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22/01 - O que é a poluição do ar e quais os malefícios para nosso corpo?
A fumaça do escapamento libera partículas que podem penetrar no pulmão, sangue e cérebro. O que é a poluição do ar e quais os malefícios para nosso corpo? BBC A poluição do ar gera divertsos tipos de malefícios para o corpo humano. A fumaça do escapamento dos carros, por exemplo, libera partículas no ar que podem penetrar no pulmão, corrente sanguínea e até chegar ao cérebro. A mais perigosa delas é chamada PM 2.5. É uma pequena partícula, que chega a ser vinte vezes menor que um único grão de areia. Fumaça do escapamento libera dióxido de nitrogênio e outras partículas no ar BBC Algumas partículas maiores podem ficar presas no nariz. Já as menores conseguem penetrar no corpo. No cérebro, por exemplo, podem provocar o rompimento da conexão de células cerebrais. Cientistas britânicos acreditam que a poluição do ar pode gerar efeitos sérios, como demência, ataque de coração e o encurtamento do tempo de vida. Também pode causar problemas respiratórios, como asma, e prejudicar o desenvolvimento pulmonar de crianças.
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22/01 - Mulher engravida com ajuda de fertilização e descobre que já estava esperando gêmeos
Beata Bienias acabou tendo três filhos – dois devido à fecundação natural e um com a ajuda do procedimento in vitro. Beata Bienias ao lado de seus três bebês e o marido Facebook/Reprodução Beata Bienias, de 36 anos, tentou por muito tempo engravidar. Em uma reviravolta, acabou em uma gestação de três bebês: dois de forma natural e um por fertilização in vitro. Ela só descobriu que esperava os gêmeos quando já tinha feito o procedimento. "Estávamos tentando há tanto tempo. Às vezes, nós até pensamos: talvez a gente seja um casal sem bebês", disse Bienias à agência internacional SWNS. Antes de desistir de vez, ela e o marido resolveram tentar a fertilização in vitro: "Foi incrível", disse. "Foi um momento muito emotivo. Não podia esperar pelo momento de retirar meus óvulos. Chorei quando tive o embrião colocado dentro de mim." Como ela não ficou sabendo que já estava grávida? Foram determinadas algumas regras, como por exemplo não fazer um teste de gravidez pelo menos 14 dias após a inserção do material. Ela também não podia fazer sexo no prazo de 4 dias que antecediam o procedimento. "Não consegui esperar e depois de nove dias fiz o teste. Quando vi as duas linhas confirmando o 'positivo', fiz cinco ou seis outros testes para ter certeza", contou Bienias. Initial plugin text Os dois saíram de férias para comemorar e voltaram para fazer os exames oficiais da clínica de fertilização. "Quando eu me sentei, a ultrasonografista disse para eu não ficar decepcionada se não conseguisse ver nada da primeira vez". "Depois, se virou para o meu marido e pediu para ele se sentar". Ela disse: "Bem, nós temos trigêmeos aqui". "Temos um bebê de fertilização in vitro e dois foram concebidos de forma natural. Essa é a nossa história", disse Bienias.
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22/01 - Vídeo mostra impacto lunar durante observação de eclipse com superlua de sangue na PB
Imagens foram captadas por telescópio instalado na Estação Cabo Branco, em João Pessoa. Uma câmera instalada em um ponto de observação na Estação Cabo Branco, em João Pessoa, flagrou um impacto lunar durante o eclipse com superlua de sangue na madrugada da segunda-feira (21). O impacto aconteceu instantes antes do início da totalidade do eclipse e também foi registrado por câmeras em outros países. Veja o vídeo acima. Veja fotos do eclipse lunar com superlua de sangue Confira galeria de fotos do eclipse na Paraíba De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA) e membro da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), durante a observação pública do eclipse, um telescópio com duas câmeras foi instalado nos jardins da Estação Ciência. Impacto lunar durante eclipse com superlua de sangue foi flagrado por câmeras na Paraíba na segunda-feira (22) Divulgação/Bramom Uma das câmeras estava preparada para transmitir o eclipse em tempo real para um telão e outra para monitorar impactos lunares no momento da totalidade. “Os vídeos das duas câmeras foram gravados e, à noite, ao observar um deles, percebi o flash ocorrido antes do início da totalidade”, disse. Segundo Marcelo, o impacto consiste de um pedaço de rocha espacial que atinge a superfície da lua em alta velocidade e gera um intenso flash de luz que pode ser captado da Terra. A imagem também foi flagrada por estações de observação no Marrocos e nos Estados Unidos. Initial plugin text O presidente da APA explica que a confirmação do impacto foi divulgada na manhã desta terça-feira (22) pelo Sistema de Detecção e Análise de Impactos Lunares (Midas), um projeto coordenado pela Universidade de Huelva e pelo Instituto de Astrofísica da Andaluzia, na Espanha, que também gravou um vídeo do impacto. O vídeo, captado na Espanha às 2h41 (horário de Brasília), foi compartilhado por Jose Maria Madiedo, astrônomo na Universidade de Huelva em uma postagem no Twitter. Initial plugin text
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22/01 - SP registra seis mortes por febre amarela em 2019
Segundo Secretaria de Saúde, estado tem 12 casos confirmados da doença e 32 em investigação. Dados foram divulgados nesta quarta-feira (22). Febre amarela: vacina está disponível em todos os postos de Saúde da capital Divulgação O estado de São Paulo registrou 12 casos e seis mortes por febre amarela em janeiro de 2019. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde na tarde desta quarta-feira (22). Ainda de acordo com a pasta, outros 32 casos estão em investigação. O governo diz que está que está intensificando as ações nos municípios do Vale do Ribeira, região de maior incidência da doença. A região concentra os 12 casos confirmados de febre amarela neste ano, dos quais seis evoluíram para óbitos. O balanço é de 21 de janeiro, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). As vítimas se infectaram nos municípios de Eldorado (9 casos, 4 mortes); Jacupiranga (1 morte); Iporanga (1 morte) e Cananeia (1 caso). Dos confirmados, 83,3% das vítimas são homens, com idade média de 45 anos e trabalhadores rurais - perfil tradicional registrado no país, aponta o governo estadual. Para organizar os fluxos assistenciais, a pasta definiu um protocolo para que os casos suspeitos da doença sejam direcionados ao Hospital Regional do Vale do Ribeira, em Pariquera-Açu, referência em média e alta complexidade, onde o paciente passará por exames laboratoriais e poderá ser regulado a outros serviços SUS, caso necessário. Em 2018, foram confirmados 502 casos contraídos em várias regiões do estado, e 175 óbitos. O período de maior índice de contaminação da doença ocorre de dezembro a maio. No último mês do ano passado, foram confirmados três casos, com duas mortes na região do Vale do Ribeira. O governo afirma que a cobertura vacinal contra a febre amarela, em todo o estado, é de 65%, em média, com variações entre as regiões. Capital Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, em 2018 foram registrados 107 casos importados da doença, dos quais 22 evoluíram para óbito. Em 2019, até o último dia 10 de janeiro, não foi confirmado nenhum caso de febre amarela na cidade. Outros 13 casos autóctones (adquiridos no município) foram confirmados, sendo que seis evoluíram para óbito. A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que a cobertura vacinal de febre amarela no município de São Paulo é de 76,03%, de acordo com dados provisórios até 17 de janeiro de 2019. O número equivale a mais de 8,8 milhões de pessoas imunizadas contra a doença. A meta da SMS é atingir 95% de cobertura em todo o município. A pasta afirma que tem realizado diversas estratégias para ampliar a vacinação. Dentre elas, a realização de dias de mobilização contra a febre amarela, a abertura de unidades em alguns finais de semana, busca ativa de pessoas não vacinadas, a disponibilização de postos volantes em shoppings, terminais urbanos e rodoviários, parques, estações de metrô e trem, entre outras medidas. Vacinação Todos os paulistas devem se vacinar contra a febre amarela, caso ainda não estejam imunizados. Moradores de qualquer região de São Paulo precisam se prevenir contra a doença, sobretudo aqueles que residem ou visitam áreas com vegetação densa. A vacina, que está disponível na rotina dos postos da rede pública de saúde, deve ser tomada dez dias antes de viagens e/ou deslocamentos a áreas de mata para proteção efetiva. A vacina é indicada para pessoas a partir dos 9 meses de idade. Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os pacientes portadores de HIV positivo e transplantados. Não há indicação de imunização para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e imunodeprimidos como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Desde 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. Além do reforço nas estratégias em locais que convencionalmente estavam no mapa de imunização, as áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas. Initial plugin text
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22/01 - Qual é o planeta mais próximo da Terra (e por que a resposta pode surpreender você)
O planeta que está mais próximo da Terra não é necessariamente o que você aprendeu na escola, uma vez que as distâncias entre eles mudam por causa das órbitas em torno do Sol. Diagrama mostra ordem dos oito planetas no Sistema Solar Nasa Há coisas que aprendemos na escola e damos como certas para o resto de nossas vidas. Por exemplo, a ordem dos planetas. Quem tem boa memória deve lembrar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Plutão, que era considerado um planeta, foi "rebaixado". Na mesma aula, também aprendemos que planeta está mais próximo da Terra. Mas não é tão simples assim. Marte ou Vênus? Independentemente do que você aprendeu na infância, não há uma única resposta para a pergunta, porque as distâncias entre os planetas estão mudando. De fato, embora Marte e Vênus sejam sempre representados como vizinhos da Terra - um de cada lado - em determinados momentos nenhum deles é o mais próximo do nosso planeta. Isso foi revelado recentemente pelo programa de rádio More or Less, da BBC Radio 4, dedicado a analisar números e estatísticas da vida cotidiana. Foi um ouvinte do programa que escreveu pedindo esclarecimentos, após assistir a um programa de televisão da BBC, que dizia que Marte era nosso vizinho mais próximo. "Certamente é um erro", disse Graham Sherman, convencido de que a resposta correta era Vênus. Distância dos planetas A verdade é que cada planeta tem um ritmo diferente de órbita - a jornada dos planetas ao redor do Sol. Isso significa que as distâncias entre eles estão mudando. Para calcular que planeta realmente passa mais tempo perto da Terra, você precisa fazer uma média. Foi exatamente isso que o programa More or Less fez, com a ajuda do especialista em estatísticas Oliver Hawkins. Hawkins conseguiu estimar que planeta estava mais próximo da Terra a cada dia dos últimos 50 anos. Assim ele conseguiu calcular qual foi o planeta que passou, em média, a maior parte do tempo como nosso vizinho mais próximo. A resposta vai surpreender você... Foi Mercúrio. "Como isso é possível?", você deve se perguntar. Para explicar, a BBC procurou David A. Rothery, professor de geociências planetárias da Open University, no Reino Unido. Questão de tempo "A ordem dos planetas, a partir do Sol, é: Mercúrio, Vênus e Terra, mas quando Vênus está do outro lado do Sol, fica muito longe de nós", explica Rothery. A órbita de Vênus faz deste planeta o que pode chegar mais perto do nosso, seguido por Marte na segunda posição. Às vezes, o planeta vermelho fica muito próximo da Terra, enquanto a distância de Vênus é enorme. "E, embora Marte seja potencialmente o segundo planeta mais próximo do nosso planeta, o que passa mais tempo perto da Terra é Mercúrio", confirmou. As estatísticas provam isso claramente: no último meio século, o menor planeta - e mais próximo do Sol - foi o mais próximo da Terra 46% do tempo. Vênus aparece em segundo lugar: ele passou 36% do tempo como nosso vizinho mais próximo. Por outro lado, o planeta vermelho, que muitos supõem ser o mais próximo da Terra, estava nesta posição apenas 18% do tempo. Por que a confusão? Talvez a confusão sobre a proximidade de Marte tenha a ver com o enorme interesse que este planeta despertou nos últimos anos entre as agências espaciais, especialmente a Nasa. Mas por que se fala tanto em fazer viagens a Marte se Vênus está, de fato, a uma distância menor e Mercúrio acaba passando mais tempo ao nosso lado? A razão, segundo Rothery, não tem nada a ver com as distâncias, mas com as características de cada planeta. "Marte é um lugar que poderia abrigar vida e sua superfície não é muito quente. Uma nave espacial poderia operar lá por um longo tempo", disse. "Por outro lado, se você pousar em Vênus, é muito quente, porque a atmosfera densa retém o calor". Mercúrio, o próximo desafio Quanto a Mercúrio, é mais complicado. E não é porque é o mais quente (na verdade, Vênus é mais quente, apesar de estar mais longe do Sol). "É o planeta mais difícil de alcançar porque quando você vai para Mercúrio você se aproxima do Sol e vai ganhando velocidade (...) o que torna mais complicado entrar na sua órbita", diz o especialista. Apenas duas missões espaciais conseguiram isso até agora: a Mariner 10, em 1974 e 1975, e a sonda Messenger, em 2004, ambas da Nasa - o que torna Mercúrio o planeta menos explorado do nosso Sistema Solar. Mas Rothery faz parte de um grupo de especialistas que busca uma terceira viagem exploratória a Mercúrio. Em outubro passado, as agências espaciais da Europa e do Japão lançaram em conjunto a terceira missão da história para esse planeta: a BepiColombo, prevista para chegar a Mercúrio em 2025. Estima-se que a sonda levará sete anos para entrar na órbita de Mercúrio, devido aos problemas de aceleração mencionados pelo especialista. Talvez possamos finalmente aprender mais sobre nosso vizinho enigmático.
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22/01 - Crioablação traz qualidade de vida para pacientes com arritmia
Uma técnica cirúrgica muito usada em casos de arritmia é a ablação por radiofrequência, que cauteriza pelo calor. Entretanto, para quem tem Wolf Parkinson White, o procedimento pode ser arriscado. Crioablação traz qualidade de vida para pacientes com arritmia Uma técnica diferente, que usa o frio, traz esperanças para pessoas que têm arritmia cardíaca. A crioablação traz qualidade de vida para pacientes como a contadora Nanci Ferreira. Por dez anos, ela sofreu com arritmia. Nas crises, que eram frequentes, o coração dela chegava a bater quase 200 vezes por minuto, mais que o dobro recomendado para uma pessoa jovem e saudável. “Era uma aceleração muito intensa, sensação de morte. Automaticamente, eu precisava sentar, fazer os procedimentos que eram orientados, como tomar agua gelada, estirar as pernas, ficar sentada de forma bem imóvel, para tentar desacelerar”, conta. A causa da arritmia da Nanci era uma doença congênita chamada Wolf Parkinson White. A pessoa nasce com uma via elétrica a mais no coração chamada via acessória, entre os átrios e os ventrículos. O normal é ter só uma. A presença de uma via a mais provoca a aceleração dos batimentos. Havia ainda um agravante: a via acessória estava colada com a normal. Uma técnica cirúrgica muito usada em casos de arritmia é a ablação por radiofrequência, que cauteriza pelo calor. Entretanto, para quem tem Wolf Parkinson White, o procedimento pode ser arriscado. “Quando esses dois fios elétricos, o normal e o anômalo, estão juntos, você pode, através da ablação, lesionar os dois sistemas de condução, os dois fios”, explica a cardiologista Alessandre Rabello. Há quatro anos, um método mais seguro começou a ser usado em pacientes com esse agravante, a crioablação. Os médicos introduzem um cateter pela virilha que chega até o coração. Na ponta, uma pedra de gelo formada por nitrogênio cauteriza a via acessória até que ela perca a capacidade de emitir impulsos elétricos. O cateter é resfriado a uma temperatura de 72 graus negativos. “Você tem mais segurança, consegue cauterizar o fio anômalo sem atingir o fio normal, e aí você consegue a cura do paciente”, completa a cardiologista. O procedimento dura de uma hora e meia a três horas, dependendo do quadro de cada paciente. Nesse tipo de ablação, o risco de haver uma complicação que leve a um bloqueio do coração é muito baixo: 1,5%. Antes da chegada desta técnica cirúrgica à frio, pacientes como Nanci tinham que conviver com a doença tomando remédios. Depois que ela passou pelo procedimento, nunca mais teve crises de arritmia. A qualidade de vida é outra. “Agora é sem medo, sem pânico de estar, inesperadamente, andando na rua e ter a aceleração. Hoje eu tô tranquila, sei que não vai acontecer”, finaliza a contadora.
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22/01 - Tetralogia de Fallot: doença do coração que afeta três a cada 10 mil nascidos
A Tetralogia de Fallot é uma doença rara, que pode ser detectada na gravidez ou logo que o bebê nasce. Quando diagnosticada, a cirurgia é necessária. Entenda o que é a Tetralogia de Fallot Ver a Luísa brincando é uma alegria para toda a família. Quando estava grávida, a mãe descobriu que ela tinha um problema no coração, que afeta três a cada dez mil nascidos. A Tetralogia de Fallot é uma doença rara, que pode ser detectada na gravidez ou logo que o bebê nasce. Quando diagnosticada, a cirurgia é necessária. “Descobrimos aos quatro meses de gestação, quando fomos fazer um exame para detectar o sexo. A gente descobriu que tinha alguma anormalidade. Fomos encaminhados para fazer um eco e daí foi detectada a Tetralogia de Fallot. Nosso mundo desabou”, conta a bancária Carla Priscila Ramos Ravazi. “A Tetralogia de Fallot é uma doença onde a gente tem dificuldade da saída do sangue de dentro do coração para as artérias do pulmão. O coração tem dois lados, o lado direito leva o sangue para o pulmão e o esquerdo leva o sangue para o corpo. Na Tetralogia de Fallot o caminho desse sangue é dificultado, porque ele é muito estreito do lado direito do coração”, explica a cardiologista pediátrica Graici Vanleeuwen Bichara. A oxigenação do sangue diminui. “Vai ver um bebê com os lábios e mãozinhas roxas. Essa mudança de cor mostra que a oxigenação para o corpo não está sendo feita de forma adequada”. Isso sobrecarrega todos os órgãos ao longo da vida e, além disso, o estreitamento sobrecarrega o coração. “Ela não ganhava peso, muito cansaço para mamar. Ela suava muito, não estava desenvolvendo. Com três meses ela estava com o coração do tamanho de uma criança de quatro anos”, diz a mãe. Aos quatro meses, a Luísa passou por uma cirurgia e agora vai precisar de acompanhamento médico. A doença não se resolve sozinha, sempre precisa de um tratamento cirúrgico. A cardiologista explica que a cirurgia deve ser feita entre os três e seis meses de vida, se o caso não for muito grave. A anatomia muda de bebê para bebê. Em alguns casos, o crescimento da válvula não acompanha o crescimento do coração. Por isso, ao longo da vida, o paciente precisa fazer outras cirurgias. Esse é o caso do Higor Miranda, estudante de 19 anos. Ele fez a primeira cirurgia com oito meses, a segunda com nove anos e a terceira com doze anos. “Tomo remédios controlados e faço exames de seis em seis meses”.
