto misterioso de humano pré-histórico
Indícios foram descobertos inicialmente em 2008, em uma caverna da Sibéria; o material foi suficiente para criar um retrato de um esqueleto completo de um hominídeo de Denisova. Reconstrução artística da cabeça de humana pré-histórica, apresentada por equipe da Universidade Hebraica, em Jerusalém Ammar Awad/Reuters Pesquisadores de Israel disseram ter reconstruído o esqueleto de um humano pré-histórico de uma espécie misteriosa e há muito desaparecida, usando o DNA encontrado no osso do dedo mínimo de uma menina de 13 anos que morreu 70 mil anos atrás. Pouco se sabe dos hominídeos de Denisova, parentes antigos dos mais conhecidos neandertais e de nossa própria espécie. Sua existência só foi descoberta recentemente e fascina cientistas de todo o mundo. Neandertais eram capazes de fazer arte Crânio encontrado na Grécia reescreve história do homem moderno Indícios foram descobertos pela primeira vez em 2008, em uma caverna da Sibéria, e hoje se resumem a três dentes, um dedo mínimo e uma mandíbula inferior, disse Liran Carmel, professor de genética da Universidade Hebraica. Para este pesquisador, o material é o suficiente para criar um retrato de um esqueleto completo de um hominídeo de Denisova. "Esta é a primeira vez em que fornecemos uma reconstrução anatômica detalhada que nos mostra como estes humanos se pareciam", disse. "No final das contas, somos todos muito semelhantes". Tecnologia atual para decifrar DNA antigo A equipe desenvolveu uma tecnologia para decifrar o DNA antigo e, o mais importante, sua atividade genética, que diferencia um sapo de um girino, por exemplo, embora seu DNA seja idêntico, explicou Carmel. O DNA poderia indicar a pele escura, os olhos e o cabelo do hominídeo de Denisova, segundo Carmel, mas ao mapear padrões de atividade genética eles poderiam inferir como a espécie se destacou dos humanos modernos ou dos neandertais. Eles identificaram 56 características diferentes, a maioria no crânio. Pesquisas indicam que o DNA do hominídeo de Denisova pode ter contribuído para a capacidade dos tibetanos modernos de viver em grandes altitudes ou para a capacidade dos inuítes de suportar temperaturas congelantes.
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19/09 - Marinha dos EUA confirma autenticidade de vídeos que mostram 'fenômenos aéreos não identificados'
Comando militar evita falar em óvni, mas admite que vídeos obtidos por projeto de músico do Blink 182 são verdadeiros. Frame de um dos vídeos que mostram um suposto óvni divulgado pelo projeto To The Stars, do músico Tom DeLonge To The Stars Academy of Arts & Science/Reprodução/Youtube A Marinha dos Estados Unidos confirmou à imprensa norte-americana nesta quinta-feira (18) a autenticidade de vídeos que mostram "fenômenos aéreos não identificados". As gravações publicadas em dezembro de 2017 e março de 2018 fazem parte de um projeto do músico Tom DeLonge – da banda Blink 182 – em busca de objetos voadores não identificados (conhecido pela sigla óvni) e vida extraterrestre. A Marinha, no entanto, não chegou a falar em óvnis, com essa denominação. Veja aqui um desses vídeos. Marinha dos EUA confirma autenticidade de vídeos que mostram OVNIs Apesar da divulgação recente das filmagens, elas foram feitas em 2004 e 2015 captadas por sensores infravermelhos avançados. O que podem ser óvnis avistados por pilotos na Irlanda? No vídeo mais antigo, de 2004, sensores identificam o objeto, que em seguida voa mais rápido do que os dispositivos utilizados para localizá-los. Os dois outros, de 2015, mostram gravações de áudio de pilotos militares dos Estados Unidos tentando entender que artefato voador seria aquele. Em um primeiro momento, eles acreditam se tratar de um drone. "Os três vídeos mostram incursões de fenômenos aéreos não identificados a nossos locais de treinamento militar", explicou Joseph Gradisher, porta-voz da Marinha à NBC News. Pilotos devem reportar casos, diz Marinha Com a repercussão do caso, a Marinha dos EUA anunciou que vai pedir a pilotos – incluindo da Força Aérea – atenção para reportar mais casos, informou a NBC News. "Tem havido relatos de aeronaves não autorizadas e/ou não identificadas entrando em vários locais controlados pelas Forças Armadas e no espaço aéreo próprio nos anos recentes", admitiu Gradisher, em comunicado. "Devem levar esses relatos muito a sério e investigar cada um deles", acrescentou Gradisher.
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19/09 - Alemanha apura acúmulo 'incomum' de malformações em bebês
Casos de recém-nascidos sem mãos na Alemanha causa alerta entre autoridades sanitárias. Médicos defendem criação de registro central no país, enquanto ministro da Saúde promete investigações, mas adverte contra pânico. Bebês com má-formação nasceram no mesmo hospital na Alemanha, em Gelsenkirchen Pixabay Após o nascimento de três bebês com malformações nos membros superiores em 12 semanas num hospital em Gelsenkirchen, no oeste da Alemanha, o ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, prometeu esclarecer os casos, ao mesmo tempo alertando contra especulações e pânico. Por sua vez, a classe médica defende a criação de um registro nacional para nascimentos com malformações. "Há muitos anos não vemos malformações deste tipo. A ocorrência de vários casos agora pode ser um acúmulo aleatório – mas consideramos incomum ter sido num espaço de tempo tão curto", afirmou a clínica em nota. A luta pela vida de bebê com doença rara que recebeu doações de quase 1 em cada 10 belgas Morre menina de 10 anos que contraiu ameba que 'come' o cérebro As secretarias estaduais de Saúde de toda a Alemanha pretendem questionar os hospitais sob sua jurisdição se observaram defeitos congênitos semelhantes. Duas das crianças afetadas apresentam malformação na mão esquerda, a outra, na mão direita. Os médicos dizem não haver coincidências "étnicas, culturais ou sociais" entre as famílias afetadas que possam explicar as deformidades, elas apenas vivem na mesma região. "Especulações malucas" O ministro Spahn advertiu contra conclusões precipitadas: "Só tiraremos conclusões quando soubermos algo concreto. Trata-se de descobrir se existe realmente um acúmulo de tais malformações nos bebês", e para isso está sendo feito um levantamento em todo o país. O ministro rejeitou "especulações malucas" que leu, inclusive de que seria efeito de radiações de celulares. Também a classe médica adverte contra especulações. "Não se pode falar de um acúmulo enquanto não se souber quão alto é o número", observou Holger Stepan, do Departamento de Medicina Pré-Natal e Obstetrícia do Hospital Universitário de Leipzig. No entanto, ele considera compreensível que vários casos num curto período de tempo provoquem apreensão. Mario Rüdiger, chefe do Departamento de Neonatologia e Medicina Pediátrica Intensiva do Hospital Universitário de Dresden aconselha tratar o tema com cautela: "Há ocasionalmente situações em que uma doença rara não se manifesta por muito tempo e, de repente, várias crianças são afetadas consecutivamente". É preciso ficar alerta, mas não entrar em pânico. Também em Euskirchen, no oeste da Alemanha, recém-nascidos vieram ao mundo com malformações. "Sei de três casos de crianças que nasceram apenas com uma mão nos últimos meses", revelou o político democrata-cristão Detlef Seif ao jornal Kölner Stadt-Anzeiger, apelando ao Ministério da Saúde para que crie um sistema de alerta precoce em todo o país para tais casos. "Bebês sem braços" na França Nos últimos anos, nasceu na França – especialmente nos departamentos de Ain, no leste, Loire-Atlantique, no oeste, e Morbihan, na Bretanha – um número acima da média de bebês com problemas nos membros superiores. No país, o fenômeno é conhecido como "bebês sem braços". Ainda se especula sobre as causas. Como muitas das famílias afetadas vivem perto de áreas rurais, suspeita-se que pesticidas tenham contaminado a água potável e sejam responsáveis pelas malformações. Os casos recordam os natimortos e bebês com membros deformados do escândalo da talidomida, nos anos 1960. As mães das crianças atingidas haviam tomado um calmante contra enjoos na gravidez fabricado à base dessa substância, conhecida na Alemanha pela marca Contergan.
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19/09 - Verba para vacinas será R$ 400 milhões menor em 2020; Saúde nega impacto e aponta renegociação de preços
Governo diz que redução de 7% no orçamento para compra e distribuição de vacinas não afetará a cobertura vacinal. Secretário-executivo diz que Orçamento foi realizado por técnicos e não sofreu interferências. Governo reduz orçamento com vacinação em 7% André Santos/Prefeitura de Uberaba O orçamento para a compra e distribuição de vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sofrerá em 2020 uma redução de 7% em relação a este ano, conforme previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2020 (PLOA 2020). O Ministério da Saúde esclareceu nesta quinta-feira (19) ao G1 que a variação de quase R$ 400 milhões não afetará as ações do Calendário Nacional de Vacinação. Entenda o Orçamento em seis tópicos: Vacinação em 2020 terá orçamento 7% menor que em 2019 Valor será o mesmo que 2018: R$ 4,9 bilhões Orçamento ainda precisa aprovado pelo Congresso Ministério diz ter reduzido custos com compras em quantidade Pasta diz que valores podem ser remanejados em caso de eventual surto Governo afirma que vacinas contra febre amarela, rotavírus, poliomielite e tetra viral já foram compradas A proposta orçamentária ainda deve ser analisada pelo Congresso Nacional. O Projeto de Lei Orçamentária destina para a Saúde R$ 134,8 bilhões. Em 2019, o montante foi de R$ 122,2 bilhões. Saiba quanto cada ministério perde na proposta de orçamento de 2020 Dentro desse valor, serão R$ 4,9 bilhões para aquisição e distribuição de imunobiológicos e insumos. Em 2019, o orçamento foi de R$ 5,3 bilhões. Evolução nos últimos 4 anos Compra e distribuição de vacinas Redução nos preços O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse ao G1 que a variação no orçamento para o próximo ano ocorre por negociações da pasta na compra das vacinas em grandes quantidades. Gabbardo explicou que a aquisição de vacinas como a tríplice viral – que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola –, pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), gerou uma economia de 75% no valor unitário. Segundo o ministério, as doses compradas antes a R$ 24 caíram para R$ 6. Somente neste ano foram adquiridas 10 milhões de doses. Ainda segundo Gabbardo, outra vacina que teve seus preços reduzidos foi a Meningocócica ACWY, que protege contra a meningite. Ministério garante que cobertura vacinal está protegida no país Fabiane de Paula/SVM O secretário ressaltou que o orçamento foi enviado pelos técnicos do próprio ministério e não sofreu outras interferências dentro do Executivo. Também assegurou que não haverá cortes na oferta de vacinas, que não podem ser contingenciadas. Gabbardo explicou que o orçamento é uma proposta inicial e que se for identificada, durante o próximo ano, alguma necessidade de realocação de verbas para controlar algum surto (como o caso do sarampo em São Paulo nos últimos três meses), os valores poderão ser revistos. Brasil confirma 3.339 casos de sarampo desde junho, 16 estados registram surto Aumento na cobertura A Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) disse temer que o corte nas verbas das vacinas possa impedir o acesso aos imunizantes e que ações de prevenção sejam ampliadas. Isabella Ballalai, médica pediatra e vice-presidente da Sbim comentou não acreditar que a redução no orçamento afete a cobertura vacinal já alcançada no país, mas defendeu que os valores economizados poderiam ser destinados à ampliação de campanhas. Por sua parte, o ministério explicou que além da aquisição das vacinas de rotina, a pasta deve repor os estoques estratégicos do Programa Nacional de Imunização e comentou também que parte das aquisições programadas com o orçamento de 2019 serão entregues no próximo ano, a partir de janeiro. Entre as vacinas compradas em 2019 para entrega em 2020 estão as contra a febre amarela, rotavírus, poliomielite e tetra viral.
