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01/04 - Casos de coronavírus no Brasil em 1° de abril
Secretarias estaduais de saúde contabilizam 5.812 infectados em todos os estados e 203 mortos. Homem de 23 anos, no Rio Grande Norte, é a vítima mais jovem. RN registra segunda morte por coronavírus no estado p A maiorp As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h desta quarta-feira (1°), 5.812 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 203 mortes pela Covid-19. A última morte, confirmada no fim da noite de terça-feira (31), foi de um homem de 23 anos, no Rio Grande do Norte. Ele é a vítima mais jovem do coronavírus no Brasil até o momento. A maior parte das mortes foi registrada em São Paulo, com 136 vítimas, e o Rio de Janeiro, com 23. O Ministério da Saúde atualizou seus números nesta terça-feira (31), informando que o Brasil tem 201 mortes e 5.717 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). CORONAVÍRUS NO MUNDO: mais de 3 mil mortes foram registradas nos EUA PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Initial plugin text
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01/04 - Plataforma se mobiliza para aumentar número de doações
Projeto tem mais de 2 mil ONGs parceiras e também lançou o movimento Vizinho Amigo. Para quem quiser doar durante a pandemia do novo coronavírus, o G1 já publicou uma lista de instituições. A elas se soma a plataforma on-line Atados, criada em 2012 por quatro jovens universitários que compartilhavam uma angústia: como juntar organizações que dependiam de ajuda e pessoas que não sabiam como e onde poderiam atuar como voluntários? Oito anos depois, a iniciativa tem quase 30 funcionários, escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, e conta com mais de 2.100 ONGs parceiras. A equipe faz a curadoria dos participantes e realiza visitas regulares às entidades. Além disso, atua no segmento do voluntariado corporativo, montando projetos para empresas que querem estimular que seus empregados tenham algum tipo de trabalho social. O novo coronavírus mudou um pouco a forma de atuar do Atados. Normalmente as ONGs abrem vagas de voluntariado presencial, mas, temporariamente, elas são remotas, para garantir a segurança de quem quer colaborar – o que não impede que designers, arquitetos ou profissionais de TI, por exemplo, possam ajudar entidades trabalhando de casa. No entanto, o foco passou a ser estimular doações. O site traz informações sobre as organizações que precisam de itens de higiene e cestas básicas a auxílio financeiro, disponibilizando os dados bancários para depósitos. Foi criado também o movimento Vizinho Amigo, iniciado em Portugal para mobilizar voluntários que se disponham a prestar serviços para pessoas do grupo de risco que não podem sair de suas casas. A relação de tarefas vai de compras no supermercado e farmácia a passear com o bicho de estimação. Conversar pelo telefone com quem se sente sozinho está na lista. Basta se cadastrar, receber o pedido de alguém que mora perto e fazer a boa ação. Atados: plataforma on-line para estimular o trabalho voluntário Divulgação
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01/04 - Pouco conhecida, doença pulmonar afeta parte da população e aumenta grupo vulnerável ao coronavírus
Comum entre os brasileiros, apenas 12% dos casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica são diagnosticados no país. Acostumados a tosse e dificuldade para respirar, pacientes de DPOC podem não perceber que estão com Covid-19. Reprodução em plástico do pulmão Robina Weermeijer/Unsplash Pessoas com doenças respiratórias crônicas, como bronquite ou asma, estão entre os grupos mais vulneráveis ao novo coronavírus, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vez que a infecção causada pelo vírus ataca principalmente o sistema respiratório. Dentre as doenças respiratórias crônicas, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC, chama a atenção dos especialistas no Brasil neste momento de pandemia por causa do baixo diagnóstico da doença: apenas 12% dos casos de DPOC no país são diagnosticados. Apesar da baixa identificação da doença, pelo menos 6 milhões de pessoas tem DPOC no Brasil, de acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Entre os poucos diagnosticados, somente 18% seguem o tratamento médico. Por mais da metade desses doentes crônicos pulmonares nem saberem que tem a doença, a SBPT alerta que essas pessoas podem não se considerar grupo de risco ao coronavírus, não tomando os devidos cuidados de isolamento social. Além disso, por estarem acostumados a tossir e ter dificuldade para respirar no seu dia a dia, a Sociedade salienta que portadores de DPOC podem não identificar que estão com Covid-19, uma vez que a infecção causa sintomas parecidos. Diretor científico da SBPT, o médico pneumologista José Antônio Baddini Martinez alerta que o contrário também pode acontecer. “Os médicos devem ter cuidado para não classificar erroneamente como Covid-19 um caso grave de DPOC não diagnosticado”, diz. Por que quem tem doenças respiratórias crônicas está entre os mais vulneráveis ao coronavírus? Pacientes com DPOC, especialmente os mais graves, “exibem uma menor reserva respiratória por causa da lesão pulmonar ocasionada pela doença”, explica Martinez. Como o novo coronavírus ataca os pulmões, “pessoas com DPOC vão ter mais dificuldades em tolerar uma segunda agressão pulmonar causada pela Covid-19”, podendo resultar em morte. Para os casos já diagnosticados, o pneumologista afirma que o melhor conselho aos pacientes com DPOC nessa época de pandemia é: “mantenham o uso das suas medicações de base e não saiam de casa.” Pneumologista tira dúvidas sobre riscos para asmáticos devido ao novo coronavírus Também é preciso lembrar que doenças crônicas deixam o sistema imunológico mais enfraquecido. Por isso, os pacientes crônicos precisam manter a doença controlada seguindo os tratamentos de costume, além de estar em dias com as vacinas, especialmente as de pneumonia e gripe no caso das doenças respiratórias. O que é DPOC Também chamada de bronquite crônica e enfisema, Martinez explica que pessoas com DPOC têm muita dificuldade de respirar, principal sintoma da doença. “No início, a falta de ar é apenas para atividades físicas. Em fases avançadas, a falta de ar aparece mesmo quando a pessoa está em repouso.” Cansaço, tosse e catarro também são frequentes nesses pacientes, segundo o pneumologista da Faculdade de Medicina do ABC, Franco Martins. Saiba diferenciar doenças respiratórias dos sinais do coronavírus no organismo Os grupos mais afetados por DPOC são idosos, fumantes e ex-tabagistas. “A enfermidade também é mais comum em homens com mais de 40 anos”, aponta o professor. Em casos menos frequentes, pessoas que expostas por muito tempo a fumaça de fogão à lenha também costumam desenvolver a DPOC. Dificuldade de diagnóstico A dificuldade em diagnosticar a DPOC no Brasil está no fato das doentes não interpretarem os sintomas como uma doença. Coronavírus: veja perguntas e respostas “Muitos idosos atribuem o cansaço e falta de ar ao envelhecimento, não reconhecendo que estão, na verdade, doentes”, explica Martinez. “O mesmo acontece com fumantes, que atribuem a tosse e o pigarro aos cigarros, mas não à doença provocada pelos cigarros. Eles acreditam que quando pararem de fumar tudo vai voltar ao normal, o que não é verdade”, completa o diretor científico. Martins também acrescenta que “muitas cidades não têm acesso ao exame que identifica a DPOC, que é o exame de espirometria, também chamado de Prova de função pulmonar, o que dificulta ainda mais o diagnóstico dessa doença no Brasil.” Mortalidade do 2019 n-CoV junto a outras doenças Cido Gonçalves/G1 Veja também Idosos, diabéticos e fumantes fazem parte do grupo de risco; veja cuidados essenciais Initial plugin text
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01/04 - Mandetta diz que ministério prepara protocolo que vai indicar máscaras também para quem não tem sintomas de coronavírus
Atualmente, órgãos de saúde só recomendam o uso por profissionais da saúde e por pessoas que estão com sintomas. Ministério da Saúde prepara recomendação para ampliar o uso de máscaras Pessoas que não trabalham diretamente na área da saúde ou que não têm os sintomas da Covid-19 devem receber a indicação para o uso de máscaras em algumas situações, de acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O ministro disse nesta terça-feira (31) que sua equipe prepara um protocolo que vai indicar diretrizes para produção das máscaras com TNT e também orientação para o uso do equipamento. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que apenas profissionais de saúde e pessoas com coronavírus ou com sintomas devem usar as máscaras. A restrição na indicação do uso vem sendo justificada por causa do risco de a manipulação inadequada das máscaras ampliar a transmissão e também pela escassez do produto no mercado nacional. Por causa da falta do item, o próprio Ministério da Saúde já tinha dito que máscaras caseiras poderiam ser utilizadas por pessoas que estão com sintomas. A alternativa caseira busca deixar que as máscaras cirúrgicas - que estão em falta - sejam usadas somente para profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e atendentes em geral). Máscaras cirúrgicas devem ser usadas somente por profissionais da saúde Reprodução/TV Globo Nesta terça, Mandetta sinalizou que estuda contar com outro tipo de máscara no esforço de contenção do coronavírus para a população em geral e para apoio a profissionais de outras áreas. "A gente mandou pesquisar primeiro, para saber se ela tem eficácia, ela serve perfeitamente bem", disse Mandetta. O ministro disse ter conversado com a indústria têxtil para uma "grande articulação" que permita que o item seja oferecido para pessoas que precisam "de reforço de barreira por conta da profissão". "A gente vai fazer esse protocolo, vai divulgar, para a gente usar no ônibus, no ir e vir, pessoal que está na parte de menor contato, que fica mais na questão do isolamento social, mais no distanciamento, mas que precisa de reforço de barreira por conta da profissão, por conta da atividade." - Mandetta, ministro da Saúde Máscaras feitas de TNT Divulgação O ministro incluiu as máscaras de TNT (tecido não tecido) entre os itens que são necessários para enfrentar a epidemia, como a organização do transporte público, oferta de respiradores, telemedicina e mapeamento dos casos pelo Brasil, entre outros. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes "O que a gente acha também é que (a oferta de máscaras) vai ser mais uma das condicionantes para que a gente possa abastecer o sistema de saúde e ao mesmo tempo manter um padrão social equilibrado em relação a essas questões", disse Mandetta. Máscaras no mundo Nesta terça (31) o jornal Washington Post informou que funcionários do Centro de Controle e Prevenção a Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão considerando alterar orientações oficiais sobre o uso de máscaras simples para todas as pessoas, inclusive as que não manifestaram sintomas da Covid-19. No entanto o CDC não divulgou nenhuma nota oficial sobre o assunto, e as recomendações nos EUA sobre o uso de máscaras se mantêm somente para profissionais de saúde e pessoas que apresentam sintomas. Especialistas ouvidos pelo jornal informam que o uso de máscaras simples, até mesmo feitas de pano, podem ajudam a achatar a curva de transmissão e diminuir o número de casos. Na Áustria, o governo passou a exigir que funcionários e consumidores passem a utilizar máscaras cirúrgicas obrigatoriamente em supermercados, como uma tentativa de diminuir a disseminação da Covid-19 no país. O chanceler do país informou à Reuters que as máscaras serão entregues em supermercados a partir de quarta-feira (1). Máscaras só devem ser usadas por profissionais de saúde e os contaminados Médicos falam sobre uso de máscaras contra o coronavírus Initial plugin text
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31/03 - UFTM produz viseiras em impressora 3D para profissionais de saúde que atuam no combate ao coronavírus em Uberaba
Material é produzido no Serviço de Mídia em Extensão e Cultura. Doações de matéria-prima são aceitas; veja como ajudar. Impressora 3D usada na produção de viseiras na UFTM Luana Caroline Campos Cunha/Unid. Comunicação/HC-UFTM/EBSERH O Serviço de Mídia em Extensão e Cultura (Semec), vinculado ao Departamento de Desenvolvimento Cultural da Pró-Reitoria de Extensão Universitária (Proext), da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, disponibilizou uma impressora 3D para produção de viseiras. O material será destinado aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate ao coronavírus. Segundo o Semec, a impressora tem funcionado ininterruptamente, em escala de revezamento. A matéria-prima é um filamento, um material plástico que derrete e se molda no formato necessário. O estoque de filamento está limitado, por isso, doações são aceitas e podem ser comunicadas pelo e-mail semec.proext@uftm.edu.br. Initial plugin text
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31/03 - Governo anuncia adiamento por 60 dias do reajuste dos remédios
Bolsonaro afirmou que adiamento do reajuste de todos os medicamentos é um acordo feito com a indústria. Associação que representa parte dos laboratórios nacionais diz ter feito a proposta. Governo suspende por 60 dias aumento no preço dos remédios O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (31) por meio de uma rede social um acordo com a indústria farmacêutica para que o reajuste anual de todos os remédios seja adiado por 60 dias. O motivo do adiamento é a crise provocada pela pandemia de coronavírus. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), com 425 associados entre empresas nacionais e multinacionais, informou não ter sido consultado. A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), que representa 53 laboratórios nacionais, informou que fez a Bolsonaro a sugestão do adiamento (leia mais abaixo). O reajuste seria de cerca de 4%, segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, e deveria entrar em vigor nesta quarta-feira (1º). Havia uma cogitação de que o adiamento valesse somente para medicamentos relacionados ao tratamento do coronavírus, mas Bolsonaro afirmou que valerá para todos. "Em comum acordo com a indústria farmacêutica decidimos adiar, por 60 dias, o reajuste de todos os medicamentos no Brasil", escreveu o presidente. Durante entrevista coletiva com ministros na tarde desta terça (31) no Palácio do Planalto, o ministro Walter Souza Braga Neto, da Casa Civil, reafirmou o anúncio feito pelo presidente. Associação diz ter feito proposta O G1 procurou o Sindicato da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma) para obter mais detalhes sobre o acordo anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, a assessoria da entidade afirmou: "O Sindusfarma não foi consultado sobre o adiamento do reajuste anual de preços de medicamentos anunciado pelo governo; por este motivo, não vai se pronunciar". De acordo com o site do Sindusfarma, o sindicato tem 425 associados, entre empresas nacionais e multinacionais. O presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Tada, afirmou que a associação encaminhou na manhã desta terça-feira (31) a sugestão de adiar o reajuste dos medicamentos. Segundo Tada, por estar prevista em lei, a alteração deve vir por meio de medida provisória. Henrique Tada disse que a indústria conseguirá absorver esse adiamento e que isso será importante neste momento de crise. De acordo com o site da Alanac, a entidade representa 53 laboratórios nacionais (cerca de 50% do total). Initial plugin text
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31/03 - Profissionais de saúde e agentes de segurança devem ter prioridade em testes para Covid-19; entenda
OMS recomenda prioridade. Risco de transmitir doença a pacientes e perda desnecessária da força de trabalho são fatores importantes. Hospitais em SP já tiveram de afastar mais de 500 funcionários. 31 de março: Profissionais de saúde empurram maca de paciente em Lausanne, na Suíça, em meio à pandemia de Covid-19. Laurent Gillieron/Pool via Reuters Apenas nos últimos dois dias, três hospitais de São Paulo anunciaram o afastamento de pelo menos 530 funcionários por suspeita ou confirmação de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A situação reforça, na visão de especialistas ouvidos pelo G1, a necessidade de que os profissionais que trabalham em hospitais devam ter prioridade nos testes diagnósticos. "Não tenho a menor dúvida [de que devem ser priorizados]. Primeiro, porque é uma força de trabalho importantíssima, que precisa cuidar de pessoas, e cuidar de pessoas significa que eles não podem representar risco para essas pessoas", avalia o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da USP. O problema, segundo Suleiman, é que os testes não estão sendo feitos em quantidade suficiente nem nesses profissionais. "Que há dificuldade de acesso para o teste é fato. Mas tem que ter uma prioridade para que essas pessoas pelo menos saibam se elas podem ou não cuidar de outras. Esse é o ponto principal", pondera. Suleiman destaca que a prioridade deve ser não somente para os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, mas, também, para os seguranças e as equipes de limpeza de hospitais. "São todos. Circulo pelo hospital e meu olhar é menos em relação a médicos e mais em relação a essas pessoas – que, apesar de trabalharem em hospitais, não estão familiarizadas com isso. As pessoas que fazem a higienização dos espaços – o meu olhar é voltado predominantemente para essas pessoas, porque são vulneráveis, têm o domínio técnico mais precário da importância da proteção, e acabam ficando vulneráveis. E, se faltarem, são tão importantes quanto médico, quanto enfermeiro. Sem a presença deles, não tem limpeza, eu não posso usar a sala", lembra. Ele defende que quem trabalha nessas áreas, que chama de "críticas e essenciais", tem que ter acesso aos exames de maneira rápida. Se isso for feito, explica, no cenário atual, de crise, as pessoas que têm sintomas semelhantes aos da Covid-19 mas que não têm a doença poderiam continuar trabalhando – tornando desnecessário o afastamento delas por 14 dias e a perda da força de trabalho. Por outro lado, argumenta a infectologista Anna Sara Levin, chefe da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas (HC) da USP, "o profissional de saúde está acostumado a trabalhar independente do que ele sente. A gente não pode ter mais isso, porque pode ser Covid. É importante, para nós, dar apoio aos profissionais de saúde, que vão cuidar de outras pessoas e que se sentem expostos", avalia. A médica também lembra que, apesar dos afastamentos, os profissionais são substituídos por outros, tanto nas equipes de saúde como em outros serviços, como a limpeza. "O que está ocorrendo é que você afasta esse servidor e não tem a resposta", avalia Jamal Suleiman. Se a pessoa em questão tiver um resfriado, por exemplo, um afastamento por tempo menor, de 5 ou 7 dias, seria suficiente, explica o infectologista. "Mas como não tem teste e o período [de isolamento] para a Covid são 14 dias, vencem os 14 dias e eu nem sei se a pessoa teve ou não", lamenta. Segundo orientações de entidades internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), em locais onde há transmissão comunitária da doença, como o Brasil, a prioridade nos testes deve ser dada a pacientes vulneráveis e a profissionais de saúde. O CDC, equivalente da Anvisa nos Estados Unidos, também recomenda priorizar profissionais de saúde nos diagnósticos. Para tentar resolver o problema da falta de diagnósticos, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 5 milhões de testes rápidos para a Covid-19, que deverão ser usados, com prioridade, em profissionais de saúde e também em agentes públicos de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis. Na segunda-feira (30), chegaram ao país as primeiras 500 mil unidades, segundo a pasta. Os testes, entretanto, não servem para detectar a infecção pelo novo coronavírus logo no início, como os do tipo PCR. Eles conseguem, entre o sétimo e o décimo dia da infecção, mostrar anticorpos criados pela sistema de defesa do organismo contra o vírus. "Esse teste vai ser fundamental para a gente saber se aquela enfermeira, aquele médico ou o profissional de segurança, que teve uma gripe ou que está com uma gripe, testou positivo para coronavírus. Se sim, vamos tratar de um jeito. Se não, poderá retornar ao trabalho”, esclareceu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O sentido dos testes rápidos, explica Suleiman, é que, se a pessoa teve um sintoma respiratório leve, é preciso saber se ela já teve Covid-19 e produziu anticorpos para a