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22/01 - Mais Médicos: ministério adia prazo para formados no exterior escolherem municípios
Cronograma foi alterado em cerca de duas semanas. Brasileiros terão entre 7 e 8 de fevereiro para fazer a seleção entre as 1.460 vagas disponíveis. Já estrangeiros com diploma de fora do país podem escolher entre os locais remanescentes nos dias 18 e 19. O Ministério da Saúde alterou em cerca de duas semanas o prazo para que médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior escolham municípios de atuação pelo programa Mais Médicos. Segundo anúncio feito pela pasta nesta segunda-feira (21), os brasileiros com diploma de fora do país devem escolher os locais onde irão trabalhar nos dias 7 e 8 de fevereiro; já os estrangeiros formados fora do Brasil terão os dias 18 e 19. No cronograma anterior, os brasileiros formados no exterior deveriam escolher os locais de atuação nos dias 23 e 24 de janeiro, e os estrangeiros, nos dias 30 e 31. Existem 1.460 vagas disponíveis, de acordo com último balanço do Ministério da Saúde — cerca de 17% dos 8.517 postos de trabalho abertos na seleção para o Mais Médicos. Confira o cronograma das próximas etapas: 31 de janeiro: Publicação da validação dos documentos dos brasileiros formados no exterior; 7 de fevereiro: Publicação da relação dos municípios com vagas remanescentes; 7 e 8 de fevereiro: Brasileiros formados no exterior escolhem vagas disponíveis; 12 de fevereiro: Publicação da validação dos documentos dos estrangeiros formados no exterior; 18 de fevereiro: Publicação da relação dos municípios com vagas remanescentes; 18 e 19 de fevereiro: Estrangeiros formados no exterior escolhem vagas disponíveis. Formados no exterior Segundo a pasta, 10.205 médicos brasileiros ou estrangeiros formados no exterior completaram a inscrição de participação no programa. Esses profissionais poderão exercer a medicina no país mesmo sem a revalidação do diploma. O Ministério da Saúde abriu edital, em novembro do ano passado, para substituir os profissionais cubanos do Mais Médicos, depois que Cuba decidiu retirá-los do país. Nas duas primeiras etapas de seleção, puderam se inscrever apenas brasileiros com diploma registrado no país. As vagas remanescentes foram, então, oferecidas a médicos formados no exterior. Criado em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, para atrair médicos para as regiões mais afastadas do país, o programa atende cerca de 63 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Initial plugin text
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22/01 - O que é a meningite meningocócica, doença que volta a assombrar após morte suspeita em Pernambuco
Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que, em 2018, foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes. No dia 6 de janeiro, um homem com aproximadamente 40 anos morreu com suspeita de meningite meningocócica. O caso aconteceu no Recife. O paciente, morador da zona rural de Gravatá, no agreste de Pernambuco, deu entrada no Hospital Municipal Doutor Paulo da Veiga Pessoa dois dias antes com febre alta, vômito e rigidez na nuca. A equipe médica do local imediatamente o encaminhou para a unidade estadual hospitalar Correia Picanço, referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas na região, porém, ele não resistiu. De acordo com a prefeitura de Gravatá, profissionais, parentes e amigos que tiveram contato próximo com a vítima realizaram exames e receberam tratamento de prevenção. O fato agora está sendo investigado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Pernambuco. Outro caso suspeito havia sido registrado no Estado, dessa vez na cidade de Caruaru. Foi no dia 9 de janeiro, quando uma mulher de 42 anos, apresentando os mesmos sintomas, procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Porém, como informa a SES, neste foi descartada a possibilidade de meningite. O que é meningite? A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos). A seguir, conheça melhor cada um dos tipos da doença. Meningite bacteriana Trata-se da forma mais grave da enfermidade, e são várias as bactérias que podem provocá-la, como Neisseria meningitidis (ou meningococo), Streptococcus pneumoniae (ou pneumococo), Haemophilus influenzae, Mycobacterium tuberculosis, Streptococcus sp. (especialmente os do Grupo B), Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Treponema pallidum. É importante destacar que a incidência de cada uma depende da faixa etária. O Ministério da Saúde alerta que os recém-nascidos são atingidos por Streptococcus do grupo B, Streptococcus pneumoniae, Listeria monocytogenes e Escherichia coli; bebês e crianças, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae e Streptococcus do grupo B; adolescentes e adultos jovens, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae, e idosos, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae, Streptococcus do grupo B e Listeria monocytogene. Seus sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e rigidez do pescoço ou da nuca. Também é normal o paciente ter mal estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e confusão mental. Conforme o quadro se desenvolve, acrescenta-se à lista convulsão, delírio, tremor e coma. Dentre as meningites bacterianas mais preocupantes, pontua o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emilio Ribas, de São Paulo, estão a meningocócica, justamente a que está sob suspeita em Pernambuco, e a pneumocócica. A primeira ocorre quando a bactéria cai na corrente sanguínea e promove a liberação de fatores inflamatórios. Isso faz os vasos dilatarem, tendo como consequências queda de pressão arterial e taquicardia, podendo levar a pessoa à morte. "Ela é bastante temida por conta da rápida evolução, alta letalidade, possibilidade de deixar sequelas (cegueira, surdez e amputação de membros são algumas) e potencial de surtos e epidemias", diz o médico. Além dos sinais já descritos, é normal causar manchas arroxeadas e dores pelo corpo, calafrio, diarreia, fadiga e mãos e pés frios. No caso da pneumocócica, o agente causador é transportado pelo sangue até ao cérebro, onde gera uma forte reação inflamatória. Os sintomas são basicamente os mesmos das demais meningites, porém, há risco de importantes consequências neurológicas, tais como dificuldades para andar e falar. A transmissão da meningite bacteriana se dá de pessoa para pessoa por meio das vias respiratórias, ou, seja, de gotículas e secreções que saem do nariz e da garganta quando os infectados tossem ou espirram. Outras bactérias, como Listeria monocytogenes e Escherichia coli, se espalham pelos alimentos contaminados. Meningite viral Os agentes causadores são Enterovírus não-pólio (Coxsackie e Echovírus), vírus do grupo herpes (herpes simples, varicela-zoster, Epstein-Barr e citomegalovírus), arbovírus (dengue, zika, chykungunya, febre amarela e febre do Nilo Ocidental), vírus do sarampo e da caxumba e adenovírus. Os sintomas são semelhantes aos da meningite bacteriana, só que mais brandos. Eles incluem febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço ou na nuca, náusea, vômito, perda de apetite, irritabilidade, sonolência ou dificuldade para acordar do sono, letargia (falta de energia) e fotofobia. Este tipo tem várias formas de transmissão, a depender do vírus. Quando se trata do enterovírus, a contaminação é fecal-oral — se dá por meio do contato próximo com uma pessoa doente, ao tocar objetos e superfícies que contenham o microorganismo e através de água ou alimentos crus infectados. Os arbovírus são transportados pela picada de mosquitos infectados. Meningite fúngica Causam a doença os fungos Cryptococcus neoforman, Cryptococcus Gatti, Candida albicans, Candida tropicalis, Histoplasma capsulatum, Paracoccidioides brasiliensis e Aspergillus fumigatu. Os sinais são basicamente os mesmos das demais: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço/nuca, náusea, vômito, confusão mental e sensibilidade à luz. Nesta forma da patologia a transmissão ocorre por meio da inalação dos esporos (pequenos pedaços de fungos), que entram nos pulmões e chegam até as meninges. Alguns fungos também encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros, como pombos, e morcegos. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico das meningites é feito por meio de exames de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). São eles que determinarão o tipo da doença e, com isso, a conduta que será adotada pelos médicos. No caso das bacterianas, o tratamento é feito com antibióticos, associados ou não a corticóides, de 7 a 14 dias. A internação normalmente é necessária. Nas virais, dependendo do agente, é preciso ministrar antivirais e corticóides por cerca de uma semana. Em geral, as pessoas são internadas e monitoradas quanto aos sinais de maior gravidade. Por fim, nas meningites fúngicas, a prescrição é de antifúngicos por 4 a 12 semanas, também escolhidos com base no microorganismo identificado no corpo do paciente. Prevenção Demetrius Montenegro, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), da Universidade de Pernambuco (UPE), diz que para alguns dos agentes infecciosos causadores da meningite existem vacinas. "Elas são oferecidas para crianças e adolescentes o ano todo na rede pública de saúde. Adultos que tenham alguma doença crônica, como diabetes e cardiopatias, ou estejam fazendo tratamento contra câncer também devem recebê-las", indica. As disponíveis no calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI) são: meningocócica conjugada sorogrupo C, pneumocócica 10-valente (conjugada), pentavalente e BCG. Além desta proteção, o médico recomenda evitar passar muito tempo em ambientes fechados e cheios de pessoas; manter, sempre que possível, a casa e o local de trabalho bem ventilados, inclusive no inverno, e cuidar da higiene pessoal. Incidência da meningite no Brasil Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, até a semana epidemiológica 52 (23 a 29 de dezembro), foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes. Em 2017, no mesmo período, foram 1.138 e 266, respectivamente. Em relação à meningite pneumocócica, foram 1.030 ocorrências e 321 mortes em 2017, e 934 e 282 em 2018. As por outras bactérias somaram 2.687 notificações e 339 óbitos em 2017, e 2.568 e 316 em 2018. No caso da viral, o governo registrou 7.924 casos e 107 mortes em 2017. No ano passado, foram 7.873 e 93. Já as meningites por outras etiologias contabilizaram 796 ocorrências e 169 óbitos em 2017, e 624 e 122 em 2018. Por meio de nota, o MS informa que, no Brasil, "a meningite é considerada uma doença endêmica, deste modo, casos são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais". E o órgão complementa destacando que a incidência das bacterianas é mais comum no outono-inverno, e das virais na primavera-verão.
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21/01 - O estranho caso do homem que se injetou o próprio sêmen
Um hospital da Irlanda descreveu o que considera como o "único" caso de um homem que se injetou 18 doses do seu sêmen - algo que não é indicado por médicos e pode trazer riscos para a saúde. Nunca faça algo assim, é arriscado para a sua saúde. A médica Lisa Dunne, do hospital Adelaide e Meath, relata na edição de janeiro do Diário Médico da Irlanda que recebeu um paciente de 33 anos que se queixava de dor severa na parte baixa das costas, que teria piorado depois de levantar um objeto pesado de metal. Enquanto o examinava, a médica notou que o homem tinha uma protuberância no seu braço direito. Na consulta, o homem revelou que, nos últimos 18 meses, vinha injetando no corpo uma dose mensal do seu próprio sêmen. Fazia isso por conta própria, sem nenhum aconselhamento médico. A injeção intramuscular era vista pelo paciente como "um método inovador" para tratar sua dor nas costas, diz o relatório de Dunne. O braço "estava endurecido ao redor da minúscula ferida de entrada, onde o paciente havia feito múltiplas tentativas de injetar o fluido corporal, provocando um extravasamento do sêmen nos tecidos macios", conta o relatório médico. Ao depararem com um caso tão estranho, os médicos pesquisaram se algo assim já havia sido documentado. Mas não encontraram nada. O mais próximo que identificaram foram relatórios sobre os efeitos de injetar sêmen sob a pele de ratos e coelhos – nada em humanos. Assim, diz a publicação no Diário Médico da Irlanda, "esse é o primeiro caso de injeção de sêmen intramuscular" em seres humanos já descrito na literatura médica. Para os médicos, esse caso ilustra os perigos da aplicação de injeções por pessoas que não estejam treinadas para isso, bem como os riscos da aplicação de substâncias não indicadas. O referido paciente, cujo nome não foi revelado, recebeu tratamentos antimicrobianos e está se recuperando. Mas decidiu deixar o hospital sem permitir que os médicos fizessem uma drenagem. Sua dor nas costas melhorou quando esteve internado, mas isso não teve nenhuma relação com as injeções de sêmen.
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21/01 - Eclipse lunar é registrado por astrofotógrafo no Sul do Rio
Fenômeno ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão em perfeito alinhamento, e o planeta fica no centro. Em relação ao Sol, a Lua é ocultada pela Terra. Evento também esteve junto de outro dois fenômenos: a Superlua e a Lua de Sangue. Eclipse lunar é registrado por astrofotógrafo no Sul do Rio Leo Pires/Astrofotógrafo O eclipse lunar da madrugada desta segunda-feira (21) foi registrado por um astrofotógrafo amador em Porto Real, no Sul do Rio de Janeiro. O eclipse lunar ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão em perfeito alinhamento, e o planeta fica no centro. Em relação ao Sol, a Lua é ocultada pela Terra, ou seja, os raios solares não chegam até o satélite, e a sombra do planeta é projetada na Lua, que "escurece". O fenômeno foi parecido com o de julho de 2018, mas pode ser observado por mais tempo em todas as cidades do país. O eclipse começou à 00h36. A fase da umbra – quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua — teve início à 01h33. Às 03h12, o satélite esteve na fase total máxima. A fase parcial seguiu até as 04h50 e tudo terminou às 05h48. O morador Leonardo Pires, que é publicitário e astrofotógrafo amador, fotografou o eclipse total do quintal de sua casa usando um telescópio de 6 polegadas e câmera DSLR. “Sou apaixonado por astronomia, astrofísica e fotografia e levo esse hobby muito a sério. Há seis decidi não ficar apenas restrito à observação e comecei registrá-las através da fotografia”, contou. O eclipse lunar também esteve junto de outro dois fenômenos: a Superlua e a Lua de Sangue. A Superlua é quando a Lua está próxima de seu perigeu – ponto de sua órbita mais perto da Terra. Por isso, ela parecerá maior para quem a observa da perspectiva do nosso planeta. Já a Lua de Sangue se deve a cor avermelhada por causa de uma relação entre a proximidade da Lua com a atmosfera terrestre e os raios solares. O sol emite luzes de todas as cores, mas quando a Lua está próxima da Terra, apenas as cores de baixa frequência, como o vermelho, são refletidas da atmosfera terrestre para o nosso satélite natural, o que torna a Lua vermelha. O próximo eclipse lunar total visível no Brasil será apenas em maio de 2022. Mas, no dia 2 julho, haverá um eclipse solar que poderá ser observado parcialmente no país. Já em 16 de julho, terá um outro eclipse lunar, só que também parcipalmente. Eclipse lunar 2019: veja fotos do fenômeno em outras cidades e países Eclipse lunar total do dia 21 de janeiro Alexandre Mauro e Karina Almeira/G1
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21/01 - Cientista que criou bebês geneticamente modificados é demitido
Ele foi desligado da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China. Autoridades dizem que ele agiu sozinho e confirmaram uma segunda gravidez ligada à pesquisa polêmica. O cientista He Jiankui, que afirmou ter editado os genes de duas bebês para torná-las imunes ao HIV, foi demitido nesta segunda-feira (21) da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China. A demissão ocorreu no mesmo dia em que investigadores anunciaram que ele agiu sozinho e "realizou a pesquisa ilegalmente para conseguir fama pessoal e lucro". Além disso, também nesta segunda, as autoridades confirmaram que uma segunda mulher está mesmo grávida de um bebê editado geneticamente. He Jiankui já tinha anunciado o fato, agora confirmado por investigadores. As informações são da Associated Press e da EFE, que citam como fontes a agência de notícias estatal da China, a Xinhua News, e o Channel News Asia. O governo chinês garantiu ainda que He será punido por violações da lei — mas não esclareceu quais podem ter sido essas violações. De acordo com o comunicado, o próprio cientista elaborou uma avaliação ética e atribuiu a autoria do texto a outras pessoas. "He evitou a supervisão, arrecadou fundos e organizou especialistas por sua conta para realizar a pesquisa sobre edição genética de embriões humano com fins reprodutivos, algo que é proibido pela lei chinesa. Esse comportamento viola seriamente a ética e a integridade da pesquisa científica, está em séria violação de regulamentações nacionais relevantes e cria uma influência perniciosa domesticamente e fora do país", afirmou a nota oficial do governo. Initial plugin text O jornal "South China Morning Post", de Hong Kong, acrescentou que os investigadores descobriram que He contou com cientistas estrangeiros em sua equipe. Além disso, os peritos acusam o pesquisador de "utilizar tecnologia de segurança e efetividade incerta". A publicação assegura que, entre março de 2017 e novembro de 2018, He falsificou vários documentos e atraiu oito casais para participar do experimento, conseguindo duas gestações. Segundo esta versão, uma das mulheres deu à luz as gêmeas no ano passado, e a outra ainda estaria grávida de um bebê modificado geneticamente. As investigações começaram em 29 de novembro de 2018, apenas três dias depois de He fazer o anúncio da pesquisa. A China suspendeu imediatamente os experimentos após as afirmações do cientista. O caso Em novembro do ano passado, He Jiankui afirmou ter criado os primeiros bebês geneticamente modificados do mundo sem nenhum tipo de apoio institucional. Dois dias depois, em uma conferência na Universidade de Hong Kong — sua última aparição pública —, He se mostrou "orgulhoso" pelo uso da técnica de edição genética Crispr nas gêmeas e disse que o estudo não tinha o objetivo de eliminar doenças genéticas, mas de "dar às meninas a habilidade natural" para resistir a uma possível futura infecção do HIV. Em 26 de novembro, mais de 120 acadêmicos da comunidade científica chinesa assinaram uma declaração de que "qualquer tentativa" de fazer mudanças em embriões humanos mediante modificações genéticas é "uma loucura" e que dar à luz estes bebês teria "um alto risco". A edição genética para fins reprodutivos é proibida nos Estados Unidos e na maior parte da Europa. Na China, regulamentações ministeriais proíbem pesquisas em embriões que "violem princípios morais ou éticos". O chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) disse, no ano passado, que a agência está reunindo especialistas para analisar o impacto da edição genética na saúde. Initial plugin text
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21/01 - Unicef cria cartilha com 10 passos para alimentação e hábitos saudáveis até os 2 anos
A partir dos seis meses de vida, é hora de começar com os alimentos. Como deve ser a alimentação das crianças do nascimento até os dois anos de idade? O Unicef criou uma cartilha com 10 passos para ajudar as mamães e os papais. Amamentação Não oferecer açúcar Sexto mês de vida, momento para novos alimentos Criança com fome come comida de verdade Estimular o bebê a mastigar Oferecer alimentos saudáveis: grãos, raízes, carnes, frutas e verduras Verduras, legumes e frutas Antes dos dois anos, nada de doces, biscoitos, salgadinhos, café, refrigerantes ou gelatina Lave bem as mãos, os alimentos e os utensílios Bebê ativo é bebê saudável e feliz 10 Passos: amamentação e nada de açúcar são importantes nos primeiro anos de vida A alimentação começa assim que o bebê nasce, com a amamentação. O leite materno é o alimento ideal. “Ele tem todas as vitaminas, todas as proteínas, além de que é um alimento que protege a imunidade também. Até os seis meses, é o único alimento perfeito para o bebê”, explica a chefe de Saúde, Aids e Primeira Infância do Unicef no Brasil Cristina Albuquerque Bebê que mama no peito até o sexto mês cresce, tem mais saúde, adoece menos e desenvolve melhor o cérebro. Não existe uma hora exata para mamar e nem uma posição certa. A posição ideal é aquela em que a mãe e o bebê se sentem confortáveis. A mãe deve ficar atenta a pega. “A pega correta é importante. “O bebê deve abocanhar a maior parte da auréola. Ele não pode só pegar o bico”. Açúcar nos dois primeiros anos? Não. Ele é um dos maiores vilões para crianças antes dos dois anos. “Nem um pouquinho até os dois anos. Mesmo depois é preciso ter cuidado”. 10 Passos: quando introduzir alimentos sólidos? E já pode começar a limpar a boquinha do bebê com fralda, pano úmido. Quando os dentinhos começarem a crescer: escova de dente. “Pelo menos duas vezes por dia, principalmente à noite quando ele for dormir”. A partir dos seis meses de vida, é hora de começar com os alimentos. “Pela manhã mantenha a mamada. Já pode dar o lanchinho da manhã, como uma fruta. No almoço, dê uma proteína, carboidrato, legumes. À tarde, outro lanchinho. À noite só leite materno”. Estimule seu bebê a comer com a colher e com as mãos. O contato com os alimentos ativa e propicia a sensação de autonomia. “Às vezes é uma bagunça, mas vale a pena a felicidade dele e ele poder sentir que pode se alimentar”. Estimule, mas não insista. “Se a criança rejeitar, não estresse, não force”. A partir dos oito meses o bebê já pode comer praticamente tudo que a família come, desde que não tenha muito sal, gordura, tempero e que seja saudável. Como oferecer a comida? Ela não deve ser passada em liquidificador, peneira. Estimule o bebê a mastigar. “Mastigação fortalece a musculatura da bochecha, estimula a dentição e a fala. É muito importante que os alimentos sejam apenas amassados com o garfo”. Ofereça alimentos saudáveis dos três grupos e estimule o consumo de frutas, legumes e verduras. O primeiro grupo reúne tubérculos e cereais, como inhame, cará, batata doce, arroz. O segundo grupo é o da proteína (carne, peixe, ave, ovo). O terceiro grupo reúne as leguminosas, verduras, como abóbora, beterraba, cenoura, chuchu. 10 Passos: antes dos dois anos nada de bolacha, salgadinhos, café Nada de bolachas, salgadinhos e café antes dos dois anos. Isso faz mal e vai competir com os alimentos saudáveis. Garantir o consumo de alimentos saudáveis é responsabilidade da família e a hora de comer é hora de comer – nada de tablet, celular, computador, eletrônicos. “Quando a criança está comendo, ela tem que ficar no alimento, na textura, aroma, paladar. Isso é muito importante. Também tem a interação com a pessoa que está ajudando a criança a se alimentar. É o momento de conversar, falar sobre o alimento, é importante para o desenvolvimento”. Lave bem as mãos, os alimentos e os utensílios “Isso é fundamental. Previne doenças, diarreia. Você elimina a possibilidade de criar bactérias”. Com a introdução de alimentos e a redução de mamadas, é preciso que o bebê tome água. Ofereça água pra criança. E lembre-se: bebê ativo é bebê saudável e feliz. “Atividades ao ar livre são importantes. Também ofereça brinquedos pedagógicos, que ensinam a montar, por exemplo”.