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19/09 - Uma mulher grávida ou bebê morre a cada 11 segundos no mundo, diz Unicef
Motivo é a falta de cuidados na atenção primária à saúde. Mas essa situação é a melhor já registrada, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela agência da ONU e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Crianças enfrentam risco mais alto durante o primeiro mês de vida e por isso requerem atenção especial Divulgação/Zahara Abdul/Unicef Melhorias no acesso e na qualidade de serviços de atenção primária à saúde permitiram que as mortes de crianças recém-nascidas diminuíssem pela metade desde o ano 2000, enquanto as mortes de mães caíram cerca de 30%, de acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira (19) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar disso, a cada 11 segundos, uma mulher grávida ou bebê ainda morrem em algum lugar do mundo. "Em países que oferecem a todos serviços de saúde de alta qualidade e com preços acessíveis, as mulheres e os bebês sobrevivem e prosperam", diz o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado. "Esse é o poder da cobertura universal da saúde." De acordo com o relatório, para evitar essas mortes são essenciais: acesso a água limpa e potável; acesso a nutrição básica; acesso a medicamentos básicos; acesso à vacinação. A meta global é de reduzir as mortes maternas para menos de 70 a cada 100 mil partos de crianças vivas, até 2030. No caso de recém-nascidos, o objetivo é chegar à mortalidade de 12 para cada 1.000 nascimentos de crianças vivas. E para crianças com até 5 anos, a meta é chegar a 25 para cada 1.000 partos. Comissão Europeia: rejeitar vacinas é 'brincar com fogo' O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus Denis Balibouse/Reuters Das crianças que morrem com mais de um mês de idade, a maioria morre por doenças como pneumonia, diarreia e malária. Mas em crianças maiores, segundo a Unicef, acidentes de trânsito e afogamentos também causam mortes e deficiências. Estimativas oficiais As duas organizações internacionais estimam que 6,2 milhões de crianças com idade inferior a 15 anos tenham morrido em 2018, e mais de 290 mil mulheres perderam a vida por causa de complicações na gravidez ou no parto, no ano de 2017. Do total de mortes infantis, 5,3 milhões ocorreram nos primeiros 5 anos de vida. E quase metade dessas mortes foram no primeiro mês de vida. O risco de morte em crianças é mais alto no primeiro mês de vida, quando o organismo ainda está pouco desenvolvido e apresenta baixa capacidade de defesa. A questão é ainda mais grave quando a criança nasce prematura, abaixo do peso ou pequena demais. Além disso, complicações durante o parto, má formação ou infecções podem causar a morte de bebês logo no início da vida. Segundo o relatório, cerca de um terço dessas mortes ocorrem logo no primeiro dia de vida. E quase 75% delas, na primeira semana. "Um nascimento é uma situação alegre em todo o mundo. Mas. a cada 11 segundos, um nascimento é uma tragédia em alguma família", comentou a diretora executiva da Unicef, Henrietta Fore. A redução da mortalidade infantil e materna se deve principalmente a um progresso gradual nos sistemas de saúde locais. Desde 1990, a queda nas mortes de crianças com menos de 15 anos foi de 56%, passando de 14,2 milhões para 6,2 milhões em 2018. Os países do Leste e do Sudeste da Ásia foram os que mais melhoraram: as mortes de bebês com menos de 5 anos caiu 80%.
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19/09 - A luta pela vida de bebê com doença rara que recebeu doações de quase 1 em cada 10 belgas
Pia, de nove meses, tem atrofia muscular espinhal, condição genética que impede o desenvolvimento adequado dos músculos e pode levar à morte. Pia, de nove meses, tem atrofia muscular espinhal (AME), condição genética que impede o desenvolvimento adequado dos músculos e, na sua versão mais grave, costuma causar a morte antes dos dois anos de idade. Inneke Gebruers Quase um em cada dez belgas colaborou com a campanha de um casal para arrecadar 1,9 milhão de euros (cerca de R$ 8,6 milhões) e salvar a vida de seu bebê. Pia, de nove meses, tem atrofia muscular espinhal (AME), condição genética que impede o desenvolvimento adequado dos músculos e, na sua versão mais grave, costuma causar a morte antes dos dois anos de idade. Ela precisa tomar um medicamento chamado Zolgensma, conhecido como o remédio mais caro do mundo. "Posso voar em vez de engatinhar", diz uma mensagem no site TeamPia ("Time Pia", em tradução livre), criado para aumentar a conscientização sobre a doença e arrecadar fundos para o tratamento. A família, que mora em Antuérpia, arrecadou dinheiro suficiente para cobrir o custo de uma dose única da medicação — que ainda não foi aprovada na Europa, mas está disponível nos EUA. A Bélgica tem uma população de 11,4 milhões de habitantes — e mais de 950 mil contribuíram com a campanha, segundo Ellen De Meyer, mãe de Pia. Pia, de nove meses, tem atrofia muscular espinhal (AME), condição genética que impede o desenvolvimento adequado dos músculos e, na sua versão mais grave, costuma causar a morte antes dos dois anos de idade. Inneke Gebruers O dinheiro foi arrecadado por meio de um serviço de doação via SMS — 2 euros (cerca de R$ 9) por mensagem de texto — lançado há poucos dias, e por meio da plataforma digital de arrecadação de fundos GoFundMe. "É impressionante que um país possa se unir para algo assim", afirmou De Meyer à emissora belga VRT News. "O fato de isso acontecer em dois dias é muito louco". No Brasil, ministro assina portaria que inclui no SUS o remédio Nusinersen (Spinraza), indicado para tratar Atrofia Muscular Espinhal (AME) O que vai acontecer agora? A família disse à BBC que está tentando agora que a empresa de telecomunicações reduza as taxas de serviço cobradas usualmente pelas mensagens de texto. De Meyer afirmou que o dinheiro arrecadado será transferido para uma conta bancária criada para Pia dentro de 40 dias, e que a família viajará em seguida para os EUA, onde a menina fará o tratamento. A atrofia muscular espinhal é uma condição genética que afeta os nervos da medula espinhal, enfraquecendo os músculos e dificultando a movimentação, respiração e deglutição dos pacientes. A doença pode ser de quatro tipos e se manifesta principalmente na infância — Pia nasceu em 27 de novembro e foi diagnosticada com EMA tipo 1 em maio. O tipo 1 é o mais agressivo, e os bebês que sofrem desta condição têm uma expectativa de vida de até dois anos. Apesar de não ter cura, existem medicamentos que ajudam a neutralizar os efeitos da doença e, dentre eles, o mais revolucionário é o Zolgensma. No site TeamPia, a família publicou uma mensagem destacando a necessidade do novo tratamento "milagroso". "Um medicamento maravilhoso foi inventado, chamado Zolgensma. É uma terapia genética, administrada de uma vez só, que vai inserir [o gene ausente] no meu DNA", explica a postagem, escrita em nome de Pia. "Os primeiros resultados deste medicamento são muito promissores. Eu poderia levar uma vida longa e bonita, em que poderia até aprender a andar, ou pelo menos ser mais independente." Por que a medicação é tão cara? O tratamento, que envolve uma única dose de Zolgensma administrada por injeção, foi testado com sucesso em algumas crianças nos EUA. Mas, embora tenha trazido esperança a muitos pais, seu preço provocou uma onda de críticas à empresa farmacêutica dona da patente, a Novartis. A companhia afirma que o custo do tratamento é alto porque se trata de "uma terapia única e transformadora para uma doença extremamente rara". "Estamos cientes da Pia e dos esforços para facilitar seu acesso ao tratamento", afirmou a Novartis em comunicado divulgado na terça-feira. "Também reconhecemos que pacientes e famílias em todo o mundo estão interessados em obter acesso ao tratamento o mais rápido possível." A medicação não está disponível na Europa, depende ainda da aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). A ministra da Saúde da Bélgica, Maggie De Block, afirmou que, embora a medicação fosse extremamente cara, as negociações sobre o custo não seriam realizadas até que recebessem a aprovação europeia.
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19/09 - Filipinas declaram novo surto de pólio depois de 19 anos de erradicação
O vírus da poliomielite pode causar paralisia dos membros em crianças. Vacina é maneira mais eficaz de prevenção. Um agente de saúde aplica a vacina contra poliomielite em uma criança em Lahore, no Paquistão KM Chaudary/AP O departamento de saúde das Filipinas declarou nesta quinta-feira (19) que o país vive um novo surto da doença, após quase duas décadas de erradicação. As Filipinas chegaram a receber o certificado de erradicação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença é altamente contagiosa, causa a chamada "paralisia infantil" e pode até matar. Dra. Ana Escobar: Vacinas e os seus efeitos colaterais O vírus causador da pólio pode provocar perdas no sistema nervoso e em massa muscular nas crianças, impedindo que elas consigam se movimentar. A melhor prevenção é a vacina. O secretário de saúde do país, Francisco Duque III, disse à imprensa que as autoridades nacionais confirmaram pelo menos um caso de pólio em uma criança de três anos, na província de Lanao del Sur, no Sul do país. A presença do vírus também foi identificada na capital, Manila, e em vias navegáveis da região de Davao, também no Sul. Segundo o secretário de saúde, essas descobertas foram suficientes para que as Filipinas declarassem um surto, embora o país fosse antes considerado "livre" da poliomielite. A OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) manifestaram uma profunda preocupação com essa re-emergência da pólio nas Filipinas.
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19/09 - Aumenta o número de casos de demência em países em desenvolvimento
Nas nações pobres e de renda média, são as doenças cardiovasculares que matam mais, enquanto, nas ricas, câncer é a principal causa de morte Dois levantamentos de interesse para os mais velhos foram divulgados no começo do mês. O International Research Network on Dementia Prevention, que trabalha com os fatores de risco e como prevenir a doença, alertou que o número de casos de demência vem crescendo a uma taxa de mais de 20% ao ano e a maioria deles ocorre nos países de renda média ou baixa. Para os pesquisadores, 30% dos casos de demência na velhice estão relacionados a fatores de risco que podem ser modificados, como obesidade, isolamento social, além de problemas relacionados ao sistema vascular, como diabetes e o vício de fumar. Mais recentemente, outros foram incorporados à lista: mau funcionamento dos rins, doença pulmonar obstrutiva crônica, distúrbios do sono e até poluição do ar – partículas em suspensão na atmosfera estão associadas ao aumento do risco cardiovascular. De acordo com o estudo, em países como Brasil, Portugal e Moçambique, de 24% a 40% dos casos de demência estão relacionados a sete fatores de risco que podem ser modificados, a saber: falta de atividade física, hipertensão, obesidade, depressão, fumo, diabetes e baixa escolaridade. Se houvesse redução de 20% de cada fator de risco por década, em 2050 o Brasil teria reduzido em 16,2% o número de casos da enfermidade, enquanto esse índice seria de 12,9% em Moçambique e 19,5% em Portugal. Sem políticas públicas voltadas para a questão, dificilmente conseguiremos reverter o quadro. Salim Yusuf, professor de medicina da McMaster University Divulgação A falta de atendimento primário e de foco em prevenção levam ao cerne do segundo estudo, divulgado pela revista “The Lancet”. Enquanto o câncer se tornou a principal causa de morte nos países ricos, as doenças cardiovasculares ainda são responsáveis por 40% das mortes nos países pobres e de renda média – exatamente como ocorre aqui. A pesquisa acompanhou, entre 2005 e 2016, 162 mil adultos, entre 35 e 70 anos, habitantes de quatro países de renda alta; 12 de renda média; e cinco de baixa renda. O Brasil, onde 400 mil pessoas morrerão em 2019 de doenças do coração, estava na lista. A triste constatação: 70% dos casos de doença cardiovascular estão ligados a fatores de risco modificáveis. “O trabalho de longo prazo de prevenção e as estratégias de manejo da enfermidade se mostraram exitosas nos países de alta renda, o que deveria ser seguido pelos demais governos”, afirmou o doutor Salim Yusuf, professor de medicina da McMaster University e responsável pelo estudo.