doença. "Se produziu anticorpos, você vai para a frente de batalha e vai tocar o barco. Se não foi, você redobra o cuidado para continuar sem se contaminar", diz. Cientistas ao redor do mundo vêm tentando descobrir se é possível pegar a Covid-19 mais de uma vez, mas ainda não há uma conclusão sobre o assunto. No HC, segundo Levin, não faltam testes para os profissionais de saúde – eles passam pelo exame do tipo PCR, que detecta o genoma do vírus no corpo e não os anticorpos produzidos pela pessoa, que levam um tempo para surgir. Por isso, o PCR pode ser feito já no terceiro dia da infecção. "Desde o começo estamos dando prioridade", afirma Levin. "Tanto porque o profissional se expõe e tem que ser bem cuidado como por causa da possibilidade de transmitir para os pacientes". Hospital das Clínicas da USP — Foto: Banco de Imagens do HCFMUSP Banco de Imagens do HCFMUSP A política do HC, segundo a médica, é de que qualquer profissional de saúde que tenha sintomas respiratórios seja avaliado pelo médico no mesmo dia, e, então, receba uma licença de três dias. "O teste [PCR] tem muito falso negativo antes de 3 dias. Daí ele volta e, se não tiver sintomas, volta a trabalhar. Se ainda tiver, faz o teste e fica afastado até sair o resultado: se for positivo, afasta mais um tempo. Se for negativo e ele ficar melhor, volta ao trabalho", explica Levin, acrescentando que todos os profissionais afastados do hospital até agora têm quadros leves e que todos foram contaminados fora do HC. O G1 perguntou ao hospital se funcionários de outras áreas, como da limpeza e da segurança, também estão sendo priorizados nos testes. A assessoria informou que checaria a informação, mas, até a publicação desta reportagem, ainda não havia dado retorno. Agentes de segurança 31 de março: policial anota informações de trabalhadores migrantes que foram transferidos para abrigo durante quarentena nacional de 21 dias decretada pelo governo, em Ahmedabad, na Índia. Amit Dave/Reuters Para Jamal Suleiman, além dos funcionários de hospitais, também devem ser priorizados os agentes de segurança pública, conforme anunciado pelo Ministério da Saúde. A pasta considerou que essas pessoas, assim como os profissionais de saúde, têm atividades consideradas essenciais. "Sem eles, os agentes, a gente não consegue trabalhar. Essa epidemia vai mostrar de novo para todo mundo que não somos ilhas. Um depende do outro no trabalho", avalia o médico. Ele relata o caso, recente, de um bombeiro cuja filha atendeu e que foi diagnosticada com pneumonia. Por não conseguir testar nem o pai, nem a filha, precisou afastar os dois por precaução, apesar de o bombeiro não ter sintomas. Essas situações podem fazer com que a mesma pessoa seja, inclusive, afastada mais de uma vez – a primeira por motivos familiares, por exemplo, e uma eventual segunda pelos próprios sintomas, lembra o infectologista. Sargento da PM morre por Covid-19 em SP, diz corporação "A gente já sabia que as pessoas iam ficar pelo meio do caminho. É uma onda. Quando você tem 100 pessoas, hoje você afasta 5 – ficam 14 dias. Amanhã, mais 10 por 14 dias. Fica um hiato grande sem força de trabalho", explica o médico. A falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde é outro fator que aumenta as chances de contágio para os que estão no combate à pandemia. No domingo (29), o Fantástico mostrou que as denúncias de falta desses materiais passam de 4 mil. Profissionais de saúde relatam falta de equipamentos de proteção; denúncias passam de 4mil "Tenho dito: não quero ser herói, não quero que ninguém seja herói – quero fazer o meu trabalho", diz Suleiman. "Mas tem uma coisa que move quem trabalha. Você precisa ter esse material –mas, se falta um deles, você não deixa de trabalhar", explica o médico. "Não comprem máscara para ficar desfilando em supermercado. Está faltando em estruturas hospitalares. Eu fico vulnerável e você fica desfilando no mercado? Você está protegendo quem?", questiona. Initial plugin text
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31/03 - Brasil tem 201 mortes e 5.717 casos confirmados de coronavírus, diz ministério
Região Sudeste tem 3406 casos da Covid-19. Casos em São Paulo chegam a 2.339 e total de mortes vai a 136. Números da Covid-19 no país podem ser maiores porque quantidade de testes é insuficiente O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (31) o mais recente balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 201 mortes 136 mortes em São Paulo 5.717 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade No levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (31), o Brasil tinha 159 mortes e 4.579 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. De acordo com o balanço do ministério, os dados desta terça-feira apontam o maior acréscimo diário no total de casos confirmados e de mortes desde o começo da epidemia. Boletim JN: Brasil tem 201 mortos pelo coronavírus e 5.717 casos confirmados Foram registrados mais 1.138 casos em relação ao boletim de segunda, um aumento de 24%. No caso das mortes, o aumento foi de 42 casos, o que significa um crescimento de 26%. Evolução dos casos de coronavírus no Brasil Arte/G1 VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Estados do Nordeste criam comitê científico para orientar ações contra Covid-19 Bolsonaro cita discurso de diretor da OMS e omite trecho sobre assistência Initial plugin text
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31/03 - Pacientes tratados com plasma de pessoas já recuperadas da Covid-19 podem apresentar melhoras, aponta estudo
Substância é a parte líquida do sangue. Agência americana liberou o método para tratamento de casos graves, enquanto as pesquisas seguem sendo desenvolvidas. Equipe médica coloca paciente com Covid-19 em ambulância em Nova York, nos Estados Unidos, em 28 de março. Stefan Jeremiah/Reuters A agência que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), está testando um tratamento experimental contra a Covid-19 usando plasma de pacientes que já se recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus. Um estudo feito com cinco pacientes graves internados em um hospital da China, usando o mesmo método, já demonstrou eficiência. VÍDEOS: perguntas e respostas sobre o coronavírus GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e letalidade #FATO ou #FAKE: confira as checagens de informação sobre o coronavírus O plasma é a parte líquida do sangue. O uso desta substância retirada de pacientes recuperados já foi usado com sucesso em surtos de outras infecções respiratórias, incluindo a pandemia do vírus influenza H1N1, que ocorreu entre 2009 e 2010; a epidemia de Síndrome Aguda Respiratória (chamada de Sars-CoV-1), em 2003; e a epidemia de síndrome respiratória do Oriente médio (Mers-CoV), de 2012. Em meio à urgência da pandemia do novo coronavírus, a FDA está liberando o uso emergencial de plasma de pacientes recuperados para serem usados naqueles que estão com o quadro grave da doença, enquanto estudos mais completos ainda estão sendo desenvolvidos. "Esse processo [liberado pela agência] permite o uso de um medicamento sob investigação para o tratamento de um paciente individual feito por um médico licenciado, mediante autorização da FDA. Isso não inclui o uso de plasma convalescente da Covid-19 para a prevenção de infecção", afirma a instituição. Segundo a agência americana, "embora promissor, o plasma convalescente não demonstrou ser eficaz em todas as doenças estudadas." De acordo com a FDA, "é importante determinar, por meio de ensaios clínicos (...) o que é seguro e eficaz de fazer." Coronavírus: Técnica do plasma sanguíneo já é utilizada com outras doenças sem tratamento Experiência na China Na China, cinco pacientes em estado grave diagnosticados com a Covid-19 apresentaram melhora após o tratamento com plasma de pessoas que adquiriram o novo vírus e se recuperaram. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita por um hospital da China, e divulgada nesta segunda (30) pela revista de pesquisa científica Jama. A pesquisa foi realizada pelo departamento de doenças infecciosas do hospital, Third People's Hospital em Shenzhen no sudoeste do país, em cinco pacientes que apresentaram pneumonia grave com progressão rápida e a carga viral da Covid-19 continuamente alta. Todos estavam respirando por meio de aparelhos. O estudo foi realizado de 20 de janeiro a 25 de março deste ano. Os pacientes, com idades entre 36 e 73 anos, receberam a transfusão de plasma com um anticorpo específico neutralizados do Sars-Cov-2, o nome científico do novo coronavírus. O plasma convalescente, rico em anticorpos, vem sendo usado por décadas para tratar doenças infecciosas, como o ebola e a influenza. Após a transfusão, a temperatura corporal de quatro pacientes normalizou em três dias, e as cargas virais também diminuíram 12 dias após a transfusão. Três dos cinco pacientes tratados voltaram a respirar sem a ajuda de aparelhos dentro de duas semanas após a transfusão. Eles receberam alta hospitalar após permanecerem internados cerca de 50 dias. Os outros dois estão em condição estável após 37 dias da transfusão. Os doadores de 18 a 60 anos haviam se recuperado da infecção e consentiram em fazer a doação sanguínea para a pesquisa. Segundo os pesquisadores, a limitação de testes impede a afirmação definitiva sobre a eficácia do tratamento. No Brasil, o Hospital Albert Einstein informou em entrevista ao Fantástico que em breve irá começar os ensaios clínicos para o tratamento de pacientes com a mesma técnica no estado de São Paulo. Initial plugin text
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31/03 - Últimas notícias de coronavírus de 31 de março
Espanha atinge pico de mortes em um dia relacionadas à Covid-19. Número de casos ao redor do mundo chega a 803 mil e mortes já passam dos 40 mil Vítima de Covid-19 é enterrada em cemitério de Madri. Espanha atingiu o pico de mortes pela doença Olmo Calvo/AP Photo Os Estados Unidos já têm mais mortes por Covid-19 do que a China. Até esta terça-feira (31), 3.416 pessoas morreram no país por causa da doença, enquanto em território chinês foram registrados 3.309 óbitos. O número de mortes diárias pelo novo coronavírus na Espanha voltou a subir nesta terça-feira (31), após uma leve queda na véspera. Nas últimas 24 horas, o país registrou 849 mortes – o mais alto desde o início da pandemia, anunciou o ministério da Saúde. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas SÉRIE DE VÍDEOS: coronavírus, perguntas e respostas O total de mortos por Covid-19 no país subiu para 8.189 e o número de casos diagnosticados supera 94,4 mil, com 9,2 mil contágios detectados nas últimas 24 horas, o que também representa o maior número em 24 horas desde o início da crise. O número de mortes por causa do novo coronavírus no Reino Unido também aumentou. De domingo até esta terça-feira foram mais 381, chegando a 1.789. O governo definiu o atual momento como "chocante e perturbador". Já no mundo, de acordo com a universidade Johns Hopkings, em atualização das 16h50, chegou a 846.156 o número de contaminados. São mais de 41 mil mortes e mais de 176 mil pessoas recuperadas da doença desde o início da pandemia. A decisão da China de fechar a cidade de Wuhan, zona zero da pandemia de Covid-19, pode ter evitado mais de 700 mil novos casos da doença ao retardar a expansão do vírus, disseram pesquisadores nesta terça-feira (31). Vista de uma avenida praticamente deserta em Wuhan, na China, na terça-feira (31) Reuters/Aly Song As drásticas medidas de controle tomadas pela China nos primeiros 50 dias da epidemia permitiu que houvesse um tempo valioso para outras cidades do país se prepararem e colocarem em ação suas próprias restrições, segundo um trabalho de pesquisadores de China, Estados Unidos e Reino Unido, publicado na revista Science. As últimas notícias desta terça-feira: Estados Unidos têm o dobro de casos confirmados em relação à China Japão vai proibir entrada de americanos, chineses, coreanos e de boa parte da Europa México dá início ao estado de emergência de saúde Panamá terá dias alternados para circulação de homens e mulheres Rússia reporta 500 novos casos da doença em seu território Ministério da Saúde do Irã fala em mais de 3 mil novos casos em um dia China registra mais casos de Covid-19 vindos de fora de seu território Mais de 20% dos infectados são jovens na Austrália e Nova Zelândia Comissão europeia pede respeito aos "princípios democráticos" Bielorrússia tem primeira morte confirmada Macron vai doar 4 bi de euros para produção de máscaras Itália presta homenagens aos mortos e profissionais de saúde Enfermeira participa de uma vigília à luz de velas do lado de fora de centro médico em Los Angeles, na Califórnia (EUA), nesta segunda-feira (30) Lucy Nicholson/ Reuters Os Estados Unidos têm 175 mil casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, número que representa mais do que o dobro do número da China, onde eclodiu a pandemia no fim de 2019. Mais de 3,1 mil mortes por complicações de Covid-19 foram registradas em território americano até esta terça. Quanto ao número de infecções, os EUA estão à frente de Itália (101 mil), Espanha (94 mil) e China (82 mil) e são o país com o maior número de pessoas que contraíram o novo vírus. O que vem impressionando especialistas nos Estados Unidos é a velocidade da propagação do coronavírus Sars-Cov-2. A marca de 100.000 infecções havia sido atingida na última sexta. Acredita-se que a alta acentuada tenha relação com a expansão do programa de testes do país para o coronavírus. O governo do presidente Donald Trump vinha sendo duramente criticado por ter minimizado o risco de contágio. Show comandado por Elton John arrecada US$8 milhões para caridade Enquanto dedica todos os seus esforços para tentar controlar a crise sanitária em Nova York, o estado mais atingido, o governador Andrew Cumono ainda terá que lidar com a doença na família: seu irmão passou pelo teste, que deu positivo para Covid-19. Ele está em isolamento. EUA registram mais de 160 mil casos de Covid-19 Macron promete doação Presidente da França, Emmanuel Macron prometeu doar 4 bilhões de euros à Sante Publique France, uma agência de saúde pública, para comprar máscaras e ventiladores. O presidente visitou uma fábrica de produção nesta terça, em São Bartolomeu d'Anjou, e enfatizou a necessidade de produção dos itens hospitalares. O aumento na produção de máscaras permitirá à França aumentar a capacidade de 3,3 milhões de máscaras por semana para 15 milhões até o fim de abril. O país já havia pedido à China 1 bilhão de máscaras. Com mais de 45 mil contaminados em seu território, a França já registrou mais de 3 mil mortes. Em Paris, os hospitais estão operando com capacidade máxima há alguns dias. Macron em visita a uma fábrica de produção de máscaras na França Loic Venance/AP Photo Homenagens na Itália Todos os municípios italianos fizeram um minuto de silêncio e ergueram a bandeira tricolor a meio-mastro em "memória das vítimas de coronavírus" e em homenagem aos trabalhadores da saúde. Na praça do Capitólio, no coração de Roma, a prefeita Virginia Raggi, que vestia um cachecol tricolor sobre um casaco preto, se referiu à "ferida que sofre todo o país". País com a taxa de mortalidade pela doença no planeta, a Itália tem mais de 101 contaminados e mais de 11 mil mortos por Covid-19. Do número total de mortes, 66 foram de profissionais da saúde. Pelo mundo Pelo menos 157 passageiros de um navio que está atracado em Saint-Nazaire, na França, testaram positivo para o novo coronavírus. Eles permanecerão em quarentena e isolados. A China segue registrando em seu território os chamados casos "importados", procedentes de viagens ao exterior. No último sábado, o governo impôs um veto aos estrangeiros. Nas últimas 24 horas, foram registrados 48 novos casos, todos de fora de suas fronteiras. Na última segunda, apenas uma morte foi registrada. Desde o início da pandemia, 81.518 pessoas foram infectadas e 3.305 morreram pela doença. Já 76.052 receberam alta médica. O Irã reportou novas 141 mortes em seu território nas últimas 24 horas, além de 3.111 novos casos de Covid-19. Ao todo, são 44.606 contaminados e 2.898 mortes pela doença. De acordo com o Ministério da Saúde, 14.656 pacientes se recuperaram e outros 3.703 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) espalhadas pelo país. A Comissão Europeia disse que as medidas de emergência dos países membros para combater a pandemia de coronavírus devem sempre respeitar os princípios democráticos. O anúncio chega um dia depois do Parlamento da Hungria aprovar um polêmico projeto de lei que permite ao governo de Viktor Orbán legislar por decreto, em um regime de estado de emergência sem limite de tempo. A norma prevê até cinco anos de prisão pela divulgação de "notícias falsas" sobre o vírus. A Rússia registrou 500 novos casos de infecção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. A capital Moscou está em seu segundo dia de confinamento, que não tem ainda previsão para acabar. O primeiro-ministro já pediu para que outras regiões do país se preparem para adotar medidas que favoreçam o isolamento social. O presidente russo Vladimir Putin cumprimenta o chefe do hospital de Moscou que trata pacientes com coronavírus,Denis Protsenko Alexey Druzhinin/Sputnik/AFP/Arquivo O médico responsável pelo principal hospital de Moscou para o tratamento de pacientes com Covid-19 foi infectado pelo novo coronavírus uma semana depois de se encontrar com o presidente Vladimir Putin. A informação foi confirmada pelo próprio profissional em uma rede social nesta terça-feira (31). O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, confirmou a primeira morte relacionada ao novo coronavírus no país. Trata-se de um ator de 75 anos, que morreu na cidada de Vitebsk. O idoso teve pneumonia e não resistiu. O México deu início ao seu primeiro dia de estado de emergência de saúde por causa do novo coronavírus. A medida vale até 30 de abril e é uma resposta do governo mexicano ao aumento do número de casos no país, que tem 1.094 infectados e 28 mortes. O presidente mexicano, López Obrador, foi um dos líderes estrangeiros que relutaram a aderir à prática da quarentena, mas que mudaram de posição durante o avanço da pandemia. O Panamá terá dias alternados para a circulação de homens e mulheres. De acordo com o presidente do país, Nito Cortizo, mulheres podem sair às ruas às segundas, quartas e sextas. Já os homens terão permissão para circular às terças, quintas e sábados. Aos domingos, todos terão que ficar em casa, disse o presidente em sua conta oficial no Twitter. Austrália e Nova Zelândia informaram que em seus respectivos territórios é alta a quantidade de jovens infectados pelo novo coronavírus. Na Austrália, 21% dos casos ocorrerem em pessoas de 20 a 29 anos. Na Nova Zelândia, a proporção é ainda maior: 29% são da mesma faixa etária. Uma explicação para isso é o fato de que os jovens viajam bastante nestes países. Em ambos, a maior parte dos casos é procedente do exterior. Serra Leoa confirmou seu primeiro caso de Covid-19. Trata-se de um homem de 37 anos que esteve recentemente na França e estava isolado desde o dia 16 de março. Initial plugin text
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31/03 - Casos de coronavírus no Brasil em 31 de março
Secretarias estaduais de saúde contabilizam 5.812 infectados em todos os estados e 202 mortos. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 22h00 desta terça-feira (31), 5.812 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil. O governo do Amazonas confirmou a terceira morte no estado e em Minas Gerais constatada a segunda morte pela doença. A primeira morte também foi confirmada em Alagoas. No começo da tarde, a Paraíba confirmou a primeira morte. O Distrito Federal registra três casos fatais da Covid-19 e o Mato Grosso do Sul teve seu primeiro caso. Pernambuco confirmou sete mortes. Com isso, chega a 202 o número de mortos pela Covid-19 no país. São Paulo registra 136 mortes e o Rio de Janeiro tem 23 casos fatais da doença. O governo do Pará também atualizou os números nesta manhã e agora são 32 casos da doença no estado. Minas Gerais tem 275 casos confirmados e subiu para 10 o número de casos no Amapá. O governo de Sergipe confirmou mais dois casos nesta terça e Pernambuco chegou aos 87 casos confirmados. O Rio Grande do Sul atualizou o número de casos para 305. Goiás chegou a 65 casos e o Rio Grande do Norte tem 82 infectados pela doença. Bahia tem 217 casos confirmados, o Distrito Federal tem 333 e Santa Catarina registra 235 casos. O Ministério da Saúde atualizou seus números nesta terça-feira (31), informando que o Brasil tem 201 mortes e 5.717 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: mais de 3 mil mortes foram registradas nos EUA PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Initial plugin text