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21/01 - Eclipse com 'superlua' e 'lua de sangue'
Fenômeno pode ser observado em toda a América. Eclipse com 'superlua' e 'lua de sangue' Fenômeno pode ser observado em toda a América. Brasil viu um eclipse lunar total. Lua está em ponto de sua órbita mais perto da Terra e parece maior. Eclipse começou à 00h36 e teve sua fase total às 03h12. Próximo eclipse do tipo no país será em 2022
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21/01 - Eclipse lunar 2019: veja fotos do fenômeno
A Lua desta segunda-feira também foi 'de sangue': posição da Terra e do Sol deixaram o satélite com um tom avermelhado. Eclipse total da lua pode ser visto em várias partes do mundo O eclipse lunar da madrugada desta segunda-feira (21) foi o 1º fenômeno astronômico do ano. O eclipse começou à 00h36 (21h36 de Nova York). A fase da umbra — quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua — teve início à 01h33 (22h33 de Nova York). Às 03h12, o satélite atingiu a fase total máxima. Veja abaixo fotos e registros de internautas do evento no Brasil e pelo mundo: Foto mostra todas as fases do eclipse no Panamá Luis Acosta/AFP Eclipse lunar visto do Memorial JK, em Brasília. Eraldo Peres/AP O eclipse lunar observado da Carolina do Norte, EUA. Johnny Horne/AP Eclipse lunar visto de Dortmund, na Alemanha Reuters Eclipse lunar visto da Virgínia, EUA Associated Press Superlua vista de Le Mans, na França Jean-François Monier (AFP) Eclipse lunar total visto de Colliguay, no Chile Reuters Superlua vista de Hull, Inglaterra Associated Press Eclipse visto de Medellín, Colômbia Joaquin Sarmiento (AFP) Superlua vista de Lisboa, Portugal Associated Press A foto combinada mostra a Lua completamente eclipsada, no centro, e as diferentes fases do eclipse lunar total conforme visto em Los Angeles, Califórnia. Associated Press Superlua vista de Praga, na República Tcheca Reuters Superlua vista de Bruxelas, na Bélgica Reuters Lápide vista em silhueta contra a lua cheia pouco antes do eclipse lunar total em Ciudad Juárez, México Reuters Superlua se põe sobre Larissa, a acrópole medieval de Argos, na Grécia, uma das cidades mais antigas do mundo. Petros Giannakouris/AP Eclipse lunar visto da Antuérpia, na Bélgica Associated Press Eclipse lunar visto de Buenos Aires, Argentina Natacha Pisarenko/AP Lua cheia vista por trás da Igreja de Santa Elisabeth, em Nuremberg, Alemanha dpa via AP Superlua vista de Turets, na Bielorrússia Reuters Superlua vista de Marselha, na França Reuters O eclipse lunar acima da estátua Victoria Alada, em Madrid, na Espanha Sergio Perez/Reuters Superlua é eclipsada pela Terra em Miami, na Flórida Gaston De Cardenas/AFP A lua é vista atrás do Empire State Building, à esquerda, numa foto tirada em Jersey City, estado de Nova Jersey, nos EUA. Julio Cortez/AP Eclipse lunar é observado em Buenos Aires, na Argentina Natacha Pisarenko/AP Mais da metade da Lua já está coberta neste momento em Miami, na Flórida Gaston De Cardenas/AFP Eclipse é observado em Toronto, no Canadá Frank Gunn/The Canadian Press via AP Eclipse lunar registrado em Miami, na Flórida Gaston de Cardenas/AFP Pessoas assistem ao eclipse lunar do telhado de um planetário no Rio de Janeiro. Leo Correa/AP Pessoas esperam pelo eclipse lunar em Viena, na Áustria France Presse Pessoa tira foto do eclipse em Brasília Reuters Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
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20/01 - Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de pessoas com deficiência
Aplicativos ajudam a reconhecer imagens, rótulos de produtos e cédulas de dinheiro; com maior uso, vão se aperfeiçoando. Recursos de inteligência artificial vão melhorando com o uso, já que computador aprende e se aperfeiçoa Pixabay "A inteligência artificial revolucionou não só a minha vida como as dos meus alunos." É essa frase que Luciane Molina, professora universitária e de tecnologia assistiva na Universidade de Taubaté, em São Paulo, usa para definir a relação que tem com as iniciativas que surgiram para melhorar a autonomia das pessoas com deficiência por meio de algoritmos. No Brasil, de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 45,6 milhões de pessoas com deficiência no país (23,9% da população à época). Luciane é cega e faz uso de diversos aplicativos no smartphone para reconhecer imagens, rótulos de produtos, cédulas de dinheiro e acessar materiais impressos. Com essas soluções de acessibilidade, ela já pôde descobrir a senha do Wi-Fi sozinha em casa e também quando, por exemplo, seu computador estava passando por uma atualização. Isso porque os atuais softwares de leitura de tela para cegos não têm acesso a telas como a de atualização do Windows. A professora também apresenta os recursos tecnológicos a seus alunos. "A cada novidade que eu apresento, a vida deles se torna mais fácil", diz. Recentemente, uma aluna de Luciane ganhou mais autonomia com um aplicativo leitor de cédulas de real. "Ela tinha muita vontade de ficar sozinha em casa e conseguir pagar a marmita sem a ajuda de outras pessoas", conta. Grande parte dessas soluções foi desenvolvida por meio de sistemas que "aprendem" com um alto volume de dados. A partir dessas informações, eles são capazes de identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. É o chamado "aprendizado de máquina". Mas a transcrição de fala para texto em tempo real e os recursos de visão computacional são só alguns exemplos de aplicações de inteligência artificial. "Quanto mais usamos [os recursos de inteligência artificial para pessoas com deficiência], melhores eles ficam", diz a professora. Entre os aplicativos que ela usa estão o TapTapSee, para ler rótulos de produtos, e o Seeing AI, para organizar documentos e diplomas em pastas e reconhecer os textos das fotos que recebe por email ou redes sociais como o Facebook. A professora até desenvolveu um suporte de madeira para apoiar os livros e materiais impressos para conseguir fotografar com o ângulo ideal e com uma boa iluminação. O Seeing AI é uma iniciativa de inteligência artificial da Microsoft para pessoas cegas e com baixa visão. O app usa visão computacional e redes neurais para identificar objetos, cores, textos, cenas e até mesmo características físicas e expressões faciais de uma pessoa. Por enquanto, só está disponível para iOS, o sistema operacional utilizado pelos dispositivos da Apple. Aporte milionário O aplicativo é só uma das ações de acessibilidade desenvolvidas pela Microsoft. Em maio de 2018, o CEO da empresa, Satya Nadella, anunciou um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 93 milhões), ao longo de cinco anos, em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência. Desenvolvedores, ONGs, acadêmicos, pesquisadores e inventores podem submeter projetos de acessibilidade baseados em inteligência artificial para o programa AI For Accessibility até o dia 1º de fevereiro de 2019. Os aprovados receberão um aporte da companhia para levar os projetos e ideias a outro patamar. As solicitações são aceitas de modo contínuo e para se inscrever é necessário preencher um formulário. O Facebook é outra gigante da tecnologia que investe em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência. A rede social usa algoritmos para gerar uma descrição de imagem automática para cegos. O recurso não é perfeito e tampouco substitui uma descrição humana, mas colabora para um ambiente mais acessível. Existem vários métodos de aprendizagem de máquina. O que eles possuem em comum é que todos precisam de pessoas para ensiná-los a aprender uma determinada tarefa, e, assim, fazer o que se deseja. No Facebook, os sistemas de reconhecimento de imagem são supervisionados por pessoas que olham as fotos e informam ao sistema o que há nela. De acordo com Matthew King, engenheiro do Facebook especialista em acessibilidade, embora a inteligência artificial esteja em desenvolvimento há décadas, os sistemas que temos ainda são novos. "Apesar de eles estarem melhorando rapidamente nos últimos anos, eles ainda têm muitas limitações", diz. Mesmo assim, representam um grande salto para a plena participação das pessoas cegas no ambiente online, segundo o especialista. A professora universitária e de tecnologia assistiva, Luciane Molina, concorda. Ela conta que antes não se interessava tanto pela rede social pela quantidade de posts com imagens com os quais não podia interagir, por não saber do que se tratavam. Certa vez, uma amiga dela postou uma foto e escreveu na legenda: "Olha minha nova pulseira". Mas, na verdade, a imagem se referia ao gesso colocado no braço da amiga após um machucado. Luciane só percebeu tal fato lendo todos os comentários. Ela reconhece que as descrições são básicas e não substituem uma audiodescrição, mas valoriza o recurso. "O fato de a inteligência artificial do Facebook ter agregado esses recursos de reconhecimento de imagem foi um ganho incrível na acessibilidade", diz. Recentemente, a empresa também liberou a funcionalidade de descrições automáticas e de escrever uma descrição manual também no Instagram. A rede social, no entanto, é criticada por algumas pessoas cegas por não ter uma boa usabilidade. Ao ser questionado pela reportagem da BBC Brasil, King, o engenheiro do Facebook, disse que é um processo contínuo de melhora. "Adicionar descrições de fotos foi um passo muito importante para o Instagram, porque as fotos são o tipo mais popular de conteúdo da rede social. Mas estamos planejando muito mais." Novas possibilidades para a comunicação alternativa O reconhecimento de fala e a transcrição da linguagem humana em tempo real é um dos recursos mais tradicionais da inteligência artificial e com grande utilidade para pessoas com determinados tipos de deficiência. Alex Garcia é surdocego e foi o primeiro brasileiro com essa deficiência a cursar uma faculdade. Ele tem 1% de visão e não escuta. A surdocegueira é definida pela não compensação dos sentidos. Existem aqueles que conseguem ouvir e ver com muita dificuldade. Hoje, Alex se dedica a dar palestras e a gerenciar a Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm). Um dos aplicativos que ele utiliza se chama Comunicador Táctil Once (CTO), uma ferramenta para comunicação de surdocegos, com diversos recursos. Entre elas está o ditado. Embora a principal forma de comunicação se dê quando as pessoas escrevem na sua mão, há vezes em que isso não é possível. Nesse caso, Alex aproxima o microfone do celular à boca da pessoa, para que ela possa falar. Em seguida, ele consegue ter o texto na tela em letras ampliadas por meio do app. "O celular me ajuda quando a pessoa não consegue escrever. O aplicativo, portanto, é uma valiosa alternativa, porque me dá mais tranquilidade. Caso um meio não funcione, o outro vai dar certo", relata. Ele diz que ser surdocego implica uma situação social de extrema delicadeza e vulnerabilidade. Embora os recursos de inteligência artificial estejam extremamente difundidos nos smartphones, também existem iniciativas para trazer essa realidade para o mundo físico. É o caso do Wheelie, um dispositivo desenvolvido por uma equipe de brasileiros que promete comandar cadeiras de roda por meio da inteligência artificial. A tecnologia atualmente é desenvolvida em parceria com a Intel. O equipamento é testado nos Estados Unidos por 60 pessoas com deficiência. De acordo com Paulo Pinheiro, CEO da Hoobox Robotics, empresa que desenvolve essa tecnologia, o próximo passo é entrar no mercado chinês, em 2019. No Brasil, a perspectiva é que o produto só chegue em 2020. O Orcam My Eyes é outro dispositivo para aumentar a autonomia das pessoas com deficiência. Ele é capaz de ler com precisão documentos impressos e está disponível em todas as 54 bibliotecas municipais da cidade de São Paulo. Evolução das tecnologias assistivas De acordo com Lúcia Miyake, especialista em pesquisa e tecnologia assistiva, as tecnologias de apoio para pessoas com deficiência sempre existiram e praticamente acompanharam as revoluções industriais. "Houve um grande avanço quando a era de máquinas a vapor passou para a era de eletricidade, na qual foram surgindo equipamentos eletrônicos. Os exemplo são a cadeira de rodas elétrica e o gravador." Mas a revolução mesmo veio com a possibilidade de programar os equipamentos eletrônicos. "Juntamente, veio a importância de dados e informações, que considero o começo da tecnologia artificial", diz. Agora, estamos entrando em uma nova fase, chamada de indústria 4.0. Nela, os dados estão na nuvem e os comandos são enviados à distância. "O mais interessante é o usuário confiar no auxílio sem conhecer de onde vem os comandos. Neste aspecto, a pessoa com deficiência poderá trabalhar ou estudar remotamente com todo acesso das informações, além de deixar os comandos dos dispositivos eletrônicos programados (preparar um café, abrir a cortina etc.)", explica Miyake. As principais limitações do setor estão na falta de pesquisadores e recursos ou investimentos na área de pesquisa em tecnologia assistiva. Além disso, se o produto com inteligência artificial for exclusivo para uso de pessoas com deficiência, o custo será mais alto, devido à baixa demanda para manufatura. Apesar disso, ela é otimista em relação ao futuro. "A tecnologia assistiva está sendo cada vez mais conhecida e é uma área de boa aplicabilidade da inteligência artificial, além do design universal", diz. Segundo matéria publicada pela Revista Forbes, o mercado de dispositivos para pessoas com deficiência e idosos foi avaliado em US$ 14 bilhões em 2015 e deve superar US$ 26 bilhões até 2024. Os dados são da Coherent Market Insights.
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20/01 - Eclipse com 'superlua' será visível em todo o Brasil; próximo no país será em 2022
Fenômeno será registrado na madrugada de segunda-feira (21) e observado em toda a América. Como em todo eclipse lunar total, satélite irá adquirir uma tonalidade avermelhada, a chamada 'lua de sangue'. Eclipse lunar total registrado em julho de 2018 Bay Iismoyo/AFP Photo Na madrugada da próxima segunda-feira (21), o Brasil poderá ver um eclipse lunar total – quando Sol, Terra e Lua se alinham e nosso planeta faz sombra sobre o satélite. O fenômeno será parecido com o que vimos em julho de 2018, mas poderá ser observado por mais tempo em todas as cidades do país. O G1 fará cobertura ao vivo do eclipse nesta madrugada; siga O eclipse começa à 00h36 (21h36 de Nova York). O fase da umbra – quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua tem início à 01h33 (22h33 de Nova York). Às 03h12, o satélite estará na fase total máxima. A fase parcial segue até às 04h50 (01h50 de Nova York) e tudo termina às 5h48. Eclipse lunar total será visto em toda a América Alexandre Mauro/G1 Diferente de um eclipse solar total – quando o que é "escondido" é o Sol – a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu. Um binóculo ou uma luneta simples podem ajudar. É mais fácil de assistir em áreas menos iluminadas – campos e praias – e com o horizonte livre. "Quando o eclipse começar, a Lua vai estar alta. Mas quando a fase total começar, ela já vai estar no lado oeste do céu, e é pra lá que as pessoas precisam olhar", disse Josina Nascimento, pesquisadora do Observatório Nacional. Eclipse lunar total do dia 21 de janeiro Alexandre Mauro e Karina Almeira/G1 Mais próxima A Lua também estará próxima de seu perigeu – ponto de sua órbita mais perto da Terra. Por isso, ela parecerá maior para quem a observa da perspectiva do nosso planeta. Quando isso acontece, o fenômeno é chamado de "superlua". "O perigeu será no dia 21, às 18h, horário de Brasília. E a gente considera superlua quando esse perigeu acontece no mesmo dia, no dia anterior, ou até no dia seguinte da lua cheia", explicou Josina. Lua de sangue Em todo eclipse lunar total se observa a chamada "lua de sangue" – termo usado popularmente, mas não adotado tecnicamente pelos astrônomos, e que se refere ao tom avermelhado que a Lua assume quando entra na fase máxima de sombreamento. Essa mudança de cor é provocada pelos mesmos fatores que fazem o céu ser azul. Lua de sangue é vermelha pela mesma razão que faz o céu ser azul; entenda Lua de Sangue durante eclipse vista sobre o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro Carl de Souza/AFP Nesta segunda, a Lua deverá assumir essa tonalidade na fase total do eclipse. Sol, Terra e Lua ficarão alinhados, e nosso planeta bloqueará a passagem dos raios solares até o satélite. A forma como a luz de cores vermelho e laranja é "desviada" ao passar pela atmosfera da Terra e reflete na Lua, criando o tom da "lua de sangue". O fenômento da Lua de Sangue Alexandre Mauro/G1 Próximo eclipse lunar total O mundo verá o próximo eclipse total da lua só em 2021 – com possibilidade de observação parcial no Brasil. Outros fenômenos parciais acontecem antes. No Brasil, um eclipse total plenamente visível ocorrerá apenas em 16 de maio de 2022. Em compensação, teremos um eclipse solar total "aqui do lado" no dia 2 de julho: a Lua passará entre o Sol e a Terra, "tampando" sua luz. O Sol ficará escuro por alguns minutos, os animais se escondem, um fenômeno bastante raro. Ele poderá ser observado em uma faixa que vai do Chile até a Argentina. "Eclipse solar é mais interessante, porque ele só acontece em uma faixa muito pequena na Terra. É diferente da Lua: quem está vendo a Lua no horário, está vendo o eclipse", disse Josina. "Ele é muito mais raro. Poucas pessoas já viram um eclipse total do Sol uma vez, e pouquíssimas viram duas vezes na vida. Isso porque ele não vai passar duas vezes no mesmo lugar tão cedo".
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19/01 - Sobe para 13 número de mortes por hantavírus na Argentina
A doença é transmitida pelo contato com a urina, saliva e excrementos de roedores infectados com o vírus. Hantavírus é transmitido por roedores Reprodução/RBS TV Uma mulher de 49 anos morreu por hantavírus durante a madrugada deste sábado (19) na província argentina de Chubut (sul), o que eleva para 13 o número de mortes por esse motivo no país desde que o surto começou no início de dezembro do ano passado, segundo o Ministério da Saúde argentino. A mulher, que estava na UTI, era oriunda da cidade de Trevelin, situada em Chubut, onde se concentram 11 dos 13 casos mortais por este vírus. Hantavírus: o que é a doença que já matou mais de 10 pessoas na Argentina Segundo a informação divulgada pelo órgão, há outros três casos confirmados na província, dos quais dois pacientes estão na UTI e o outro em observação. Além dos 11 mortos em Chubut, as províncias de Entre Ríos (noroeste) e Salta (norte) registraram um caso de morte cada, embora se trate de diferentes cepas do vírus. A doença é transmitida pelo contato com a urina, saliva e excrementos de roedores infectados com o vírus. Para a transmissão entre pessoas é preciso haver um contato próximo com os doentes no período inicial do quadro febril, que vai das primeiras 48 a 72 horas.