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19/09 - 'Próximo de acontecer', diz secretário do Ministério da Economia sobre liberação de verba para o CNPq
Secretário-executivo Marcelo dos Guaranys disse que acordo com STF sobre verba da Petrobras não contempla diretamente as bolsas. Ele conta que relatórios indicam melhoria na arrecadação e que vai enviar ao Congresso pedido de suplementação. Marcelo dos Guaranys diz que liberação de verba para a CNPq está perto de acontecer. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse nesta quarta-feira (18) que a homologação de acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) para utilização do fundo bilionário da Petrobras foi uma "boa notícia", juntamente com as prévias da arrecadação que sinalizam maior fôlego para descontingenciar o Orçamento da área de pesquisa. Segundo ele, a verba do Fundo Petrobras liberada para aplicação em pesquisa dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) não contempla diretamente as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas que o dinheiro vai dar "fôlego" para a gestão dos recursos. O secretário-executivo ainda se disse otimista com a melhora na arrecadação e que será resolvida a liberação da verba para o pagamento dos bolsistas em 2019. "Estamos tendo notícias boas de que isso está próximo de acontecer. Como vai acontecer são aspectos técnicos que vamos ter que terminar de elaborar", disse durante audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. Guaranys disse que o governo está cumprindo e vai cumprir o acordo feito com os deputados. Isso porque, em 11 de junho, o Congresso Nacional aprovou por unanimidade que o governo pudesse contrair dívidas para abrir crédito suplementar e garantir o pagamento de contas públicas. Uma das condições era a liberação dos R$ 330 milhões que faltam ao CNPq para pagar as bolsas até o fim do ano. "Não estou afirmando que a gente vai usar os recursos do Supremo. (...) O que eu estou dizendo é que os R$ 330 milhões nós recomporemos. (...) Para cumprir acordos, a gente precisa de espaço orçamentário e precisa de receita. São duas coisas que estamos tentando viabilizar", disse. "Sobre o acordo do Supremo de ontem, que nos libera R$ 250 milhões sinalizados para a pesquisa, isso é importante para já nos gerar um aumento de fôlego, mas não só para isso, mas para outras áreas. O aumento de recursos necessários para a rubrica do CNPq é o que a gente está discutindo agora, não está no acordo (com o Supremo), a gente está discutindo como fazer", disse Guaranys. O secretário-executivo disse que o Ministério da Economia vai enviar ao Congresso Nacional um pedido formal para realizar a suplementação orçamentária de R$ 250 milhões. O valor é o mesmo liberado no acordo do fundo da Petrobras dentro do MCTIC. Além de celebrar o repasse do Fundo Petrobras, Guaranys destacou a perspectiva de números positivos na arrecadação. "Estamos na semana de fechamento de relatório das nossas execuções orçamentárias, as prévias que tivemos nos dão bons números de que poderemos respirar um pouco mais", disse Guaranys. “Nossa estimativa é a de que vamos ter os recursos necessários para que o CNPq tenha a recomposição orçamentária até o final do ano, garantindo que todos tenham suas bolsas”, disse o secretário-executivo. Presidente do CNPq diz que remanejamento de verbas para bolsas não é 'magia, caridade ou solução mirabolante' Pagamento ameaçado No começo do mês, o CNPq precisava de R$ 330 milhões para o pagamento das bolsas até o final deste ano. Uma parcela de R$ 82 milhões foi obtida com remanejamento de verbas dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC), pasta à qual o CNPq é ligado. "A gente precisa recompor o orçamento que recebemos no ano passado (cerca de R$ 730 milhões) para quase R$ 1,1 bilhão. Havia um compromisso de R$ 330 milhões: nós já havíamos recomposto desde setembro R$ 80 milhões e agora precisamos de mais R$ 250 milhões", disse o secretário-executivo. "Precisamos de ajuda da Casa para suplementação orçamentária. Os recursos para isso dependem sempre de uma realização da receita, que nós acompanhamos bimestralmente, por meio dos nossos relatórios." - Marcelo Pacheco dos Guaranys, secretário-executivo do Ministério da Economia Procurado pelo G1, o CNPq informou via assessoria que ainda não havia uma definição oficial da destinação dos recursos do Fundo Petrobras para o CNPq, já que os valores são formalmente para o MCTIC.
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18/09 - Poluição do ar pode chegar à placenta durante a gravidez, diz estudo
Pesquisa belga encontra partículas normalmente emitidas por veículos e fábricas em placentas doadas por 28 mães. Quanto maior a exposição da gestante à poluição em sua vida cotidiana, maior a concentração de fuligem. Poluição do ar pode chegar à placenta de mulheres grávidas, aponta estudo belga Unsplash Um novo estudo apontou que a poluição do ar respirado por mulheres grávidas pode ir além dos pulmões, chegando também à placenta, órgão que envolve o feto e o protege de substâncias danosas na corrente sanguínea da mãe. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Hasselt, na Bélgica, detectou partículas de poluição normalmente emitidas por escapamentos de veículos e usinas a carvão em amostras de placenta. A concentração foi maior em mulheres expostas à poluição em suas vidas cotidianas. A poluição do ar já havia sido associada a partos prematuros e ao nascimento de bebês com peso abaixo do ideal, mas os cientistas não compreendiam o motivo dessa associação, uma vez que os poluentes afetariam somente o pulmão das gestantes. Fumaça da poluição é diferente da fumaça de queimadas; entenda Poluição é responsável por 1 a cada 4 mortes prematuras no mundo O estudo, publicado na revista científica "Nature Communications", sugere que as partículas de carbono negro são capazes de se deslocar dos pulmões até a placenta. Os pesquisadores utilizaram uma técnica inovadora de rastreamento e encontraram um tipo de partícula semelhante a uma fuligem escura em placentas doadas por 28 mães que haviam acabado de dar à luz. Das 28 placentas, dez eram de mulheres que vivem em áreas de muita poluição, e outras dez de regiões pouco poluídas. Quanto maior era a exposição aos poluentes, maior era a concentração de partículas nas placentas. Camada de poluição é vista no céu sobre a região central de São Paulo Nelson Antoine/Estadão Conteúdo Os cientistas desenvolveram um meio de rastrear as partículas de poluição de modo que pulsos ultracurtos de laser faziam o carbono negro brilhar com uma forte luz branca, o que permitiu medir essas partículas. Elas estavam acumuladas na parte mais próxima do feto, perto do local de onde surge o cordão umbilical. Isso não prova, contudo, que a fuligem atravessou a placenta e alcançou o feto, ou que ela seja responsável por qualquer efeito nocivo aos bebês, alerta o especialista em placenta Yoel Sadovsky, do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, que não participou da pesquisa. Ainda assim, "apenas encontrá-la na placenta já é importante", diz Sadovsky. O próximo passo é avaliar em qual quantidade essas partículas de poluição podem causar danos à criança. "Como os órgãos fetais estão em pleno desenvolvimento, pode haver, sim, riscos à saúde", afirma Tim Nawrot, principal autor da pesquisa. Estudos científicos realizados em animais já indicavam que a poluição seria capaz de se aproximar dos fetos, mas essa foi a primeira pesquisa a utilizar placentas humanas.
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18/09 - Morre menina de 10 anos que contraiu ameba que 'come' o cérebro
O micro-organismo 'Naegleria fowleri' vive em ambientes úmidos, mas infecções são raras. Segundo a família, a criança adquiriu a doença quando nadou em um lago no estado americano do Texas. Meningoencefalite amebiana primária tem alto índice de letalidade Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern/Divulgação A família e a escola de Lily Mae Avant confirmaram a morte da menina de 10 anos que vinha sendo tratada por "meningoencefalite amebiana primária". A doença é rara, mas ficou conhecida porque é causada por uma ameba que pode atacar o tecido do cérebro humano. O micro-organismo entrou no corpo da menina quando ela nadou em um lago no estado americano do Texas. "Estamos profundamente entristecidos pela perda de Lily Avant", informou na segunda-feira (16) a escola da criança, a "Valley Mills Elementary", por meio de suas redes sociais. De acordo com a escola, Lily era "uma pessoa incrível e amiga de todas". Entenda a rara e altamente mortal ameba que vive em lagos e 'come' cérebro humano Popularmente se diz que a ameba parasita "come cérebros", mas ela se alimenta principalmente de bactérias presentes na água. O que ocorre quando ela entra no corpo humano é que, como a ameba não encontra os nutrientes necessários para viver, acaba atacando células do cérebro em busca de nutrientes. A presença da ameba em águas doces e mornas é comum, mas infecções são raras. Quando ela ocorre, geralmente é porque a ameba entrou no corpo pelo nariz. Por isso, é recomendado o uso de protetores de nariz quando alguém resolve nadar em um lago de água morna. Lily Mae vinha tratando a doença há cerca de duas semanas, segundo a rede de notícias americana CNN. Ela foi internada no dia 8 de setembro e, após a realização de exames, os médicos descobriram que ela contraiu a ameba "Naegleria fowleri". A ameba é um organismo de apenas uma célula. Grupo de apoiadores Um grupo público no Facebook vinha sendo mantido por familiares e amigos, chamado "#Lilystrong", ou "forte Lily", na tradução para o português. Segundo a descrição do grupo, Lily começou a sentir uma dor de cabeça que aumentou gradualmente. Ela também teve febre. Depois de muitos exames e de tomar remédios para amenizar sintomas de uma virose, o problema não passou. A menina tinha pesadelos e começou a se comportar de forma estranha e "incoerente", de acordo com seus pais. Menina Lily Mae Avant teve meningoencefalite amebiana primária Reprodução/Facebook/#Lilystrong Uma ressonância magnética identificou a infecção no cérebro, mas ela começou a ser tratada para meningite viral e bacteriana. Somente após uma punção na medula óssea foi identificada a presença da ameba, que é bastante rara e agressiva. "Palavras não podem sequer começar a expressar como foi intensa esta última semana para nossa família. Fomos inundados pelo amor e o apoio de vocês e nos sentimos incrivelmente lisonjeados por quantas vidas foram impactadas por nossa doce e audaciosa Lily Mae", escreve Wendy Scott, uma das administradoras do grupo na rede social. "Iniciamos esta página para trazer consciência sobre a ameba, em um esforço de prevenir que outras famílias passem por isso", conta.