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31/03 - Como evitar a ansiedade e a depressão causadas pelo isolamento
Especialista recomenda fazer atividade física e respeitar as horas de sono Há 190 anos a Academia Nacional de Medicina realiza, semanalmente, sua reunião científica. Em tempos de pandemia, agora esses encontros são virtuais e acompanhei o da última quinta-feira (26), cujo tema, como não poderia deixar de ser, era o novo coronavírus. O psiquiatra Antonio Egidio Nardi, que também é membro da Academia Brasileira de Ciências e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), discorreu sobre o risco de depressão nesse período de isolamento social. Ele afirmou que, apesar de todos os desafios que o mundo está enfrentando, é um erro colocar a saúde mental em segundo plano: “é natural que as pessoas só falem do novo coronavírus e da crise, mas é importante buscar outros assuntos. Essa saturação temática gera pensamentos obsessivos, fóbicos, hipocondríacos, que podem levar a um quadro de transtorno de ansiedade e depressão”. O psiquiatra Antonio Egidio Nardi, membro da Academia Nacional de Medicina e professor titular da UFRJ Acervo pessoal O estresse do confinamento por um período cuja duração ainda desconhecemos e o medo de encarar uma doença que pode levar à morte têm forte impacto em nosso equilíbrio, principalmente para quem mora sozinho – segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 4.3 milhões de idosos vivendo nesta situação. “A solidão é fator de risco para a depressão e para o abuso do consumo de álcool”, alertou o psiquiatra, que listou diversos cuidados que devem ser observados: 1) A atividade física é indispensável para manter a saúde mental. Mesmo dentro de casa, todos devem tentar se exercitar. 2) Respeitar as horas de sono também é fundamental. Sem sair, muita gente acaba virando a noite vendo TV e altera seu relógio biológico. 3) Ter uma alimentação saudável. 4) Conversar diminui bastante o estresse, mas ele lembra que, quando a família inteira divide o confinamento, é igualmente necessário garantir momentos de privacidade. 5) Tentar se engajar em atividades lúdicas e fazer coisas prazerosas, como ler, assistir a uma série ou procurar cursos on-line, inclusive porque há diversos grátis. “É importante evitar pensamentos negativos. Há muitas informações equivocadas na internet, é imprescindível escolher fontes confiáveis para se informar”, ressaltou. Para os pacientes que fazem tratamento, o doutor Nardi disse que não haverá falta de medicamentos e que o atendimento presencial ainda está sendo feito. “São muitos os desafios, como a convivência em ambientes pequenos e o longo período de confinamento. Nos sentimos frágeis, ameaçados e sem controle e precisamos nos cuidar, porque não há saúde sem saúde mental”, finalizou. VÍDEOS RJ2 conversa com especialista sobre depressão durante a quarentena Exercícios que ajudam a respirar melhor são aliados para combater a ansiedade Initial plugin text
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31/03 - 35% dos países da África têm mortes por Covid-19; especialistas alertam para possível 'hecatombe'
Dos 54 países no continente africano, 19 registraram mortes até 30 de março, segundo dados reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS). 30 de março: Moradores de Eldorado Park, próxima a Joanesburgo, na África do Sul, observam enquanto membros do exército e da polícia aplicam quarentena de 21 dias no país, determinada para frear a disseminação do coronavírus. A África do Sul é o país com mais casos no continente africano. Siphiwe Sibeko/Reuters Dezenove dos 54 países do continente africano registraram ao menos uma morte por Covid-19 até esta segunda-feira (30). Em outros 35 países, houve registro de casos da doença, mas sem mortes reportadas à Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo os dados mais recentes da entidade. Os levantamentos ainda apontam que os outros 8 países não registraram casos da doença. Em um continente com cerca de 1,3 bilhão de pessoas, há 137 mortes, que representam 0,4% do total das vítimas de Covid-19 no mundo. Mas os números não significam que o cenário africano seja favorável. No sábado (28), o ginecologista congolês Denis Mukwege, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2018, disse em entrevista ao jornal francês "Le Monde" que é preciso agir rápido para evitar uma "hecatombe" pela doença. A palavra, usada de forma figurada, significa "uma grande perda de vidas". "Nós sensibilizamos a população à noção de distanciamento social. Um comitê de resposta foi criado. As províncias também estão se organizando, e células de crise estão sendo criadas em todos os lugares. É preciso agir rápido se quisermos evitar uma hecatombe", disse, referindo-se às medidas adotadas em seu país natal, a República Democrática do Congo. Até o dia 30, o país tinha 8 mortes por Covid-19 reportadas à OMS. Apenas 8 países africanos não reportaram casos de Covid-19 à OMS até 30/03 Wagner Magalhães/G1 O epidemiologista Paulo Andrade Lotufo, da Faculdade de Medicina da USP, usa a mesma palavra que Mukwege para descrever a possível situação do continente africano quando os casos de Covid-19 aumentarem. "Quando aquilo aparecer, vai ser uma hecatombe. As condições de atendimento lá são mais do que precárias", avalia Lotufo. Para Mukwege, a África "claramente não tem meios de enfrentar a praga" da Covid-19. "Alguns países são mais afetados que outros, notadamente a África do Sul, com mais de 400 casos, Argélia, com 230 casos, Marrocos, com 143 casos, Senegal, com 79 casos. A doença está, portanto, progredindo extremamente rápido e estou muito preocupado", declarou o médico congolês. Países africanos com mais casos de Covid-19 Desde a entrevista de Mukwege ao Le Monde, o número de casos na África do Sul, o país africano mais atingido, subiu para 1.326; na Argélia, para 584; no Marrocos, para 556; e para 162 no Senegal até a noite de segunda-feira (30), de acordo com monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que atualiza os dados em tempo real. "A África do Sul, Joanesburgo, tem um hospital, que é o maior, e, se eu achava que o pronto-socorro brasileiro era lotado, eu descobri que não é, perto do que é aquilo", relata Paulo Lotufo. "E não são [hospitais] descentralizados, são vários hospitais grandes, a chance de contaminação é grande. A África do Sul torna o Brasil um exemplo de igualdade social", afirma o epidemiologista. No dia 15, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, declarou a Covid-19 um "desastre nacional". O país adotou uma série de medidas para conter o vírus, incluindo o fechamento de escolas, restrições a viagens e proibições de aglomerações. Até o dia 30, uma morte havia sido registrada no território sul-africano pela doença. Continente africano está em alerta com o aumento de casos do novo coronavírus Mas as restrições também adotadas em vários outros países africanos – inclusive em alguns que nem registraram casos, como Serra Leoa e Malaui –, se tornam difíceis em lugares com pouca infraestrutura. Moçambique, por exemplo, ainda se recupera do ciclone Idai, um ano depois. Outro fator pode agravar a situação africana é a alta incidência de outras doenças infecciosas, como tuberculose e HIV. "A sorte da África é que, economicamente, eles não têm muito contato, em termos de trocas, [então] o contágio ficou bem menor", pondera Lotufo. Até 30 de março, o continente concentrava, oficialmente, 0,67% dos casos da pandemia. Precariedade e subnotificação 27 de março: Família assiste televisão no início do toque de recolher dentro de uma casa na favela de Kibera, em Nairóbi, no Quênia. Medida foi imposta para conter o avanço da Covid-19 no país. Thomas Mukoya/Reuters De acordo com a OMS, os países da região africana estão capacitados para realizar testes para a Covid-19. Mas não há detalhes sobre a quantidade de testes disponíveis. Também no sábado (28), o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em entrevista à agência RFI que teme milhões de casos de Covid-19 no continente africano. "A África tem necessidade urgente de kits, máscaras, ventiladores [mecânicos], equipamentos de proteção para profissionais de saúde", alertou. "Ainda podemos evitar o pior na África, mas, sem uma mobilização massiva, teremos milhões e milhões de pessoas contaminadas, o que significa milhões de mortes", alertou. 30 de março: Agente de saúde mede a temperatura de uma mulher para detectar a Covid-19 entre as cidades de Abuja e Nassarawa, na Nigéria. Afolabi Sotunde/Reuters Guterres também acrescentou que a população jovem africana também não seria poupada - segundo a revista científica "Science", a idade média na África subsaariana é de menos de 20 anos de idade. Além disso, apenas 3% das pessoas naquela região têm mais de 65 anos – comparada a 23% na Itália, por exemplo, país com a maior quantidade de mortes pela Covid-19. Até agora, pesquisas têm indicado que a doença atinge os mais velhos de forma mais severa. A Covid-19 demorou certo tempo para se espalhar em todas as regiões da África. O primeiro caso foi registrado no Egito, no norte, em 15 de fevereiro. Na África do Sul, o primeiro caso foi registrado somente no dia 6 de março. Outros países, como Guiné-Bissau e Mali, só reportaram o primeiro caso à OMS no dia 26. Esse fator, explica Lotufo, também contribui para que os países africanos ainda tenham um baixo número de mortes comparada com o tamanho da população. “Lugares que têm casos há mais tempo têm pessoas mais doentes, mais hospitalizadas, em estado grave, que vão ter ‘tempo de morrer’. Considerando o tempo de incubação, de 7 a 10 dias, que a pessoa vai pro hospital, fica um tempo internada na enfermaria, vai para a UTI – é um tempo prolongado, de 15 a 20 dias. Isso não é novidade, a gente já viu em outras equações”, afirma. 22 de março: Agente público desinfecta globo contra a Covid-19 em jardim público em Algiers, na Argélia. Ramzi Boudina/Reuters O epidemiologista também explica que, de uma forma geral, só será possível saber a quantidade de mortes por Covid-19 na África e no resto do mundo daqui a um tempo. "Há uma enorme chance – e isso eu falo da Finlândia até a Nigéria – de ter subnotificação de óbitos no mundo inteiro", lembra Lotufo. "Vão tendo outros casos de Covid-19 que estão com outro diagnóstico: um que já estava velhinho, infartou, teve AVC, aí você vai ver e foi Covid. Quem está na linha de frente – a OMS, as secretarias, o Ministério da Saúde – está fazendo o melhor possível nessa situação. Hoje, não temos por que discutir isso. Somente daqui a um, dois anos, a gente vai ver qual é o real impacto, ao olhar a curva histórica e ver se houve um aumento da mortalidade geral [no mundo]", explica. África tem 136 mortes e mais de 4 mil infectados pelo coronavírus OMS alerta que África vive evolução dramática da pandemia de coronavírus Initial plugin text
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31/03 - Crescimento exponencial e curva epidêmica: entenda os principais conceitos matemáticos que explicam a pandemia de coronavírus
Veja como a matemática ajuda a entender como se comportam as novas transmissões ao longo do tempo. Número de casos do novo coronavírus acelera a uma taxa exponencial, diz OMS Enquanto cientistas correm contra o tempo para desenvolver tratamentos e vacina contra o coronavírus (Sars-CoV-2), matemáticos simulam cenários com impactos da pandemia. Uma das projeções mais recentes a ganhar destaque foi um estudo liderado pelo Imperial College de Londres. Ele estimou que o Brasil pode ter mais de 1 milhão de mortes por Covid-19 e cerca de 187 milhões de infectados em 2020 se não houver nenhuma estratégia de isolamento social e de enfrentamento do surto. Mas como são feitos esses cálculos? Segundo o professor de matemática e autor de material didático Ricardo Suzuki, é possível fazer essas estimativas porque epidemias seguem um padrão matemático chamado função exponencial, usada para representar fenômenos que se multiplicam muito rapidamente ao longo do tempo. "Na função exponencial, você vai multiplicando o número por ele mesmo. Nessa função, temos o crescimento exponencial, em que o valor inicial de um evento vai sendo multiplicado por um mesmo número a cada período de tempo”, explica Suzuki. O professor dá como exemplo um cenário de uma epidemia em que o número de novos casos dobra a cada 3 dias. "No primeiro dia você tem 1 caso; no terceiro dia terá 2 casos. Levou três dias para dobrar o valor inicial. No sexto dia serão 4 casos, no nono dia serão 16, e assim por diante." Ele compara: "No começo da função exponencial, o crescimento parece pequeno, se assemelha com uma função linear". Diferentemente da exponencial, na função linear o número anterior é somado – e não multiplicado. Por isso, o crescimento linear é representado no gráfico por uma reta; já o crescimento exponencial é uma curva acentuada. "Ao longo do tempo, o crescimento exponencial atinge valores exorbitantes", diz Suzuki, que é professor de matemática e autor do material didático do Sistema de Ensino pH. No caso de um surto como o do coronavírus, o cenário é assustador, já que o número de infectados do dia anterior é sempre muito menor que o atual. O aumento exponencial de novos casos em uma epidemia é apenas uma fase de um ciclo de três etapas. Essas etapas formam o conceito matemático da curva epidêmica, que torna possível prever o ritmo do aumento de casos, o pico das transmissões e o decaimento delas (leia mais abaixo). No estágio atual da pandemia do coronavírus, a maioria dos países do mundo e o Brasil estão na fase do crescimento exponencial, em que todos os dias são registrados números maiores de novos casos que na véspera. Veja abaixo como é feito o cálculo das epidemias: Entenda o crescimento exponencial nas epidemias O físico Silas Poloni, no Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que dizer que uma doença cresce exponencialmente significa na prática que "cada infectado é capaz de infectar mais de uma pessoa ao mesmo tempo”. Por isso, segundo o físico Vitor Sudbrack, também da Unesp, quanto mais doentes por Covid-19 existirem, mais pessoas irão adoecer pelo vírus, já que o "crescimento exponencial é aquele em que, quanto mais se tem [infectados], mais se cresce [o número de contaminados]". Sudbrack e Poloni são membros do Observatório Covid 19 BR, um site colaborativo feito por pesquisadores de diversas universidades brasileiras para observar os dados da pandemia de coronavírus. De acordo com Suzuki, o problema do crescimento exponencial é que ele pode acelerar de forma imprevisível, uma vez que "não temos controle sobre o valor da base [o número que vai ser multiplicado com o passar do tempo] dessa função". É o que tem acontecido com o crescimento dos casos de coronavírus no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou para o aumento da velocidade do crescimento: os primeiros 100 mil casos de Covid-19 foram registrados em 67 dias mas foram necessários apenas mais 11 dias para dobrar e atingir 200 mil casos outros quatro dias para chegar a 300 mil casos e somente mais dois dias para somar 100 mil novos casos – superando a marca de meio milhão de infectados Entenda as etapas da curva epidêmica "As pessoas acham que matemática é trabalhar com números, mas na verdade é trabalhar com padrões", afirma Sudbrack, da Unesp. "Conseguimos calcular epidemias porque elas, em todos os lugares, seguem um padrão matemático semelhante, chamado de curva epidêmica." Antes de entender o que é essa curva, é preciso entender o ciclo que uma epidemia segue, ou seja, a evolução dela ao longo do tempo. O ciclo epidêmico é formado por três fases, que juntas formam uma "onda da epidemia": Crescimento exponencial – representado pelo crescimento vertiginoso do número de novos casos de infecção Saturação – ocorre quando a epidemia alcança um pico de casos Decaimento exponencial – estágio em que a quantidade de pessoas que se recuperam da doença é maior que a de novas infectadas O padrão da curva epidêmica é justamente a onda no gráfico (veja abaixo). Ela representa o número de novos casos ao longo do tempo. Quanto maior o número de novos casos em um menor intervalo de tempo, mais acentuada a curva. Quanto menor o número de novos casos em um maior intervalo de tempo, menos acentuada a curva. Gráfico mostra a curva da epidemia de coronavírus Reprodução/Globo Ambas as curvas – tanto a mais e quanto a menos acentuada – alcançam um crescimento exponencial. "Mas quando conseguimos aumentar o tempo de transmissão de uma pessoa a outra, demoramos mais a alcançar o pico da curva. Ou seja, o crescimento da doença vai acontecer de maneira mais lenta”, explica Poloni. A lógica do crescimento exponencial no caso do coronavírus, contudo, é mais complexa porque, de acordo com Sudbrack, “a transmissão do vírus no mundo conta não só com uma dinâmica de espalhamento por contágio [de uma pessoa a outras pessoas], mas também por uma dinâmica de espalhamento de epicentros [vários países se tornam centro da doença]". Por isso, o resultado final da pandemia de coronavírus é uma curva que cresce mais rápido do que as curvas de cada país. Matemático explica crescimento exponencial do novo coronavírus Isolamento social 'desacelera' pandemia O físico Silas Poloni explica que, matematicamente falando, o objetivo das autoridades de saúde neste momento não é o de zerar a transmissão, mas o de diminuir a velocidade com que isso ocorre. Ou, como se tem chamado, de "achatar a curva epidêmica". VÍDEOS: série especial mostra perguntas e respostas "A ideia de isolar as pessoas uma das outras é justamente a de reduzir o número de novas transmissões em um determinado tempo – o máximo que der. Ou seja, o isolamento é capaz de desacelerar o crescimento exponencial da pandemia", explica Poloni. "O objetivo é que o crescimento de novos casos da doença não atinja de uma só vez um número de infectados que o sistema de saúde não suporte atender." Para Sudbrack, o melhor exemplo de como o isolamento e distanciamento social podem ser eficazes para frear o tempo de transmissão vem da Itália. "Após quase duas semanas de medidas de restrição social, o número de novos casos vem desacelerando. O tempo para o número de casos dobrar passou de 3 dias para 5,5 dias. Acredito que esse seja o maior exemplo da eficiência da quarentena na Itália", afirmou Subrack em entrevista a G1 na semana passada. Na Itália, transmissão cai duas semanas após quarentena Escultura de vidro representando o coronavírus é apresentada no estúdio do artista britânico Luke Jerram, na Inglaterra. Escultura faz tributo ao esforço médico e científico para combater a pandemia Adrian Dennis/AFP Decaimento exponencial Assim como o crescimento de uma epidemia é exponencial, a diminuição dos novos casos também será, porque a lógica é a mesma: quanto menos pessoas se infectam por dia, menor o número de doentes. "O decaimento exponencial vai acontecer quando o número de curados por dia for maior que o número de novos infectados por dia", explica Sudbrack. É essa a fase da pandemia na qual a China está neste momento – o país vem registrando número de novos infectados sempre menor que no dia anterior. Sudbrack afirma, no entanto, que ainda não é hora de a China comemorar, segundo a lógica matemática, já que é o país poderá viver uma segunda onda da epidemia. “Uma segunda onda de epidemia pode acontecer quando alcançamos o pico não porque saturou o número de infectados e o número de pessoas suscetíveis está baixo, mas, sim, porque as medidas de distanciamento social fizeram efeito", explica o físico. Por isso, no caso em que o decaimento exponencial é alcançado graças à eficiência do isolamento social, se as pessoas forem colocadas novamente em contato, abre-se a possibilidade de um segundo pico epidêmico. "Para isso não acontecer, os novos infectados precisam continuar sendo identificados e devidamente isolados do resto da população ainda está suscetível a ser infectada", alerta Sudbrack. O melhor exemplo, segundo os físicos, é o da Coreia do Sul, onde "o tempo de duplicação de novos casos é tão alto, que podemos dizer que eles não estão mais na fase exponencial; eles atingiram uma estagnação na transmissão". SÃO PAULO - Um homem caminha por uma rua comercial vazia no centro de São Paulo nesta terça-feira (24) depois que o governo da cidade decretou o fechamento de lojas como medida de precaução contra a disseminação do novo coronavírus Nelson Almeida/AFP China não registra novo caso de transmissão local do coronavírus Initial plugin text
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31/03 - Unicamp e USP desenvolvem teste rápido e barato para identificar coronavírus