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19/01 - RH nulo: O que é o chamado ‘sangue dourado’, o tipo sanguíneo mais raro do mundo
Só são conhecidas cerca de 40 pessoas que possuem o Rh nulo. Esse raro tipo sanguíneo pode salvar vidas, mas também representa grandes riscos a quem é portador. "Sangue dourado" soa elegante, mas quem tem esse tipo sanguíneo corre mais riscos que a maioria da população em situações de vida ou morte. O RH nulo, também chamado de sangue dourado, é o tipo sanguíneo mais raro do mundo. Para entender do que se trata é preciso analisar a classificação dos grupos sanguíneos. Os glóbulos vermelhos que formam o sangue estão cobertos de proteínas chamadas de antígenos. O sangue tipo A tem antígenos A, o sangue B tem antígenos B, o sangue AB tem antígenos de ambos e o tipo O, nenhum dos dois. Os glóbulos vermelhos também têm outro tipo de antígeno, o chamado RhD, que é parte de uma família formada por 61 antígenos tipo Rh. Quando o sangue tem RhD, é de tipo positivo. Quando não tem, é tipo negativo. É assim que se formam os tipos de sangue mais comuns: A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+, O-. O tipo de sangue é vital no momento de uma transfusão. Doação de sangue Fabiana Assis/G1 Se uma pessoa é do grupo negativo e recebe sangue de um doador positivo, seus anticorpos vão reagir ao detectar células incompatíveis com seu sangue, o que pode ser fatal. Com base nessa mesma lógica os portadores de sangue O- são considerados os doadores universais. Como seus glóbulos vermelhos não têm antígenos A, B, nem RhD, o sangue pode mesclar-se com outro tipo sem ser rechaçado como agente estranho. Tesouro perigoso Entre todas as possíveis combinações, o sangue Rh nulo é o mais raro. Um tipo de sangue é Rh nulo quando seus glóbulos vermelhos não tem nenhum tipo de antígeno Rh. Segundo a explicação de Penny Bailey no Mosaic, um portal de investigação biomédica, este tipo de sangue foi detectado pela primeira vez em 1961 em uma mulher australiana. Desde então, só foram registrados 43 casos de pessoas com Rh nulo no mundo todo. Esse tipo de sangue é adquirido de maneira hereditária, segundo explicou à BBC Mundo Natalia Villarroya, médica especialista em hematologia da Universidade Nacional da Colômbia. "Pai e mãe devem ser portadores dessa mutação", afirma. O sangue Rh nulo pode ser um "tesouro" ou um risco, dependendo do ponto de vista. Por um lado, pode ser doado a qualquer pessoa com os tipos sanguíneos tradicionais dentro do sistema Rh e Rh negativo. Portanto, em tese, o "sangue dourado" tem alta capacidade de salvar vidas. No entanto, ele é extremamente difícil de conseguir. "É por isso que recebeu o apelido de sangue dourado", explica o médico Thierry Peyrad, diretor do Laboratório Nacional de Referência em Imunohematologia de Paris, citado no artigo de Bailey. Trata-se de um tipo sanguíneo tão precioso e raro que, ainda que os bancos de sangue sejam anônimos, houve casos de cientistas que conseguiram rastrear os doadores para pedir amostras para investigações científicas. Riscos E o portador deste tipo raro de sangue paga um preço caro. Segundo o Centro de Informação de Doenças Raras dos Estados Unidos, quem tem sangue Rh nulo pode padecer de anemia leve. Além disso, no caso de precisarem de transfusão, só poderiam receber Rh nulo- algo extremamente complicado, não apenas pela pouca quantidade de pessoas com esse tipo sanguíneo, mas também pelas dificuldades de transporte do sangue de um país a outro. Atualmente, as pessoas que tem "sangue dourado" vivem em diferentes países, alguns distantes entre si, como Colômbia, Brasil, Japão, Irlanda e Estados Unidos. Os portadores de Rh nulo, portanto, costumam tirar sangue para guardar de reserva caso tenham que doar a si mesmos no futuro. Também são encorajados a disponibilizar quantidades para servirem de reservas às outras poucas pessoas que compartilham dessa condição, caso venham a necessitar de transfusões.
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19/01 - Estados Unidos e China dialogam para explorar a Lua, diz Nasa
Agência espacial deve operar em um âmbito legal muito rigoroso imposto, por temores de transferência de tecnologia para o país asiático. As agências espaciais americana e chinesa estão dialogando e se coordenando para explorar a Lua, confirmou na sexta-feira (19) a Nasa, que deve operar em um âmbito legal muito rigoroso imposto pelo Congresso, receoso da transferência de tecnologia para a China. Imagem da lua. Ana Clara Marinho/TV Globo O responsável pelas atividades científicas da Nasa, Thomas Zurbuchen, tuitou nesta sexta-feira (18) que a agência americana tinha "conversado com a China" para realizar observações por satélite do pouso da sonda chinesa Chang'e 4 no lado oculto da Lua em 3 de janeiro. Exploração lunar Na segunda-feira, o diretor-adjunto do programa chinês de exploração lunar, Wu Yanhua, afirmou em um coletiva de imprensa que a China tinha dado à Nasa a latitude, a longitude e o horário previsto do pouso da sonda, para que pudesse observar este acontecimento histórico com seu satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). A Nasa, por sua vez, proporcionou a órbita prevista do LRO. Por fim, o satélite não pode estar no lugar adequado no momento exato. A agência americana informou em um comunicado que estava interessada em observar a nuvem de poeira provocada pelo impacto do pouso com um instrumento montado no satélite. "Por diferentes razões, a Nasa não foi capaz de ajustar a órbita do LRO para que estivesse em uma posição ótima para observar o pouso, mas a Nasa ainda está interessada na possibilidade de detectar a nuvem muito tempo depois do pouso", indicou a agência. Planos de estação na órbita lunar Este tipo de observações são úteis para futuras missões americanas, já que Washington quer voltar a enviar sondas e, em última instância, astronautas à Lua. A Nasa tem planos, inclusive, de montar uma estação na órbita lunar até 2026. O satélite americano fotografará a sonda Chang'e 4 em 31 de janeiro, anunciou a Nasa, quando passar por cima dela, como já fez com a Chang'e 3 em 2013. "A Nasa e a CNSA (agência espacial chinesa) acordaram que qualquer descoberta significativa que resultar desta coordenação deve se tornar pública para a comunidade científica mundial" em uma conferência do comitê da ONU para o uso pacífico do espaço extra-atmosférico que será realizada em Viena de 11 a 22 de fevereiro. A legislação americana proíbe, desde 2011, qualquer cooperação espacial com a China que implique "uma transferência de tecnologia, dados ou qualquer informação que tenha implicações na economia ou na segurança nacional". A Nasa indicou que a cooperação foi realizada de acordo com "as diretrizes do governo e do Congresso" e foi "transparente, recíproca e benéfica mutuamente". A cooperação, no entanto, poderia ir mais longe, revelou o ideólogo principal do programa lunar chinês, Wu Weiren, que garantiu que os Estados Unidos pediu "há alguns anos" que a China estendesse de três a cinco anos a operação do satélite Queqiao, lançado em maio de 2018, que permite aos aparelhos que estão no lado oculto da Lua se comunicarem com a Terra. Para qualquer cooperação mais ambiciosa, como a base internacional planejada pela China a longo prazo, "as restrições americanas serão uma barreira muito mais difícil de superar", advertiu à AFP Henry Hertzfeld, diretor do Space Policy Institute da Universidade George Washington. O Congresso americano tem toda a liberdade de modificar os poucos parágrafos desta lei, aprovada como represália a uma série de ciberataques atribuídos a China.
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18/01 - O ambicioso plano para construir o Futuro Colisor Circular, acelerador de partículas mais poderoso do mundo
Estimativa de custo de cerca de R$ 95 bilhões para montar uma estrutura quatro vezes maior que o atual LHC divide a comunidade científica, que questiona o caráter prioritário do investimento. Novo colisor de hádrons deve custar cerca de R$ 95,5 bilhões com a missão de descobrir a história do Universo CERN A palavra "ambição" talvez seja a que melhor descreva essa máquina, quatro vezes maior e 10 vezes mais poderosa que o mais moderno equipamento do tipo usado atualmente. O desejo de aprofundar os limites da Ciência e descobrir, finalmente, a história do Universo é o objetivo da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, sua sigla em francês) ao propor a construção do que seria o sucessor do Grande Colisor de Hádrons, ou LHC (sua sigla em inglês), o mais poderoso acelerador de partículas planeta. O equipamento, batizado de Futuro Colisor Circular (FCC), seria montado em Genebra, na Suíça, com um custo estimado de US$ 25,5 bilhões (cerca de R$ 95,5 bilhões). O objetivo dos pesquisadores do CERN é que a estrutura já esteja operante em 2050, explorando novas partículas subatômicas. Críticos do projeto argumentam, contudo, que os recursos consumidos por ele seriam melhor aplicados em áreas de pesquisa em que novas descobertas são mais urgentes, como aquelas que investigam as mudanças climáticas. Para diretora geral do CERN, a professora Fabiola Gianotti, a proposta seria "uma conquista notável" para a comunidade científica. "Demonstra o tremendo potencial do FCC para melhorar nosso conhecimento da física fundamental e avançar em muitas tecnologias que têm um amplo impacto na sociedade", disse ela. Os engenheiros do CERN já estão construindo e testando componentes capazes de trabalhar em velocidades ainda mais altas no novo projeto CERN Os planos do CERN foram apresentados em um "relatório conceitual de design" e serão avaliados, em paralelo a outras propostas, por um painel internacional de físicos de partículas responsável por desenhar a nova Estratégia Europeia de Física de Partículas de 2020. O professor John Butterworth, do University College of London (UCL), que está entre os especialistas que desenvolvem o programa para o continente, disse à BBC que, ainda que mantivesse a "cabeça aberta", estava particularmente interessado na proposta da instituição. "O programa é ambicioso, empolgante e seria meu plano A", disse. O projeto envolve a construção de um novo túnel sob a estrutura física do CERN em Genebra para instalar um anel de cerca de 100 km de diâmetro, que inicialmente promoveria a colisão de elétrons com partículas carregadas positivamente, os pósitrons. A etapa seguinte prevê a colisão entre prótons e elétrons e os estágios um e dois lançariam as bases para possibilitar a colisão entre prótons com uma força 10 vezes maior do que a que é usada hoje pelo LHC. Novas descobertas Físicos esperam que essas colisões, a uma velocidade sem precedentes, revelem um novo mundo de partículas, aquelas que permitem que o Universo funcione - em vez das partículas subatômicas que conhecemos e que desempenham apenas um papel de mediadoras nas forças da natureza. A atual teoria da física subatômica, chamada de Modelo Padrão, tem sido um dos grandes triunfos do século 20. Ela explica claramente o comportamento da matéria e das forças através da interação de uma família de 17 partículas. A última delas, o bóson de Higgs, foi descoberta pelo Grande Colisor de Hádrons em 2012. Mas as observações dos astrônomos sugerem que há mais no Universo do que poderia ser explicado pelo Modelo Padrão. As galáxias giram mais rápido do que "deveriam" e a expansão do Universo está acelerando em vez de desacelerar. Além disso, o Modelo Padrão não consegue explicar a gravidade. Portanto, teria que haver um processo mais profundo, envolvendo partículas que ainda não foram descobertas. Encontrá-las forneceria aos físicos a Teoria de Tudo, que uniria todas as forças da natureza e unificaria os pilares sobre os quais a física moderna repousa: relatividade geral e mecânica quântica. Quando os físicos propuseram a construção do LHC pela primeira vez, eles sabiam que, se o Modelo Padrão estivesse correto, eles seriam capazes de encontrar o bóson de Higgs, como aconteceu finalmente. Eles também esperavam descobrir partículas além do Modelo Padrão, mas até agora não conseguiram. O CERN está desenvolvendo novos ímãs, mais poderosos, capazes de dobrar a potência do feixe mais potente que existe CERN A dificuldade com as propostas do CERN para construir um Grande Colisor de Hádrons de maior escala – o FCC – é que ninguém sabe a que velocidade será necessária colidir as partículas para que as descobertas fossem além do bóson de Higgs. Os pesquisadores esperam que a proposta de construção em estágios permita que os físicos identifiquem ondulações criadas pelas super-partículas e, assim, consigam determinar a velocidade que será necessária para encontrá-las. Os contribuintes que bancaram os primeiros investimentos, contudo, a essa altura talvez esperassem que o LHC já tivesse encontrado partículas além do Modelo Padrão. Assim, a construção de um acelerador maior corre o risco de gerar a impressão de que o desejo da comunidade física por aceleradores cada vez maiores e mais caros é potencialmente tão ilimitado quanto o próprio Universo. Custos e benefícios O cientista britânico David King, que tem assessorado o governo do Reino Unido e a Comissão Europeia em petições de grandes financiamentos, disse à BBC News que acredita que é hora de realizar uma análise de custo-benefício dos investimentos, especialmente por não ter ficado claro se a máquina de US$ 25,5 bilhões descobriria novas partículas. "Temos que colocar um limite em algum ponto, senão acabaremos com um colisor tão grande que vai girar ao redor da Linha do Equador. E, se não parar por aí, talvez a gente receba um pedido para que ele vá à Lua e volte." "Sempre haverá pesquisas mais aprofundadas que poderão ser feitas com colisores cada vez maiores. Minha pergunta é: até que ponto isso aumentará o conhecimento que já temos para beneficiar a humanidade?" Simulação das colisões de alta velocidade que ocorrerão no FCC CERN O professor King acredita que os governos deveriam avaliar se esse dinheiro poderia ser mais bem gasto na pesquisa de outras prioridades mais urgentes. "Estamos caminhando para uma era na qual a vida no planeta será cada vez mais quente. Na qual a atual economia global deixará de funcionar e mais de 150 milhões de pessoas serão forçadas a se mudar", disse ele. "Então, se tivéssemos uma bolsa de US$ 25,5 bilhões e estivéssemos discutindo o que fazer com ela, teríamos que debater com pessoas da comunidade de ciências médicas ideias para melhorar a saúde e o bem-estar do ser humano". "Lidar com a mudança climática é agora a nova prioridade para os seres humanos", concluiu o professor King. O que é bosônico? No entanto, o diretor do CERN para aceleradores e tecnologia, Frédérick Bordry, disse que não acredita que os US$ 25,5 bilhões sejam um valor alto para um projeto de vanguarda. Ele lembrou que o custo seria distribuído entre vários parceiros internacionais durante 20 anos e acrescentou que os gastos com o CERN se reverteram em muitos benefícios tecnológicos. "Quando me perguntam sobre os benefícios do bóson de Higgs, eu digo 'bosônico'. E quando me perguntam o que é bosônico, eu digo 'não sei'". "Mas se você imaginar a descoberta do elétron por J.J. Thomson em 1897, ele não sabia que seria a eletrônica. Mas hoje não podemos imaginar um mundo sem ela."
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18/01 - Foguete japonês lança minissatélite para criar chuva artifical de meteoritos
Outros seis minissatélites também foram lançados. Milhões de pessoas deverão ver o espetáculo em 2020. Foguete japonês colocou sete minissatélites em órbita Jiji Press/AFP Um foguete japonês colocou sete minissatélites em órbita na manhã desta sexta-feira (18). Um deles deverá criar uma chuva artificial de meteoritos, como se fossem fogos de artifício espaciais. De diferentes cores, as "estrelas" vão brilhar por vários segundos até sumirem totalmente. Se tudo acontecer como previsto, e o céu estiver claro, milhões de pessoas poderão ver este espetáculo em 2020, incluindo as zonas urbanas com muita poluição luminosa, como Tóquio. A ideia desse espetáculo celeste inédito foi de uma empresa baseada no Japão, que criou o dispositivo. Solto no universo interestelar pelo pequeno foguete Epsilon-4, o artefato tem de liberar 400 minúsculas bolas que brilharão, enquanto cruzam a atmosfera acima de Hiroshima. O foguete decolou do centro espacial Uchinoura com os minissatélites. Eles incluem diversas tecnologias "inovadoras", segundo o porta-voz da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa), Nobuyoshi Fujimoto. Os satélites foram postos em órbita como estava previsto, sem percalços – um sucesso para o Epsilon. "Estava muito emocionada, sem palavras", disse a presidente da empresa ALE, Lena Okajima, à agência de notícias japonesa Jiji. A empresa quer fazer "o mundo inteiro" sonhar com "estrelas fugazes sob encomenda" lançadas no lugar certo, com a velocidade certa e na direção correta. O processo técnico desenvolvido pela ALE é secreto.
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18/01 - O país conservador que autorizou a fabricação e venda do 'Viagra feminino'
Egito libera medicamento considerado controverso por especialistas para aumentar a libido feminina. O Flibanserin é produzido no Egito por uma empresa farmacêutica local BBC O Egito se tornou o primeiro país árabe a autorizar a produção e venda de uma droga destinada a aumentar a libido feminina. A jornalista Sally Nabil, correspondente da BBC, investiga se há mercado para o medicamento em um país tão conservador socialmente. "Fiquei sonolenta e tonta, e meu coração estava acelerado." Foi assim que Leila (nome fictício) se sentiu depois de tomar seu primeiro comprimido de Flibanserin, o chamado "Viagra feminino". O uso do medicamento foi autorizado pela primeira vez nos EUA há quase três anos, e agora está sendo fabricado no Egito por uma empresa farmacêutica local. Leila é uma dona de casa conservadora na faixa de 30 anos. Ela prefere não revelar a identidade, assim como outras mulheres, uma vez que falar sobre problemas e necessidades sexuais ainda é um tabu no Egito. Após quase 10 anos de casada, ela diz que decidiu tomar o medicamento "por mera curiosidade". Leila, que não tem problemas de saúde, comprou o remédio sem receita médica – uma prática muito comum no Egito, onde as pessoas podem adquirir diversos medicamentos sem receita. "O farmacêutico me disse para tomar um comprimido todas as noites por algumas semanas. E disse que não haveria efeitos colaterais", diz ela. "Meu marido e eu queríamos ver o que aconteceria. Tentei uma vez e nunca mais farei isso novamente." As taxas de divórcio estão aumentando no Egito, e algumas reportagens da imprensa local atribuem a problemas sexuais entre os casais. A fabricante local de Flibanserin diz que três em cada dez mulheres no país têm baixo desejo sexual. Mas esses números são apenas estimativas aproximadas - é difícil encontrar estatísticas deste tipo no país. "Este tratamento é muito necessário aqui - é uma revolução", diz Ashraf Al Maraghy, representante da empresa. O Flibanserin foi apelidado de 'Viagra feminino', termo considerado controverso BBC Maraghy ​​diz que a droga é segura e eficaz e que qualquer sintoma como tontura e sonolência vai desaparecer com o tempo – mas muitos farmacêuticos e médicos discordam. Um farmacêutico entrevistado pela reportagem avisou que a droga poderia baixar a pressão arterial para "níveis alarmantes" e poderia ser problemática para pessoas com doenças cardíacas e hepáticas. Murad Sadiq, que administra uma farmácia no norte do Cairo, diz que sempre explica os efeitos colaterais para os clientes, mas que "eles ainda insistem em comprar" a droga. "Cerca de 10 pessoas por dia chegam aqui para comprar o remédio. A maioria delas é de homens. As mulheres são muito tímidas para pedir isso." 'Está tudo na cabeça' Dentro da farmácia de Sadiq, reparei em um anúncio que se referia ao Flibanserin como "pílula rosa". Uma versão feminina da "pílula azul" – termo usado para fazer referência ao Viagra para homens. Mas o fabricante diz que a expressão "Viagra feminino" é imprecisa. "A mídia apresentou esse nome, não fomos nós", diz Maraghy. Enquanto o Viagra trata a disfunção erétil, melhorando o fluxo sanguíneo para o pênis, o Flibanserin foi desenvolvido como um antidepressivo e aumenta o desejo sexual, equilibrando substâncias químicas no cérebro. "'Viagra feminino' é um termo enganador", diz a terapeuta sexual Heba Qotb, que se recusa a prescrevê-lo a qualquer uma de suas pacientes. "Nunca vai funcionar com uma mulher que sofre de algum problema físico ou psicológico", acrescenta. "Para as mulheres, o sexo é um processo emocional. Tudo começa na cabeça. Uma mulher nunca vai conseguir ter um relacionamento íntimo e saudável com o marido se ele a maltratar. Nenhum remédio vai ajudar nisso." Qotb diz que a eficácia do Flibanserin é muito pequena e não vale a pena o risco. Leila afirma que conhece muitas mulheres "que pediram o divórcio após o relacionamento sexual ter azedado como resultado da tensão acumulada no casamento". "A redução da pressão arterial é um efeito colateral muito sério", adverte. As mulheres egípcias ainda têm um longo caminho a percorrer antes de se sentirem à vontade para falar sobre suas necessidades sexuais. "Se o seu marido é sexualmente fraco, você vai dar apoio e ajudar ele a procurar tratamento, contanto que ele seja um parceiro amoroso. Mas se você tem um marido abusivo, definitivamente vai perder todo o interesse nele, mesmo que ele seja bom na cama. Os homens parecem não entender isso". Embora ainda esteja no início, Sadiq, o gerente da farmácia, diz que as vendas de Flibanserin foram muito promissoras até agora e acredita que vão aumentar. Mas Qotb, a terapeuta sexual, está muito preocupada com as possíveis consequências dentro dos casamentos. "Quando um homem não perceber nenhuma melhoria no impulso sexual da esposa, mesmo que ela tenha tomado as pílulas, ele vai culpá-la – em vez de culpar a droga ineficiente ou o relacionamento que eles têm. Ele pode até usar isso como desculpa para terminar."