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18/09 - 'Médicos me deram 1 ano de vida, mas já passaram 5 e sigo firme'
Suzanne Davis, de 41 anos, foi diagnosticada com um tumor no cérebro há cinco anos. Suzanne diz que o marido, Owen, tem sido 'incrível' BBC Há cinco anos, Suzanne Davis foi diagnosticada com um tumor no cérebro de grau 4 (o mais agressivo) e informada que tinha apenas um ano de vida. Aos 41 anos, Davis se lembra de quando recebeu a notícia — "foi como ser atropelada por um ônibus". Mas garante que estava determinada a pensar positivo e lutar para ver os dois filhos crescerem. Natural de Newtonhill, na Escócia, ela contou ao programa de rádio Mornings, da BBC, que desconfiou que havia algo errado quando começou a esquecer as palavras e enviar mensagens de texto que "não faziam sentido algum". Ela também sentia dores de cabeça horríveis e acordava no meio da noite com dificuldade para respirar. Uma tomografia computadorizada (TC) revelou que ela estava com um tumor no lado esquerdo do cérebro, do tamanho de uma bola de golfe, que provavelmente estava crescendo havia um ano. Seus filhos tinham 4 e 7 anos na época, e Suzanne diz que decidiu se manter forte por eles. Mandou, inclusive, o próprio pai parar de chorar, enquanto aguardavam no hospital a neurocirurgia que removeria o tumor do seu cérebro. "Eu falei: 'Não estou chorando, então você também não chora", recorda. "Fui bem dura." Suzanne acreditava que a cirurgia tinha dado certo e que a maior parte do tumor havia sido removida. "Achei que o problema tinha acabado", diz ela. "Conseguia falar bem e enviar mensagens de texto, mas como ainda ficou um pedaço aqui dentro e do grau mais alto, nunca vai embora." Suzanne antes de adoecer (em cima, à direita), durante o tratamento (à esquerda) e recentemente (em baixo, à direita) BBC Após a cirurgia, o médico contou que o prognóstico não era bom. "Ele disse: 'Você tem um ano de vida e, se fizer quimioterapia, terá mais oito semanas'", lembra Suzanne. "Foi difícil aceitar isso. Foi a única vez que não consegui falar. Foi duro." Isso aconteceu em 2014 e, apesar do prognóstico do médico, Suzanne conseguiu superar as expectativas. Os tratamentos causaram uma série de problemas, como menopausa precoce, baixo nível de imunidade e hipotireoidismo, o que dificulta o controle do peso. "Isso importa? Nove em cada dez dias, não. Penso: 'Ainda estou aqui'. Um em cada dez dias, digo: 'Meus jeans não cabem mais em mim'", brinca. Suzanne sofre de fadiga grave, o que significa que ela precisa planejar seu dia com cuidado. Como tem problemas de memória de curto prazo, ela anota todos os seus compromissos no celular e tenta agendar tudo o que precisa fazer para as primeiras horas do dia. "Quando as crianças voltam para casa da escola por volta das 15h30, estou descansando no sofá. Preciso fazer isso", confessa. A mensagem de Suzanne é: 'Pense positivo', apesar dos problemas BBC A cada seis meses, Suzanne é submetida a uma ressonância magnética para verificar se o tumor cresceu - e toda vez há o temor de que não esteja estável. Ela contou ao programa de rádio da BBC que teve sorte de receber o apoio da família e amigos. Seu marido, Owen, tem sido "incrível", diz ela. "Não estou dizendo que é fácil", afirmou ao programa. "Para ser sincera, os últimos anos foram um inferno." Mas Suzanne diz acreditar na importância de pensar positivo e olhar para o que conquistou a cada dia. "Tive muitos altos e baixos", desabafa. "Em geral, lembro de ter pensado no começo: 'Posso sentar em um canto e chorar ou posso me levantar e seguir em frente', e foi isso que eu fiz."
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18/09 - Índia anuncia proibição dos cigarros eletrônicos
Segundo a ministra de finanças do país, decisão foi tomada levando em consideração 'o impacto que os cigarros eletrônicos têm na juventude hoje'. Cigarro eletrônico é tão ruim quanto o tradicional O governo indiano anunciou nesta quarta-feira (18) a proibição dos cigarros eletrônicos no país, onde vivem 1,3 bilhão de pessoas, por motivos de saúde e para combater vícios. "A decisão foi tomada levando em consideração o impacto que os cigarros eletrônicos têm na juventude hoje", declarou a ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, em entrevista coletiva. "Está na moda experimentá-los, usá-los", acrescentou. A ordem do governo do primeiro-ministro Narendra Modi proíbe a produção, importação ou exportação, transporte, armazenamento e venda de cigarros eletrônicos. Usuário de cigarro eletrônico; doença pulmonar não identificada está ligada ao produto Christopher Pike/Reuters Uma primeira infração será punida com um ano de prisão e/ou 100.000 rúpias (1.270 euros, US$ 1.400) de multa. Em caso de reincidência, será de até três anos e/ou multa de 500.000 rúpias (6.300 euros, 6.900 dólares). Cigarros eletrônico e tradicional têm em comum os riscos da nicotina; entenda os perigos Anvisa debate regulamentação de cigarro eletrônico, proibido no Brasil Essa medida "melhorará a política de controle do tabaco, dando melhores resultados em termos de saúde pública", diz o governo na conta do Twitter de seu serviço de imprensa. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos anunciou que poderá restringir a venda de cigarros eletrônicos com sabor, de acordo com indicações do presidente Donald Trump. Autoridades de saúde pública dos EUA investigam 450 casos de doenças pulmonares relacionadas ao fumo de cigarros eletrônicos em 33 estados e um território norte-americano. Cigarro comum x cigarro eletrônico: compare o funcionamento de cada um Roberta Jaworski/G1
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17/09 - Por que precisamos dormir bem para manter nossa saúde
Falta de sono pode causar vários problemas de saúde e levar à morte precoce. Qualidade do sono está relacionada à qualidade da memória de trabalho Unsplash Todos sabemos que uma boa noite de sono nos deixa muito mais bem dispostos. Mas talvez você não saiba que a falta dele pode causar vários problemas de saúde e levar à morte precoce. Quem diz isso é Matthew Walker, professor de neurociência e psicologia na Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos. Walker é autor do livro Why We Sleep (Por que dormimos, em tradução livre). Segundo ele, estamos dormindo cada vez menos. "As pesquisas da década de 40 mostram que um adulto médio dormia 7,9 horas. Agora, esse número está perto de 6,75 horas", diz. Mas faz diferença? "Toda doença que parece estar nos matando no mundo moderno, do câncer ao mal de Alzheimer, infarto, diabetes, obesidade, derrame e até suicídio tem ligações significativas — e causais — com a falta de sono", explica. "O sono insuficiente está por trás de várias causas de morte, leva à morte prematura", acrescenta. Para a OMS o ideal é dormir pelo menos 8 horas por noite. Creative Commons Então, por que estamos dormindo menos? Nosso relógio interno usa a claridade para programar quando estamos acordados ou dormindo. Mas a invenção da luz artificial mudou nossas vidas - e piorou nosso sono. Ela interfere nos nossos ciclos circadianos – como é chamado o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite. A OMS recomenda 8 horas de sono por noite. Sendo assim, Walker dá algumas dicas para uma boa noite de sono. "Antes de mais nada, priorize seu sono. Além disso, há cinco coisas que você pode fazer", diz ele. Veja as dicas: Durma e acorde nos mesmos horários, durante a semana e no fim de semana A sociedade moderna é privada de escuridão, então, tente apagar as luzes à noite, talvez deixando apenas metade delas acesa Mantenha seu quarto resfriado, a uma temperatura em torno de 18°C. Nosso corpo precisa de uma queda de temperatura para pegar no sono Não fique acordado na cama; nosso cérebro acaba mal acostumado. Se ainda estiver acordado, levante-se, vá para outro cômodo, leia um livro e só volte para o quarto para dormir Evite cafeína depois das 14h; isso faz você ficar acordado e impede o sono profundo. Finalmente, beber álcool durante a noite não é bom. É sedativo. O álcool apenas 'te derruba'
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17/09 - O tratamento experimental que pode parar o resfriado comum
Em vez de atacar os vírus, cientistas se concentraram em tornar corpo humano 'inóspito' a organismos invasores. A maioria dos resfriados é causada pelos rinovírus Divulgação Cientistas acreditam ter descoberto uma forma de parar o resfriado comum e vírus parecidos que podem causar paralisia. Em vez de tentar atacá-los diretamente, eles se concentraram em uma proteína essencial dentro de nossas células de que os vírus precisam para se replicarem. Gripe ou resfriado: quais as diferenças? Ao fim do experimento, os cientistas constataram que ratos e células pulmonares humanas tiveram uma "proteção completa". No entanto, eles dizem que ainda não estão prontos para realizar testes em humanos. Desafio Combater o resfriado comum sempre foi um enorme desafio para a medicina. A maioria dos resfriados é causada pelos rinovírus. Mas existem cerca de 160 tipos diferentes deles. Além disso, esses vírus sofrem muitas mutações, tornando-se resistentes a drogas ou aprendendo a se "esconder" das células de defesa do nosso organismo. Para combatê-los, cientistas passaram então a usar a chamada "terapia dirigida", ou seja, em vez de atacar o vírus, tornam nosso corpo inóspito a esses invasores. Um vírus não tem tudo de que precisa para se replicar. Em vez disso, precisa infectar outra célula e roubar parte de seu material genético. Cientistas da Universidade Stanford e da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram um dos componentes dos quais os vírus dependem. Dependência Eles começaram a fazer experimentos com células humanas e depois usaram a edição genética para desativar as instruções dentro do nosso DNA, uma por uma. Essas células modificadas foram então expostas a uma variedade de vírus - incluindo rinovírus que causam o resfriado comum e vírus mais perigosos que estão intimamente relacionados à poliomielite. Os vírus testados não conseguiram se replicar dentro das células que tinham as instruções para uma proteína (chamada metiltransferase SETD3) desativada. Os cientistas criaram, então, camundongos geneticamente modificados que eram completamente incapazes de produzir essa proteína. "A falta desse gene protegia completamente os ratos da infecção viral", diz à BBC Jan Carette, professor-associado de Microbiologia e Imunologia da Universidade Stanford. "Esses ratos sempre morriam (sem a mutação), mas sobreviveram dessa vez. Eles ficaram mais protegidos e houve uma redução muito forte na replicação viral." A proteína de que esses vírus dependem normalmente tem um papel na complexa "rede" que organiza o interior das células do corpo, chamado citoesqueleto. As descobertas, publicadas na revista científica "Nature Microbiology", revelaram que os camundongos geneticamente modificados eram saudáveis, apesar de não terem a proteína essencial para a replicação viral. Gripe ou resfriado: quais as diferenças? Possível cura? O objetivo não é produzir seres humanos geneticamente modificados, mas encontrar um medicamento que possa suprimir temporariamente essa proteína e fornecer maior proteção contra vírus. "Identificamos um componente fantástico de que todos os enterovírus e rinovírus precisam e dependem. Sem ele, os vírus realmente não têm chance", diz Carette. "Este é realmente um bom primeiro passo - o segundo passo é ter um produto químico que imite essa exclusão genética. Acho que o desenvolvimento (do medicamento) pode ser relativamente rápido", acrescenta. O papel exato da proteína na replicação viral ainda é incerto e vai exigir mais estudos. Para a maioria das pessoas, o resfriado comum é mais um inconveniente do que uma ameaça à saúde, mas nos asmáticos pode piorar muito os sintomas. Além disso, alguns dos enterovírus podem causar paralisia se espalhar para o cérebro. Jonathan Ball, professor de virologia molecular da Universidade Nottingham, no Reino Unido, que não participou da pesquisa, descreveu as descobertas como "interessantes". No entanto, ele alerta que os cientistas precisam ter certeza de que a abordagem é segura. "Existe um interesse crescente no desenvolvimento de tratamentos direcionados a essas proteínas hospedeiras, porque elas podem teoricamente impedir a mutação viral - uma das principais barreiras ao desenvolvimento de antivirais eficazes amplamente ativos", explica. "Mas os vírus são muito adaptáveis e é possível que mesmo um tratamento direcionado ao invasor não os mantenha afastados por muito tempo", conclui
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17/09 - Atendimentos do SUS a jovens com depressão crescem 115% em três anos
Levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (17) inclui procedimentos ambulatoriais e internações no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2018. A depressão é uma doença que atinge mais pessoas ao redor do mundo a cada ano Frédéric Cirou/AltoPress/PhotoAlto/AFP/Arquivo Os atendimentos ambulatoriais e internações no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados à depressão cresceram 52% entre 2015 e 2018, passando de 79.654 para 121.341. Na faixa etária de 15 a 29 anos, o crescimento foi de 115%, segundo um levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (17). A pasta explica que o aumento nos dados pode estar relacionado à maior procura pela assistência, mas não descarta um possível aumento nos casos de depressão na população. Dra. Ana Escobar | Suicídio: precisamos falar sobre isso "A depressão às vezes ela é vista como 'frescura'", destacou em coletiva de imprensa o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. "As pessoas diminuem a importância, eventualmente, de um drama pra um adolescente que, em tempos de internet, é super amplificado". Em 2019, dados parciais mostram que já foram feitos, no SUS, 49.176 atendimentos relacionados à depressão e 16.311 internações. Aumento nos diagnósticos de depressão Entre 2011 e 2018, foram notificados 339.730 casos de violência autoprovocada, 33% deles classificados como tentativa de suicídio. Jovens entre 15 e 29 anos representam 45% do total. Os estudantes são 30% dos casos notificados, logo após vêm as donas de casa, com 23% das notificações. No Brasil, estima-se que 14,1 milhões de pessoas tenham diagnóstico de transtornos ou sofrimentos mentais, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% nos últimos dez anos. A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades normalmente prazerosas. O SUS oferece atendimento a pessoas com transtornos mentais nas Unidades de Saúde da Família e nos Centros de Atenção Psicossocial, os Caps. Nesses serviços é possível ter uma avaliação profissional e, se necessário, ser encaminhado para outro serviço especializado da Rede de Atenção Psicossocial do SUS. Campanha de apoio à vida Os números sobre a doença foram divulgados durante o lançamento da campanha "Se liga! Dê um like na vida", que tem o objetivo de estimular a população jovem a dialogar e "desmistificar a vida virtual". A ideia, segundo os responsáveis, é valorizar as relações presenciais e reforçar a importância de estar sempre alerta aos sintomas da depressão, além de buscar ajuda. Na contramão da tendência mundial, taxa de suicídio aumenta 7% no Brasil em seis anos "Faltava essa pegada, essa linguagem pra juventude", disse a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. O filme da campanha será veiculado até 1º de outubro em cinemas e na internet. Busque ajuda Em caso de sintomas de depressão, procure a ajuda de um profissional habilitado. O Ministério da Saúde divulga os seguintes endereços para ajuda: CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde). UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita). O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip, 24 horas por dia, todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre a ligação gratuita.