Exame que prevê resultados em 5 minutos conta com tecnologia nacional e vai custar até 50% menos que os importados. Previsão é que esteja disponível em maio. Pesquisadores da Unicamp desenvolvem teste mais barato e mais completo para a Covid-19 Pesquisadores da Unicamp estão desenvolvendo um teste rápido para Covid-19, capaz de confirmar a infecção em cinco minutos, até 50% mais barato que as opções disponíveis no mercado e mais completo. Previsto para estar disponível em maio, ele é elaborado em parceria com a USP, inclusive com os cientistas que fizeram o sequenciamento genético do novo coronavírus. Coronavírus: veja perguntas e respostas MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil O professor Rodrigo Ramos Catharino, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (SP), explica que foi preciso fazer uma espécie de "impressão digital" do novo coronavírus para a criação do teste. "A gente pode chamar isso de impressão digital, e esse desenho tem uma impressão digital clara das moléculas que existem na doença com relação ao Covid-19, e isso que a gente detecta e determina como sendo Covid-19", explica. A partir das informações coletadas, os cientistas utilizam um programa de inteligência artificial para localizar esses biomarcadores que identificam a presença do Covid-19. Os pesquisadores aproveitaram e inseriram no banco de dados outros biomarcadores, como do H1N1, o que facilita o diagnóstico para o tratamento médico. Novo teste em desenvolvimento na Unicamp funciona com biomarcadores, que indicam se o paciente tem Covid-19 Ricardo Custódio/EPTV De acordo com Catharino, falta uma aprovação do Comitê de Ética para que possam ser feitos testes com humanos e a expectativa é que ele esteja disponível para uso em meados de maio. Segundo os pesquisadores, o novo teste, 100% nacional, deve custar cerca de R$ 40, metade do valor do produto existente no mercado - atualmente, todos são importados. Os cientistas avisam que assim que ficar pronto, a tecnologia do teste pode ser utilizada em outras cidades pelo Brasil. "É possível fazer um número maior de testes com essa mesma tecnologia, inclusive com o SUS", completa Catharino. Trabalho na Unicamp é realizado em parceira com cientistas da USP Ricardo Custódio/EPTV Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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30/03 - 'Se todo mundo fizer, vai acabar em um dia', diz ministro sobre testes rápidos que irão para os estados
Ministério da Saúde diz que primeiro lote com 500 mil testes importados da China chegou nesta segunda e será distribuído aos estados. Compra de equipamentos da China é suficiente para 60 dias, diz Mandetta O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira (30) que será preciso racionar o uso dos testes rápidos que o governo federal importou da China e cujo primeiro lote chegou nesta tarde no Brasil. "Nós já compramos 5 milhões. Esse avião está chegando com 500 mil e, quando dividir, vai ser um pouquinho para cada local. Os senhores profissionais entendam, leiam o protocolo, e se todo mundo fizer o teste vai acabar em um dia e não é assim que vai funcionar", alertou Mandetta. Um dia após passeio de Bolsonaro, Mandetta defende 'máximo grau de distanciamento social' durante surto do coronavírus Para enfrentar pico da epidemia, Brasil precisa ter até 7 vezes mais testes de coronavírus do que o número atual, diz Ministério da Saúde O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, reforçou que os testes rápidos comprados pelo governo serão usados prioritariamente em profissionais da saúde e da segurança. "Esse teste só é aplicado a partir do sétimo dia de início dos sintomas. Ele não é para a identificação de um caso no início da doença. Ele é para auxiliar a vigilância na identificação dos pacientes que podem ser positivos no âmbito de profissionais de serviços de saúde, não são só profisisonais de saúde, ou seja, aqueles profissionais que estão atuando no serviço de saúde, além dos profissionais de segurança", disse Wanderson. Testes para diagnosticar coronavírus podem levar de 15 minutos a 7 dias; veja os diferentes tipos Testes para coronavírus: entenda por que nem todos os casos são testados, como é o diagnóstico e como está a produção de testes no Brasil Casos no Brasil O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (30) o mais recente balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 159 mortes 4579 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade Sudeste tem 2.507 casos, 55% do total São Paulo tem 1.451 casos No levantamento anterior, divulgado no domingo (29), o Brasil tinha 136 mortes e 4.256 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. O aumento no total de mortes foi de 17% e de 7,9% no total de casos. Evolução dos casos de coronavírus no Brasil até 30 de março Cido Gonçalves/DF VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Autoridades e sociedade civil unem esforços para desinfecção de ruas em Goiás Initial plugin text
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30/03 - Agência dos EUA libera uso de remédio para malária em pacientes com quadro grave de Covid-19
FDA aprovou uso em caráter emergencial, mas não apresentou novos estudos. Ainda não há testes clínico em grande escala que comprovem eficácia do medicamento. Coronavírus: Anvisa alerta que automedicação pode representar grave risco à saúde A FDA, agência norte-americana de vigilância sanitária, liberou o uso do fosfato de cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes com casos graves da Covid-19, que estejam internados em hospitais. A eficácia do remédio ainda não está comprovada em estudos clínicos de grande porte. A medida foi tomada em caráter emergencial para o combate à pandemia causada pelo coronavírus Sars-CoV-2. Segundo a agência, os possíveis benefícios justificam os riscos em potencial. A FDA não apontou novos estudos para justificar a decisão. Regras para uso Fosfato de cloroquina e sulfato de hidroxicloroquina devem ser administrados por um profissional de saúde com uma receita médica; Os medicamentos só podem ser usados no tratamento de adultos ou adolescentes com mais de 50 kg e em internação devido à Covid-19; Deve-se usar o estoque estratégico disponibilizado para o tratamento específico da Covid-19. A medida, na prática, libera o uso dos medicamentos para o combate ao coronavírus mesmo que não haja um registro da FDA oficial e permanente para a Covid-19, evitando problemas judiciais aos hospitais. De acordo com carta expedida pela agência no sábado (28), o uso "será efetivo até que existam circunstâncias que justifiquem a autorização emergencial de medicamentos". MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: Infectados no mundo já são 724 mil com 34 mil mortos PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem A FDA justifica a liberação devido à "condição séria ou com risco de vida" causada pelo Sars-Cov-2. Além disso, o texto diz que "com base na totalidade das evidências científicas disponíveis é razoável acreditar que o fosfato de cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina podem ser eficazes no tratamento da Covid-19". "Quando usados [os remédios] nas condições descritas nesta autorização, os benefícios potenciais e conhecidos do fosfato de cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 superam os riscos conhecidos e potenciais". Por enquanto, não há um tratamento disponível e totalmente testado contra a doença causada pelo novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde acompanha as pesquisas científicas sobre novos medicamentos contra a Covid-19, com potenciais riscos ainda em estudo. A automedicação não é recomendada para nenhuma doença, incluindo a causada pelo coronavírus. Na quinta-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a entidade reguladora de medicamentos do país deveria acelerar o processo de aprovação para potenciais terapias que tenham efeito contra a Covid-19. No Brasil, o governo admitiu "lacunas no conhecimento" científico e disse que ainda estão "em curso" os estudos sobre a aplicação desse remédio contra a doença. Apesar disso, permitiu que seja testado um tratamento alternativo somente para pacientes graves internados e que pode durar no máximo por 5 dias. O Ministério da Saúde alertou que o medicamento pode afetar o funcionamento do coração e do fígado. Drauzio Varella alerta para os perigos da automedicação Estudo da OMS busca avaliar resposta de medicamentos no tratamento do coronavírus Initial plugin text
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30/03 - Um dia após passeio de Bolsonaro, Mandetta defende 'máximo grau de distanciamento social' durante surto do coronavírus
Em coletiva nesta segunda, ministro da Saúde disse que 'por enquanto, mantenham as recomendações dos estados'. 'Temos dialogado com os secretários dentro do que é técnico, cientifico do que é preciso ter na Saúde para que a gente possa imaginar qualquer tipo de movimentação que não é essa que a gente está', afirmou. Mandetta defende manter ‘máximo grau de isolamento social’ Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro ter feito um passeio pelo comércio de Brasília mesmo em meio ao surto do novo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, recomendou que sejam mantidas as recomendações dadas pelos estados e defendeu o "máximo grau de isolamento social". "E eu tenho dialogado com os secretários estaduais e municipais – dentro do que é técnico, dentro do que é cientifico, dentro do planejamento – quais seriam as condicionantes, o que a gente precisa ter na Saúde (...) para que que a gente possa imaginar qualquer tipo de movimentação que não seja esta", disse Mandetta em entrevista coletiva nesta segunda-feira (30) no Palácio do Planalto, em Brasília. "Por enquanto, mantenho as recomendações dos estados. Porque essa é, no momento, a medida mais recomendável, já que nós temos muitas fragilidades ainda do sistema de saúde." Bolsonaro vem defendendo o relaxamento das medidas de isolamento adotada nos estados e a retomada da atividade econômica, com reabertura do comércio e volta dos estudantes às escolas. As recomendações de especialistas, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do próprio Mandetta são de que o isolamento é necessário para evitar a expansão da pandemia. Em várias ocasiões na entrevista desta segunda, o ministro repetiu os termos "técnico" e "científico" ao comentar as orientações e condutas da pasta diante do surto da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2, que provocou mais de 150 mortes no Brasil.   Ele reafirmou: "No momento, a gente deve manter o máximo grau de distanciamento social, para que a gente possa, nas regras que estão nos estados, dar tempo para que o sistema [de saúde] se consolide na sua expansão". "Estamos aumentando o sistema, estão chegando equipamentos. Tem que aguardar a quantidade de hospitais de campanha que estão sendo ainda construídos em várias cidades", completou. Segundo o ministro, os efeitos positivos das medidas restritivas devem ser sentidos "na próxima quinzena". "Quando você para hoje, o que você fez nos 14 dias anteriores é que reflete nas suas duas semanas para frente. Essa paralisação de duas semanas – você vai colher os frutos lá na frente." Em outro momento, o ministro declarou que "distanciamento social não quer dizer isolamento absoluto". "Não estamos ainda em lockdown absoluto", disse, referindo-se ao termo em inglês para a paralisação total do fluxo de pessoas (com exceções). O ministro afirmou, mais de uma vez, que a pandemia não é um problema que diz respeito apenas ao seu ministério: "Essa briga não é [somente] da Saúde". De acordo com ele, "esse vírus ataca a economia, a sociedade", afetando transporte e bolsas de valores. O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, durante entrevista nesta segunda (30) Reprodução/TV Brasil "Eu vejo o grande divisor é: temos uma onda na saúde, temos uma onda na economia. Parece que é consenso de todos que fazer um lockdown absoluto da sociedade brasileira, neste momento, não é o que a gente tá precisando. Porque a gente vai ter muito problema na frente." Mandetta também se desculpou por recentemente ter feito críticas ao trabalho da imprensa na cobertura da pandemia do novo coronavírus, afirmando que os meios de comunicação são sórdidos porque, na visão dele, só vendem se a matéria for ruim. "Eu peço desculpas. A gente, quando erra, a gente erra. Naquele momento, o que eu quis dizer era o seguinte: leia um livro, procura conversar, nós estamos na Quaresma, procura ler a 'Bíblia', e tem outras possibilidades". Jornalistas respondem à crítica de Mandetta Mais controle do Planalto na entrevista A entrevista coletiva desta segunda foi no Palácio do Planalto, e não no Ministério da Saúde, como vinha acontecendo anteriormente ao londo do surto de coronavírus. O formato também mudou: além do próprio Mandetta, estiveram presentes os seguintes ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e André Luiz de Almeida Mendonça (Advocacia-Geral da União), além do tenente-brigadeiro do Ar Raul Botelho, comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, representante do Ministério da Defesa. Todos eles falaram antes do ministro da Saúde. E, quando este foi perguntado se se "teve ou está tendo atritos" com o presidente Jair Bolsonaro, se está sob ameaça de demissão ou se pensa em deixar o cargo, Braga Netto se antecipou, tomou a palavra e respondeu: "Deixar claro para vocês: não existe essa ideia de demissão do ministro Mandetta. Isso aí está fora de cogitação no momento, está certo? Não existe". Sobre o fato de a entrevista ter mudado para o Planalto, ministro da Casa Civil disse: "Esta reunião não está aqui por motivos políticos. Está aqui porque o problema do corona atinge transversalmente todo o governo". O blog de Natuza Nery no G1 mostrou que, embora o governo diga que a mudança seja para dar uma ideia de maior coordenação das medidas de combate ao vírus, trata-se, sim, de intervenção do Palácio do Planalto. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Casos confirmados e mortes no Brasil Nesta segunda, o Ministério da Saúde divulgou balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 159 mortes 4579 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade Sudeste tem 2.507 casos, 55% do total São Paulo tem 1.451 casos No levantamento anterior, divulgado no domingo (29), o Brasil tinha 136 mortes e 4.256 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. 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30/03 - Brasil tem 159 mortes e 4.579 casos confirmados de coronavírus, diz ministério
Sudeste concentra 55% dos pacientes com a Covid-19. Compra de equipamentos da China é suficiente para 60 dias, diz Mandetta O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (30) o mais recente balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 159 mortes 4579 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade Sudeste tem 2.507 casos, 55% do total São Paulo tem 1.451 casos No levantamento anterior, divulgado no domingo (29), o Brasil tinha 136 mortes e 4.256 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. O aumento no total de mortes foi de 17% e de 7,9% no total de casos. Evolução dos casos de coronavírus no Brasil até 30 de março Cido Gonçalves/DF VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Autoridades e sociedade civil unem esforços para desinfecção de ruas em Goiás Initial plugin text
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30/03 - Pesquisadores e empresas anunciam testes experimentais de vacinas contra a Covid-19
Universidade de Oxford convoca 510 voluntários; empresa Johnson & Johnson quer liberar 1 bilhão de doses no início de 2021. Ao menos 35 mil pessoas morreram em todo o mundo com a Covid-19 até esta segunda-feira (30). Estudiosos tentam desenvolver vacina contra coronavírus. CDC/Unsplash Empresas e centros de pesquisas anunciam que estão preparando testes experimentais de vacinas contra a Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Até esta segunda-feira (30), ao menos 35 mil pessoas haviam morrido da doença em todo o mundo. A Covid-19 ainda não tem tratamento ou medicação específica para conter a doença – por isso, o avanço das pesquisas é tão importante para imunizar a população mundial. Nesta segunda-feira, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, anunciou a convocação de voluntários para testar uma vacina; e a empresa Johnson & Johnson divulgou que começará testes em humanos até setembro deste ano – e afirmou que quer colocar 1 bilhão de doses no mercado no início de 2021 (leia mais abaixo). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até agora ao menos 54 pesquisas de vacinas estão em andamento em todo o mundo – 52 em fase pré-clínica e 2 em fase clínica. OMS diz que desenvolvimento de vacina contra coronavírus deve demorar mais de 18 meses Sem chance de vacina rápida, OMS usa plataforma para reunir estudos com medicamentos contra o coronavírus Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas. Entre elas está a pesquisa básica – que é o levantamento do tipo de vacina que pode ser feita. Depois, passam para os testes pré-clínicos, que podem ser in vitro ou em animais, para demonstrar a segurança do produto; e depois para os ensaios clínicos, que podem se desdobrar em outras quatro fases: Fase 1: feita em seres humanos, para verificar a segurança da vacina nestes organismos Fase 2: onde se estabelece qual a resposta imunológica do organismo (imunogenicidade) Fase 3: última fase de estudo, para obter o registro sanitário Fase 4: distribuição para a população Na China, pesquisadores tiveram o aval de desenvolver testes em humanos para uma vacina experimental contra a Covid-19. Nos Estados Unidos, voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pela doença, também começaram a receber doses da vacina experimental. Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) o teste faz parte de um estudo que vai acompanhar 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, e deve durar ao menos seis semanas. Universidade de Oxford convoca voluntários Nesta segunda-feira (30), a Universidade Britânica de Oxford anunciou que está convocando 510 voluntários para receber doses de uma vacina experimental contra a Covid-19. A instituição procura pessoas saudáveis, de 18 a 55 anos, para participar do estudo. Empresa quer entregar 1 bilhão de doses até 2021 A empresa Johnson & Johnson anunciou nesta segunda-feira (30) que irá testar até setembro deste ano uma vacina experimental contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Os testes serão feitos em humanos. O objetivo é fornecer mais de 1 bilhão de doses até o início de 2021. Empresa afirmou que irá destinar mais de US$ 1 bilhão para financiar a pesquisa de vacinas, ao lado da agência norte-americana Biomedical Advanced Research and Development Authority (Barda). VÍDEOS OMS diz que desenvolvimento de vacina contra coronavírus deve demorar mais de 18 meses Cientistas do Brasil e de Oxford sequenciam genoma do coronavírus Initial plugin text
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30/03 - Coronavírus: como evitar a transmissão em instituições para idosos