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18/01 - Um dia em Saturno tem dez horas e meia, diz Nasa
Anúncio foi feito nesta sexta (18). Pesquisadores também descobriram que os anéis do planeta surgiram bem depois do nascimento dele. Ilustração do orbitador Cassini cruzando o plano do anel de Saturno. Novas medidas da massa dos anéis dão aos cientistas a melhor resposta até agora sobre a idade deles. Nasa/JPL-Caltech Cientistas da Nasa resolveram um mistério de longa data, anunciou a agência nesta sexta (18) em um post no Twitter: a duração de um dia em Saturno. Segundo a agência, são dez horas, 33 minutos e 38 segundos. É um dado que frustra cientistas há décadas, porque o gigante gasoso não tem superfície sólida com marcos que possam ser rastreados enquanto ele gira. Além disso, Saturno tem um campo magnético pouco usual que esconde a taxa de rotação do planeta, de acordo com as informações da Nasa. Initial plugin text Durante a órbita da sonda Cassini, instrumentos da Nasa examinaram os anéis gelados e rochosos com detalhes sem precedentes. Christopher Mankovich, estudante de pós-graduação em astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, usou os dados para estudar padrões de onda dentro dos anéis. O trabalho dele, publicado nesta quinta (17) no 'Astrophysical Journal', determinou que os anéis respondem a vibrações dentro do próprio planeta, agindo de forma similar aos sismômetros usados para medir movimentos causados por terremotos. O interior de Saturno vibra em frequências que causam variações em seu campo gravitacional. Os anéis, por sua vez, detectam esses movimentos no campo. Mankovich desenvolveu modelos da estrutura interna de Saturno que permitiram a ele mapear os movementos no interior do planeta — e, assim, sua rotação. A ideia de que os anéis de Saturno poderiam ser usados para estudar a sismologia do planeta foi sugerida pela primeira vez em 1982, bem antes que as observações necessárias se tornassem possíveis. Anéis são mais novos que o planeta Mas essa não é a única resposta que a ciência obteve sobre Saturno: os anéis do planeta são mais jovens do que se imaginava, diz estudo publicado nesta quinta (17) na revista 'Science'. Segundo a pesquisa, que também levou em conta informações da Cassini, eles surgiram entre os últimos 10 e 100 milhões de anos. As informações são da agência de notícias France Presse e do Jet Propulsion Lab, da Nasa. O sexto planeta a partir do Sol se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos, junto com o restante dos planetas do nosso sistema solar, e passou a maior parte de sua existência sem os anéis característicos pelos quais é conhecido hoje. Os astrônomos acreditaram por muito tempo que os anéis poderiam ser jovens, e talvez formados por colisões entre as luas de Saturno ou por um cometa que se despedaçou nas proximidades do planeta. Algumas dessas respostas ganharam maior destaque por causa da Cassini — uma sonda americana não tripulada que foi lançada em 1997 e terminou sua missão em 2017 com uma morte planejada na superfície de Saturno. No final de sua missão, a Cassini fez 22 órbitas, circulando entre Saturno e seus anéis, chegando mais perto deles do que qualquer outra nave da história. Ao estudar como a trajetória de voo da sonda foi desviada pela gravidade dos anéis, os cientistas conseguiram deduzir a massa dos anéis e a idade aproximada. "Apenas chegando tão perto de Saturno nas órbitas finais da Cassini fomos capazes de reunir as medidas para fazer as novas descobertas. Entender a idade e a massa dos anéis era "um objetivo fundamental da missão", disse o autor principal do estudo, Luciano Iess, da Universidade Sapienza de Roma. Uma massa menor indica anéis mais jovens porque, à medida que envelhecem, os anéis atraem mais detritos e tornam-se mais pesados. Os anéis são 99% compostos de gelo. Os cientistas continuarão a investigar como os anéis se formaram. As novas evidências sobre a idade dos anéis dá a teorias de que eles se formaram de um cometa que chegou muito próximo de Saturno e foi descredibilidadetruído pela gravidade do planeta — ou por algum evento que dividiu uma geração anterior de luas geladas.
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18/01 - Estudo mostra o desafio para se conter comércio clandestino de aves no Brasil
O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. Isto aconteceu em 1967, e foi o jeito que o governo da época encontrou para romper o abuso depois de décadas de exploração intensiva que causou a extinção de muitas espécies, sobretudo de aves. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, um único comerciante londrino importou 400 mil beija-flores e 360 mil outras aves do Brasil. Em 1932, cerca de 25 mil beija-flores foram caçados no Estado do Pará e enviados para a Itália para enfeitar caixas de chocolate. Centenas de milhares de aves vivas foram depois exportadas como animais de estimação em toda a América do Sul após meados da década de 1950, depois que as conexões das companhias aéreas comerciais, principalmente através de Miami, estavam regularmente disponíveis. O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. Unsplash Bem, mas isto é história, e está bem contada no novo estudo sobre comércio de aves da América Latina produzido pela ONG internacional Traffic, que trabalha no contexto da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável com apoio do WWF. O relatório é extenso, chama-se “Bird’s-eye view: Lessons from 50 years of bird trade regulation & conservation in Amazon countries” (“Vista Aérea: Lições dos 50 anos de regulamentação e conservação do comércio de aves nos países da Amazônia”, em tradução livre) e traz um panorama sobre o comércio de aves no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname e as ameaças à conservação representada pelo excessivo comércio internacional de espécies. De 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, diz o estudo. Unsplash A boa notícia para o Brasil é que temos uma lei — e que, por causa dela, aquele abuso cometido no passado deu uma estancada. Um turismo com base em observação de pássaros no Brasil, Equador e Colômbia dá incentivo econômico e força para coibir os predadores. Mas, assim como há lei, há quem transgrida a lei. E o comércio clandestino de aves é, hoje, um enorme desafio para se manter nossas espécies — ou, pelo menos, o que restou delas. O estudo mostra que, em média, 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, muitas delas destinadas a “competições de canto de pássaros”, onde os espectadores apostam dinheiro nos resultados de quantas músicas ou frases um pássaro cantará em um determinado período de tempo. Para nossa sorte — de pessoas que se sentem felizes em ouvir cantos de pássaros sem precisar engaiolá-los — este número não variou significativamente nos últimos 15 anos. Assim mesmo, diz o estudo, a indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário que gera cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos. Há sempre alguém que se beneficia. A indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário. Pixabay Autor do estudo, o especialista Ortiz-von Halle afirma que o comércio ilegal internacional de aves sul-americanas foi reduzido ao seu nível mais baixo em décadas. No entanto, isso aconteceu “principalmente porque as espécies de aves mais procuradas pelos colecionadores já existem na maioria dos países consumidores”. Ou seja, a exploração foi tanta que tem espécies nativas que deixaram de ser. “As complexidades do comércio de aves têm sido subestimadas. Para garantir um futuro para as espécies cada vez mais ameaçadas da região, precisamos de estratégias integradas que busquem urgentemente impedir ou reverter a destruição de habitats e melhorar a fiscalização, complementados com incentivos econômicos para a geração local de renda através do turismo e uso sustentável dos recursos naturais. Isso oferece o melhor caminho para a notável avifauna da América do Sul”, disse ele. A Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei. Unsplash Para entender melhor o que ele quer dizer com “complexidades", vamos à história que Ortiz Von-Halle conta — cenas de antes da lei que coibiu o abuso e que podem ilustrar a trajetória dos desafios que temos ainda hoje: Até o Canal de Panamá ser aberto, em 1914, todos os navios que retornavam para a costa leste dos EUA ou Europa, do lado do Pacífico da América do Norte e do Sul, paravam nos portos brasileiros. Isto facilitou o envio de muitas mercadorias, incluindo aves vivas, penas e suas peles secas, e levou milhares de papagaios, tucanos e primatas de muitas espécies para Nova York e para o mercado europeu. Só em 1964, numa única fazenda do Amapá, 60 mil patos foram mortos. Unsplash Com a ajuda do ornitólogo Helmut Sick, que tem mais de 200 trabalhos publicados sobre o tema, o autor do estudo descobriu que, só em 1964 — e numa única fazenda no Amapá —, 60 mil patos foram mortos. Entre 1930 e 1940, fotos guardadas pelo especialista mostram caçadores fazendo pose ao lado de centenas de carcaças de uma espécie de pato que era característica de Londrina e que hoje não existe mais. Por volta de 1914, na região do Rio Negro, um comerciante empregou 80 homens com o objetivo de caçar e matar garças. Tudo isso abastecia o mercado de penas e peles nos séculos XIX e XX: para um quilo de plumas, 300 mil teriam que ser mortos. Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves. E veio a Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei. “… Não pode ser considerado um direito do cidadão, ou negligenciado indulgentemente, a destruição de elementos vitais do equilíbrio biológico. A caça pode ser permitida como esporte, mas nunca como fonte barata para uma indústria extrativa. A vida selvagem é mais do que o patrimônio do Estado: é um elemento para o bem-estar dos homens e da biosfera ”, diz o texto da lei. Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves. Pixabay Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. A solução foi a reprodução em cativeiro, “considerada uma alternativa sensível à conservação para utilização comercial da fauna nativa”. Assim, o último programa legal de caça ao pato no Estado do Rio Grande do Sul foi declarado inconstitucional e fechado em 2008. Na ilegalidade, o contrabando tem causado baixas em nossa biodiversidade, o que, como se sabe, colabora sensivelmente para acelerar o processo das mudanças climáticas. Entre Brasil e Portugal, por exemplo, países que têm uma ligação com mais de 60 voos diretos por semana, é uma farra. Em vez de levarem as aves vivas, os marginais descobriram ser possível contrabandear ovos, atividade que começou por volta de 2002, segundo o estudo, já que papagaios e tucanos vivos, enviados sedados, costumavam chegar mortos a seu destino. “Os ovos são transportados amarrados aos corpos dos passageiros para manter a temperatura de incubação durante o vôo de 10 a 14 horas. Eles são embalados em papel de seda dentro da meia-calça feminina ou vão enrolados na cintura da pessoa”. Organizações não governamentais têm sido importantes, junto com o Ibama e o ICMBio, para conter o desatino. Na conclusão de seu estudo de caso sobre as aves do Brasil, o autor diz que é um desafio muito grande tentar conter o contrabando ou mesmo o uso indevido de aves porque existe, entre outras coisas, uma falta de informação sobre a preciosidade desses bichos para o planeta. Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. Unsplash “A estratégia para estancar os criadores comerciais parece estar tendo algum efeito, já que seus números continuam diminuindo, mas as centenas de milhares de amadores representam um desafio maior. A posse habitual de espécies de aves nativas como animais de companhia é muito difundida. A consciência ambiental geral aumentou em certos setores do Brasil, que constitui 70% da população. Mas a população rural e suburbana mais ampla ainda carece dos níveis de educação, motivação e conscientização. A pobreza sempre empurrará as pessoas para capturar a vida selvagem em busca de lucro ou de maneira oportunista para acessar alimentos ou outros bens”, conclui ele. Vale para refletir. Amélia Gonzalez Arte/G1
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18/01 - Médicos cubanos que trabalharam no Brasil chegam à Venezuela na próxima semana, diz Maduro
Segundo presidente venezuelano, 2 mil médicos cubanos devem desembarcar na Venezuela. Em novembro, Havana saiu de acordo com o Brasil, em reação a críticas de Jair Bolsonaro. Médicos cubanos participam de uma cerimônia de boas-vindas no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, depois de chegar do Brasil, nesta sexta-feira (23) Fernando Medina/ Reuters A Venezuela irá receber na próxima semana 2 mil médicos cubanos que trabalharam no Brasil após a disputa entre a ilha comunista e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, de acordo com declarações de Nicolás Maduro em discurso na televisão. “Na próxima semana, vamos ter um evento especial que celebra a chegada de 2 mil novos médicos de família que Cuba vai nos enviar. Eles estão vindo do Brasil”, disse Maduro. O presidente já havia informado que esses médicos iriam ao seu país, durante seu discurso na Assembleia Constituinte na última segunda-feira (14). “O fascismo brasileiro encerrou o projeto de saúde e os 2 mil médicos estão vindo para a Venezuela”, disse. O presidente venezuelano não deu detalhes sobre como o país pagará pelos serviços. Cubanos no Brasil Em novembro, Havana decidiu se retirar do acordo do programa Mais Médicos mantido pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) e firmado havia cerca de cinco anos com o Brasil, em reação contra as críticas feitas por Jair Bolsonaro desde a campanha. Em agosto, ainda em campanha, Bolsonaro declarou que "expulsaria" os médicos cubanos do Brasil. Para ele, as condições a que se submetiam os médicos cubanos representavam "trabalho escravo". Bolsonaro condicionou a permanência deles à revalidação de diploma e a contratos individuais com o governo brasileiro, que lhes permitissem receber o salário integral (Cuba repassa para a seus médicos no exterior 30% do que eles recebem por seu trabalho). Também impôs como condição a liberdade aos profissionais cubanos para trazerem suas famílias para o Brasil. Cubanos na Venezuela Na Venezuela, clínicas administradas por médicos cubanos foram um programa marcante do ex-líder socialista venezuelano Hugo Chávez, que desfrutou de amplos recursos de petróleo durante seus 14 anos no comando da Venezuela, encerrados em 2013 por um câncer. A Venezuela pagava pelos serviços médicos com remessas de petróleo. Maduro, que enfrenta o colapso da antes crescente economia da Venezuela, tem enfrentado queixas de decadência do sistema de saúde do país e de abandono das unidades antes administradas por médicos cubanos.
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18/01 - Biossensor brasileiro avisa se alimentos estão contaminados por bactérias como a salmonella
Inovação desenvolvida no interior de São Paulo pode ser solução mais barata e rápida para identificar contaminações, que geram desde infecções gastrointestinais até doenças graves. Imagem de microscópio eletrônico mostra salmonela (vermelho) invadindo células humanas NIH Todos os anos, 10% da população do planeta contrai algum tipo de doença transmitida por alimentos contaminados - desde infecções gastrointestinais até meningite, informa a Organização Mundial da Saúde (OMS). As mortes por essas doenças chegam a 420 mil anualmente, sendo crianças menores de cinco anos um terço das vítimas fatais. A maioria dessas enfermidades é causada por bactérias como Salmonella spp., Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Pensando nisso, um grupo de pesquisadores brasileiros desenvolveu um biossensor que usa nanopartículas magnéticas e uma substância extraída do veneno do ferrão de abelhas para detectar contaminação em comidas e bebidas de forma muito mais rápida e eficiente que os métodos tradicionais. Segundo o físico Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do Instituto de Física da USP de São Carlos, coordenador da equipe que desenvolveu o dispositivo, uma das maiores dificuldade para evitar as DTAs (sigla para doenças transmitidas por alimentos) é detectar bactérias no estágio inicial da contaminação, ou seja, quando o número delas ainda é muito pequeno. "Nos métodos convencionais, amostras de alimentos ou bebidas são coletadas e depois levadas a um laboratório especializado para a verificação da formação de colônias delas", explica. Isso tem que ser feito por meio de análises no microscópio para visualizar os agrupamentos, e pode demorar muito (até 72 horas), principalmente se a contaminação estiver no começo. "Há outros métodos, como o ELISA (na sigla em inglês de 'Enzyme Linked Immunosorbent Assay') e PCR ('Polymerase Chain Reaction'), que podem fornecer respostas mais rápidas", diz Oliveira, que desenvolveu o biossensor em conjunto com pesquisadores Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Embrapa Instrumentação, da mesma cidade. "O problema é que eles requerem equipamentos sofisticados e de alto custo e pessoal especializado para as análises." Por isso, desenvolver novas metodologias para detectar contaminação de alimentos por micro-organismos tem sido o objetivo de muitos grupos de pesquisa da redor do mundo. "A nossa intenção era criar algo para isso que fosse rápido, de baixo custo e, ainda assim, eficiente", explica Oliveira. "Nossa metodologia resolve o problema de detecção da contaminação inicial com uma estratégia de pré-concentração das bactérias na amostra." De acordo com ele, o sensor propriamente dito é bastante simples. Ele contém eletrodos de prata, depositados sobre filmes de um plástico, o poli (tereftalato de etileno) – ou PET –, com uma técnica de serigrafia. A tinta do metal é espalhada sobre o polímero usando uma máquina produzida no Brasil com uma tela de poliéster. "O que é especial nele é a possibilidade de se produzir grandes quantidades a baixo custo, e em outros tipos de materiais", conta Oliveira. "Não só no PET, mas também em papel e tecidos, como já testamos em nossos laboratórios." O outro ingrediente essencial do ensaio é a pré-concentração das amostras. Isso é feito para resolver a dificuldade da detecção de pequenas concentrações de micro-organismos. Na tecnologia desenvolvida em São Carlos, nanopartículas magnéticas produzidas em laboratório pelos pesquisadores são recobertas com melitina, a substância extraída do veneno do ferrão da abelha, que tem afinidade com bactérias. Quando essas nanopartículas são introduzidas em uma amostra líquida a ser analisada, as bactérias eventualmente presentes se dirigem a elas devido à presença da melitina. Após um determinado tempo – cerca de 20 minutos –, as nanopartículas magnéticas, com os micro-organismos aderidos, são atraídas com um ímã. É este material com bactérias pré-concentradas que é usada para a detecção. No caso de alimentos sólidos, uma pequena amostra triturada, homogeneizada e filtrada bastará para fazer o mesmo procedimento. Biossensor desenvolvido em São Carlos promete ser solução mais rápida e barata para identificar contaminação Divulgação Para isso, a amostra é colocada sobre os eletrodos, e então são realizadas medidas de impedância elétrica (resistência de um circuito elétrico à passagem de corrente quando se aplica uma tensão). "A presença das bactérias altera o valor da impedância, e esta alteração serve como mecanismo de detecção", explica Oliveira. "O processo de medida é rápido, cerca de alguns minutos, o que é vantajoso sobre os métodos tradicionais." Nesses, segundo o pesquisador da USP, é necessário analisar todo o volume ou massa do alimento ou bebida e acompanhar o crescimento das bactérias para que seja possível contá-las na colônia. Esse procedimento pode demorar entre 24 e 72 horas, para os casos de contaminação em estágio inicial, ou seja, com pequeno número de micro-organismos. Oliveira cita uma série de vantagens da tecnologia que seu grupo desenvolveu. "A primeira delas é o menor tempo requerido para a análise, pois são eliminadas as etapas de cultivo e crescimento das bactérias", diz. "Isso permite monitoramento em tempo real. A outra é o possível baixo custo de cada análise, pois os eletrodos são muito baratos (cerca de R$ 0,30 cada)." Além disso, os procedimentos também podem ser de baixo custo se a metodologia for usada em grande escala. "Outra possível vantagem é a simplicidade na realização das medidas de detecção, mesmo para pequenas concentrações de bactérias, o que pode ser feito por não especialistas em análises, com pouquíssimo treinamento", acrescenta Oliveira. Os pesquisadores testaram o biossensor que desenvolveram em três espécies de bactérias: Salmonella thyphi, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. A primeira pode ser encontrada em alimentos como ovos e aves e causar febre tifoide. A segunda, por sua vez, é bastante comum no intestino dos humanos e no de alguns animais. Mas existem cepas patógenas (que causam doenças) relacionadas a diferentes tipos de problemas, incluindo infeções gastrointestinais, urinárias e até meningite. Por fim, a Staphylococcus aureus é encontrada em diferentes ambientes e pode causar doenças como conjuntivite, meningite e pneumonia. "Essas bactérias podem estar presentes em qualquer tipo de ambiente onde as condições de esterilização não sejam rigorosas", alerta Oliveira. "É o caso de alimentos manipulados de forma inadequada, como na indústria ou em supermercados." Além disso, o biossensor criado em São Carlos poderá ter outras aplicação. Com algumas adaptações, será possível usá-lo para detectar diferentes tipos de contaminação em ambientes hospitalares, como enfermarias e salas de cirurgia, bem como em instrumentos e equipamentos utilizados nesses ambientes, e também em pacientes com feridas, queimaduras e escaras.