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17/09 - USP detecta bactérias resistentes à limpeza e celular como fonte de contaminação em UTIs
Estudo publicado no Reino Unido alerta sobre a necessidade de revisão dos procolos de higiene. Pesquisadores coletaram amostras dentro do Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto (SP). Pesquisa da USP identifica bactérias resistentes à limpeza em UTIs em Ribeirão Preto Um mapeamento realizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto (SP) identificou que a maioria das bactérias está resistente à limpeza diária e que o celular é uma das principais fontes de contaminação nesses ambientes. Os resultados do estudo foram publicados em artigo na revista inglesa “Fronteiras na Saúde Pública”, em agosto deste ano. Segundo o pesquisador Lucas Ferreira Ribeiro, o objetivo do grupo é alertar profissionais da saúde sobre a importância da revisão constante dos protocolos de higiene. “Às vezes, o contato com determinado paciente e o toque em outras superfícies dentro da própria UTI, você pode criar contaminações cruzadas dentro deste ambiente. Então, há a necessidade de estar vigilante e comprometido com a higienização adequada”, diz. A pesquisa destaca ainda que o uso de antibióticos não é o único fator que torna as bactérias resistentes. O uso do mesmo produto químico diariamente também leva os microrganismos - principalmente os que são potencialmente mais preocupantes - se tornarem adaptados e ele. Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto Antônio Luiz/EPTV Para mapear as comunidades de microrganismos, o grupo coletou amostras de superfícies que devem ser limpas diariamente, como colchões, camas, maçanetas e respiradores, em dias de funcionamento normal, sem que as equipes de enfermagem fossem avisadas. Também foram recolhidas amostras das superfícies de computadores, celulares e pastas de prontuários que estavam nas UTIs, assim como dos jalecos utilizados pelos profissionais. As coletas ocorreram antes e logo após a limpeza diária com produtos específicos. “Observamos que na UTI pediátrica havia uma diversidade maior de microrganismos e isso pode estar relacionado à entrada e à saída maior de visitantes. Em ambos encontramos esses microrganismos relacionados com infecções hospitalares”, afirma Ribeiro. Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal em Ribeirão Preto Antônio Luiz/EPTV O pesquisador destaca que muitas bactérias podem estar em visitantes saudáveis e não gerar nenhum tipo de problema, mas, em ambiente de UTI, especialmente pediátrica, esses microrganismos oferecem mais risco, devido à vulnerabilidade dos pacientes. “Mesmo após a limpeza, não houve a diminuição efetiva de bactérias relacionadas com infecção hospitalar. Então, há a necessidade de rever esses protocolos, buscar outros mais eficientes ou mesmo ter rotatividade, não só de limpeza, mas da parte de higienização”, diz. A pesquisa utilizou técnicas de sequenciamento genético de última geração que permitem identificar uma quantidade maior de gêneros e espécies de microrganismos, em comparação com os testes atuais, em que são realizados cultivos de bactérias em laboratório. “Cabe destacar que nenhum hospital é completamente estéril. Já se sabe que o hospital tem uma impressão digital que é diferente em cada ambiente, porém, todos compartilham de uma microbiota”, detalha a microbiologista Maria Eugênia Guazzaroni. USP mapeia bactérias em UTI no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto Antônio Luiz/EPTV A partir dos resultados, os pesquisadores querem conscientizar os funcionários dos hospitais, principalmente aqueles que trabalham com a limpeza, sobre a importância de seguir os protocolos de higiene e esterilização. Outro dado importante do estudo é que o celular é uma das vias de contaminação mais comum. Por isso, profissionais da saúde e até mesmo familiares dos pacientes devem estar atentos para nunca manusear os aparelhos dentro das UTIs. “Pega o telefone, dá uma olhada e naquele momento acaba de contaminar o aparelho. Se ele contaminou o aparelho, ou vai levar para casa, ou vai andar em outro quarto e pode ter o aparelho como fonte de contaminação”, afirma o pesquisador Rafael Silva Rocha. Doutor em biologia molecular pela Universidade Autônoma de Madrid, na Espanha, Rocha alerta que os jalecos nunca devem ser usados pelos profissionais da saúde fora do ambiente hospitalar. Isso porque, também carregam inúmeras bactérias. “O jaleco é um material de proteção pessoal e tem que ser tratado como algo altamente contaminado. Não é enfeite, não é só para mostrar que está sendo usado. Ele tem que ser usado para proteger a si mesmo e outras pessoas, e não tratar como acessório de moda”, diz. USP de Ribeirão Preto aponta celular como uma das principais fontes de contaminação em UTI Antônio Luiz/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca
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17/09 - Cientistas franceses alertam para aumento da temperatura global em até 7ºC até o fim do século
Cerca de 100 pesquisadores e engenheiros franceses elaboraram modelos climáticos que prevem, no pior dos cenários, um aumento na temperatura média mundial até 2100 superior aos 4,8ºC anunciados em 2014 pelo IPCC. Mulheres se refrescam com borrifador de água público em Lille, na França, durante onda de calor na Europa Philippe Huguen/AFP O aquecimento global se anuncia mais pronunciado do que o previsto, com o pior cenário prevendo +7ºC em 2100 - alertaram cientistas franceses nesta terça-feira (17), apresentando novos modelos climáticos que vão servir de base para o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Cenário mais pessimista até agora previa aumento de +4,8ºC Houve a multiplicação de ondas de calor na Europa que serão comuns em 2050 Cientistas alertam para aumento de queimadas e incêndios florestais Especialistas insistem que ainda há tempo de reverter esse cenário Em 2021, os especialistas climáticos da ONU vão revelar seu novo relatório de avaliação sobre a evolução do clima, o sexto desde 1990. Cerca de 100 pesquisadores e engenheiros franceses, principalmente do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), do Comissariado para a Energia Atômica (CEA) e da Météo-France, trabalharam na elaboração de dois modelos climáticos que vão alimentar os trabalhos. IPCC diz que aquecimento global pode reduzir safras e alerta para conservação de florestas tropicais Novo relatório climático do IPCC diz que 'mudanças sem precedentes' são necessárias para limitar aquecimento a 1,5ºC Esses modelos foram, em seguida, submetidos a vários cenários socioeconômicos. O que é aquecimento global? Cenário pessimista No cenário mais pessimista, com base em um crescimento econômico rápido alimentado por energias fósseis, o aumento da temperatura média mundial atinge de 6,5ºC a 7ºC em 2100. No último relatório do IPCC de 2014, o pior cenário previa +4,8ºC em relação ao período pré-industrial. E o que isso significa concretamente para as sociedades humanas? Na França, a multiplicação de ondas de calor é um bom exemplo, responderam os cientistas durante uma coletiva de imprensa. A onda de calor de 2003, que matou 15.000 pessoas na Europa, será comum nos anos 2050. Mulher se refresca em ducha na praia em Nice como uma onda de calor atinge grande parte do país Uma mulher está debaixo de um chuveiro na praia em Nice. Onda de calor atinge grande parte da França. Eric Gaillard/Reuters Isso será acompanhado de "secas muito mais longas e prolongadas", "práticas agrícolas em grandes dificuldades", "incêndios florestais que se multiplicam em regiões onde hoje não são muito frequentes", aponta David Salas y Melia, pesquisador climatologista e responsável pelo clima no centro de pesquisa CNRM (Météo-France-CNRS). Os cientistas também submeteram seus modelos climáticos a outros cenários. Os mais otimistas, com base em uma forte cooperação internacional e prioridade dada ao desenvolvimento sustentável, permitiria permanecer logo abaixo da meta de aquecimento de 2°C e "ao custo de exceder temporariamente a meta de 2°C durante o século". Como o aquecimento global vai espalhar uma 'praga bíblica' Aquecimento do planeta já é o maior evento climático em 2 mil anos, indica pesquisa Esse cenário implica a redução imediata das emissões de CO2, a neutralidade global de carbono em 2060 e uma captura atmosférica de CO2 de cerca de 10 a 15 bilhões de toneladas por ano em 2100, o que é tecnicamente incerto. Agir agora O Acordo Climático de Paris de 2015 prevê limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C, ou mesmo 1,5°C. O mundo não segue este caminho, pois os compromissos assumidos até agora pelos Estados levariam a um aquecimento de 3°C. COP 21 Cúpula do Clima Paris rascunho de acordo Benoit Doppagne/Belga/AFP Na segunda-feira (16), o secretário-geral da ONU, António Guterres, convocou uma cúpula em Nova York para pedir aos líderes mundiais que aumentem suas ambições. "A temperatura média do planeta no final do século depende muito das políticas climáticas que serão implementadas agora e ao longo do século XXI", insistem o CNRS, Météo-France e CEA em sua apresentação. Essa notícia é ainda mais preocupante, pois esses novos modelos climáticos desenvolvidos pelo CNRM e pelo Instituto Parisiense Simon Laplace são mais confiáveis e mais refinados do que os anteriores. "Há um salto qualitativo nos resultados dos modelos" – Pascale Braconnot, cientista do programa de pesquisa climática mundial (WCRP). Outros modelos estrangeiros que já foram divulgados, sobre os quais o IPCC também se debruçará, também estão apontando para um aquecimento acentuado. "Isso pode ser explicado por uma resposta climática mais forte ao aumento dos gases de efeito estufa antropogênicos do que nas simulações de 2012, mas as razões para esse aumento da sensibilidade e o grau de confiança a ser adicionado ainda precisam ser avaliados", de acordo com a apresentação. Graças a essa escala mais refinada, os pesquisadores modelaram melhor as consequências do aquecimento global na Europa Ocidental para as ondas de calor, mas também sobre a evolução das geleiras no Ártico, que pode desaparecer, ou quase desaparecer, no verão no final do século, ou os ciclones no Oceano Índico.