Especialistas explicam como diminuir a chance de que pessoas que vivem em instituições para idosos serem contaminadas pelo novo coronavírus. Senhora observa a sala de recreação em asilo, em Grevenbroich, na Alemanha, que assim como Brasil, restringiu a visitação de familiares durante pandemia REUTERS/Thilo Schmuelgen As preocupações e cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus se tornam ainda frequentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), também conhecidos como casas de repouso ou asilos. São locais em que há grande número de pessoas, com a saúde debilitada, e que correm o risco de terem muitos casos de transmissão. Nos Estados Unidos, os primeiro casos de morte pela Covid -19, doença causada pelo novo coronavírus, aconteceram justamente em uma instituição destas: 9 idosos morreram pela doença. Na França, cerca de 150 instituições tiveram algum caso da Covid-19. Como ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus? Quais os cuidados as pessoas com deficiência devem tomar para não serem infectadas com o novo coronavírus? No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou orientações para evitar a propagação da doença nestes locais. Entre elas, estão o monitoramento de sintomas da doença, reforço na limpeza e incentivo à higienização das mãos com água e sabão e álcool em gel, reforço e checagem da vacinação, e redução no número de visitas. "Nas visitas às instituições, a vigilância irá observar se as recomendações realizadas no manual estão sendo realizadas. A fiscalização torna-se mais rigorosa quando, na instituição, existem casos suspeitos ou confirmados de coronavírus", afirma a gerontóloga Jullyanne Marques. Segundo Izabel Maior, especialista em medicina física e reabilitação e ex-secretária nacional de promoção dos direitos da pessoa com deficiência, as pessoas que vivem em algum tipo de abrigo são bastante vulneráveis ao novo coronavírus e devem ser alvo de constante preocupação e cuidado. Maior afirma que, neste momento, é importante que as secretarias de saúde mandem suas equipes para estes abrigos para ver como as pessoas estão sendo cuidadas. "Um dos riscos dos idosos é justamente a falta de supervisão adequada do poder público. Parte da rede é da assistência social e a outra é da Saúde. Municípios e Estados são os responsáveis, mas há muitas falhas e omissões na prática". "Pessoas idosas, com deficiência, e crianças que estão abrigadas – longe da supervisão da família e vivendo agrupadas – precisam de atenção do poder público, das secretarias de saúde. É preciso que as camas sejam separadas, que a higiene seja redobrada e que todos os cuidados sejam feitos na tentativa de dizer que nós somos humanos e que a vida de cada um tem o mesmo valor" – Izabel Maior, especialista em medicina física e reabilitação e ex-secretária nacional de promoção dos direitos da pessoa com deficiência. Coronavírus: França aumenta o valor da multa para quem não respeitar a quarentena Quais são os riscos? Marques diz que a população idosa que reside nas ILPI é mais vulnerável – há níveis variados de dependência e necessidades complexas. O mais difícil, segundo a especialista, é ter total controle se quem entra e sai cumpre da instituição todas as recomendações para evitar a entrada do vírus. "Em uma ILPI, nós temos os residentes, os cuidadores e os profissionais que trabalham nesses estabelecimentos. Ou seja, o fato de ser um local fechado, no qual a maioria que reside é o grupo de risco, e o restante circula fora e depois volta à instituição, o controle se torna mais difícil" – Jullyanne Marques, gerontóloga. Como diminuir os riscos? Para Marques é fundamental que instituições façam um monitoramento diário dos residentes, quanto a febre, sintomas respiratórios e outros sinais e sintomas da Covid-19. Para ela, é preciso orientar e estimular os residentes e profissionais a higienizarem as mãos com água e sabonete líquido ou álcool gel a 70%. A gerontóloga pontua algumas ações para diminuir os riscos: Os profissionais devem estar muito bem orientados em relação à prevenção e controle de infecções pelo novo coronavírus. Os profissionais devem estar aptos a ensinar aos residentes as técnicas de higiene correta. As instituições devem disponibilizar álcool gel 70% para a higiene das mãos nos corredores, nas recepções e nas áreas comuns. As instituições devem garantir a limpeza correta e frequente das superfícies, das áreas comuns, dos dormitórios e de outros ambientes utilizados pelos residentes. As famílias devem reduzir, ao máximo, o número de visitas, assim como a frequência e a duração da visita. A instituição deverá estabelecer um cronograma de visitas para evitar a aglomerações. É recomendável que os familiares fale com um profissional da instituição, e combine um horário para ligar diariamente, para que os idosos não fiquem abalados com a redução das visitas. Os cuidadores que tenham contato com pessoas com sintomas de infecções respiratórias ou contato com pessoas que sejam suspeitas ou confirmadas para o novo coronavírus, fora da instituição, não devem ter contato com os residentes ou circular nas mesmas áreas. Apresentando algum sintoma o cuidador deverá se ausentar do trabalho e permanecer em quarentena. As ILPIs devem implementar políticas de licença médica, que não sejam punitivas, para permitir que profissionais e cuidadores que apresentem sintomas de infecção respiratória, fiquem em casa. Vídeos: Coronavírus: redes sociais ajudam idosos a enfrentar isolamento social RJ1 dá dicas de exercícios para idosos fazerem em casa Médico Geriatra fala sobre cuidados com idosos em pandemia de coronavírus Initial plugin text
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30/03 - OMS diz que contágio do novo coronavírus está passando 'das ruas' para 'dentro das famílias' e reforça necessidade de isolamento social
Organização Mundial da Saúde também alertou que é responsabilidade dos governos socorrer os que perderam emprego e garantir serviços essenciais, como saneamento básico. OMS reforça que medidas de isolamento são melhor alternativa e cobra garantias de renda O diretor-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta segunda-feira (30) que a transmissão do novo coronavírus em várias partes do mundo está ultrapassando "as ruas" e sendo levada para "dentro das famílias". A entidade reforçou a necessidade de isolamento social nos países que têm transmissão comunitária e da realização de testes para todos os casos suspeitos. “O ideal é que a quarentena ocorra em um lugar que não seja a casa [do infectado], porque esse doente pode infectar sua família. Mas isso não é sempre possível”, pondera Ryan. Para os casos em que o doente faz a quarentena em casa, o diretor diz que é essencial que o sistema de saúde monitore todos os membros da família durante o isolamento. "Nesse momento, na maior parte do mundo, estão ocorrendo transmissões dentro de casa, no nível familiar. De certo modo, a transmissão vem das ruas e é levada para dentro da unidade familiar”, apontou o diretor executivo, complementando que, mais que colocar em quarentena, o sistema de saúde precisa “detectar rapidamente os doentes dentre os contatos [dos infectados]." A OMS alertou, ainda, para o crescimento de mortes evitáveis nos sistemas de saúde que foram atingidos pela pandemia do coronavírus. A organização tem pedido, desde fevereiro, que os países afetados pela Covid-19 testem todos os suspeitos e adotem medidas de isolamento social para ganhar tempo e fortalecer seus respectivos sistemas de saúde. MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: Passa de 745 mil o número de infecções PANDEMIA: veja quais países registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Apoio para os trabalhadores O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, ressaltou que, mesmo com as medidas de isolamento, os governos precisam garantir o bem-estar das pessoas que perderam sua renda e precisam ainda de comida, saneamento e outros serviços essenciais. "Não estamos apenas analisando o impacto econômico da Covid-19 em um país ou a perda de PIB. Temos que ver também o que isso significa para o indivíduo. Eu venho de uma família pobre. Eu sei o que significa se preocupar com o seu pão diário", disse o diretor-geral da OMS. "Cada indivíduo importa. Como cada um é afetado por nossas ações deve ser considerada. E isso diz respeito a todos os países. Até o país mais rico tem pessoas que precisam trabalhar para o seu pão diário. (...) Se estamos limitando a circulação, o que vai acontecer com essas pessoas? Todo e qualquer país, com base em sua situação, deve responder a essa pergunta", disse Tedros. Initial plugin text Ghebreyesus também pediu que "os governos mantenham seu povo informado sobre a duração prevista das medidas e forneçam apoio a idosos, refugiados e outros grupos vulneráveis." Aumento das mortes evitáveis O diretor-geral também alertou nesta segunda que a Covid-19 está afetando todo o sistema de saúde e os doentes que dependem dele. "Surtos anteriores demonstraram que, quando os sistemas de saúde são sobrecarregados, as mortes devido a condições evitáveis e tratáveis pela vacina aumentam drasticamente." Tedros pediu que os países continuem campanhas de vacinação, serviços de pré-natal e atendimentos da saúde da família. "Mesmo estando em meio a uma crise, os serviços essenciais de saúde devem continuar. Os bebês ainda estão nascendo, as vacinas ainda precisam ser entregues e as pessoas ainda precisam de tratamento que salva vidas para uma série de outras doenças", disse o diretor-geral. Bolsonaro e Twitter Após o ministro da Saúde defender isolamento, Bolsonaro sai pra passear em Brasília O presidente Jair Bolsonaro voltou a contrariar a recomendação da OMS no final de semana. No domingo (29), Bolsonaro caminhou pelas ruas do Distrito Federal cumprimentando pessoas e tirando fotos com apoiadores. Ao postar os vídeos da caminhada no Twitter e mais uma vez se posicionar contra o isolamento para conter a Covid-19, a rede social derrubou o conteúdo do perfil de Bolsonaro, afirmando que os vídeos contrariam as regras da plataforma sobre coronavírus. Initial plugin text
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30/03 - Agência americana autoriza uso limitado de remédios contra a malária para tratar coronavírus
Agência autorizou uso emergencial dos remédios após Departamento de Saúde e Serviços Humanos ter recebido mais de 30 milhões de doses para tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19. A agência que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos autorizou neste domingo (29) o uso limitado e em caráter de emergência de dois medicamentos usados contra a malária para o tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Estudo da OMS busca avaliar resposta de medicamentos no tratamento do coronavírus Últimas notícias de coronavírus de 30 de março A autorização foi dada pela agência Food and Drug Administration (FDA) após o Departamento de Saúde e Serviços Humanos ter recebido doações de mais de 30 milhões de doses para seu estoque nacional estratégico. Os medicamentos poderão ser usados em pacientes diagnosticados com a Covid-19 que estejam hospitalizados e também em ensaios clínicos, disse o Departamento de Saúde e Serviços Humanos em nota – ainda não foram feitas pesquisas científicas que atestem a eficácia do medicamento e preveja as reações ao produto. O documento afirma que a FDA permitiu que os dois medicamentos "sejam distribuídos e prescritos pelos médicos para pacientes adolescentes e adultos hospitalizados com Covid-19, de maneira apropriada, quando um ensaio clínico não estiver disponível ou viável". Apesar de os medicamentos terem apresentado resultados positivos durante alguns testes já feitos, médicos e cientistas têm pedido à população americana que tenha cautela até que os testes sejam conclusivos, informou a agência de notícias France Presse. Ainda de acordo com a agência, dois órgãos americanos de saúde estão desenvolvendo testes clínicos com possíveis terapias, incluindo os dois remédios já usados contra malária e doenças autoimunes. Nesta segunda-feira (30), os Estados Unidos registram mais de 143 mil casos do novo coronavírus e mais de 2,5 mil mortes, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de 3,4 milhões de unidades do medicamento para que médicos avaliem o uso em pacientes graves – e sob supervisão de profissionais de saúde. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Viana, afirmou que o uso será restrito, já que o medicamento não é indicado para casos leves ou para prevenção. VÍDEO Drauzio Varella alerta para os perigos da automedicação Initial plugin text
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30/03 - Coronavírus: 3 questões que os cientistas ainda não sabem responder
Na luta por uma cura ou vacina, os cientistas se deparam com diversas questões sem resposta; neste vídeo, listamos algumas delas. Cientistas ainda não sabem responder várias questões sobre o novo coronavírus BBC Há muitas questões que os cientistas ainda não sabem responder sobre o novo coronavírus. Entre elas, estão perguntas que surgem conforme a pandemia avança e são analisados dados sobre a doença. Não se sabe, por exemplo, por que os homens aparentam ser muito mais afetados com gravidade que mulheres, e qual o papel dos pacientes com pouco sintomas ou assintomáticos na transmissão. Clique aqui e veja o vídeo. Initial plugin text
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30/03 - Ao menos 14% dos 85,1 mil infectados por coronavírus na Espanha são profissionais da saúde
7.340 pessoas morreram pela doença no país; número de casos saltou de 78,8 mil no domingo para mais de 85,1 mil e já supera o da China. Profissional de saúde usando máscara e vestes protetoras contra a Covid-19 em Madri, na Espanha, no dia 28 de março. Sergio Perez/Reuters As autoridades espanholas anunciaram nesta segunda (30) que quase 12,3 mil dos infectados pelo novo coronavírus no país são profissionais da saúde. O número é cerca de 14% do total de casos de Covid-19 no país ibérico, que superou as 85 mil confirmações. A Espanha já está no terceiro lugar no ranking de casos, superando a China e atrás apenas de Estados Unidos e Itália. (Veja tabela ao final da reportagem) A Espanha é, ainda, o segundo país com mais mortos pela doença (7.340), atrás da Itália (10.779 mortos) e novamente à frente da China. Só nas últimas 24 horas foram 812 mortes por Covid-19, divulgou o Ministério da Saúde espanhol. O número é levemente menor que os dos últimos dois dias: no sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, e no domingo (29), o número mais alto até então, com 838 mortes. Últimas notícias de coronavírus de 30 de março Freiras cantam em uma igreja quase vazia em Barcelona, na Espanha, no domingo (29) Pau Barrena / AFP Gráfico: Países com mais mortes por Covid-19 em 30 de março Elida Oliveira/G1 Nesta segunda, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 85.195 na Espanha, 6.398 a mais do que as registradas até domingo, quando havia 78.797 casos. A quantidade de registros da doença na Espanha é a terceira maior do mundo – atrás de Estados Unidos e Itália. Gráfico: Países com mais casos de Covid-19 em 30 de março Elida Oliveira/G1 Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text
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30/03 - Casos de coronavírus no Brasil em 30 de março
Secretarias estaduais de saúde contabilizam 4.661 infectados em todos os estados e 165 mortos. Sobe para 159 o número de mortos no Brasil por causa do novo coronavírus As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 22h20 desta segunda-feira (30), 4.661 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 165 mortos. São Paulo registra 113 mortes e o Rio de Janeiro tem 18 casos fatais da doença. A secretaria estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou a terceira morte nesta manhã e, durante a tarde, a quarta morte no estado. Já o governo de Minas registrou a primeira morte pela doença e o numero de casos chegou a 261. Pernambuco registra mais uma morte e chega a seis no total. Rondônia registrou a primeira morte pela Covid-19. A Bahia registrou o segundo caso fatal da doença na noite desta segunda-feira. Piauí já tem quatro mortos. Santa Catarina confirmou a segunda morte pelo vírus no estado. No Distrito Federal, subiu para 311 o número de casos e duas mortes. Em Mato Grosso, os números chegam a 18 casos. No Amapá, o número de casos dobrou e chegou a 8. Goiás já tem 61 casos da Covid-19. Na Paraíba já são 17 casos e o Pará tem 26 casos. O Rio Grande do Norte registrou mais nove casos nesta manhã e o número total de infectados passou para 77. O Maranhão teve crescimento de 22 para 31 casos confirmados. O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde de segunda-feira (30), informando que o Brasil tem 159 mortes e 4.579 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: Infectados no mundo já são 724 mil com 34 mil mortos PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Initial plugin text
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30/03 - Espanha tem 812 mortes por Covid-19 em 24 horas; total supera as 7,3 mil
Número de casos saltou de 78,8 mil no domingo para mais de 85,1 mil e país ultrapassou a China no total de confirmações. Rua em Pamplona, norte da Espanha, vazia em razão da quarentena Alvaro Barrientos/AP Photo A Espanha teve 812 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, divulgou o Ministério da Saúde do país nesta segunda (30). O número é levemente menor que os dos últimos dois dias: no sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, e no domingo (29), o número mais alto até então com 838 mortes. Últimas notícias de coronavírus de 30 de março Nesta segunda, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 85.195 na Espanha, 6.398 a mais do que as registradas até domingo, quando havia 78.797 casos. A quantidade de registros da doença na Espanha é a terceira maior do mundo e com isso o país ultrapassa as confirmações da China, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Itália. Ao todo, 7.340 pessoas morreram por Covid-19 no território espanhol. O número é o segundo maior no mundo, menor apenas que o da Itália - que teve 10.779 mortes, segundo o Ministério da Saúde italiano. Gráfico: Países com mais mortes por Covid-19 em 30 de março Elida Oliveira/G1 Gráfico: Países com mais casos de Covid-19 em 30 de março Elida Oliveira/G1 As autoridades espanholas anunciaram que quase 12,3 mil dos infectados pelo novo coronavírus no país são profissionais da saúde. O número é cerca de 14% do total de casos de Covid-19 no país ibérico, que superou as 85 mil confirmações. Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text
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30/03 - Últimas notícias de coronavírus de 30 de março
Passa de 745 mil o número de contaminados e de 35 mil o de mortos pelo novo coronavírus no mundo. Espanha registra 7,3 mil mortes e governo inicia período mais duro de confinamento Freiras cantam em uma igreja quase vazia em Barcelona, na Espanha, no domingo (29) Pau Barrena / AFP Passa de 745 mil o número de infecções pelo novo coronavírus e de 35 mil o número de mortes em todo o mundo, segundo a universidade americana Johns Hopkins até às 20h desta segunda-feira (30). Ao todo, são 777.286 pessoas com a Covid-19, 37.140 mortos e 164.446 se recuperaram da doença. A Justiça dos EUA aceitou nesta segunda-feira um pedido da defesa do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e reduziu a pena a que ele havia sido condenado. O cartola será libertado nos próximos dias. Na solicitação feita à corte, a defesa usou a pandemia de coronavírus e os problemas de saúde de Marin, de 87 anos, como argumentos. Os promotores do caso concordaram com os advogados. Eles trabalham agora para que Marin retorne ao Brasil. Ex-presidente da CBF, José Maria Marín AP Photo/Seth Wenig A Espanha registrou 812 novas mortes por complicações provocada pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas e o balanço de mortes supera 7,3 mil no país, informou nesta o Ministério da Saúde local. O número de mortes entre domingo (29) e esta segunda é inferior ao número recorde de 838 registrado no balanço anterior. E o avanço da doença em território espanhol chegou às autoridades de saúde. São quase 12.300 profissionais da área infectados com o novo coronavírus, ao menos 14% do total de 85,1 mil pessoas contaminadas em todo o país. Fernando Simon, chefe de emergência de saúde, foi diagnosticado com Covid-19 e precisará ficar em isolamento. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas SÉRIE DE VÍDEOS: coronavírus, perguntas e respostas Desta segunda até ao menos o dia 9 de abril, a Espanha enfrentará um período ainda mais duro de isolamento. Todas as atividades não essenciais foram paralisadas e os cidadão são obrigados pelo governo a permanecerem em suas casas. É uma limitação total de movimentos. De 24 de março até aqui, não houve nenhum dia que não tenham sido registradas ao menos 500 mortes no país por Covid-19. Os dados alarmantes obrigaram o governo a tomar medidas mais drásticas para conter de fato a circulação de pessoas e controlar a pandemia. A últimas notícias desta segunda-feira: Olimpíada tem data confirmada para 2021 Nova York terá hospital de campanha no Central Park Número de infectados em um dia na Itália cai Irã se aproxima dos 3 mil mortos Moscou, na Rússia, começa quarentena por tempo indeterminado Bulgária vai gastar mais de 500 mil dólares para pagar salários Saudável, príncipe Charles é liberado de auto-isolamento após sete dias Primeiro-ministro israelense se isola após contato com infectado Argentina amplia confinamento por mais duas semanas Minas Gerais tem primeira morte por Covid-19 confirmada Johnson & Johnson quer testar vacina em humanos em setembro A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para o crescimento de mortes evitáveis nos sistemas de saúde que foram afetados pela pandemia de coronavírus e voltou a reforçar a necessidade de testar todos os suspeitos e de adoção de medidas de isolamento social. Continente africano está em alerta com o aumento de casos do novo coronavírus Depois de confirmado o adiamento para 2021, a Olimpíada de Tóquio já tem nova data para acontecer: 23 de julho a 8 de agosto. Os Jogos Paralímpicos serão entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro. A decisão foi tomada após estudos e negociações entre o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, e dirigentes das federações esportivas e de comitês nacionais. A nova data cumpre a promessa do COI de que os Jogos seriam realizados até o verão de 2021. Na Itália Segundo país mais atingido no mundo pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, a Itália registrou uma queda no número de contágios nas últimas 24 horas: 4.050. A menor taxa desde o dia 17 de março. No total, são 101.739 infectados. O número de mortos no último dia, porém, segue alto: 812, chegando a 11.591 mortes. Se fica atrás dos EUA no número de infectados, a Itália é o primeiro país da lista de mortalidade por Covid-19. Esforços em Nova York Um hospital de campanha com 68 camas está sendo construído no Central Park, em Nova York, e deve estar em funcionamento a partir desta terça para atender os infectados pelo novo coronavírus. O estado de NY é o mais atingido pela doença nos Estados Unidos e registrou mais de mil mortes por Covid-19, de acordo com uma autoridade estadual em entrevista à CNN. Um navio-hospital da Marinha também chegou ao porto de Manhattan, em Nova York, para ajudar a aliviar a superlotação dos hospitais. Além de mil camas, possui 12 salas de cirurgia, que devem estar em operação por 24 horas. Nele, devem ser atendidos pacientes que não estão infectados. Nos Estados Unidos, são mais de 143 mil infectados. Hospital de campanha sendo montado no Central Park, em Nova York Mary Altaffer/AP Photo Pelo mundo Um grupo de especialistas chineses chegou à Venezuela nesta segunda-feira (30) para unir esforços para conter o novo coronavírus, que já matou três pessoas e totaliza 165 infectados no país. A delegação asiática pisou em solo venezuelano nas primeiras horas desta segunda-feira segurando pequenas bandeiras da Venezuela e da China, um dos principais aliados internacionais do presidente Nicolás Maduro. O embaixador da China na Venezuela, Li Baorong, ao lado da vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, e do ministro da Defesa, Vladimir Padrino, durante chegada de ajuda humanitária chinesa a Caracas para combate ao coronavírus, no sábado (28) Reuters/Manaure Quintero Diante da propagação de Covid-19 no país, o governo da Espanha tomou nesta segunda-feira (30) mais uma medida restritiva. A partir de agora e até o controle da pandemia de coronavírus, todas as cerimônias fúnebres estarão proibidas e apenas três pessoas serão autorizadas a presenciar os enterros. Em quarentena em sua residência na Escócia há sete dias, o Príncipe Charles foi liberado de seu auto-isolamento após se consultar com seu médico. Saudável, Charles cumpriu o período designado pelas diretrizes médicas do Reino Unido, após ser diagnosticado com coronavírus na semana passada. A Johnson & Johnson planeja iniciar os testes em humanos de sua vacina experimental contra o coronavírus até setembro e prepará-la para uso emergencial no início de 2021. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, fez nesta segunda-feira um apelo vigoroso a profissionais de saúde de outros lugares para ajudar o sistema de saúde do estado a combater o coronavírus, que matou mais de 1.200 pessoas no estado. "Por favor, venha nos ajudar em Nova York agora", disse Cuomo em um hospital improvisado no Centro de Convenções Jacob K. Javits, em Manhattan. "Precisamos de alívio." 29 de março - Trabalhadores montam um hospital de campanha em frente ao Hospital Mount Sinai West no Central Park, em Nova York, para tratar casos do novo coronavirus Kena Betancur/AFP A chanceler alemã Angela Merkel passou por um terceiro teste com resultado negativo para o coronavírus, mas continuará em quarentena, informou um porta-voz do governo alemão nesta segunda-feira. "O terceiro teste de detecção de coronavírus realizado na chanceler Merkel também foi negativo. O chanceler continuará exercendo suas funções oficiais de quarentena em sua casa nos próximos dias", afirmou. Os ministros do Comércio das 20 principais economias do mundo concordaram nesta segunda-feira em intensificar a cooperação e a coordenação para garantir o fluxo contínuo de suprimentos e equipamentos médicos vitais e outros itens essenciais diante do rápido crescimento do coronavírus. Em uma declaração conjunta, os ministros disseram que tomariam "medidas necessárias imediatamente" para facilitar esse comércio e incentivar a produção adicional. As medidas de distanciamento social na Argentina foram prorrogadas até o dia 12 de abril. Inicialmente programadas para se encerrar nesta terça-feira (31), o presidente Alberto Fernández anunciou a ampliação do período de quarentena obrigatória. O governo reafirmou que a medida de isolamento cumprem com o objetivo de atenuar a propagação. BUENOS AIRES - Vista aérea de um posto de pedágio vazio na rodovia La Plata em Buenos Aires, na Argentina, nesta terça-feira (24) durante o surto do novo coronavírus Ronaldo Schemidt/AFP O Chile está perto dos 2.500 contaminados em seu território. Deste total, 310 contágios foram nas últimas 24 horas, de acordo com autoridades de saúde locais. Também foi confirmada a oitava morte. A Malásia, no sudeste asiático, só irá permitir que as lojas que vendem artigos de uso diário funcionem das 8h às 20h. A determinação vale para supermercados e postos de gasolina. Sob regras isolamento desde 18 de março, serviços essenciais, como saúde, transporte e indústria de alimentos, estão funcionando. O país já registrou mais de 2,4 mil casos do novo coronavírus. O Zimbábue dá início nesta segunda a 21 dias de quarentena em um esforço para conter a expansão da pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Em Moscou, na Rússia, o confinamento por tempo indeterminado começa nesta segunda. A tendência é que o restante do país faça o mesmo nos próximos dias. O primeiro-ministro Mikhail Mishustin alertou a população de que esse é o único jeito de controlar o avanço da pandemia. São mais de 1.500 contaminados e oito mortes. A Bulgária vai gastar o equivalente a 566 milhões de dólares para cobrir 60% do salário dos trabalhadores em empresas cujas operações foram atingidas pela crise do coronavírus, de acordo com o primeiro-ministro Boyko Borissov. Para efeito de comparação, o gasto deve ser de 1 milhão de levs, moeda local, o equivalente a R$ 2,8 milhões. Governadora de Tóquio, Yuriko Koike pediu aos moradores da capital japonesa para que não façam viagens desnecessárias e que não frequentem casas de música e bares. A importante cidade do Japão se prepara para um aumento no número de casos da doença e o governo conta com o bom senso dos japoneses para evitar o avanço da pandemia. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu começou seu isolamento nesta segunda, depois que o exame de um assessor parlamentar de Israel deu positivo para o novo coronavírus. Netanyahu já havia passado por um exame no último dia 15, cujo resultado foi negativo. Mesmo assim, deve ser submetido a outra análise médica nesta terça. Número de mortes aumenta Um dos mais afetados pela doença, o Irã registrou 117 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 2.757. Também nas últimas horas, foram registrados 3.186 novos contágios, informou um porta-voz do Ministério da Saúde. São 41.495 casos diagnosticados. O número de mortes na Suíça também aumentou: o balanço total é de 295 mortes, com 15.475 pessoas infectadas. No último domingo, eram 257 mortes. É o nono país no planeta com mais infectados, atrás de Estados Unidos, Itália, Espanha, China, Alemanha, França, Irã e Reino Unido. Uma senhora de 76 anos se tornou a primeira vítima do novo coronavírus na ilha grega de Lesbos, onde fica o acampamento Moria, superlotado de migrantes. A mulher havia sido hospitalizada na última quinta em Mitilene, capital da ilha, e teve pneumonia. De acordo com a agência grega ANA, ela foi diagnosticada com Covid-19 no sábado e morreu no domingo. Na Bélgica, são 513 mortos por complicações relacionadas à doença. O país europeu já conta com quase 12 mil contagiados. Um dos porta-vozes do governo para a crise informou que a região ainda não atingiu o pico da doença. A Bélgica prorrogou seu período de confinamento até 19 de abril. No Brasil O Brasil tem 4.579 infectados e 159 mortos por causa da Covid-19, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, pela primeira vez, uma morte causada pelo coronavírus em Minas Gerais. De acordo com o boletim epidemiológico, há atualmente 29.724 casos suspeitos da doença em Minas Gerais, 261 confirmados e um óbito. Outras 23 mortes seguem em investigação, aguardando o resultado de exames. Initial plugin text
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29/03 - Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos confirmados de coronavírus, diz ministério
Em relação ao sábado, balanço nacional deste domingo tem 22 novas mortes e 352 novos casos confirmados. Brasil registra 4.256 casos de Covid-19; 136 pessoas morreram O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (29) o mais recente balanço dos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais números são: 136 mortes 4.256 casos confirmados 3,2% é a taxa de letalidade O estado de SP concentra 1.451 casos e o RJ, 600. O balanço acrescentou 22 mortes ao total. No balanço do dia anterior, o Brasil tinha 114 mortes. Isso representa um aumento de 19% no número de mortes. O domingo teve o mesmo acréscimo em número de mortes do sábado, em que também houve 22 vítimas a mais. São os dois dias com mais registros de mortes no Brasil pelo novo coronavírus até agora. O número de casos confirmados aumentou em 352 no balanço deste domingo. Até o dia anterior, eram 3.094 confirmados. O aumento do número de casos foi de 9%. O aumento de casos foi menor do que o de sábado, quando foram 487 novas confirmações. A taxa de letalidade subiu de 2,8% até o sábado para 3,2% neste domingo. Entre as 136 mortes, 98 aconteceram no estado de São Paulo. Houve um aumento de 14 mortes em SP no balanço deste domingo. O números consideram as pessoas cujos resultados dos testes já foram apresentaram e testaram positivo. O número não considera casos suspeitos. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus GRUPOS VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Initial plugin text
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29/03 - Principal especialista de Trump para Covid-19 prevê que haverá de 100 a 200 mil mortes pela doença nos EUA
Anthony Fauci, um dos infectologistas mais respeitados no mundo, faz parte da força-tarefa montada pelo presidente americano para tentar conter a doença, que já tem mais de 125 mil casos e 2 mil mortes nos Estados Unidos. O infectologista Anthony Fauci, atrás de Trump, em foto de coletiva de imprensa no dia 25 de março. Mandel Ngan/AFP O infectologista Anthony Fauci, um dos mais respeitados do mundo, declarou neste domingo (29) em um programa da rede de televisão americana CNN que calcula que haverá entre 100 e 200 mil mortes por Covid-19 nos Estados Unidos. Fauci faz parte da força-tarefa montada por Donald Trump para tentar conter a doença. "Eu diria entre 100 mil e 200 mil casos", disse Fauci, que em seguida se corrigiu para dizer que se referia ao número de mortes. "Teremos milhões de casos", disse, acrescentando que não queria ficar preso aos números porque a pandemia é um "alvo em movimento". Até as 13h20 deste domingo (29), os EUA haviam registrado mais de 125 mil casos de Covid-19 no mundo, o maior número de infecções, e 2.197 mortes, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins. Nova York, o estado mais atingido, tem mais de 53 mil casos e pode ficar sem equipamentos médicos. No sábado (28), Trump chegou a considerar uma possível quarentena para o estado, mas, depois, desistiu da medida. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março No dia 16 de março, o governo Trump anunciou orientações, para cerca de metade do país, para frear a disseminação do vírus, incluindo o fechamento de escolas. O presidente também pediu às pessoas que evitassem grupos de mais de 10 pessoas, viagens, bares, restaurantes e praças de alimentação. A cada 3 pessoas nos EUA, uma está vivendo sob ordens de governos estaduais ou municipais para que fique em casa, diz a Associated Press. EUA têm mais de 100 mil casos de coronavírus, e Trump pede que as pessoas fiquem em casa Agora, o governo americano considera se vai ou não afrouxar as regras de distanciamento social em áreas que não foram tão atingidas pelo novo coronavírus. Trump chegou a falar em encerrar o distanciamento social até a Páscoa, no dia 12 de abril, mas, nos últimos dias, profissionais de saúde têm alertado que o prazo é curto demais para as áreas urbanas do país, bastante afetadas, diz a agência Associated Press. Segundo o jornal americano "The New York Times", 19 dos 50 estados do país têm pelo menos 1.000 casos de Covid-19. Mas mesmo os estados com poucos casos até agora têm que se preparar, alertou a chefe da força-tarefa da Casa Branca para conter o vírus, Deborah Birx. Deborah Birx, chefe da força-tarefa da Casa Branca para conter a Covid-19, em coletiva no dia 23 de março. Drew Angerer/Getty Images/AFP "Nenhum estado, nenhuma região metropolitana será poupada", disse Birx em entrevista à NBC. Fauci disse que só apoiaria o afrouxamento das medidas de distanciamento social em áreas menos atingidas se mais testes forem produzidos para monitorar esses locais. Na Louisiana, no sudeste do país, o governador alertou que "continuamos numa trajetória para sobrecarregar a nossa capacidade de fornecer cuidados médicos". O estado é um dos que têm mais casos da doença - eram 3.315 até a última atualização do "The New York Times"). Profissionais de saúde fazem testes para Covid-19 em Nova Orleans, na Louisiana, sudeste dos Estados Unidos, na sexta-feira (27). Kathleen Flynn/Reuters "No fim da primeira semana de abril, acreditamos que o verdadeiro problema serão os ventiladores [mecânicos]. E achamos que, no dia 4 ou 5 de abril ou antes, não conseguiremos colocar pessoas em ventiladores em Nova Orleans", disse o governador, John Bel Edwards. "E aí, alguns dias depois, não teremos mais camas". Edwards disse que as autoridades do estado têm pedidos para mais de 12 mil ventiladores, mas, até agora, só foram recebidos 192. 'Negação' no início foi 'mortal', diz líder da Câmara A líder da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, em coletiva na sexta-feira, 27 de março. Alex Edelman/AFP A líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que a "negação" inicial de Trump em relação à Covid-19 foi "mortal". Ela disse, ainda, que o presidente não deveria remover as medidas de distanciamento social tão rápido. "Deveríamos estar tomando todas as precauções. O presidente, a negação dele no começo foi mortal", disse Pelosi à rede de televisão americana CNN neste domingo (29). No início dos casos nos EUA, Trump minimizou a extensão que a crise teria repetidas vezes. Quando questionada sobre isso, Pelosi disse acreditar que isso custou vidas americanas. "Agora, eu acho que a melhor coisa seria evitar mais perdas de vidas em vez de abrir as coisas, porque nós simplesmente não sabemos", declarou. Initial plugin text
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29/03 - Brasil deveria fazer 'esforço de guerra' para manter as pessoas em casa, diz economista da Universidade de Chicago
Professor na escola em que o ministro Paulo Guedes se formou, Luigi Zingales critica a postura do governo diante de pandemia e defende renda universal para brasileiros financiada por taxação de riquezas. Universidade de Chicago, nos Estados Unidos Universidade de Chicago O economista italiano Luigi Zingales é professor há quase 30 anos na faculdade de negócios da Universidade de Chicago, celeiro de ideias capitalistas liberais na qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, se orgulha de ter estudado. Os dois discordam, no entanto, sobre os caminhos a seguir diante da pandemia de coronavírus que já contaminou 660 mil pessoas e matou ao menos 30 mil no mundo todo. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março Guedes e sua equipe defendem o isolamento vertical, em que só pessoas consideradas de grupos de risco tem sua circulação restringida, mas têm tido dificuldade de se desvencilhar dos limites do teto de gastos públicos e defenderam uma ajuda às famílias vulneráveis de um quinto de salário mínimo. Zingales afirma que a crise de Covid-19 exige uma resposta dos governos à altura de um esforço de guerra e que deveriam fazer todo possível para manter o maior número possível de seus cidadãos em casa. O economista italiano defende a criação de uma renda emergencial universal, condicionada ao cumprimento do confinamento por semanas. O dinheiro viria da taxação de riquezas, uma pauta historicamente ligada à esquerda no Brasil, e da impressão de moeda, com o cuidado de manter a inflação sob controle. Autor de Saving Capitalism from the Capitalists (2003; Salvando o Capitalismo dos Capitalistas, em tradução livre) e A Capitalism for the People: Recapturing the Lost Genius of American Prosperity (2012; Um capitalismo para o povo: recuperando o talento perdido da prosperidade americana, em tradução livre), o economista é considerado um dos mais importantes pensadores liberais da atualidade. Ele diz que não se baseia em um imperativo moral ao recomendar a quarentena irrestrita. A partir dos dados disponíveis da pandemia, ele calcula que, nos Estados Unidos, se o governo não fizer nada para reduzir a circulação do vírus, isso custaria o equivalente a três vezes o PIB anual americano. Zingales conhece pessoalmente as agruras impostas por pandemias: em 1919, a irmão de seu avô morreu em decorrência da gripe espanhola. Agora, o economista acompanha com aflição o quadro de saúde da filha, que vive em Paris e está infectada pelo Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus. Zingales falou à BBC News Brasil por telefone. Ele tem respeitado quarentena, embora Chicago, onde vive, não seja um epicentro da doença no país. BBC News Brasil - Existe realmente uma escolha entre garantir a saúde das pessoas ou manter a economia dos países nos trilhos? Luigi Zingales - Se você puder conter cedo os efeitos da epidemia, se fizer o que a Coreia do Sul fez, testagem e rastreamento em massa desde o ínício para evitar o espalhamento do vírus, você salva vidas e você salva a economia. Dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. No entanto, conforme as coisas se desenrolam, fica difícil conter o espalhamento do vírus sem alguma forma de confinamento. E confinamento é apenas uma das peças do pacote de ações. Sozinho, ele não é suficiente, mas é sim um passo necessário. E, com o confinamento, você tem algumas repercussões negativas na economia. Não nego isso. Mas o problema fundamental é: se não tomarmos nenhuma precaução pra conter a epidemia, quantas pessoas vão morrer porque temos capacidade limitada nos hospitais? Esse é o maior problema que temos de enfrentar agora. BBC News Brasil - As pessoas que defendem o fim imediato da quarentena porque temem morrer de fome têm razão de se preocupar? Deveríamos voltar à vida normal e aceitar as mortes que virão? Ou isso nos custaria mais caro, se quisermos pensar só economicamente? Zingales - Em primeiro lugar, existem muito mais considerações além da questão econômica nessa decisão de confinar ou não as pessoas. Mas, mesmo se não quisermos mencionar a moralidade do dilema e quisermos nos ater a um cálculo puramente econômico, os economistas criaram uma ferramenta para lidar com essas situações, que se chama análise de custo e benefício. Em termos técnicos, a gente assume que podemos estimar valores para todas as coisas, o que na prática, não é tão simples, claro. Mas, neste raciocínio, a análise de custo benefício vai colocar um valor em cada vida que nós salvarmos. Pra saber se vale a pena manter essas políticas de confinamento, precisamos saber quantas vidas podemos salvar com elas, o que é extremamente difícil de responder, porque temos uma escassez de dados bons, e o desejável seria ter muito mais do que temos no momento. Mas o desafio era esse, e fiz esse cálculo: é claro que há espaço para variações, mas a conclusão é que a quantidade de perdas de vidas é comparável à perda de todo o PIB americano em 3 anos. O valor da estimativa para a vida humana nos Estados Unidos pode variar entre US$ 7 milhões e US$ 10 milhões (nota da redação: Zingales se baseia no valor estimado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, que usa o valor para calibrar medidas antipoluição, por exemplo). Vamos considerar então um valor entre um ponto e outro: US$ 9 milhões. Se você puder salvar um milhão de vidas — na verdade é muito mais — é como se você tivesse deixado de perder US$ 9 trilhões, o que equivale a um terço do PIB. Então, você poderia interromper completamente a atividade econômica dos Estados Unidos por quatro meses para chegar no mesmo nível de perda. (nota da redação: considerando os dados de estimativas de doentes e o