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18/01 - Pará tem mais de 300 vagas do 'Mais Médicos' não preenchidas em 89 municípios
O Governo Federal informou que será aberta uma próxima etapa de inscrições, prevista para os dias 23 e 24 de janeiro, destinada aos profissionais brasileiros formados no exterior. O Pará tem 304 vagas não preechidas no programa "Mais Médicos" do Ministério da Saúde (MS), que compreendem 89 municípios do Estado e mais três Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), que informou não ser autorizada pelo MS a divulgar o nome das localidades. Em todo o Brasil, 18% das vagas estão disponíveis, de acordo com números divulgados na última terça-feira (15). O Governo Federal informou que serão abertas uma próxima etapa de inscrições, prevista para os dias 23 e 24 de janeiro, destinada aos profissionais brasileiros formados no exterior. Ainda de acordo com a Sespa, 59 municípios e três DSEIs não tiveram inscritos. O prazo para os médicos brasileiros com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) se apresentarem nos municípios terminou no dia 10 de janeiro. Cronograma das próximas etapas: 22/1 - Validação dos documentos dos brasileiros formados no exterior 23/1 a 24/1 - Brasileiros formados no exterior escolhem vagas remanescentes 29/1 - Publicação da validação dos documentos dos médicos estrangeiros 30/1 a 31/1 - Médicos estrangeiros escolhem vagas remanescentes
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18/01 - Por que o Bolsa Família ajuda a aumentar a taxa de cura da tuberculose
Pesquisa publicada na revista científica The Lancet, com apoio da OMS, detalha como o programa de transferência de renda afeta tratamento da doença infecciosa comumente associada a pobreza. A tuberculose atinge cerca de 70 mil pessoas por ano no Brasil, de acordo com os últimos dados disponíveis do Ministério da Saúde. Considerada uma doença ligada à pobreza, ela atinge bem mais populações com baixa renda e pouca qualidade de vida. Tanto que o entendimento de pesquisadores é que medidas simples de combate à pobreza e melhoria de condições de vida podem ter efeitos muito positivos no tratamento e na cura da doença. No mês passado, um estudo de epidemiologistas brasileiros com apoio da OMS (Organização Mundial de Saúde), publicado na prestigiada revista científica Lancet, corroborou essa tese. A pesquisa indicou um aumento em 7,8% na taxa de cura de tuberculose entre pessoas que recebem o benefício Bolsa Família em comparação pessoas com as mesmas características demográficas e socioeconômicas que não são beneficiadas pelo programa de assistência. "Isso é muita coisa em termos de tratamento. Para se ter uma ideia, para um novo medicamento lançado no mercado atingir 5% de diferença em relação ao tratamento existente é uma dificuldade enorme", explica a epidemiologista Ethel Maciel, pesquisadora da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) e coordenadora do estudo. Pacientes em extrema pobreza A UFES e a UFBA (Universidade Federal da Bahia) estudam há anos como programas sociais afetam indicadores de saúde. Em 2012 isso chamou a atenção da OMS, que tem uma atenção especial voltada para doenças como tuberculose. "Eles ofereceram consultoria para criarmos um grande programa, um estudo de caso para o mundo", explica Maciel, cujo grupo optou por estudar o Bolsa Família, que condiciona a ajuda econômica a ações concretas das famílias carentes nas áreas de saúde (vacinação) e educação. A favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, é uma área endêmica de tuberculose Reuters Os pesquisadores das duas universidades acompanharam o histórico de saúde de uma amostra formada por mais de mil pessoas com tuberculose em sete cidades nas cinco regiões do Brasil entre 2014 e 2017. Os pacientes foram divididos em dois grupos: os que recebiam Bolsa Família e os que não recebiam. Os resultados do tratamento foram acompanhados após seis meses de terapia. O benefício é oferecido a famílias em extrema pobreza (com renda mensal de até R$ 89 por pessoa) ou famílias pobres (com renda de até R$ 178 por pessoa) que tenham filhos menores de idade ou gestantes. "Teoricamente, todo mundo que era muito pobre deveria receber (o auxílio), mas não foi a realidade que a gente encontrou", explica Ethel Maciel. "Muitas pessoas que recebiam uma renda baixa não estavam no programa." Os dados dos pacientes foram avaliados com uso de modelos estatísticos que tornaram possível comparar pessoas dos dois grupos (que recebiam ou não o auxílio) com características semelhantes (como idade, estado de saúde, gênero, índice de massa corporal, condições de moradia, acesso a saneamento etc). Estudos anteriores com análises de dados em cadastros de saúde já haviam mostrado a relação entre programas sociais e melhora na cura de tuberculose - são os chamados estudos retrospectivos, que analisam dados do passado. Esse novo estudo coordenado por Maciel foi a primeira pesquisa no Brasil que seguiu os pacientes prospectivamente, ou seja, acompanhou os doentes antes, durante e depois do tratamento. O resultado foi a descoberta de que o Bolsa Família aumenta a taxa de cura dos beneficiados em 7,8%. Comer todo dia A pesquisa, no entanto, não analisou o que as pessoas fazem com o dinheiro, ou seja, ela não aponta exatamente que fatores na vida dos pacientes foram alterados por causa do Bolsa Família e que aumentaram a taxa de cura das pessoas. A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por bactérias transmitidas pelo ar, então lugares úmidos, fechados, com pouca ventilação, favorecem a transmissão. A hipótese dos pesquisadores é que o programa de transferência de renda aumente a taxa de cura através na melhora da alimentação, já que o benefício não é alto o suficiente (no máximo R$ 372) para gerar uma melhora no ambiente ou em outros aspectos da vida. Ilustração mostra a infecção da tuberculose, com nódulo sólido localizado na parte superior do pulmão Kateryna Kon/Science Photo Libra/KKO/Science Photo Library/AFP/Arquivo "São pessoas em condição de extrema pobreza, ou seja, se o auxílio permite que elas comam melhor, ou mesmo que comam todo dia, isso já faz uma diferença muito grande", explica Maciel. "É nossa principal hipótese, mas ainda precisa ser testada." A alimentação adequada é importante para a manutenção da saúde em geral e do sistema imunológico, que combate os agentes infecciosos. Doença negligenciada A Organização Mundial de Saúde classifica oficialmente a tuberculose como uma "doença negligenciada", ou seja, ela faz parte do grupo de enfermidades que interessam men os à indústria farmacêutica,e, por isso, são menos pesquisadas e recebem menos investimentos. "As doenças negligenciadas atingem mais populações de baixa renda, de países em desenvolvimento, e costumam ter tratamentos baratos - portanto combatê-las não interessa ao mercado", explica Maciel. "Os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), bloco de nações em desenvolvimento, detém 50% da tuberculose no mundo." Pesquisas também relacionam a distribuição da tuberculose com a epidemia de Aids, já que a doença viral ataca o sistema imunológico e favorece a contração da tuberculose. A OMS tem um projeto global de combate à enfermidade, incentivando pesquisas sobre medicamentos e tratamentos. O grupo de pesquisadores da UFES e da UFBA que publicou a pesquisa sobre o Bolsa Família na Lancet agora pretende estudar efeitos de outros programas sociais no Brasil, como o Minha Casa, Minha Vida. "Entender exatamente de que forma a doença e a pobreza estão relacionadas é essencial para o planejamento de políticas públicas tanto na área de saúde quanto na área econômica", diz Maciel.
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18/01 - Cientistas brasileiros desenvolvem molécula que pode tratar insuficiência cardíaca
A 'Samba' foi desenvolvida por pesquisadores da USP nos últimos dez anos, e o teste em ratos se mostrou promissor para ajudar pacientes que sofrem da doença. Estudo foi publicado nesta sexta (18) na revista 'Nature Communications'. A molécula Samba, desenvolvida por um grupo de pesquisadores da USP, foi capaz de impedir a ligação de proteínas que contribuem para a insuficiência cardíaca. Márcio Campos Ribeiro (USP) Pesquisadores da USP desenvolveram uma molécula que pode melhorar o tratamento de insuficiência cardíaca — problema que atinge pessoas que tiveram um infarto, doença de Chagas ou até hipertensão. A pesquisa, resultado de dez anos de estudos, foi publicada nesta sexta (18) na revista "Nature Communications". Batizada de "Samba", sigla para 'Selective Antagonist of Mitofusin 1 and Beta2-PKC Association', a molécula criada pelos cientistas foi testada em ratos. Segundo o coordenador do estudo, o professor Julio Cesar Batista Ferreira, da USP, ela foi capaz de melhorar o problema no coração dos animais ao impedir a ligação entre duas proteínas que existem nas células do órgão. Quando elas se juntam, explica Ferreira, essas duas proteínas danificam o "motor" das células do coração — a mitocôndria. Isso faz com que o órgão perca a capacidade de contrair e relaxar: daí surge a insuficiência cardíaca. A mitocôndria (em amarelo) é onde acontece o problema com as proteínas, e onde a Samba atua impedindo a ligação entre elas. Márcio Campos Ribeiro (USP) Para entender o que acontece em um coração doente, os cientistas examinaram corações descartados de pacientes que tinham recebido um transplante do órgão. A partir dali, descobriram que, em pessoas que tinham desenvolvido o problema, havia essa ligação entre as proteínas. Com o resultado promissor da aplicação da Samba nos ratinhos, a molécula pode ser, no futuro, uma possibilidade de tratamento para a insuficiência cardíaca em humanos, mas ainda serão necessários mais testes. Segundo Ferreira, os tratamentos atuais para a insuficiência cardíaca, apesar de ajudarem o paciente, não garantem uma boa qualidade ou expectativa de vida. A Samba representa uma possibilidade de efeito adicional ao que já existe hoje, diz. Os cientistas já solicitaram a patente da molécula e a aplicação dela nos Estados Unidos. Além da equipe da USP, o estudo também teve a participação de pesquisadores da universidade de Stanford e de Case Western, nos EUA.
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18/01 - O eclipse lunar de 2019
Fenômeno poderá ser observado a partir da 00h36 da segunda-feira (21) em todo o Brasil. Eclipse será visto na madrugada desta segunda-feira (21) Stellarium/Cassio Barbosa Chegou a hora do primeiro grande evento astronômico de 2019: o eclipse lunar total! Entre a noite deste domingo (20) e a madrugada de segunda (21), a Lua passará pela sombra da Terra ficando totalmente obscurecida. Totalmente no sentido de cobertura, ou seja, toda sua face visível estará com uma sobra, mas ainda assim ela poderá ser vista. O eclipse se dá gradualmente, a Lua vai interceptar primeiro uma parte mais difusa da sombra projetada pela Terra no espaço, a chamada penumbra. Nesse estágio, principalmente no início, mal se consegue perceber que ela está obscurecida. Depois dessa fase, conhecida como penumbral, a Lua se encaminha para a parte central e mais escura da sombra chamada umbra. É nela que o eclipse propriamente dito fica evidente. Conforme a Lua mergulha na umbra, além de ficar escurecida, ela vai ficando alaranjada também. Isso por que os raios solares que atingem a Terra atravessam sua atmosfera sem serem bloqueados. Durante essa passagem, entretanto, a luz acaba sendo espalhada e absorvida, em um efeito equivalente a uma filtragem. A luz que emerge é mais avermelhada e é justamente essa luz que atinge a Lua deixando-a com essa cor. A iluminação da Lua pode variar de bem escura a um alaranjado intenso, quase vermelho. Além do efeito do espalhamento e absorção, a quantidade de partículas em suspensão na atmosfera influi na coloração da lua durante a fase de umbra e se a Lua estiver muito escura é sinal de que a atmosfera está com muitas partículas. O fenômento da Lua de Sangue Alexandre Mauro/G1 O eclipse começa oficialmente à 00h36 (horário de Brasília) da segunda-feira, quando a Lua começa a mergulhar na penumbra da Terra. O horário de cada fase está listado abaixo. Se você mora em uma cidade com fuso horário diferente, ou não está no horário de verão, basta fazer a conversão apropriada. P1 – Início da fase de penumbra e início do eclipse: 00h36 U1 – Início da fase de umbra: 01h33 U2 – Lua totalmente na umbra: 02h41 Máximo do eclipse: 03h12 U3 – Lua começa a sair da umbra: 03h43 U4 – Fim da fase de umbra: 04h50 P4 – Fim do da fase de penumbra e fim do eclipse: 05h48 O eclipse todo, desde a hora que a Lua entra na penumbra e sai dela totalmente deve durar 5 horas e 11 minutos. A duração do mergulho da Lua na parte mais escura da sombra da Terra, deve durar 3 horas e 16 minutos. Se você não conseguir ou não quiser ficar esse tempo todo vendo a Lua, pode se concentrar no intervalo entre 02h41 e 03h43, que é o período em que a Lua estará mais escura e alaranjada. O grau de alaranjado só dá para saber na hora mesmo. Eclipse lunar total Em julho, haverá outro eclipse visível no Brasil, mas além dele ser parcial (a Lua entra parcialmente na umbra), nem todo o país vai poder acompanhar por completo. O próximo eclipse lunar total visto no Brasil será apenas em 2022 e não sei você, mas eu não vou ficar esperando até as 4h da madrugada para ver. Vou aproveitar agora. Dicas para observar? Encontre um local amplo, com visão para a Lua e que seja seguro. Nenhum equipamento é necessário, mas se você tiver uma luneta ou binóculo que consiga apoiar em algum lugar estável vai conseguir ver a sobra da Terra avançando sobre a superfície da Lua. Eu já fiz isso e é bem legal. Ah, já ia esquecendo, além do eclipse, a Lua estará bem próxima do seu perigeu, o ponto de sua órbita mais próximo da Terra. Ou seja, será uma superlua. Mas não tão "super" assim: o perigeu acontece 14 horas depois da Lua passar pela fase cheia. Dia 9 de fevereiro será melhor nesse aspecto.
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17/01 - Ebola: 79 novos casos são relatados desde dezembro na República Democrática do Congo
Ministério da Saúde local e a Organização Mundial da Saúde alertam para uma continuação do surto nas diferentes zonas do país. Foram 407 mortes desde abril e 237 pesssoas já receberam alta dos centros de tratamento. Funcionários de saúde pulverizam uma sala durante o funeral de Kavugho Cindi Dorcas, suspeito de morrer de Ebola em Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo Goran Tomasevic/Reuters A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo (RDC) divulgaram um novo balanço das infecções pelo vírus Ebola. Entre 26 de dezembro de 2018 e 15 de janeiro deste ano, 79 casos foram relatados em 11 regiões do país africano. A mais afetada é Katwa, com 36 registros. Manguredjipa, que até agora não havia sido atingida, apresentou uma suspeita. Com isso, segundo as autoridades de saúde, "há uma continuação do surto em várias áreas geograficamente dispersas". Desde abril do ano passado, 663 casos foram relatados – 614 confirmados e 49 prováveis. Morreram 407 pessoas e receberam alta outras 237. Desde o último alerta emitido pela OMS, foram investigadas suspeitas em diferentes províncias da República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. A organização ainda avalia o risco global para uma epidemia como baixo. O risco de disseminação nacional e regional, no entanto, é considerado muito alto. A OMS pede que províncias e países vizinhos melhorem as estratégias de vigilância e prevenção. Por enquanto, não há restrição para viagens e comércio em relação à RDC. Não há vacina licenciada disponível contra o vírus ebola. Ebola 13.12 Arte G1
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17/01 - O que é o antropoceno, a era geológica marcada pela ação humana
Apesar de os seres humanos não habitarem a Terra há muito tempo, já deixaram uma marca difícil de apagar. 'Era dos humanos' é chamada de antropoceno BBC Se toda a história da Terra fosse condensada em apenas um dia, estaríamos nos últimos 20 segundos. (Assista ao vídeo) Não se engane: não faz muito tempo que habitamos este planeta! Mas o impacto que já deixamos por aqui é significativo. Por isso, os cientistas Paul Crutzen e Eugene F. Stoermer dizem acreditar que vivemos numa nova era geológica, que chamam de Antropoceno. Para eles, as atividades humanas, da agricultura ao desenvolvimento do plástico, do concreto e da energia nuclear, passando pelo aquecimento global, vem afetando a Terra de tal forma que criamos um novo período de tempo geológico. Mas qual será o futuro do nosso planeta nesta nova era?
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17/01 - Planta que a China conseguiu germinar na Lua morre após oito dias
Broto de algodão não sobreviveu à noite lunar, que dura até duas semanas (no tempo da Terra) e cujas temperaturas podem cair a -170 graus Celsius. Algodão foi a primeira planta a germinar na Lua, mas não sobreviveu à noite lunar, longa e muito frio Chongqing University/AFP Pouco mais de oito dias. Exatamente, 212 horas. Esse foi o tempo de vida da primeira planta a germinar na Lua, um broto de algodão. A germinação foi considerada um marco na exploração espacial. O feito havia sido obtido pela missão chinesa Chang'e-4, uma sonda não tripulada, a primeira a pousar e explorar o lado oculto da Lua, aquele que não pode ser visto do nosso planeta. Como a rotação da Lua é sincronizada com seu movimento de translação ao redor da Terra, esse lado está sempre posicionado de costas para nosso planeta. A planta havia germinado a partir de sementes levadas pela sonda e estava vivendo em um recipiente especial. O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, tuitou uma imagem da semente germinada, dizendo que era "a conclusão do primeiro experimento biológico da humanidade na Lua". Já haviam sido cultivadas plantas na Estação Espacial Internacional (que orbita a Terra), mas nunca na Lua. Mas o broto de algodão não sobreviveu à noite lunar, que dura até duas semanas (no tempo da Terra) e cujas temperaturas podem cair a -170 graus Celsius. Durante esse período noturno, toda a sonda chinesa entra em modo de hibernação, para poupar energia. Não foi um erro ou um fracasso, pelo contrário, já estava previsto que isso poderia ocorrer. O professor Xie Gengxin, da Universidade Chongqing, que liderou o planejamento do experimento, afirmou a um jornal chinês que sua equipe já havia antecipado que a planta teria uma vida curta. Outros experimentos Além de sementes de algodão, a sonda chinesa levou para a Lua sementes de batata e arabidopsis - uma planta da família da mostarda, usada em experimentos de botânica - e ovos de moscas de fruta. A expectativa era criar um microecossistema, em que as plantas produziriam oxigênio, necessário para as moscas. Essas, por sua vez, produziriam dióxido de carbono, necessário para a fotossíntese. Durante a noite lunar, era esperado que as temperaturas dentro desse microecossistema caíssem abaixo dos 52 graus Celsius negativos. Nessas condições, os organismos entrariam "em estado de congelação", disse a universidade chinesa, em um comunicado na terça-feira. Já à medida que as temperaturas voltassem a aumentar, no próximo mês, os organismos poderiam se "decompor lentamente". "Alguns dos resultados (dos experimentos) excederam nossas expectativas", explicou Xie Gengxin para a TV estatal chinesa. Por que isso é importante? A capacidade de cultivar plantas na Lua é vista como essencial para as missões espaciais tripuladas com longa duração, pois isso significaria que os astronautas poderiam potencialmente cultivar sua própria comida no espaço, reduzindo a necessidade de voltar à Terra para reabastecer. Seria o caso de viagens a Marte, por exemplo, que podem levar até dois anos para chegar até o destino.