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17/09 - O que é vaginismo: 'Meu corpo não me deixa fazer sexo'
Transtorno sexual afeta uma a cada 500 mulheres no Reino Unido; vergonha e tabu impedem muitas delas de buscar ajuda. Transtorno sexual afeta uma a cada 500 mulheres no Reino Unido; vergonha e tabu impedem muitas delas de buscar ajuda BBC "Meu corpo não me permite fazer sexo e, quando faço, é como se alguém estivesse me esfaqueando". É assim que a britânica Hannah Van de Peer descreve suas relações sexuais. Ela sofre de uma condição chamada vaginismo, que afeta uma a cada 500 mulheres no Reino Unido. Vaginismo é a contração involuntária dos músculos próximos à vagina, o que dificulta ou até impede a penetração pelo pênis durante a relação sexual. As causas são variadas e podem aparecer em qualquer momento da vida da mulher, como depois de episódios como cândida, parto, trauma sexual ou menopausa. Mas algumas mulheres podem descobrir que têm o transtorno quando tentam - e não conseguem - fazer sexo pela primeira vez. Vergonha e tabu acabam impedindo muitas delas de buscar ajuda, apesar de a condição ser curável. Segundo a ginecologista Leila Frodsham, o vaginismo é um dos "poucos tabus sexuais que ainda existem e que destroem a vida das pessoas". "É muito normal ficar preocupada com a primeira vez e todas nós provavelmente já passamos por isso, mas mulheres com vaginismo podem viver com isso por toda a vida", diz. "Muitas delas normalmente descrevem a condição como se estivessem sendo esfoladas ou cortadas. Ou até mesmo como se houvesse agulhas enfiadas na pele", acrescenta. Sexo e dor Hannah conta que frequentou uma escola religiosa e que essa experiência a afetou profundamente. "Ali me ensinaram que as mulheres não podem ter prazer com o sexo, que o sexo é doloroso; que causa doenças sexualmente transmissíveis ou gravidez", diz. "Me ensinaram que as mulheres não podem ter prazer com o sexo", diz Hannah BBC "Sempre me falaram que perder a virgindade doeria muito; para mim, era como se fosse uma barreira intransponível. Minha sensação é como se enfiassem uma faca em mim e a torcessem. É realmente muito doloroso", acrescenta. Quando Hannah percebeu que havia algo errado com sua vagina, sentiu-se como se não tivesse feito "a transição de menina para mulher". "Desde que comecei a falar publicamente sobre isso, conversei com várias mulheres que também sofrem do mesmo mal. É uma sensação de solidão, como se não pudéssemos falar sobre isso com ninguém. Acho que as mulheres precisam entender que qualquer uma de nós pode ser acometida por este transtorno." Para Frodsham, o vaginismo também pode ter fundo emocional. "Sexo é complicado. Sexo não é só físico. Se fosse, bastaria tomar um remédio para curar qualquer problema. Mas todas temos as nossas percepções, valores com os quais crescemos, nossas crenças, nossas próprias experiências sexuais que definem como nos sentimos sobre o sexo", diz. "Sempre me perguntam se acho que a educação religiosa pode ser um das causas para o vaginismo. Não há dúvida de que sim". "Acho que há muitas mulheres que crescem neste tipo de ambiente e não têm problema nenhum com isso", acrescenta. "Mas há outras que são como esponjas e acabam absorvendo todos os valores espalhados pelo imaginário popular. Um deles, por exemplo, é de que o sexo será bastante doloroso na noite de núpcias e de que é preciso haver sangue para provar a virgindade". Amina (nome fictício) também sofre com o transtorno. Ela tem origem muçulmana e diz que, embora não tenha tido que provar que era virgem quando casou, "esse pensamento permeou toda a minha vida". "Na minha noite de núpcias, não houve nenhum problema com a intimidade, porque já éramos muito próximos, mas senti como se meu corpo estivesse se fechando e não consegui abrir minhas pernas porque me senti com muito medo", lembra. Segundo ginecologista Leila Frodsham, vaginismo é um dos "poucos tabus sexuais que ainda existem e que destroem a vida das pessoas". BBC "Era uma sensação de queimação; o músculo se contraía. É difícil falar sobre isso, porque as pessoas não entendem. Elas acham que você está exagerando ou inventando", acrescenta. Cura Segundo Frodsham, o vaginismo é "totalmente curável". "A mulher pode usar seu polegar para massagear o músculo do assoalho pélvico. A partir daí, o músculo relaxa porque elas se sentem mais confortáveis e percebem que a vagina é grande o suficiente para fazer sexo". Enquanto isso, tanto Hannah quanto Amina esperam poder sentir prazer ao ter relações sexuais. "Estou casada há mais de cinco anos. Uso dilatadores. São de diferentes tamanhos; começa do menor para o maior. Quando chega ao maior, pode fazer sexo", explica Amina. "Sinto que melhorei bastante. Ainda acho difícil ter sexo com penetração. Então, estou usando tampão vaginal e pequenos vibradores para facilitar a penetração", diz Hannah. "Fico muito feliz que as pessoas estejam falando mais abertamente sobre isso", conclui.
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17/09 - Seminário vai tratar do envelhecimento de pessoas com deficiência intelectual
Apae de São Paulo promove o evento, que será realizado na quinta e sexta no Memorial da América Latina Na velhice, é recorrente a sensação de invisibilidade. No entanto, há um contingente de idosos ainda mais invisível: o dos indivíduos com deficiência intelectual. No Brasil, a estimativa é de que sejam mais de 500 mil acima dos 60 anos. Essa é uma questão que vem ganhando corpo há pelo menos duas décadas, o que levou a Apae de São Paulo a organizar o I Seminário Internacional sobre o Envelhecimento da Pessoa com Deficiência Intelectual, como explica Leila Castro, especialista em envelhecimento da área de Ensino, Pesquisa e Inovação da instituição. “Desde o início dos anos 2000, essa população já demonstrava sinais de envelhecimento. A Apae de São Paulo preconiza a inclusão das pessoas com deficiência em todas as fases da vida e essa é uma nova frente na qual atuamos. Nosso trabalho visa à manutenção da funcionalidade, com protocolos que incluem o planejamento de vida e a busca de preservação da autonomia e da independência”, afirma. Leila Castro, especialista em envelhecimento da área de Ensino, Pesquisa e Inovação da Apae de São Paulo Divulgação Na Europa e nos Estados Unidos já há estudos longitudinais – que se estendem por um longo período de tempo – específicos sobre esse grupo. Na opinião de Leila, esta será a oportunidade de dar início a uma discussão mais ampla no Brasil. “Temos que estimular uma produção nacional de conhecimento nesse campo. A instituição acompanha a questão do envelhecimento no país e sabemos que há muitas demandas da população em geral a serem atendidas. Isso faz com que outras condições de envelhecimento, como a de pessoas com deficiência intelectual, fiquem em segundo plano, mas também precisamos de políticas públicas voltadas para esse público”, diz. De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, “pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. O site da Apae paulista apresenta as diferenças entre deficiência intelectual e doença mental, que, infelizmente, ainda são confundidas: “Na deficiência intelectual a pessoa apresenta um atraso no seu desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive. Ou seja, existe um comprometimento cognitivo, que acontece antes dos 18 anos, e que prejudica suas habilidades adaptativas. Já a doença mental engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade. Essas alterações acontecem na mente da pessoa e causam uma alteração na sua percepção da realidade. Em resumo, é uma doença psiquiátrica, que deve ser tratada por um psiquiatra, com uso de medicamentos específicos para cada situação”. Tamar Heller, professora da University of Illinois em Chicago: palestrante do evento University os Illinois A abordagem do envelhecimento feita pela instituição inclui, como não poderia deixar de ser, a família. “Os pais estão idosos, os irmãos também envelheceram, há uma grande preocupação em relação ao dia de amanhã. Se um irmão ou irmã fica com a tutela mas trabalha, vai precisar de um serviço de apoio”, enfatiza Leila. O seminário acontece nos dias 19 e 20, no Memorial da América Latina. A conferência de abertura será feita por Tamar Heller, professora da University of Illinois em Chicago, que dirige um centro de excelência sobre o assunto. Outros participantes internacionais são Philip McCallion, responsável por um estudo longitudinal feito sobre o tema na Irlanda, e Ramón Novell Ansina, que participou do “Informe Seneca”, levantamento semelhante realizado na Espanha. Que este seja um passo definitivo para diminuir essa invisibilidade.
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17/09 - Pesquisadores da UFRGS tentam tornar diagnóstico de Alzheimer e Parkinson mais preciso após descoberta de proteína
Ideia é inibir a proteína, na tentativa de indicar a existência da doença antes que ela se agrave. Resultado é considerado um avanço para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes. Estudo, que começou com ratos, já é feito em humanos. Pesquisadores analisaram a presença do Rage no cérebro por microscopia de fluorescência. Arquivo pessoal Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificou uma proteína responsável pelo início de processos de neurodegeneração após o organismo sofrer uma inflamação aguda, o que pode levar ao entendimento da causa de doenças como Alzheimer e Parkinson. "Nunca se estudou ela nesse contexto clínico anterior, como causa da doença. Para tratar doença neurodegenerativa atualmente, como é uma doença que você perde muito neurônio, e neurônio é uma célula com renovação muito limitada, praticamente não se divide. Então a gente ficou na causa, lá na origem da doença. Nós somos, em Parkinson, o único grupo no mundo trabalhando com o Rage [proteína] como origem da doença", explicou ao G1 o professor do Departamento de Bioquímica da UFRGS e coautor da pesquisa Daniel Pens Gelain. Chamada de Receptor para Produtos Finais de Glicação Avançada (Rage, na sigla em inglês), essa proteína está presente normalmente no sistema imune, mas também pode aparecer em outros tipos de células quando há uma inflamação. A ideia é que o estudo possa contribuir para tornar mais preciso o diagnóstico do Parkinson, que hoje é feito a partir da análise dos sintomas, o que costuma ocorrer quando a doença já está bastante avançada. Ainda não existe um exame capaz de identificá-la com exatidão. “Desenvolver um exame de sangue que detecte alguma alteração relacionada à doença antes da manifestação dela seria o ideal para o tratamento. O problema da neurodegeneração é que depois que ela está diagnosticada, já há muita perda neuronal. Os tratamentos são todos para aliviar os sintomas, não existe nenhum tratamento que barre a neurodegeneração”, destaca Gelain. A identificação de marcadores clínicos que indiquem a existência da doença antes que ela se agrave seria um avanço para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes. Em testes com ratos, os cientistas conseguiram inibir a ação da proteína no cérebro dos animais e evitar a neurodegeneração. Os resultados do estudo foram publicados em 2017, no periódico internacional Journal of Biological Chemistry. Este ano, o artigo foi selecionado para constar em um número especial da revista em que estão reunidos os trabalhos considerados mais representativos dos avanços da pesquisa científica em bioquímica realizada na América do Sul, nos últimos quatro anos. Estudo de inibição do Rage Para chegar a esse resultado, os cientistas induziram a sepse nos animais. A sepse ocorre quando, na tentativa de proteger o corpo de um agente infeccioso, o sistema imunológico provoca uma inflamação generalizada, que se espalha pelo organismo e acaba afetando diferentes órgãos, podendo até mesmo comprometer seu funcionamento. Conforme o pesquisador, a motivação para o trabalho surgiu da observação de que os pacientes de sepse, mesmo após sua recuperação, apresentavam grande frequência de sequelas, com variados problemas neurológicos. Os cientistas verificaram que, após a recuperação da sepse, os animais apresentavam uma série de alterações características da doença de Alzheimer. Já os animais que tiveram a proteína Rage inibida após a sepse tiveram uma recuperação desses marcadores bioquímicos e melhores performances em testes cognitivos. “Neste trabalho, a observação que eu considero mais importante é que nós inibimos a proteína, o Rage, já bem depois da sepse, numa fase em que começam os primeiros indícios de neurodegenaração no cérebro. Isto é uma coisa que faz falta na clínica hoje, que faz falta num contexto de medicina: tratamentos que possam ser aplicados quando já tem a doença diagnosticada”, afirma Gelain. Camila Tiefensee Ribeiro, bolsista de mestrado, realiza teste de coordenação motora em ratos. Arquivo pessoal Doença de Parkinson Em outro artigo, publicado na revista Scientific Reports, os pesquisadores demonstraram que a inibição do Rage interrompeu o desenvolvimento de Parkinson em ratos. A doença é caracterizada pela perda de neurônios e os principais sintomas estão relacionados ao sistema motor. Os roedores nos quais o Rage foi bloqueado tiveram menos neurônios perdidos e melhor desempenho nos testes de coordenação motora. “Foi um resultado bastante bom, e nós estamos focando agora a doença de Parkinson para os nossos próximos trabalhos”, relata Gelain. Para os pesquisadores, o trabalho pode colaborar para a compreensão dos processos que envolvem a neurodegeneração e para a busca de novas formas de tratamento. O estudo está confirmando algumas hipóteses relacionadas à origem da doença, que é pouco conhecida pelos pesquisadores. Segundo o professor, uma sequência de eventos inflamatórios, durante a vida das pessoas, desencadeia, de alguma forma, um processo inflamatório no cérebro. "Quando isso é na região que é afetada no Parkinson, acaba virando Parkinson. Quando isso é na região afetada pelo Alzheimer, vira Alzheimer. E quando o cérebro não consegue terminar esse processo de inflamação, o Rage fica lá, porque a resposta inflamatória é uma coisa que o organismo faz para se livrar de algum problema, só que às vezes a gente não consegue terminá-la. O porquê de não conseguir terminar em alguns casos não está muito claro, mas isso acontece bastante”. Melhora do diagnóstico Os pesquisadores também desenvolvem estudos com cérebros humanos, comparando amostras de pessoas saudáveis e de doentes com Parkinson, em uma parceria com o Banco de Cérebros da Universidade de São Paulo (USP). São realizados estudos clínicos com pacientes diagnosticados com a doença, em colaboração com a Santa Casa de Misericórdia e com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O acompanhamento com os pacientes acontece há cerca de três anos. São feitas coletas e análises do sangue para avaliar os sintomas e alterações ao longo do tempo. “Por isso estamos muito empolgados com esses dados clínicos, com esse estudo. Os médicos estão nos dando bastante amostra, estão bem empolgados também”.