percentual de letalidade da doença em sistemas de saúde saturados, Zingales afirma que sem qualquer medida de contenção, a epidemia pode custar US$ 65 trilhões aos Estados Unidos, ou o equivalente a três vezes o PIB anual do país). Mas a boa notícia é que não é preciso paralisar toda a economia para cumprir a quarentena. Muitas coisas hoje seguem funcionando remotamente, mesmo com as pessoas em casa. Claro que haverá sim grandes perdas econômicas, mas, a partir dos cálculos, concluímos que vale a pena encará-las. Existe uma segunda questão da qual vamos ter que cuidar e que é igualmente importante à preservação das vidas: precisamos distribuir os custos do combate à pandemia. Por um lado, sabemos que a doença mata mais os idosos, não apenas eles, mas majoritariamente eles. E, ironicamente, todas as medidas que estamos tomando para parar o vírus, como o distanciamento social, tendem a prejudicar mais economicamente os jovens e os mais pobres. Isso porque os mais velhos costumam ter algum tipo de aposentadoria, então, mesmo trancados em casa, eles estão com essa renda garantida. O mesmo vale pra quem faz trabalho intelectual, que pode ser feito de casa. Mas quem faz trabalho manual vai ser impedido de trabalhar pelo confinamento. Então, vai ser necessário redistribuir essa renda, dos mais velhos pros mais novos, dos mais ricos pros mais pobres BBC News Brasil - Por isso o Congresso americano aprovou o maior pacote de estímulo econômico da história na semana passada, com seus US$ 2 trilhões em orçamento, certo? Zingales - Sim, a redistribuição é uma política necessária. Mas tenho grandes dúvidas se os Estados Unidos estão fazendo isso certo, porque me parece que eles estão mais garantindo subsídios a empresas do que realmente distribuindo para as famílias jovens. BBC News Brasil - Temos hoje governos que prometeram reduzir o tamanho do Estado em países como Estados Unidos, Brasil e Reino Unido, em uma nova abordagem neoliberal. Isso é compatível com o combate de uma crise pandêmica como a atual? Zingales - Acho que, a princípio, é compatível, mas, na prática, não me parece estar sendo bem feito. Em 2003, escrevi um livro chamado Salvando o capitalismo dos capitalistas. Um dos pontos que argumentava ali é que é muito importante ter alguma rede de proteção social, porque, quando há uma crise, como a atual, que força os governos a intervir, os governantes tomarão as medidas sob pressão, e essa intervenção vai ser distorcida pelos grupos de interesse. Se você cria um sistema preventivo de seguridade social, você tende a ter algo mais eficiente. Infelizmente a atual pandemia de coronavírus comprova a minha tese. Países que têm sistemas de bem estar social mais consolidados, como a Dinamarca, o Norte europeu, estão se saindo muito melhor em lidar com a crise, sem a necessidade de uma série de intervenções agudas, como as que estamos vendo nos Estados Unidos, onde não há rede de proteção social. Mas essas intervenções emergenciais são altamente distorcidas, e é por isso que o Senado americano aprova um pacote de US$ 2 trilhões, o que em tese significaria conceder US$ 6 mil por pessoa ou US$ 24 mil por família, mas ninguém vai receber isso tudo de dinheiro (a estimativa é que cada família receba US$ 1,2 mil). E a maior parte desse valor vai ser dado pra empresas, e muita gente vai ganhar muito dinheiro no caminho. Então, isso é um tipo terrível de socialismo corporativista. BBC News Brasil - Muitas pessoas têm questionado o fato de que são cobradas a ter reservas financeiras para viver por 6 meses sem salário, mas que não se cobra das empresas que tenham poupanças para casos de crise como esse. Por que há essa diferença de tratamento dos governos entre pessoas e empresas? Zingales - Infelizmente, é verdade que grupos organizados recebem mais atenção do governo do que indivíduos. Então, as empresas, especialmente as maiores, são as instituições mais organizadas e influentes. Aqui nos Estados Unidos, as empresas sustentam a atividade política. Se meu doador de campanha me diz 'preciso de ajuda', eu vou ouví-lo e vou provalvelmente atendê-lo. Nenhum indivíduo sozinho tem essa força. BBC News Brasil - Pensando na diferença entre países ricos e países pobres, o que você acha que vai acontecer de diferente no combate à crise do ponto de vista tanto da saúde quanto da economia em países como Brasil, Índia, México? Zingales - Na minha visão, as diferenças não se devem tanto à riqueza de um país, mas à qualidade de suas instituições e, infelizmente, há uma grande correlação entre essas duas variáveis. O que vimos até agora foi mais uma divisão mais entre Ocidente e Oriente do que propriamente entre Norte e Sul. Se você pega o jeito como Taiwan, Coreia, Singapura responderam à crise, eles foram muito mais eficientes do que países com governos menos organizados, como Itália e Espanha, que estão protagonizando desastres. Claro que quanto mais cedo a pandemia chega a seu país, menor seu tempo de resposta, e isso pode afetar a qualidade da sua reação. Em parte, acho que a Itália também sofreu por isso. Na América Latina, curiosamente, o problema chegou por último, havia muito tempo para se planejar, mas os países latinos basicamente desperdiçaram essa vantagem. E, para piorar, no Brasil, Bolsonaro não está levando o vírus a sério, então, o país está começando a guerra com uma desvantagem imensa. Infelizmente, a solução para a questão é a mesma para todos os países, desenvolvidos ou não: diminuir o espalhamento da doença por meio do confinamento geral, testar o máximo de pessoas, rastrear e isolar os infectados, tenham eles sintomas ou não. E a capacidade de fazer isso depende de duas coisas: primeiro, da quantidade de infectados, e segundo, da eficiência do governo e da administração pública. Meu medo é que, nos Estados Unidos, a organização pública já não é particularmente eficiente, mas não é tão ineficiente quanto no Brasil. E se você tem um percentual alto de infectados, é praticamente impossível seguir o modelo coreano. Está fora de questão rastrear metade da população. O que me aterroriza é que chegamos a uma situação muito dramática: se você tem muita gente contaminada em meio a uma sociedade aberta, é impossível ter a quantidade de leitos necessária para tratar todo mundo. Então, você tem um aumento na mortalidade. BBC News Brasil - Vamos pensar no Brasil, uma economia que vem de sua pior crise econômica histórica, cujo crescimento do PIB seria de apenas algo em torno de 1,5% esse ano em uma projeção antes da epidemia, cuja moeda vale menos de um quarto de dólar e com 40% dos trabalhadores informais. Se fosse o ministro da Economia do Brasil, o que você faria? Zingales - Essa é uma pergunta muito difícil, não só pelo que você listou, mas, sem querer fazer parecer ainda pior, a economia brasileira depende muito de commodities. Os preços das commodities estão em baixa, e é esperado que continuem assim no futuro próximo. Então, acho que a perspectiva para a economia brasileira não é assim tão boa. Então, se eu fosse o ministro, tentaria dividir as medidas entre o que é necessário imediatamente para vencer o vírus e o que fazer depois pra consertar a economia. Em uma situação de guerra, você resolve primeiro o perigo mais iminente, depois se preocupa com o resto. E o principal problema agora é conter o espalhamento da doença. Então, o Brasil deveria fazer esforço de guerra para manter as pessoas em casa. E, nesse caso, isso significa que você precisa dar alguma forma de seguro desemprego, alguma renda mínima universal ou para uma grande fração da população por um período de tempo, e condicionando isso a ficar em casa. Precisa haver um incentivo muito forte para ficar em casa, e a melhor forma de fazer isso é por meio de um subsídio agora e no futuro próximo, condicionados a você não ser pego perambulando pela rua e arruinando o plano. Se você violar o toque de recolher, você perde o benefício. Se ficar doente, vai para o isolamento em um hospital. Se o governo age dessa maneira, consegue a atenção das pessoas, as sensibiliza. A questão é que não parece haver entendimento político e vontade política para seguir esses passos. E, sinceramente, acho que esse é agora o maior problema no Brasil. Numa situação como essa, quanto mais você espera para fazer o que é necessário, maior será o custo disso. Você começou essa entrevista me perguntando se eu via uma contradição entre salvar vidas e salvar a economia, e o que te disse foi: não há desde que você aja cedo. Mas se você esperar, há sim. O mais triste é que essa crise acontece em um momento muito difícil para (o presidente americano Donald ) Trump, por causa das eleições (presidenciais, em novembro). Mas Bolsonaro tem muito mais tempo de mandato pela frente que Trump e poderia ter entendido isso, tomado uma ação, mesmo que isso afetasse sua popularidade nesse momento, porque o resultado no longo prazo o recuperaria disso. O risco de pandemia era claro e foi subestimado. BBC News Brasil - Seu raciocínio de custo-benefício implica que, de qualquer maneira, o impacto sobre a economia será muito alto. Se a crise custar US$ 2 trilhões a cada dois ou três meses só nos EUA, ou se o Reino Unido vai bancar 80% dos salários pelos meses que a crise durará, qual será o resultado de um endividamento tão grande dos governos depois da crise? Zingales - Sim, você tem razão nesta preocupação, porque, em nosso cálculo, estimamos o valor de vidas humanas, mas não estamos criando renda monetária a partir disso, então, os governos terão que fazer dívidas que terão de pagar em algum momento. E, para países como o Brasil ou a Itália, países que não são desenvolvidos, é muito mais difícil pagar do que para países como Estados Unidos, que, por terem uma moeda forte, podem contrair dívidas altas sem detonar uma crise de confiança. É difícil traçar essa linha para países como o Brasil fazer o que quer que seja necessário para salvar vidas, porque, ao fazer isso, pode se chegar ao ponto em que não se consegue mais dinheiro emprestado. E entra um novo cálculo de custo benefício: quão longe podemos ir com essa política sem que nossa situação fique muito ruim. BBC News Brasil - Mas é muito difícil saber qual é essa linha, afinal. Zingales - Sim, nós não sabemos, e podemos chegar a múltiplos resultados a depender das nossas premissas. Acho que se os Estados Unidos fizessem um pouco mais de financiamento monetário do seu déficit, isso não seria o fim do mundo, teríamos um pouco mais de inflação. No Brasil, a situação é diferente, porque o país tem uma longa história de hiperinflação, e, nos últimos tempos, tem conseguido controlar isso. O risco de retornar à hiperinflação não é trivial. Se você quiser fazer massivos financiamentos da dívida, isso vai ser problemático. Por outro lado, esse nível de crise demanda alta intervenção. Vejo uma provável necessidade de criar impostos sobre grandes fortunas, porque, durante guerras, seus meios de financiar um país são basicamente imprimindo dinheiro ou criando alguma maneira de taxar riquezas. Sou sempre contrário a esse tipo de solução em tempos comuns, mas, em situações extremas, essa pode ser a forma para resolver. Isso traria o benefício de salvar o país do desespero, um bem público geral. Mas quem ganha mais com isso são os ricos, porque não só salvam suas vidas como também preservam muito do valor de sua riqueza. Parece contraditório, mas é simples: imagine um país que perdeu um percentual grande de sua população, um monte de coisas simplesmente perdem o valor ali já que a demanda cai drasticamente. Então, em uma situação como essa, é preciso ao menos criar esse imposto sobre fortunas para poder ser mais agressivo em custear uma redistribuição de renda que permita o confinamento da população. É claro que sempre existe o risco de uma fuga de capitais, de as pessoas simplesmente tirarem seu dinheiro do Brasil, mas é justamente pra isso que o Brasil precisa melhorar seus sistemas de rastreamento de dinheiro. Não sei se o Congresso brasileiro estaria disposto a dar esse passo, mas certamente seria uma linha racional de ação. BBC News Brasil - O senhor é italiano, no seu país há uma epidemia muito grave, com um mortalidade de quase 10%. O que deu tão errado na Itália? Zingales - É sempre uma combinação de fatores. As regiões que se saíram melhor, como Veneto, de onde eu venho, adotaram testes massivos, rastreamento de infectados e um isolamento maior. Na Lombardia, eles foram arrogantes e descuidados. Um pouco como o Bolsonaro. Na verdade, o Prefeito de Milão foi às ruas no fim de fevereiro, com um drink em mãos, pra dizer que ali a doença não os tinha abatido. Isso foi um erro gigante. Initial plugin text
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29/03 - Coronavírus: os 4 pilares para manter a imunidade em dia
Praticar exercícios físicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimentação balanceada são importantes para manter nosso sistema de defesa funcionando. Coronavírus Sars-CoV-2, que provoca a Covid-19 Amanda Georgia/G1 Responsável pelas defesas naturais do nosso organismo, o sistema imunológico virou o centro das atenções em tempos de coronavírus. Isso porque, como ainda não temos medicamentos ou vacinas para nos proteger desse novo vírus, combatê-lo depende inicialmente da capacidade de resposta de cada indivíduo à doença, conhecida como covid-19. Sendo assim, mesmo que não impeça ninguém de contrair a doença, ter uma imunidade em dia é vital para ajudar na luta contra a infecção e na recuperação do doente, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo eles, são quatro os pilares de uma "boa imunidade": praticar exercícios físicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimentação balanceada. Mas, antes de tudo, os especialistas alertam para outro tipo de combate, contra a "desinformação". O principal mito é a suposição de que podemos "elevar nossa imunidade", dizem. "Não existe essa história de imunidade alta. Existe imunidade normal ou imunidade baixa por algum problema que a pessoa tenha, como doenças ou uso de medicamentos imunossupressores (que reduzem a atividade ou eficiência do sistema imunológico, usados, por exemplo, quando o paciente recebe um órgão transplantado). Imunidade alta não existe, não tem como elevar a imunidade", explica o infectologista Alberto Chebabbo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor-médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro. "Ou seja, quem tem imunidade normal, tem o risco de contrair a doença e desenvolver os sintomas. Quem tem imunidade baixa, inclusive os idosos, porque seu sistema imunológico já envelheceu, tende a apresentar os sintomas mais graves da doença", acrescenta. Ana Caetano Faria, professor titular de Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concorda. "O que ocorre é que nosso estilo de vida faz com que nossa imunidade caia. Ou seja, existem formas de restabelecer a normalidade de nosso sistema imunológico, mas não elevá-lo", diz. Importância dos quatro pilares Por que esses quatro pilares são tão importantes? Segundo Faria, cada um deles tem um impacto diferente no funcionamento do sistema imunológico. Mas, para isso, é preciso entender o que é o sistema imunológico e como ele funciona. Em linhas gerais, ele é um conjunto complexo de células, tecidos, órgãos e moléculas que cumprem funções específicas em uma resposta coordenada para neutralizar vírus, bactérias, fungos e parasitas — antes que sejam fatais. Diante de uma nova ameaça, o corpo tem de partir do zero e construir as defesas necessárias. Mas, no caso de um vírus, este processo costuma ser mais demorado do que a velocidade com que este tipo de microrganismo se multiplica e infecta células. "É uma corrida, em que o adversário avança mais rápido do que o sistema imunológico é capaz de desenvolver mecanismos de ação para combatê-lo", afirma o imunologista Renato Astray, pesquisador do Instituto Butantan. Isso não significa, no entanto, que a batalha esteja perdida. O sistema imunológico encontra com o tempo formas de acabar com a ameaça, como vem ocorrendo nesta epidemia de coronavírus. Como funciona o sistema imunológico O corpo tem barreiras para impedir a entrada de patógenos, como são chamados os microrganismos que afetam nossa saúde. Elas podem ser mecânicas, como a pele, microbiológicas — por exemplo, a flora de bactérias do intestino —, ou químicas, como as enzimas presentes na saliva ou o suco gástrico do estômago. Se um corpo estranho consegue superar essas barreiras, cabe ao sistema imunológico nos proteger. Todas as pessoas nascem com defesas naturais contra invasores. Esta é a chamada resposta imunológica inata, que é acionada automaticamente quando células detectam que foram infectadas e enviam sinais químicos para avisar que o corpo está sob ataque. Isso faz com que outras células acionem mecanismos para se tornarem menos suscetíveis à infecção e ativem o sistema imunológico, que vai pôr em ação células específicas para combater o invasor. Essas células são fabricadas continuamente pela medula óssea, a partir de células-tronco, que estão em um estágio inicial de desenvolvimento e tem o potencial de se transformar, em um processo de diferenciação, para cumprir funções específicas. Desta forma, as células-tronco se tornam leucócitos — ou glóbulos brancos —, que atuam em nosso sistema imunológico. Uma elevação na quantidade de leucócitos no exame de sangue é indício de uma infecção. Se estiver abaixo do normal, o sistema imunológico está enfraquecido. Os neutrófilos são o tipo de leucócito mais numeroso e atuam como a primeira linha de defesa do organismo. Eles envolvem e eliminam o invasor por meio da fagocitose, produzindo enzimas digestivas que destroem o patógeno. Também liberam sinais químicos que recrutam mais células para atacar a ameaça. Isso gera uma inflamação na região onde está o invasor. Esta área é irrigada com sangue, que traz consigo mais leucócitos para auxiliar no combate. Outro tipo de glóbulo branco, o linfócito conhecido como natural killer (assassino natural, em inglês), age principalmente contra tumores e vírus. Ele libera grânulos de proteína ao redor do alvo que fazem o patógeno se autodestruir. Um terceiro tipo de leucócito, o macrófago, também atua neste estágio fagocitando invasores, mas cumpre outra função importante no próximo estágio da resposta imune. A resposta imune adquirida Quando um invasor é agressivo, resistente ou está presente em maior quantidade, isso exige outro tipo de reação do organismo. A resposta imune adquirida é desenvolvida pelo corpo após entrar em contato com um patógeno. Ela envolve a ação dos linfócitos, células especializadas capazes de combater microrganismos e de nos proteger da mesma ameaça por mais tempo. Os linfócitos ficam armazenados em órgãos como os linfonodos e o baço, à espera de sinais de que devem entrar em ação. Um dos principais alertas é dado pelos macrófagos, que capturam um microrganismo ou parte dele e o transportam até os linfócitos, dando início à resposta imune adquirida. "Os macrófagos atuam como uma ponte entre as duas respostas imunes", explica Astray. Os linfócitos começam então a produzir milhões de cópias de si mesmos e reforçam o sistema imunológico ao gerar anticorpos, proteínas capazes de neutralizar um patógeno. Os anticorpos têm a capacidade de reconhecer e se unir ao invasor, impedindo que ele infecte novas células e se reproduza. Os linfócitos também marcam alvos para neutrófilos, macrófagos e natural killers. "Os linfócitos são como maestros do sistema imunológico, ao fazer com que as células imunes se aglutinem em torno de uma ameaça", diz Portela. Ao final deste processo, a maioria dos linfócitos é destruída, mas alguns se diferenciam e permanecem em nosso corpo por vários anos, formando uma memória imunológica que tornará mais ágil o combate ao patógeno se ele nos infectar novamente. As células imunes se multiplicam mais rapidamente ao detectar a mesma ameaça, o que acaba com aquela desvantagem do sistema imunológico na corrida inicial contra um invasor após a infecção. "Isso nos impede de ficar doentes ou faz com que os sintomas sejam mais leves", afirma Astray. Por este motivo, não contraímos mais de uma vez algumas doenças, como catapora, caxumba, rubéola ou sarampo. Mas isso não impede que tenhamos novas gripes, por exemplo, porque o vírus que a causa, o influenza, sofre mutações facilmente, o que torna a memória imunológica inútil contra suas novas versões. Como nossa imunidade é afetada Sendo assim, Faria, da UFMG, diz que, quando dormimos pouco ou nos alimentamos mal, isso afeta o funcionamento de nosso sistema imunológico de diferentes maneiras. O mesmo ocorre quando deixamos de praticar atividades físicas ou sofremos estresse. "Todos esses pilares são importantes, mas destaco a necessidade de dormimos bem. É durante o sono que temos maior produção de células de