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17/01 - A dieta que promete salvar vidas, o planeta e alimentar a todos nós (e sem banir a carne)
Pesquisadores dizem que mudança nos hábitos alimentares vai evitar que cerca de 11 milhões de pessoas morram a cada ano. Cientistas desenvolveram uma dieta que promete salvar vidas, alimentar 10 bilhões de habitantes e não causar danos catastróficos ao planeta. Os pesquisadores estavam tentando descobrir como alimentar bilhões de pessoas a mais nas próximas décadas. A resposta para o desafio consta no relatório elaborado por uma comissão de 37 especialistas de diversas áreas, publicado na revista científica The Lancet. Trata-se da "dieta para saúde planetária" — que não elimina completamente a carne e os laticínios. Mas requer uma enorme mudança em relação ao que colocamos em nossos pratos. Quais são as mudanças? Se você come carne todos os dias, então esta é a primeira questão. No caso da carne vermelha, significa um hambúrguer por semana ou um bife grande por mês — esta é sua cota. Em paralelo, você pode comer algumas porções de peixe e frango por semana. Mas as verduras e legumes serão a fonte do restante de proteína que seu corpo precisa. Os pesquisadores recomendam consumir nozes e uma boa porção de leguminosas (como feijões, grão de bico e lentilhas) todos os dias. Há também um grande incentivo em relação a todas as frutas, verduras e legumes, que devem representar metade de cada refeição. Embora haja restrições para "legumes ricos em amido", como batata e aipim. Como é a dieta? Para seguir a 'dieta para saúde planetária', você deve obedecer ao tamanho das porções EAT-Lancet Comission/BBC Veja abaixo o que a dieta permite comer por dia: Nozes: 50g por dia Feijão, grão de bico, lentilhas e outras leguminosas: 75g por dia Peixe: 28g por dia Ovos: 13g por dia (pouco mais de um por semana) 5. Carne: 14g de carne vermelha por dia e 29g de frango por dia 6. Carboidratos: 232g por dia de grãos integrais, como pão e arroz, e 50g por dia de legumes e verduras ricos em amido 7. Laticínios: 250g, o equivalente a um copo de leite 8. Legumes (300g) e frutas (200g) Para seguir a 'dieta para saúde planetária', você deve obedecer ao tamanho das porções O gosto vai ser horrível? O professor Walter Willet, um dos pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, diz que não e que, depois de passar a infância na fazenda, comendo três porções de carne vermelha por dia, agora está mais que pronto para a dieta da saúde planetária. "Tem uma variedade enorme." "Você pode pegar esses alimentos e combiná-los de milhares de maneiras diferentes. Não estamos falando de uma dieta de privação aqui, é uma alimentação saudável que é flexível e agradável", acrescenta. 'Você pode pegar esses alimentos e combiná-los de milhares de maneiras diferentes', diz pesquisador Molly Katzen/via BBC Uma ilusão? Este plano requer mudanças de hábitos alimentares em praticamente todos os cantos do mundo. A Europa e a América do Norte precisarão reduzir consideravelmente o consumo de carne vermelha, enquanto a Ásia Oriental terá que diminuir o consumo de peixe, e a África será obrigada a cortar legumes ricos em amido. "A humanidade nunca tentou mudar o sistema alimentar nesta escala e nesta velocidade", diz Line Gordon, professora assistente do Centro de Resiliência de Estocolmo, na Suécia. "Se é ilusão ou não, uma fantasia não precisa ser algo ruim... é hora de sonhar com um mundo bom", diz ela. Segundo os pesquisadores, o imposto sobre a carne vermelha é uma das muitas medidas que podem ser necessárias para nos convencer a mudar a dieta. Por que precisamos de uma dieta para 10 bilhões de pessoas? A população mundial chegou a 7 bilhões em 2011 e agora está em torno de 7,7 bilhões. Espera-se que esse número chegue a 10 bilhões por volta de 2050 e continue subindo. A dieta vai salvar vidas? Os pesquisadores dizem que a dieta vai evitar que cerca de 11 milhões de pessoas morram a cada ano. Este número se deve em grande parte a doenças relacionadas a dietas pouco saudáveis, como ataques cardíacos, derrames e alguns tipos de câncer. Estes são atualmente os maiores assassinos em países desenvolvidos. Qual o impacto da agropecuária? De acordo com Matt McGrath, correspondente de Meio Ambiente da BBC, o uso da terra para o cultivo de alimentos e silvicultura corresponde a cerca de um quarto das emissões globais de gases de efeito estufa, quase o mesmo que a eletricidade e o aquecimento, e substancialmente mais do que de todos os trens, aviões e automóveis do planeta. "Quando você olha mais de perto o impacto ambiental do setor de alimentos, você pode ver que a carne e os laticínios são fatores primordiais - em todo o mundo, a pecuária é responsável por entre 14,5% e 18% das emissões de gases de efeito estufa provocadas por atividades humanas", acrescenta. Segundo ele, a agricultura é um dos principais culpados pelas emissões de metano e óxido nitroso, que também colaboram para o aquecimento global. "A agricultura também é uma fonte significativa de poluição do ar gerada pela amônia nas fazendas, uma das principais causas das partículas finas, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz ser uma ameaça à saúde em todo o mundo." "Da mesma forma, quando se trata da água, a agricultura e a produção de alimentos são uma grande ameaça, consumindo 70% das fontes globais de água doce para irrigação", completa McGrath. A dieta planetária vai salvar o planeta? O objetivo dos pesquisadores é alimentar mais pessoas, ao mesmo tempo em que: Minimizam as emissões de gases de efeito estufa que causam as mudanças climáticas. Impedem a extinção de espécies. Não ampliam as terras agrícolas. Preservam a água. No entanto, a mudança na dieta está longe de ser suficiente. Para fechar essa equação, também será preciso reduzir à metade o desperdício de comida e aumentar a quantidade de alimentos produzidos nas terras para cultivo existentes. Por que a carne não está sendo banida? "Se estivéssemos apenas minimizando os gases do efeito estufa, diríamos para todo mundo ser vegano", diz Willet. Ele argumenta, no entanto, que não está claro se uma dieta vegana é a opção mais saudável. Qual o próximo passo? A comissão de especialistas vai apresentar as descobertas a governos de países do mundo todo, assim como a organizações globais como a OMS, para ver se podem começar a desenvolver iniciativas capazes de mudar nossos hábitos alimentares.
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17/01 - O jovem que vendeu o rim para comprar um iPhone e hoje vive preso a uma cama
Com 17 anos, o chinês Xiao Wang entrou em contato com uma rede de traficantes de órgãos e vendeu seu rim; oito anos depois, necessita de hemodiálise e mal pode deixar a cama. Preso a uma cama e dependente de uma máquina de hemodiálise, o jovem chinês Xiao Wang sofre até hoje — e sofrerá pelo resto da vida — as consequências de uma decisão que tomou há oito anos. Na época com 17 anos, Wang queria muito um iPhone, mas sem dinheiro para comprá-lo, decidiu vender um de seus rins. Morador da província de Hunan, no sul da China, ele contatou uma rede ilegal de tráfico de órgãos sem que sua família suspeitasse. Os traficantes ofereceram US$ 3 mil por um de seus rins. E Wang aceitou. Disseram a ele que poderia viver tranquilamente com um rim só e fizeram a operação — cujas condições de higiene e cuidado estavam longe do ideal. Wang contraiu uma infecção na clínica ilegal BBC Com o dinheiro, Wang comprou um iPhone e um iPad, mas pagou um preço alto. Sua família só descobriu o caso por desconfiar da origem do dinheiro que ele usou pra copiar os objetos e notar que ele estava com problemas de saúde. Seus pais denunciaram o caso à polícia, que prendeu nove pessoas e gerou um caso de repercussão internacional. Os médicos e traficantes foram condenados pela Justiça chinesa a penas entre 3 e 5 anos de prisão. Mas apesar da condenação e da indenização de US$ 200 mil recebida pela família, as consequências da retirada do rim nunca poderão ser revertidas. Na clínica ilegal em que Wang fez a cirurgia, ele contraiu uma infecção que levou à falência progressiva de seu único rim restante. Segundo os jornais chineses Sohu e Oriental Daily, hoje ele depende de uma máquina de hemodiálise, precisa de assistência médica 24 horas por dia e mal consegue levantar da cama.
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17/01 - Como disputas ideológicas no país chegaram ao parto
Corrida eleitoral e congresso internacional refletiram polarização entre liberais e conservadores que chegou a discussões sobre partos normais e cesáreas. Parto normal ou cesariana? A pergunta, que até há algum tempo podia ser simplesmente um debate familiar sobre a chegada de um bebê, se tornou para alguns setores da sociedade e até para políticos uma expressão de diferenças ideológicas entre liberais e conservadores. No período eleitoral de 2018, sites de cada um destes espectros associaram a discussão sobre as vias de parto a orientações políticas e até a candidatos. Na véspera do 2º turno da eleição presidencial, um texto publicado no portal Jornalistas Livres dizia: "Bolsonaro coloca em risco parto humanizado no Brasil". O portal, que se define como uma "mídia alternativa em defesa da Democracia, da Cultura, dos Direitos Humanos e das Conquistas Sociais", inclui em seu conteúdo tags como "#LulaLivre" (em referência ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba após condenação em segunda instância) e matérias favoráveis a líderes de esquerda, como "Posse de Nicolás Maduro recebe apoio em todo o mundo". Assinado por Maíra Libertad, enfermeira obstétrica do Coletivo de Parteiras, a postagem de 17 de outubro denunciava o risco de retrocesso, com a eleição de Bolsonaro, de políticas de governos petistas em prol da ampliação dos partos normais e redução no número de cesáreas. Mas o texto de Libertad logo foi classificado uma semana depois como "fake news" por um outro portal, o Estudos Nacionais — este marcado por repetidos artigos contra o aborto e títulos como "É Jair, ou já era!" (fazendo referência ao presidente Jair Bolsonaro), "A verdadeira educação está fora das universidades brasileiras" e "Entidades de controle populacional mundial continuam investindo no Brasil". Texto de enfermeira obstétrica foi publicado no portal Jornalistas Livres na véspera do 2º turno Reprodução/via BBC A postagem do Estudos Nacionais criticou o fato do nome de Bolsonaro ter sido citado no texto de Libertad sem que o candidato tivesse alguma vez se manifestado sobre o debate relativo às vias de parto: "Tratou-se de uma afirmação baseada em meras suposições". Ainda segundo o portal, a publicação da enfermeira seria uma expressão de que "a defesa do parto humanizado é vista pela esquerda como parte de suas pautas". Este é apenas um dos textos publicado no Estudos Nacionais em que a defesa do parto humanizado é associado à esquerda. A chamada humanização da gestação indica a busca por procedimentos, do pré-natal ao parto, que não sejam desrespeitosos e excessivamente artificiais para grávida, bebê e família. Com estas premissas, tanto partos normais quando cesarianas podem ser "humanizados". Mas essa tendência frequentemente vai ao encontro do clamor por alternativas à cesariana - uma cirurgia. Alguns grupos de ativistas e pesquisadores também reivindicam que o nascimento possa ser feito em outros lugares que não os hospitais, como a própria casa das famílias, e com a participação de outros profissionais da saúde que não necessariamente sejam médicos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cesarianas podem salvar vidas de mulheres e bebês — mas apenas quando tecnicamente necessárias, como no caso de trabalho de parto prolongado, sofrimento fetal ou quando o bebê está numa posição anormal. Segundo um texto no site Estudos Nacionais, 'a defesa do parto humanizado é vista pela esquerda como parte de suas pautas' Reprodução/via BBC Representante de nova chapa do Cremerj diz que diretoria é 'conservadora' Em entrevista à BBC News Brasil, Libertad disse ter escrito que "Bolsonaro coloca em risco parto humanizado no Brasil" como diagnóstico de um contexto. "No programa de governo do Bolsonaro, havia pouco material sobre a saúde e nenhuma menção à questão do parto. Não tínhamos certeza de que haveria retrocesso, mas tudo indicava que sim", diz. A enfermeira obstetra justifica essa percepção citando a aproximação da família Bolsonaro de nomes da área médica que têm defendido abertamente a limitação do aborto e criticado os movimentos pela humanização do parto. É o caso do ginecologista Raphael Câmara, coordenador do Grupo de Trabalho Materno Infantil do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio). Ele esteve sob os holofotes em agosto, quando se colocou contrário à legalização do aborto em uma audiência pública no STF (Supremo Tribunal Federal), e já publicou diversos artigos questionando a defesa da redução de cesáreas. Sua chapa no Cremerj também esteve representada em uma foto, publicada na coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, em que Flávio Bolsonaro (senador eleito pelo PSL e filho de Jair Bolsonaro) aparece ao lado de dois membros da nova diretoria fazendo o sinal de armas - marca da família Bolsonaro. A imagem, ambientada na cerimônia de posse da chapa, veio à tona em outubro. Câmara disse não ter ido à cerimônia, mas afirmou à BBC News Brasil por telefone que a nova diretoria "foi eleita assumidamente com uma pauta mais conservadora". "A maioria das pessoas é de direita. Então, ideologicamente, estamos mais para o lado do Bolsonaro", afirma o ginecologista, acrescentando ter votado e feito campanha por Bolsonaro. Congresso internacional é alvo de nota de conselho Câmara, em nome da nova diretoria, assinou por sua vez uma nota de repúdio ao conteúdo de palestras do 22º Congresso Mundial da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (Figo). O congresso, o maior a nível internacional para esta especialidade, foi sediado no Rio em outubro. Parte da programação, referente ao aborto e às vias de parto, foi acusada de parcialidade. "[O Cremerj repudia o congresso] por não dar um único espaço ao contraditório, defendendo a manutenção da legislação atual sobre o aborto (...) deixando claro que o congresso tomou posição ideológica num tema que deveria ser técnico", diz a nota do conselho. O texto também defende o "parto humanizado em hospital com médico" e clama pelo "bem-estar materno-fetal sem demonizar o obstetra". Em entrevista à BBC News Brasil, Câmara disse que a manifestação foi motivada por "centenas" de denúncias coletadas pela entidade. "O que aconteceu foi que eles (a organização do congresso) escolhiam as maiores salas para falar do aborto", disse Câmara, coordenador do Grupo de Trabalho Materno Infantil do conselho. "Deve-se debater o aborto, mas os dois lados deveriam ter direito a voz". Ele também aponta para a conexão entre as reivindicações pela humanização do parto e pelo aborto. "Quem defende uma coisa, defende outra. Tanto que, no mundo do parto humanizado, aquelas pouquíssimas pessoas contrárias ao aborto são demonizadas", disse Câmara por telefone, citando o nome de uma colega que deixaria de receber potenciais pacientes por, sendo contrária ao aborto, ser boicotada em grupos de grávidas e mães nas redes sociais. A programação do congresso da Figo incluía palestras classificadas no site do evento em temas como "obstetrícia clínica", "saúde sexual e direitos humanos", "oncologia ginecológica" e "saúde fetal pré-natal". O conteúdo foi definido por uma comissão científica formada por 13 especialistas de 12 países diferentes - um deles do Brasil, Marcos Felipe Silva de Sá, diretor científico na Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), entidade que mediou a nível local a produção do evento. Parte da programação dedicou-se a abordar técnicas e debates sobre políticas referentes ao aborto. Havia palestras e oficinas com títulos como "Como o estigma do aborto impacta a todos nós" e "Aborto seguro: recomendações da OMS em abortos médicos". Também membro da Febrasgo, onde é diretor de Defesa e Valorização Profissional, Juvenal Barreto diz que não percebeu anormalidades ou conflitos no decorrer do congresso internacional. Titular da diretoria da entidade, Barreto explica que a presença de palestras relativas ao aborto atende a demandas dos participantes, oriundos de vários países e com interesses técnicos. "Um congresso internacional trata de assuntos dos mais diversos. O aborto é proibido no Brasil, mas liberado em outros países do mundo. Fala-se em um contexto mundial. Os participantes não vieram para o Brasil para discutir zika na gravidez, por exemplo", afirmou por telefone à BBC News Brasil. Segundo o representante da Febrasgo, a entidade, como representante local, não tem participação alguma na decisão de quem e quais assuntos serão apresentados. Ele também refuta a acusação de desequilíbrio na visibilidade dada ao tema do aborto. "O tamanho das salas foi definido apenas por contingências operacionais. Não havia nenhuma intenção de 'doutrinar', como foi interpretado", diz. Sites conservadores monitoraram programação do congresso Os fatos de haver participantes do mundo todo e de o congresso não tratar exclusivamente de temas brasileiros, no entanto, não impediu que sites e entidades contrárias ao aborto tomassem o evento como uma afronta. Ainda antes do congresso, que ocorreu entre 14 e 19 de outubro no centro de convenções RioCentro, o congresso da FIGO foi acompanhado de perto por sites conservadores, como o Estudos Nacionais, que vincularam interesses pró-aborto à discussão sobre a humanização do parto. Um texto de 19 de outubro sobre o congresso, publicado no Estudos Nacionais, afirma, sem dar detalhes, que uma "tendência e reivindicação do parto humanizado tem sido incluída dentro da narrativa de ONGs que tradicionalmente lutam pela legalização do aborto". No mesmo portal, um outro texto daquele mês afirmou que um fator que une as duas pautas é o "conceito da autonomia e empoderamento feminino". Um outro site que analisou e criticou a programação do congresso da Figo foi o Aleteia, portal internacional patrocinado por fundações católicas e disponível em oito idiomas. Apenas a página no Facebook do site em português tem mais de 700 mil curtidas. O site traz como mote a frase "Vida plena com valor — Estilo de vida, plenitude e valores que permanecem" e seções como "histórias inspiradoras", "espiritualidade" e "viagem e cultura". Um texto no site detalha e classifica as atividades do congresso como sendo uma orientação para "matar bebês" e denuncia interesses de ONGs, fundações e clínicas de abortos no evento. Janaina Paschoal: 'Obstinação pelo parto normal' No Twitter, a deputada estadual eleita por SP Janaina Paschoal endossou nota do Cremerj Reprodução/via BBC A nota da Cremerj foi, por sua vez, catapultada nas redes sociais pela deputada estadual eleita em São Paulo Janaina Paschoal (PSL). O posicionamento, publicado em 18 de outubro, foi multiplicado por Paschoal, no Twitter e no Facebook. Ela citou o que seria um "viés ideológico no Congresso da Figo": "Ciência pressupõe diálogo, não monólogo!" Escrevendo à BBC News Brasil por WhatsApp, a deputada estadual eleita por São Paulo afirmou que não é "contrária a nenhum tipo de parto" e que toda mulher deve escolher pela melhor opção, "sendo certo que o olhar médico não pode ser desprezado". "O que me importa é preservar a vida e a saúde de mãe e bebê. Insistir num parto normal, quando o quadro indica ser inviável, não é inteligente. Em uma audiência, eu ouvi uma médica testemunhar que o parto normal tem preferência, pois os alunos precisam aprender. O que é isso? As parturientes são cobaias?", questionou. "Estou pensando nas mulheres mais simples, que acabam reféns dos modismos das mais abastadas", escreveu. Paschoal fala em 'mantra da epidemia da cesárea' Reprodução/via BBC Em agosto, Paschoal escreveu no Twitter que reivindicações pelo parto humanizado teriam enveredado para uma "obstinação pelo parto normal", motivada pelo "mantra da epidemia de cesárea". Perguntada sobre casos ou dados de mulheres que teriam sido prejudicadas por tal "obstinação", Paschoal afirmou que teve como base relatos aos quais teve acesso como advogada e durante a campanha, e também em conversas com o doutor Raphael Câmara. Segundo o médico, ele e Paschoal se aproximaram em uma audiência pública no STF sobre a interrupção da gravidez, em agosto. "O nosso grupo, contra o aborto, era bem menor. Então, acabamos ficamos bem próximos. O Magno Malta (senador não reeleito pelo Partido da República, próximo a Bolsonaro) também estava lá", explicou. Debate sobre taxa de cesarianas no Brasil Câmara é autor de diversos artigos publicados na internet e em jornais onde questiona a validade científica, o financiamento e o "conflito de interesse ideológico" que permeia debates sobre abortos e cesáreas. Ele põe sob suspeita, por exemplo, dados do número de abortos ilegais no Brasil. Os dados oficiais que existem são de abortos legais — segundo o Ministério da Saúde, em 2016 e 2017 eles foram da ordem anual de 1,6 mil. Já sobre abortos clandestinos, por motivos óbvios — afinal, a interrupção da gravidez, com algumas exceções, é considerada crime —, não há dados consolidados. Câmara questiona a validade científica de dados levantados por estudos e ONGs que falam em centenas de milhares de abortos ilegais no país. Ele também põe em dúvida os benefícios do parto normal e as metas internacionais para redução de cesarianas, apesar das orientações da Organização Mundial da Saúde. Em 2015, a OMS publicou um posicionamento sobre tais metas, afirmando que, embora a comunidade acadêmica internacional tenha considerado nas últimas décadas a taxa ideal de cesáreas na faixa entre 10% e 15% dos partos, particularidades locais e questões metodológicas tornam difícil a definição de uma meta unificada. Mas, naquele mesmo ano, a organização apontou no Brasil uma "verdadeira cultura da cesariana", sendo o país um dos expoentes no mundo da "epidemia de cesarianas". Dados do Ministério da Saúde mostram que, naquele ano, 55,5% dos partos feitos no país foram cesáreas e 44,5% partos normais. Um estudo publicado no periódico The Lancet estimou que, em 2015, o percentual mundial de partos por cesárea foi bem menor que no Brasil: uma média de 21%. A OMS coloca-se claramente pela necessidade de redução das cesáreas, afirmando que este procedimento "pode causar complicações significativas e às vezes permanentes, assim como sequelas ou morte" em mães e bebês. Diz um documento de 2015 da instituição: "Os esforços devem se concentrar em garantir que cesáreas sejam feitas nos casos em que são necessárias, em vez de buscar atingir uma taxa específica de cesáreas". 'Não é sobre esquerda e direita, mas sobre direitos' Presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras na Paraíba (Abenfo-PB), Waglânia Freitas diz que movimentos que lutam pela redução no número de cesáreas não anulam a importância deste tipo de parto e nem o desejo da parturiente. Um congresso organizado pela Abenfo-PB foi citado no texto "Problemas e interesses do movimento pelo parto humanizado", publicado no Estudos Nacionais, como um exemplo de uma "excessiva autonomia da mulher" que seria prejudicial ao bebê — nas entrelinhas, no caso de um aborto. Segundo o portal, o principal tema do encontro na Paraíba teria sido a interrupção da gestação, ao lado da pauta do parto humanizado. Para Freitas, entretanto, apontar estes como temas prioritários é uma maneira "descontextualizada" de falar do evento organizado pela Abenfo-PB, que também versou sobre outros assuntos. "O movimento pela humanização do parto reconhece a importância da cesárea. Agradecemos a existência dessa tecnologia, ela salva vidas - quando indicada. Mas quando não é bem utilizada, ela põe em risco mães e bebês, matando ou deixando sequelas", disse Freitas à BBC News Brasil por telefone. "Defendo que a mulher tenha direito ao seu corpo, à cesárea no horário que ela quiser. Mas ela precisa ter conhecimento sobre os riscos. Não entendo que seja algo ideológico, de esquerda ou de direita. É de direitos". A professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) diz que não viu situações atípicas no decorrer do evento, mas que percebe um aumento de ataques nas redes sociais contra a pauta da humanização do parto. "Não podemos sair do contexto em que estamos. Temos uma polarização na qual existe uma linha política que nega e alija direitos; e outra que defende direitos conquistados historicamente", diz Freitas, que diz defender pessoalmente as conquistas dos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) e a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão. Disputa entre categorias Para além de interpretações sobre dados e políticas públicas que versam sobre o tema, outro assunto divisivo é o papel de diferentes categorias profissionais na gravidez e no parto. Um post do Estudos Nacionais classifica o congresso da Figo como tendo um viés "antimédico", parte de um contexto mais amplo que poderia desembocar em "uma definitiva luta de classes entre médico x paciente, médico x doula, médico x marido" durante a gravidez. A nota do Cremerj menciona um contexto de "demonização" dos obstetras no evento. À BBC News Brasil, Câmara disse que os obstetras são a "especialidade mais agredida" entre os médicos. Quando perguntado pela reportagem se há dados que comprovem isto, o ginecologista afirmou que isto ainda teria que ser levantado pelo conselho, mas que sua percepção se origina em casos que chegam à entidade. "Não é violência obstétrica, mas violência contra o obstetra. Você acha que não tem obstetra safado? Claro que tem, como tem jornalista. Mas o termo 'violência obstétrica' nos impede de fazer qualquer coisa", disse o ginecologista e diretor no Cremerj. "As enfermeiras e doulas querem este filão." O termo "violência obstétrica" tem sido usado por instituições como o Ministério da Saúde e a Fiocruz para designar práticas que desrespeitam a mulher durante a gravidez ou o parto. Ele se caracteriza, por exemplo, em situações como o uso desenfreado da ocitocina sintética para acelerar o parto vaginal, o que pode aumentar o risco de hemorragia; levar o bebê para longe da mãe após o nascimento; ou não deixar a parturiente comer ou beber, ou ainda ameaçá-la ou fazê-la alvo de chacotas. Embora não cite diretamente o termo "violência obstétrica", uma declaração da OMS de 2014 afirma que "no mundo inteiro, muitas mulheres sofrem abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto nas instituições de saúde", o que configura um "quadro perturbador". Já neste ano, a organização publicou uma série de recomendações em relação ao parto. O documento afirma que a maioria dos nascimentos ocorre em situações em que não há fatores de risco para a mãe e o bebê, mas, no entanto, há uma "medicalização crescente dos processos de parto". "Isto tende a enfraquecer a capacidade da mulher de dar à luz e afeta de maneira negativa a sua experiência de parto. Ademais, o maior uso de intervenções no trabalho de parto sem indicações claras continua a ampliar a lacuna de saúde na equidade entre ambientes ricos e pobres em recursos", diz o documento. A organização tem por anos encorajado a participação de outros profissionais da saúde, como enfermeiras e parteiras, na gravidez — do pré-natal ao parto. Para Waglânia Freitas, os temores corporativos da categoria médica não se sustentam diante de uma diminuição no volume de cesáreas. Para ela, o lugar dos médicos continua garantido neste cenário. "Há um medo da categoria médica de perder espaço, mas eles têm um espaço garantido.... Qual é o espaço? É o da intervenção, da assistência àquele grupo de mulheres que estão na iminência de morrer ou adoecer", diz.