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16/09 - Equipes de ciência, tecnologia e inovação do Brics debatem novo plano de trabalho em Paulínia
Reuniões de cooperação tecnológica precedem visita de ministros dos cinco países do Sirius, maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. Equipes de ciência, tecnologia e inovação de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países do chamado Brics, estão reunidos em Paulínia (SP) para debater assuntos e investimentos na área. O encontro será encerrado com a aprovação de um novo plano de trabalho de cooperação científico-tecnológica para o período 2019-2022, que será apresentado na sexta (20) com a presença do ministro Marcos Pontes e dos titulares das pastas dos outros quatro países. Liderado pelo Brasil, que exerce a presidência de turno do Brics neste ano, o evento inclui uma visita técnica ao Sirius, em Campinas (SP), maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, na quinta-feira (19). Previsto para entrar em operação a partir de 2020, o laboratório brasileiro será o 2º do mundo a operar luz síncrotron de 4ª geração - o primeiro é o MAX-IV, na Suécia. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC) destacou que as reuniões em curso abrangem a área técnica das pastas e são realizadas a portas fechadas, em um hotel em Paulínia. O Plano de Trabalho foi criado em 2015, e criou bases para a cooperação, investimentos e desenvolvimento de tecnologia entre os cinco países do bloco. Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação Sirius Em fase de montagem do terceiro e principal acelerador, o Sirius não ficará completamente pronto até o fim de 2020, conforme previsto inicialmente. Apesar de garantir o início de operação no próximo ano, o diretor do projeto, Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), destaca que o orçamento dotado pelo governo federal impede a conclusão no prazo inicial. Segundo ele, a entrega de todas as 13 linhas de pesquisa previstas no Sirius deverá ficar para 2021. Dos R$ 255 milhões previstos no orçamento para 2019, o projeto recebeu R$ 50 milhões, valor empregado na instalação das três primeiras linhas de luz. Segundo informações obtidas pelo G1 via Lei de Acesso à Informação (LAI), desde 2012 o Ministério de Ciência e Tecnologia fez dotação orçamentária de R$ 1,472 bilhão para o projeto, sendo que R$ 1,249 bilhão foram, de fato, pagos. Questionado sobre o atraso no repasse de verbas ao Sirius, o MCTIC havia destacado que em um "cenário de restrição orçamentária", tem se empenhado para manter recursos para seus institutos de pesquisa e entidades vinculadas. Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1 Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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16/09 - Em Campinas, especialistas debatem incidência de câncer infantil por contato com agrotóxico
Pesquisadores de diferentes países apresentaram dados sobre a contaminação que é provocada, muitas vezes, pelo contato dos pais com substâncias que podem ser passadas aos filhos. Terence Dwyer, professor de Epidemiologia da Universidade de Oxford, no Reino Unido Mirela Von Zuben/G1 Em fórum realizado no Centro Infantil Boldrini, em Campinas (SP), nesta segunda-feira (16), especialistas do mundo todo se reuniram para discutirem o impacto do uso de agrotóxicos sobre a incidência de câncer infantil. O Brasil, segundo maior país do mundo em área plantada com transgênicos no mundo em 2018,com 51,3 milhões de hectares (atrás dos EUA), registra uma morte a cada 2 dias e meio por intoxicação advinda de agrotóxicos agrícolas. O dado foi apresentado pela professora Larissa Mies Bombardi, doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP), que apontou que o nível de contaminação de crianças por uso de agrotóxicos é grave. Segundo seus estudos, 343 bebês foram intoxicados em sete anos, em casos notificados. Somados aos casos não notificados, a projeção indica uma possibilidade de 17.150 contaminações de bebês. “Para cada caso notificado, tem outros 50 alvos não notificados. Do total de pessoas infectadas, 20% são crianças e adolescentes de zero a 19 anos”, explicou a professora. Larissa Mies Bombardi, professora doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) Mirela Von Zuben/G1 O Brasil, que usa 500 mil toneladas de agrotóxicos por ano e liberou o uso de mais 51 agrotóxicos em julho deste ano, registra outro dado alarmante: a intoxicação muitas vezes está relacionada a tentativas de suicídio. “40% do total de notificações no Brasil são de pessoas que ingeriram agrotóxico para tentar suicídio. Na região Nordeste, como no Ceará e em Pernambuco, esse número chega a 70%”, afirmou Bombardi. Risco pode vir do útero O australiano Terence Dwyer, professor de Epidemiologia da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e coordenador do Consórcio do Coorte Internacional do Câncer da Criança (I4C), apresentou durante o fórum dados que expõem também o risco de contaminação das crianças pelo ambiente de trabalho dos pais, que podem vir já do útero. De acordo com o professor, o risco aumenta de acordo com a idade da criança, que é mais alto até os quatro anos. Além disso, os filhos primogênitos têm maior probabilidade de nascerem com genes que configurem uma pré-disposição ao desenvolvimento do câncer. “Muitos pais querem respostas: porque os filhos deles desenvolveram câncer? Os doutores não podem dar estas respostas a eles”, disse o australiano. A apresentação de Dwyer aos brasileiros também mostrou que uma em cada 100 crianças nascem com cromossomos anormais que podem causar câncer. Segundo ele, de dez a 20, em cada 100 mil crianças, desenvolvem câncer hoje. Boldrini integra consórcio Silvia Brandalise, presidente do Centro Infantil Boldrini, explicou que o grupo foi convidado a integrar o I4C quando fez um estudo de leucemia em lactentes, mostrando uma associação entre a exposição materna a uma série de pesticidas na gravidez e o aparecimento do câncer na criança. “Quando você mergulha no que já se provou de substâncias que são tóxicas para o organismo, você fica boquiaberta. O que os estamos vivendo, em um mundo em que se omite uma coisa tão seria e não se faz nada?”, questionou a presidente do Boldrini. Trabalho em indústrias químicas Professor Kjeld Schmiegelow, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca Mirela Von Zuben/G1 O professor Kjeld Schmiegelow, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, estudou, sobre um período de quatro décadas, o risco de câncer em crianças que têm pais que trabalham em indústrias químicas, principalmente nas gráficas, de pintura, têxteis e de extração de madeira e papel. Segundo ele, homens e mulheres que trabalharam nestes locais e tiveram filhos com ao menos um ano após a exposição, apresentaram risco aumentado para a incidência de câncer: no sistema nervoso central, no caso de mães e filhos; e leucemia mieloide aguda, em filhos e pais. "Mesmo que o mecanismo biológico exato por trás das exposições dos pais e a incidência de câncer nas crianças ainda seja incerto, as associações são claras e pedem intervenções legislativas”, pontuou em sua pesquisa. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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16/09 - Ministro da Saúde fala em ampliar zona de segurança em lançamento de campanha de vacinação na fronteira
A declaração foi dada em Ponta Porã (MS), cidade vizinha à Pedro Juan Caballero, fronteira com o Paraguai. Luiz Henrique Mandetta esteve na cidade para o lançamento do "Movimento Vacina Brasil nas Fronteiras". Ministro Mandetta participando de lançamento de campanha de vacinação em MS Ministério da Saúde/Divulgação O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira (16) em ampliar uma zona de segurança na fronteira do Brasil com o Paraguai. "Faz isso em aproximadamente 10 cidades e aí vai gradativamente ampliando uma zona de segurança", afirmou o ministro. A declaração foi dada em Ponta Porã (MS) cidade vizinha à Pedro Juan Caballero, fronteira com o Paraguai. Mandetta esteve na cidade para o lançamento do "Movimento Vacina Brasil nas Fronteiras" e para anunciar um pacote de ações voltado para o fortalecimento da vigilância em cidades brasileiras fronteiriças a países que compõem o Mercosul. "Nós vamos presidir o Mercosul e uma das ações que nós propusemos foi aprimorar, fortalecer em parceria com todos nossos países vizinhos, irmãos, como é o caso do Paraguai, a vacina. Então, hoje aqui a gente faz um ato simbólico que representa toda a área de fronteira [...] Agora começa por essas áreas de fronteira, cidades irmãs como é o caso de Ponta Porã e Pedro Juan e nas outras também, colocando carteiras de vacinação em dia. Não há especificante uma meta, então, aqui Ponta Porã, algo em torno, de além das doses normais, mais 12 mil doses", explicou. De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é vacinar na região de fronteira crianças de 6 meses a pessoas com 29 anos contra o sarampo; e crianças a partir dos 9 meses e pessoas com até 59 anos contra a febre amarela. Não há registros de sarampo em nenhuma das duas cidades, mas em Mato Grosso do Sul foram registrados esse ano 2 casos da doença, um em Campo Grande e outro em Três Lagoas. No Brasil O Brasil confirmou 3.339 novos casos de sarampo no país desde junho, quando um novo surto da doença teve início. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado na sexta-feira (13), dezesseis estados registram surto ativo da doença. O boletim aponta que, nos últimos três meses, os casos confirmados neste surto representam 89% do total de casos em 2019. Neste período foram notificados em todo o país 24.011 casos suspeitos. Destes, 73,8% seguem em investigação (17.713) e 12,3% foram descartados (2.957). Initial plugin text
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16/09 - Como fazer cocô direito, segundo a ciência
Sentar-se na privada não é a maneira mais saudável de fazer número 2; entenda por quê. Passamos quase seis meses da nossa vida fazendo cocô BBC Você sabia que, em média, uma pessoa passa seis meses de sua vida fazendo cocô? (Assista ao vídeo) São 145 kg por ano ou o peso de um urso panda adulto. Mas uns são mais eficientes do que outros nesta tarefa. Tudo depende se você faz número 2 sentado ou agachado. Muitas pessoas sentem dificuldade para fazer cocô. Ao nos sentarmos na privada, nosso canal anal fica em um ângulo de 90 graus. Hemorroidas e até derrames Isso faz com que o músculo do assoalho pélvico acabe "estrangulando" nosso cólon, ocasionando hemorroidas, desmaios e até derrames. Mas por que, então, continuamos a nos sentar na privada? Acredita-se que as primeiras privadas tenham surgido há 6 mil anos. No início do século 4, Roma tinha 144 banheiros públicos, e frequentar esses locais era um evento social. A privada romana se tornou um símbolo da civilização europeia. Mas se você tiver um desses tronos de porcelana, uma dica: eleve seus joelhos a um ângulo de 35 graus. Além de favorecer a saúde, você ainda pode ganhar alguns segundos. Quem faz cocô agachado leva, em média, 51 segundos para completar a tarefa, contra 114 a 130 segundos de quem se senta na privada.