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17/01 - Vikings pisaram na América antes de Colombo? A descoberta que pôs fim ao mistério
Em 1963, explorador norueguês Helge Ingstad anunciou descoberta de restos de assentamento viking na costa do Canadá que existiu cerca de 500 anos antes da chegada de Colombo à América. No verão de 1960, um casal norueguês, o aventureiro Helge Ingstad e sua esposa, a arquiteta Anne Stine, navegou até um remoto e pequeno vilarejo de pescadores no extremo norte de Terranova, na costa atlântica do Canadá. "Eles chegaram e perguntaram às pessoas onde havia ruínas. Uma das pessoas com quem conversaram foi George Decker, meu avô...", disse à BBC Loretta Decker, que trabalha para a Parks Canada, entidade que cuida dos parques nacionais e reservas naturais do país, e mora na remota aldeia de pescadores onde tudo aconteceu: L'Anse aux Meadows, ou Caverna das Águas-vivas, em português. "Meu avô, que era o representante da aldeia, mostrou o que havia em nossos campos. Há um rio que ainda tem salmão, um terraço marinho e uma praia elevada e coberta com grama. É um lindo lugar. E lá você vê o que essencialmente são os contornos das casas. "Por muitas gerações, a região foi chamada de 'o campo indiano' porque as pessoas daqui assumiram que ele tinha pertencido aos povos indígenas. "Mas quando os Ingstad viram esse campo, lembram-se muito do que haviam visto na Groenlândia." Foi uma descoberta promissora, pois o que os Ingstad esperavam encontrar eram provas físicas de que os vikings tinham ido da Groenlândia para a América do Norte há mil anos. Isso significaria que eles teriam sido os primeiros europeus no continente - cerca de 500 anos antes de Cristóvão Colombo. As ruínas dessas construções poderiam ser a evidência que buscavam, então começaram as escavações. Um mundo desconhecido A história de que os vikings cruzaram o Atlântico era antiga. Aparece nas páginas das Sagas Nórdicas, a antiga coleção escandinava de mitos e lendas, que relata o auge da conquista e exploração viking há mil anos. De acordo com as sagas, um Viking chamado Leif Erikson liderou uma expedição a partir de uma colônia nórdica na Groenlândia em direção ao oeste. Ele navegou por mares desconhecidos, em busca de terra e recursos para suprir as carências na colônia da Groenlândia. Erikson teria, segundo as sagas, encontrado uma terra de florestas e pradarias, com riachos cheios de salmão. Por ter encontrado videiras de uvas silvestres, chamou o novo território de Vinlândia. "Durante muito tempo, os especialistas tentaram encontrar a terra da lenda, armados com instruções de navegação, descrições, mas ninguém a encontrou", diz Decker. "Há um mapa muito antigo, que é debatido se é realmente autêntico, chamado de o mapa de Skálholt, mostrando a Promontorium Winlandiae ("promontório ou cabo de Vinlândia") e os Ingstand pensaram que era localizado na península nórdica da ilha de Terra Nova (na costa nordeste da América do Norte) ". É por isso que os Ingstad foram a L'Anse aux Meadows: estavam em busca da mítica Vinlândia. O teste de ferro Apesar de seu entusiasmo, o explorador e a arqueóloga tiveram que lutar contra a descrença da comunidade científica: eles não eram os primeiros a embarcar nessa lenda. Durante mais de 100 anos, arqueólogos da Finlândia, Dinamarca e Noruega usaram os antigos épicos nórdicos para guiar sua busca pelo povoado perdido de Erikson. "No começo, os viam com muito ceticismo, críticas e, em geral, com a reação 'de novo a mesma coisa!", diz Decker. Mas o que encontraram nas escavações ao longo dos anos mudou tudo isso. "Alguns dos artefatos encontrados eram claramente nórdicos, como um alfinete de bronze. Também encontraram muitas evidências de madeira que haviam sido esculpidas com ferramentas de ferro. Eles encontraram pinheiro europeu." "Além disso...os detalhes da forma como as casas foram construídas e organizadas. E havia evidências de produção de ferro e forjamento." Isso era algo que os nativos, cuja cultura era da Idade da Pedra, nunca fizeram. E as uvas? L'Anse aux Meadows foi finalmente a prova de que os vikings haviam chegado à América do Norte. Há descobertas promissoras em L'Anse aux Meadows que indicam que os vikings encontraram uvas em expedições mais ao sul Pixabay A descoberta foi anunciada em todo o mundo. Mas era a lendária Vinlândia? Na época do anúncio, as escavações descobertas em L'Anse aux Meadows foram descritas como "um campo de alojamento". "A própria Vinlândia mesmo é como uma província maior ou departamento — uma extensão de um território que continha diferentes lugares que eles usavam." Mas então, onde os vikings encontraram as uvas míticas? Segundo Loretta Decker, há descobertas promissoras em L'Anse aux Meadows que indicam que os vikings encontraram uvas em expedições mais ao sul. "Encontramos nozes da nogueira branca americana, que significa que os vikings tinham que ter ido para o rio de San Lorenzo, mais ao sul, onde crescem, não apenas essas nogueiras, como também uvas do tipo River Bank Grape ou Frost Grape (Vitis riparia), que amadurecem no mesmo período que as nozes." "Se eles encontraram as nozes, encontraram as uvas, o que prova de alguma forma que o que dizem as Sagas é verdade." Acredita-se que o assentamento viking em L'Anse aux Meadows tenha existido por apenas 20 anos. Hoje é patrimônio da humanidade e, perto das ruínas, foram feitas reconstruções de casas vikings com madeira e cobertas de grama, há cerca de um milênio.
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16/01 - A bactéria mais eficiente que repelentes químicos para afastar insetos e doenças
Cientistas querem utilizar micro-organismos do gênero Xenorhabdus como arma no combate a mosquitos transmissores de dengue, malária e zika. Bactéria funciona como eficiente repelente contra insetos, dizem pesquisadores Divulgação Uma bactéria comum que vive naturalmente no solo revelou-se tão eficiente como repelente contra insetos quanto os princípios ativos químicos mais usados pelos produtos do mercado. A expectativa dos cientistas é que os micro-organismos do gênero Xenorhabdus possam ser utilizados como armas no combate a mosquitos, como os transmissores de dengue, malária e zika, e outras pragas, como carrapatos. "Sabíamos que as bactérias Xenorhabdus matam insetos e produzem certas substâncias químicas com propriedades antibióticas, antifúngicas e inseticidas", conta à BBC News Brasil o biólogo Mayur Kumar Kajla, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e do Instituto Nacional de Pesquisas da Malária de Nova Delhi, na Índia. "Por acaso, no laboratório constatamos, enquanto examinávamos várias amostras de bactérias isoladas, que quando misturadas ao sangue elas impediam que os mosquitos se alimentassem. Então vislumbramos a possibilidade de produzir um repelente de mosquitos." Os testes mostraram que a ideia é eficiente. Os compostos obtidos da Xenorhabdus repeliram os insetos de forma tão efetiva quanto os repelentes comerciais à base de DEET e picaridina. Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que conseguiram abrir uma nova maneira, portanto, para conter mosquitos e outras pragas transmissoras de doenças - com uma vantagem: seria um repelente natural e não sintético, mas igualmente eficaz contra picadas. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira pelo periódico Science Advances. De acordo com a publicação, a descoberta "pode ajudar a reduzir o risco de patógenos perigosos, como a dengue, a malária e a zika". "Muitos tipos de bactérias já são utilizadas em aplicações farmacêuticas, como antibióticos. Estudos anteriores de bactérias do gênero Xenorhabdus já haviam mostrado várias bioatividades, como propriedades antibióticas, antifúngicas e inseticidas em metabólicos secundários que a bactéria produz. No entanto, esta é a primeira vez que se explorou sua capacidade de agir como repelentes naturais de mosquitos", frisou o periódico, em nota divulgada à imprensa. Testes Kajla e sua equipe utilizaram um sistema de alimentação celular para rastrear os compostos da bactéria capazes de agir sobre os insetos. No laboratório, foi utilizada a espécie Xenorhabdus budapestensis da bactéria. Os cientistas testaram então a ação dos compostos obtidos, e compararam com dois repelentes sintéticos, um feito de DEET e outro de picaridina. A fórmula natural, obtida a partir da bactéria, foi tão ou mais eficaz do que os sintéticos ao repelir o Aedes aegypti – o mosquito transmissor da dengue. E também foram eficientes contra outros dois mosquitos vetores, o Anopheles gambiae e o Culex pipiens. A expectativa dos pesquisadores e os compostos possam ser utilizados em uma variedade mais ampla de outras espécies de mosquitos transmissores de doenças. Uso em seres humanos "Até agora descrevemos os compostos ativos repelentes produzidos por essas bactérias e comprovamos que esses compostos são potentes em repelir mosquitos Aedes, Anopheles e Culex, em testes de laboratório. Os próximos passos são avaliar sua toxicidade em culturas de células e em modelos animais, antes que estes possam ser testados na pele humana", contextualiza Kajla. O cientista explica que as bactérias "produzem estes compostos em seu meio de crescimento", ou seja, uma dieta líquida na qual os pesquisadores cultivam as bactérias. Isso significa que "os compostos ativos repelentes podem ser isolados a partir das culturas bacterianas". "Assim, os compostos purificados são utilizados nos ensaios repelentes, e não as próprias bactérias", diz o biólogo. "Desta forma, os compostos ativos repelentes, e não as bactérias, podem se tornar o ingrediente ativo numa fórmula repelente, muito semelhante aos repelentes do mercado baseados em DEET." Produtos sintéticos Os dois produtos sintéticos que foram comparados com o composto extraído das bactérias são os princípios ativos dentre os mais comuns nos repelentes à venda hoje em dia. DEET é um composto químico comercialmente indicado no Brasil como Diethyl Toluamide. Seu nome científico oficial, de acordo com a União Internacional de Química Pura e Aplicada é N,N'-Diethyl-3-methylbenzamide. Protege contra insetos, carrapatos e outros artrópodes e é utilizado para prevenir doenças como dengue, malária, febre amarela, entre outras. O composto foi desenvolvido pelo Exército americano, testado primeiramente como pesticida em áreas rurais e utilizado como repelente primeiro apenas pelos militares, já a partir da Segunda Guerra. Seu uso civil começou em 1957. A picaridina – também chamada de icaridina ou KBR 3023 – é um princípio ativo derivado da pimenta. Sua nomenclatura científica oficial é 1-piperidinecarboxylic acid 2-(2-hydroxyethyl)-1-­methylpropylester. É um produto eficiente contra os mosquitos transmissores de dengue, febre amarela, leishmaniose, além do carrapato vetor da febre maculosa. Historicamente, o uso do composto foi indicado pelo médico infectologista francês Eric Lundwall ao exército em missões na Guiana Francesa – por causa da alta incidência de malária na região amazônica. Em 2002, a picaridina foi lançada comercialmente. No Brasil, produtos com esse princípio ativo chegaram às prateleiras em 2005.
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16/01 - Sapo Romeu, o mais solitário do mundo, finalmente conhece sua parceira Julieta
Cientistas dizem ter encontrado Julieta, que será sua parceira, durante uma expedição a uma remota floresta nublada da Bolívia. Julieta foi encontrada durante uma expedição a uma remota floresta nublada da Bolívia Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) Um sapo ameaçado de extinção, que passou mais de 10 anos isolado em um aquário na Bolívia, vai finalmente ganhar uma companheira. Conhecido como o anfíbio mais solitário do mundo, Romeu é um sapo-aquático-de-sehuencas (Telmatobius yuracare) — acreditava-se até agora que ele era o último representante da espécie. Mas os cientistas dizem ter encontrado Julieta, que será sua parceira, durante uma expedição a uma remota floresta nublada do país. Romeu foi descrito por bióloga como sendo 'meio tímido e lento' Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) Ela foi capturada junto a outros quatro sapos da espécie em um riacho. A ideia é que eles se reproduzam e sejam reintroduzidos de volta à natureza. Teresa Camacho Badani é chefe de herpetologia do Museu de História Natural Alcide d'Orbigny, na cidade boliviana de Cochabamba, e líder da expedição. Ela está confiante na teoria de que os opostos se atraem, mesmo se tratando de sapos: "Romeu é muito calmo e relaxado, ele não se mexe muito", disse ela à BBC News. "Ele é saudável e gosta de comer, mas é meio tímido e lento." Romeu (à esquerda) e Julieta (à direita), sua futura companheira, têm personalidades bem diferentes Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) Já Julieta tem uma personalidade muito diferente. "Ela é bem enérgica, nada muito e come bastante. Às vezes tenta escapar." Os cinco sapos capturados — três machos e duas fêmeas — são os primeiros sapo-aquático-de-sehuencas vistos na natureza em uma década, apesar das buscas realizadas na selva boliviana. Quando Romeu foi descoberto, há 10 anos, os biólogos sabiam que a espécie estava ameaçada, mas não esperavam que ele permanecesse sozinho por tanto tempo. A busca por uma companheira para Romeu atraiu a atenção internacional há um ano, quando ele chegou a ganhar um perfil em um site de relacionamentos. Os animais recém-descobertos estão agora em quarentena no centro de conservação do museu, onde segue a corrida para impedir a extinção da espécie. Ela é bem enérgica, nada muito e come bastante. Às vezes tenta escapar', diz Badani sobre Julieta Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) A espécie ameaçada O sapo-aquático-de-sehuencas (Telmatobius yuracare) já foi abundante em pequenos córregos, rios e lagoas das florestas nubladas no alto das montanhas da Bolívia. A população de sapos aquáticos está diminuindo rapidamente na Bolívia, no Equador e no Peru. Eles enfrentam uma combinação de ameaças, incluindo mudanças climáticas, destruição de habitat e a introdução de trutas invasivas. Chris Jordan, da organização Global Wildlife Conservation, que está apoiando os esforços de conservação dos anfíbios, disse que há risco de levar os animais para cativeiro. No entanto, há muito poucos sapos desta espécie na natureza para manter uma população viável no longo prazo. "Temos uma chance real de salvar os sapos sehuencas — restaurando uma parte única da diversidade de vida que é a base das florestas da Bolívia, e gerando informações importantes sobre como recuperar espécies semelhantes com grave risco de extinção." Cinco sapos da espécie - três machos e duas fêmeas - foram capturados durante a expedição Stephanie Knoll, Museu de História Natural Alcide D'Orbigny (via BBC) Osapos recém-descobertos vão receber tratamento para se proteger contra quitridiomicose, doença infecciosa que está exterminando anfíbios em todo o mundo. Depois disso, Romeu vai se encontrar finalmente com Julieta, em uma tentativa de produzir descendentes que vão poder finalmente ser devolvidos ao seu habitat natural. Na Bolívia, 22% das espécies de anfíbios enfrentam algum grau de ameaça de extinção — seja pela perda de habitat, a poluição ou a mudança climática. Expedição procurou sapos em riachos de florestas Stephanie Knoll, Museu de História Natural Alcide D'Orbigny (via BBC) Teresa Camacho Badani diz que a história de Romeu é importante para chamar a atenção para a situação dos anfíbios. A expedição não encontrou nenhum outro sapo aquático em riachos vizinhos, levantando questões preocupantes sobre a saúde do ecossistema. "É realmente uma boa oportunidade de usar o Romeu para ajudar a entender essas ameaças, ajudar a entender como trazer essas espécies de volta, mas também para aproveitar o espaço global que Romeu e sua espécie têm agora", diz ela. Outros anfíbios, como o sapo-parteiro-de-maiorca, da Espanha, e o sapo-de-Kihansi, da Tanzânia, procriaram e foram reintroduzidos na natureza a partir de apenas alguns representantes da espécie no passado. "Eles oferecem esperança, no contexto desta sexta extinção em massa, de que há soluções para manter nossa biodiversidade maravilhosa, para proteger espécies ameaçadas e até extintas na natureza e trazê-las de volta para recuperar algumas das belezas desses ecossistemas", afirma Jordan. Todas as espécies são importantes e não devem ser subestimadas, já que seu DNA representa milhões e milhões de anos de evolução, acrescenta.
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