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16/09 - Crânio de leão-das-cavernas extinto há 30 mil anos é encontrado na Sibéria
Descoberta foi feita em área onde serão construídas novas moradias. Além de ossos de animais, foram achados também mais de duas mil ferramentas de trabalho antigas. Crânio de leão-das-cavernas é encontrado na Sibéria Didier Descouens/CC BY-SA 4.0 Um grupo de arqueólogos encontrou em Krasnoiarsk, na Sibéria (Rússia), um lugar onde os caçadores da Idade da Pedra desmembravam animais. Entre os restos mortais, os especialistas encontraram o crânio de um leão-das-cavernas (Panthera leo spelaea). A descoberta, que pertence ao Paleolítico, teria entre 20 mil e 30 mil anos. As escavações foram realizadas em um local onde novas casas estão sendo construídas. Rússia descobre exemplares de leões-das-cavernas de 12 mil anos “Durante as escavações (...) foi encontrado um material arqueológico e de paleofauna [fauna da Idade da Pedra] interessantes. Trata-se principalmente de ossos de cavalos, renas, veados e bisões. Entre eles estava a cabeça de leão-das-cavernas, que agora está sendo analisada em laboratório”, disse à a agência TASS Ígor Filátov, representante da organização de Geoarqueologia de Krasnoiarsk. Segundo o especialista, esse tipo de descoberta é rara na Sibéria e na Rússia em geral. Pesquisadores descobrem espécie inédita de dinossauro no noroeste do Paraná Os arqueólogos também descobriram uma grande quantidade de instrumentos de trabalho antigos: lascas, furadores, e ferramentas para cortar. “No total, existem mais de dois mil objetos. Nesse local, o homem das cavernas abria as carcaças de animais, quebrava os ossos e removia a medula óssea”, diz o arqueólogo. Os leões-das-cavernas eram felinos enormes de uma espécie já extinta. Eles viveram nos territórios da Europa e da Sibéria na última fase do Pleistoceno (300 mil a 10 mil anos atrás). Este animal foi amplamente representado na arte pré-histórica.
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16/09 - Videogames violentos são 8 vezes mais citados nos EUA quando atiradores de massacres em escolas são brancos
Análise de mais de 200 mil matérias de jornal e experimentos com universitários indica que estereótipos raciais levam negros a serem mais responsabilizados por crimes. Pesquisa da Associação Americana de Psicologia indica que estereótipos raciais influenciam na busca por fatores 'externos', como o uso de videogames, após tiroteios em escolas Getty Images/Via BBC Videogames violentos são lembrados com maior frequência como possíveis motivações de massacres em escolas quando atiradores são brancos do que quando são negros, segundo um estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia (APA) nesta segunda-feira (16). Para os autores do trabalho, os resultados indicam que estereótipos associando os negros à violência possivelmente fazem com que estes sejam mais responsabilizados por crimes, enquanto para os brancos há uma tendência à busca por explicações externas: como videogames. Tiroteio em torneio de videogames na Flórida deixa três mortos, incluindo o atirador Por que autoridades nos EUA querem demolir escola do massacre de Columbine Massacre em escola escocesa levou Grã-Bretanha a proibir armas em 1997 O estudo teve duas etapas: experimentos com universitários e análise de 204,7 mil reportagens de jornais sobre 204 ataques a tiros realizados nos Estados Unidos entre 1978 (ano que segundo os autores consolidou o consumo de videogames, com o lançamento do console Atari) e 2018. Os ataques considerados no levantamento tiveram pelo menos três vítimas, sem incluir os autores, e não tinham conexão com o crime organizado, tráficos de drogas e atividades de gangues. Após a extensa análise das reportagens, os pesquisadores, das universidades de Villanova, Virginia Tech e do Estado da Pensilvânia, verificaram que havia uma probabilidade oito vezes maior de menção a videogames quando os autores de tiroteios em escolas eram brancos na comparação com negros. Videogames foram mencionados em 6,8% dos artigos sobre massacres em escolas perpetrados por brancos, contra 0,5% por negros. Vínculo entre videogames e agressões Os autores da publicação alertam, porém, que diversos trabalhos científicos de áreas variadas não conseguiram vincular o uso de videogames à concretização de atos violentos na vida real por seus usuários. Apesar disso, mídia e políticos frequentemente mencionam jogos ao comentarem massacres, especialmente quanto estes acontecem em escolas. "Quando um ato violento é perpetrado por alguém que não corresponde ao estereótipo racial de pessoa violenta, as pessoas tendem a procurar uma explicação externa para o comportamento violento", diz Patrick Markey, líder do estudo e professor de psicologia na Universidade Villanova. "No caso de um jovem branco dos arredores da cidade grande (áreas que nos EUA frequentemente abrigam as casas das famílias mais abastadas) que comete um ato violento horrível como um tiroteio na escola, há uma maior probabilidade de se culpar erroneamente os videogames do que se o jovem fosse negro." Autores de publicação destacam que, apesar da literatura mostrar que negros tendem a usar mais videogames, o uso de jogos violentos é apontado com pouca frequência como explicação para tiroteios em massa Getty Images/Via BBC O estudo usou dados sobre local, data, nome e etnia dos autores de massacres no repositório Stanford Mass Shootings in America. No conjunto abordado, foram contabilizados 73 tiroteios realizados por negros e 131 por brancos. Foram considerados atiradores do sexo masculino pois, de acordo com os autores do estudo, o volume de tiroteios perpetrados por mulheres seria insuficiente para encontrar padrões. Ainda de acordo com os pesquisadores, a menção menos frequente aos videogames no caso de atiradores negros surpreende ainda pois este grupo racial tende justamente a usar mais estes jogos e outras mídias, segundo outras pesquisas, No entanto, quando considerados massacres em locais que não fossem escolas, a menção a videogames foi praticamente a mesma entre brancos (1,8% das reportagens) e negros (1,7%). Os autores acreditam que a diferença possa ser explicada por uma associação entre videogames, juventude e ambiente escolar. "A etnia é um fator importante, mas parece ser relevante apenas quando o atirador é jovem, como nos tiroteios em escolas. Videogames não são considerados quando o atirador é mais velho, como em Las Vegas (tiroteio que tirou a vida de 58 pessoas (além do atirador) durante um show na cidade americana em 2017", respondeu Markey à BBC News Brasil por e-mail. "Quando o atirador é um jovem branco, falamos de videogames, mas quando ele é mais velho ou negro, não." – Patrick Markey, professor de psicologia A pesquisa foi publicada na revista especializada Psychology of Popular Media Culture com o título He Does Not Look Like Video Games Made Him Do It: Racial Stereotypes and School Shootings (em tradução livre, "Ele não aparenta ter sido motivado por videogames: estereótipos raciais e tiroteios em escolas"). Entrevistas com universitários Outra etapa do estudo envolveu experimentos com 169 universitários e confirmou resultados semelhantes aos da análise do noticiário. Nesta fase, os participantes leram uma matéria de jornal falsa sobre um tiroteio em massa fictício realizado por um jovem de 18 anos, descrito como um ávido fã de videogames violentos. Metade dos participantes leu um artigo ilustrado com uma foto de um atirador branco, e a outra metade com uma imagem de um atirador negro. Os universitários que leram o artigo com a foto de um jovem branco tiveram uma probabilidade significativamente maior de culpar os videogames como fator motivador do que a outra metade do grupo. Entidade pede que mídia e políticos evitem associação com videogames Associação publicou documento pedindo que a mídia e os políticos evitem vincular jogos violentos a tiroteios em escolas Getty Images/Via BBC A APA tem acompanhado de perto a questão do uso de videogames e sua suposta relação com a violência. Em 2015, uma força-tarefa da associação publicou um documento que indica que mais de 90% das crianças nos EUA jogam videogames e que mais de 85% dos produtos no mercado continham alguma forma de violência. A força-tarefa encontrou uma associação entre exposição a videogames violentos e algum comportamento agressivo, mas os indícios sobre a relação entre jogos e violência mortal foram insuficientes. Algumas pesquisas recentes, porém, questionam até a associação entre jogos violentos e comportamento agressivo. Levantamentos com acadêmicos e clínicos também indicaram que a maioria desses especialistas não acredita que o videogame seja um perigo grave à sociedade. Devido à falta de evidências científicas, a Sociedade para Mídia e Tecnologia, uma divisão da APA que se concentra no impacto da mídia sobre o comportamento humano, pediu que o vínculo entre jogos violentos a tiroteios em escolas seja evitado por políticos e na imprensa.
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16/09 - Estudo confirma recorde de longevidade da francesa Jeanne Calment, que morreu aos 122 anos
A pesquisa é baseada em novos documentos e modelos matemáticos que descartam uma possível fraude apontada em 2018 por pesquisadores russos. Jeanne Calment viveu até os 122 anos Jean-Paul Pelisser/Reuters O recorde de longevidade da francesa Jeanne Calment, falecida oficialmente aos 122 anos em 1997, é válido, de acordo com um estudo científico publicado nesta segunda-feira (16) pelo geriatra e epidemiologista François Herrmann, dos hospitais universitários de Genebra. A pesquisa é baseada em novos documentos e modelos matemáticos que descartam uma possível fraude apontada em 2018 por pesquisadores russos. Japonesa de 116 anos é declarada a pessoa mais velha do mundo Idosa do Ceará completa 114 anos e é uma das pessoas mais velhas do mundo Segundo eles, a tese de que a francesa, que ficou famosa no final do século XX por sua idade avançada, não era Jeanne, mas sua filha, Yvonne Calment, "é infundada". A afirmação foi feita por pesquisadores suíços e franceses em um artigo publicado no "Journal of Gerontology". Para sustentar suas conclusões, os autores recuperaram vários documentos históricos, incluindo um artigo publicado na imprensa local em 1934 em Arles - onde Calment morava. De acordo com o artigo, uma "multidão" compareceu ao funeral de Yvonne, filha de Jeanne, que morreu aos 36 anos. Os pesquisadores suíços acham difícil de imaginar que nenhuma testemunha não tenha notado a fraude de identidade, que teria necessitado da cumplicidade de dezenas de pessoas. Todos os documentos encontrados descartam a hipótese russa. Idade de Jeanne Calment é “crível” O estudo analisa outro argumento dos pesquisadores russos, que consideravam estatisticamente impossível para um ser humano viver 122 anos. Ao estudar a longevidade de todas as pessoas nascidas na França em 1875 e 1903, os pesquisadores calcularam que um centenário tinha uma em dez milhões de chances de atingir a idade de 122 anos. Uma probabilidade baixa, mas que não torna a idade de Jeanne Calment menos "crível", de acordo com um dos co-autores da pesquisa.
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