defesa pela medula óssea. Estudos mostram que dormir menos de cinco horas por noite aumenta em quatro vezes a chance de desenvolver infecções respiratórias, como gripes e resfriados", diz. "Portanto, se você não está dormindo suficientemente, não está dando ao corpo a chance de se recuperar." Já ao praticarmos atividade física de intensidade moderada, liberamos hormônios que ajudam a regular nosso sistema imunológico. Por outro lado, quando não nos estressamos, nosso corpo deixa de produzir substâncias que o prejudicam. Por fim, ao seguirmos uma dieta balanceada, ajudamos a fornecer energia para o bom funcionamento de nossas células de defesa, resume Faria. Mas o que é uma dieta balanceada? A BBC News Brasil ouviu a nutricionista Julia Granje. Ela alerta "que não existe nenhum alimento ou vitamina que combata o novo coronavírus. Mas, obviamente, quando o sistema imune está ativo e saudável, vai ajudar a lutar a combatê-lo". Confira as dicas dela: • Monte um "prato colorido" Granje recomenda comer dez porções de 80 gramas por dia, sete de legumes e verduras e três de frutas, de cores diferentes. "Cada cor dos alimentos reflete o tipo de micronutrientes que têm neles". "Desafio meus pacientes a colocar pelo menos cinco cores no prato". Em relação aos micronutrientes, ela destaca o zinco e o selênio. "O zinco é encontrado nas carnes vermelhas e no fígado de frango. Também nas ostras, que são muito ricas em zinco." Ela acrescenta que o zinco também está presente nos vegetais, "mas em menor quantidade", como no feijão. "A quantidade de zinco que encontramos no feijão é a metade da de uma carne vermelha. Isso é um alerta importante para quem é vegetariano", assinala. Já o selênio é encontrado na castanha do Pará. "Duas castanhas por dia já são suficientes. A farinha de trigo também é fonte de selênio". Granje também recomenda comer menos carboidratos simples, como massas, arroz branco, pães e bolos. Prefira os carboidratos "complexos", ou seja, aqueles integrais, recomenda. "Não gosto de vilanizar os carboidratos. O problema é que o brasileiro come muito pouca fibra. E sabemos que carboidratos simples, quando ingeridos em excesso, tendem a induzir uma resposta inflamatória do nosso corpo, o que pode ser prejudicial se você já está combatendo uma infecção", acrescenta. • Não esqueça das "vitaminas antioxidantes" Segundo Granje, vitaminas A, C, D e E são muito importantes. Ela ressalva, contudo, que muitos brasileiros vêm se "superssuplementando" de vitamina D. "Não adianta tomar vitamina D sem ter a exposição ao sol. Porque o que ativa a vitamina D é essa exposição ao sol. Como se trata de uma vitamina lipossolúvel, se você toma em excesso, nosso corpo não a excreta. É diferente da vitamina C, que as pessoas também tomam em excesso, mas isso é excretado pela urina", explica. • Cuide de seu intestino Granje destaca que pesquisas mostram a influência da nossa microbiota intestinal em nossa imunidade — nossos intestinos são habitados por 100 trilhões de bactérias de diferentes espécies. Neste sentido, ela reforça a importância do consumo de fibras. "Infelizmente, não prestamos muita atenção a isso." Um imenso estudo conduzido nos Estados Unidos, o Estudo Americano do Intestino, sugere que aqueles cujas dietas incluem mais alimentos à base de plantas têm um microbioma mais diversificado, diz Daniel McDonald, diretor-científico do projeto. • Baixo consumo de álcool e sódio O álcool e o sal em excesso podem ser prejudiciais para o sistema imunológico. Seu consumo deve ser feito com moderação. Segundo pesquisa da Escola Médica da Universidade de Massachusetts (EUA), o consumo exagerado de álcool prejudica a capacidade do organismo de combater infecções virais, especialmente do sistema respiratório, inibindo o funcionamento de proteínas responsáveis pela regulação do sistema imune. *Colaborou Rafael Barifouse Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text
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29/03 - Escolas fechadas, hospitais lotados, eventos cancelados: o Brasil da meningite de 1974
No auge da epidemia da doença, o regime militar proibiu médicos de dar entrevistas e jornalistas de publicar reportagens. Vista de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, em 1974, ano em que o Brasil enfrentava a pior epidemia de meningite da sua história. Arquivo Nacional/Domínio público Aulas suspensas e eventos esportivos transferidos, algumas das consequências da atual pandemia do novo coronavírus, já marcaram a história recente do Brasil, por conta de outra doença: a meningite. Em 1974, durante o período da ditadura militar, o Brasil enfrentava a pior epidemia contra a meningite de sua história. O país já tivera dois surtos da doença - um em 1923 e outro em 1945 -, mas, nenhum deles tão grave ou letal. Isso porque o Brasil foi vítima não de um, mas de dois subtipos de meningite meningocócica: do tipo C, que teve início em abril de 1971, e do tipo A, em maio de 1974. Para evitar o contágio, o governo tomou medidas drásticas: decretou a suspensão das aulas e suspendeu eventos esportivos. Os Jogos Pan-Americanos de 1975, que estavam marcados para acontecer em São Paulo, tiveram que ser transferidos para a Cidade do México. Hospitais, como o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ficaram superlotados. A que viria a ser a maior epidemia de meningite da história do Brasil teve início em 1971, no distrito de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Logo, a população mais carente começou a se queixar de sintomas clássicos, como dor de cabeça, febre alta e rigidez na nuca. Nos bairros mais pobres, muitos morreram sem diagnóstico ou tratamento. Em novembro daquele ano, o que parecia ser um surto restrito a uma determinada localidade logo se alastrou e, aos poucos, ganhou proporções epidêmicas. Dali, não parou mais. Em setembro de 1974, a epidemia atingiu seu ápice. A proporção era de 200 casos por 100 mil habitantes. Algo semelhante só se via no "Cinturão Africano da Meningite", área que hoje compreende 26 países e se estende do Senegal até a Etiópia. Das regiões mais carentes, a epidemia migrou para os bairros mais nobres. Até julho daquele ano, um único hospital em São Paulo atendia pacientes com meningite. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas tinha 300 leitos disponíveis, mas chegou a internar 1,2 mil pacientes. "Não houve quarentena porque o período de incubação da meningite é muito curto", explica a epidemiologista Rita Barradas Barata, doutora em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Na época, Rita trabalhava como aluna do internato em medicina no Emílio Ribas. "O atendimento foi além de sua capacidade máxima. Trabalhávamos muitas horas por dia", recorda. De agosto em diante, outras 26 unidades passaram a fazer parte de uma rede de atendimento a pacientes com sintomas de meningite. "Depois de um ou dois dias recebendo tratamento injetável, os casos mais leves eram transferidos para outras unidades, onde recebiam a medicação oral. Já os pacientes mais graves permaneciam no Emílio Ribas", complementa a médica. Atentados, passeatas e epidemias eram assuntos vetados na imprensa Até então, uma pequena parcela da população, quase nula, sabia da existência da epidemia. O governo procurou escondê-la ao máximo, segundo explica quem acompanhou o caso de perto. "Assim que surgiu, foi tratada como uma questão de segurança nacional, e os meios de comunicação proibidos de falar sobre a doença", afirma a jornalista Catarina Schneider, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora da tese A Construção Discursiva dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo sobre a Epidemia de Meningite na Ditadura Militar Brasileira (1971-1975). "Essa tentativa de silenciamento impediu que ações rápidas e adequadas fossem tomadas". Durante os anos da ditadura, alguns temas foram proibidos de serem divulgados - através de notícias, entrevistas ou comentários - em jornais e revistas, rádios e TVs. A epidemia de meningite que castigou o Brasil na primeira metade da década de 1970 foi um deles. Sob o pretexto de não causar pânico na população, a censura proibiu toda e qualquer reportagem que julgasse "alarmista" ou "tendenciosa", sobre a moléstia. Em 1971, quando foram registrados os primeiros casos, o epidemiologista José Cássio de Moraes, doutor em Saúde Pública pela USP e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, integrava uma comissão de médicos de diferentes áreas, como epidemiologistas, infectologistas e sanitaristas. Juntos, detectaram um surto da doença e procuraram alertar as autoridades. Não conseguiram. Em tempos de 'milagre econômico', o governo se recusou a admitir a existência de uma epidemia. "Os militares proibiram a divulgação de dados. Pensavam que conseguiriam deter a epidemia por decreto. Se eu não divulgo, é como se não existisse. Não sabiam que o vírus era analfabeto e não sabia ler Diário Oficial", ironiza o médico. Dali por diante, médicos de instituições públicas foram proibidos de conceder entrevistas à imprensa. O jeito era dar declarações em "off" para jornalistas de confiança, como Demócrito Moura, do Jornal da Tarde. Mesmo assim, as poucas matérias publicadas, alertando a população dos riscos da meningite, eram desmentidas pelas autoridades. "Ao governo não interessava a divulgação de notícias negativas. Negar a existência da epidemia foi um erro porque facilitou sua propagação e atrasou a adoção de medidas necessárias ao seu combate. Numa situação dessas, quanto mais rapidamente essas medidas forem adotadas, menores serão as perdas de vidas e os danos à economia", afirma o historiador Carlos Fidelis Ponte, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Medo Em 1974, quando a verdade veio à tona, pelo menos sete Estados totalizavam 67 mil casos - 40 mil deles só em São Paulo. A população, quando soube da epidemia, entrou em pânico. Com medo da propagação da doença, as pessoas evitavam passar na frente do Emílio Ribas. De dentro de carros e ônibus, fechavam suas janelas. Na falta de remédios e de vacinas, recorriam a panaceias milagrosas, como a cânfora. "Naquela época, não havia rede social, mas já existiam 'fake news'. A boataria atrapalhou bastante", recorda José Cássio. O governo suspendeu as aulas e mandou os estudantes de volta para casa. Quando era registrado algum caso nas dependências das escolas, as autoridades sanitárias passavam formol nas mesas e carteiras. Em algumas cidades, as escolas públicas foram transformadas em hospitais de campanha para atender os doentes. Nos hospitais, a epidemia sobrecarregou especialistas em doenças infecciosas. Médicos de outras áreas, para evitar a contaminação, usavam capacetes, óculos e botas. Outros, ao contrário, atendiam pacientes sem qualquer tipo de proteção. Um terceiro grupo preferiu mudar para o interior, com suas famílias. Uma das primeiras medidas foi prescrever sulfa. Na esperança de deter o avanço da epidemia, a população passou a tomar o antibiótico por conta própria. "O estoque acabou rapidamente e a bactéria ficou resistente", recorda José Cássio. Todos os dias, a comissão médica da qual o médico fazia parte procurava atualizar os números e divulgá-los no quadro de avisos do Palácio da Saúde, onde funcionava a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Os setoristas da área até tinham acesso às informações, mas não podiam divulgá-las. Os números de casos e de óbitos são contraditórios. O estudo A Doença Meningocócica em São Paulo no Século XX: Características Epidemiológicas, de autoria de José Cássio de Moraes e Rita Barradas Barata, calcula que, no período epidêmico, que durou de 1971 a 1976, foram registrados 19,9 mil casos da doença e 1,6 mil óbitos. Já a edição de 30 de dezembro de 1974 do jornal O Globo divulgou que, só naquele ano, a epidemia deixou um saldo de 111 mortos no Rio Grande do Sul, 304 no Rio de Janeiro e 2,5 mil em São Paulo. Ministério censurado Em março de 1974, o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência no lugar do general Médici. Para ministro da Saúde, ele nomeou o médico sanitarista Paulo de Almeida Machado. Naquele ano, a jornalista Eliane Cantanhêde, então na revista Veja, conseguiu uma exclusiva com o ministro, em Brasília. Pela primeira vez, uma autoridade admitia publicamente que o Brasil vivia uma epidemia. Mais que isso. Ele alertou sobre os riscos da meningite e ensinou medidas de higiene à população. De volta à redação, Cantanhêde começou a bater a matéria e a enviá-la, via telex, para a sede da Veja, em São Paulo. Dali a pouco, ficou sabendo que a entrevista tinha sido censurada. Motivo? "Não havia vacina para todo mundo", explica Eliane. "As pessoas não sabiam o que era meningite. Muitas delas morriam e, por falta de informação, não sabiam do quê". No dia 26 de julho de 1974, o jornalista Clóvis Rossi também teve um de seus textos censurados. No espaço reservado ao artigo A Epidemia do Silêncio, a direção da Folha de S. Paulo se viu obrigada a publicar um trecho do poema Os Lusíadas, de Luís de Camões. "Desde que, há dois anos, começaram a aumentar em ritmo alarmante os casos de meningite em São Paulo, as autoridades cuidaram de ocultar fatos, negar informações e reduzir os números a proporções incompatíveis com a realidade", alertou Rossi no artigo censurado. Naquele mesmo ano, o governo brasileiro assinou um acordo com o Instituto Pasteur Mérieux e importou em torno de 80 milhões de doses da vacina contra meningite. "O laboratório francês precisou construir uma nova fábrica porque a que existia não comportava uma produção tão grande", relata o historiador Carlos Fidelis. "Foi a partir dessa emergência que se criou, na Fiocruz, a fábrica de fármacos, a Farmanguinhos, e a de vacinas, a Bio-Manguinhos". Vacinação Em 1975, o Brasil deu início à Campanha Nacional de Vacinação Contra a Meningite Meningocócica (Camem). Foi quando, para estimular a ida em massa da população aos postos de saúde, o governo passou a divulgar os números da doença. "A letalidade da meningite é de 10%, mas, no auge da epidemia, caiu para 2%", afirma Rita Barradas Barata. "O diagnóstico era feito de maneira precoce e o tratamento com antibiótico reduzia o risco de morte". Em apenas quatro dias, foram aplicadas 9 milhões de doses na região metropolitana de São Paulo. Logo, estenderam a campanha para outros municípios e estados. A imunização não era feita com seringa e agulha e, sim, com uma "pistola" injetora de vacina. "Conseguimos uma cobertura vacinal de quase 90% da população", orgulha-se José Cássio. Além de superlotar hospitais e de fechar escolas, a epidemia de meningite teria causado outros "estragos". Um deles é a transferência dos Jogos Pan-Americanos de 1975, da cidade de São Paulo para a do México. Bem, pelo menos essa é a versão oficial. A extraoficial é contada pelo advogado Alberto Murray Neto. "Em 1975, o número de casos já tinha reduzido e o que se dizia é que a epidemia estava controlada. Em tese, a meningite não seria um impeditivo para os Jogos", revela Alberto. Seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, era o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e vice do Comitê Olímpico Internacional (COI). Durante reunião em Brasília, foi avisado pelo ministro da Educação, Ney Braga, que não teria recursos do governo federal para os Jogos. Em suma: o Pan deveria ser cancelado, a três meses de sua realização. "Meu avô cancelou os Jogos, sem esconder que a questão crucial era o corte de verbas", relata Alberto. Os Jogos Pan-Americanos de 1975 deixaram para a cidade o velódromo, a raia olímpica e o Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP)".
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29/03 - Bebê de menos de um ano de idade com Covid-19 morre nos EUA, diz departamento de Saúde de Illinois
Caso foi em Chicago. Segundo diretora do Departamento de Saúde Pública do estado, a morte é a primeira desse tipo; causa está sendo investigada. Um bebê de menos de um ano de idade que estava infectado com Covid-19 morreu no sábado (28) em Chicago, no estado americano de Illinois, informou o Departamento de Saúde Pública estadual. A diretora do departamento, Ngozi Ezike, afirmou que a causa da morte do bebê está sendo investigada. O estado não divulgou mais detalhes sobre a criança. Covid-19 já matou crianças, afirma OMS OMS diz que coronavírus não poupa a população mais jovem “Nunca houve uma morte associada à Covid-19 em uma criança. Uma investigação completa está em andamento para determinar a causa da morte”, disse Ezike. “Devemos fazer tudo o que pudermos para impedir a propagação desse vírus mortal. Se não para nos proteger, mas para proteger aqueles ao nosso redor". Coronavírus: criança que tem bronquite ou asma está no grupo de risco Grupo vulnerável O relato de morte de crianças já tinha sido feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que não deu detalhes sobre quantas foram afetadas e incluiu a ressalva de que esse perfil etário não está entre os mais atingidos pelo novo coronavírus. Os estudos e levantamentos apontam que a taxa de letalidade é maior entre pessoas com mais de 60 anos e que já conviviam com outras doenças prévias. "Esta é uma doença séria. Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens – incluindo crianças – morreram", disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na segunda-feira (16). VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes OMS diz que há registro de morte de crianças por Covid-19 Pedestre caminha em avenida deserta em Chicago, Illinois. Scott Olson / Getty Images / AFP Initial plugin text
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29/03 - Espanha tem 838 mortes por Covid-19 em 24 horas, segundo recorde em dois dias
6.528 pessoas morreram pela doença no país; número de casos saltou de 72,2 mil no sábado (28) para quase 78,8 mil neste domingo. Espanha teve 838 novas mortes por coronavírus em 24h; total agora é de 6.528 A Espanha teve 838 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, divulgou o Ministério da Saúde do país neste domingo (29). O número é o segundo recorde diário nos últimos dois dias: entre sexta-feira (27) e sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, número mais alto até então. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março Profissional de saúde usando máscara e vestes protetoras contra a Covid-19 em Madri, na Espanha, no dia 28 de março. Sergio Perez/Reuters Ao todo, 6.528 pessoas morreram por Covid-19 no território espanhol. O número é o segundo maior no mundo, menor apenas que o da Itália - que teve 10.023 mortes, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Países com mais mortes por Covid-19 Neste domingo, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 78.797 na Espanha, 6.549 a mais do que as registradas até sábado, quando havia 72.248 casos. A quantidade de registros da doença na Espanha é a quarta maior do mundo - atrás de Estados Unidos, Itália e China. Países com mais casos de Covid-19 Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text
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29/03 - Casos de coronavírus no Brasil em 29 de março
Secretarias estaduais de saúde contabilizam 4.309 infectados em todos os estados e 139 mortos. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 22h de domingo (29), 4309 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 139 mortos, 98 deles em São Paulo, de acordo com a secretaria de Saúde do estado. Em São Paulo, duas mortes foram confirmadas: uma por um hospital e outra por uma universidade, somando 98. Os casos ainda não foram contabilizados pela secretaria. O Rio de Janeiro confirmou mais 42 casos e quatro mortes neste domingo. O total é de 17 mortes e 600 casos no estado. Na Bahia, foi confirmada na manhã deste domingo (29) a primeira morte por coronavírus no estado. Um paciente de 74 anos que fazia diálise e estava em um hospital particular. O número de casos no estado está em 156. Foi confirmado o primeiro caso em uma criança. O governo do Distrito Federal também informou hoje o registro da primeira morte: uma mulher de 61 anos. O DF tem 298 casos do novo coronavírus. Também foi registrada a primeira morte no Maranhão neste domingo: um paciente de 49 anos internado com hipertensão em São Luís. Subiu para 22 o número de casos no Maranhão, segundo informou o governador do estado em rede social na noite de sábado. E também aumentou para 73 os casos de infectados em Pernambuco, além das 5 mortes já registradas. O Rio Grande do Norte, que tem 68 casos confirmados da doença, teve o primeiro registro de morte na noite de sábado. No Amazonas, o número de infectados neste domingo chegou a 140. Minas Gerais tem 231 casos de coronavírus confirmados segundo a secretaria de saúde. Até o momento, nenhuma morte foi registrada no estado e 20 óbitos suspeitos estão em investigação. E o Rio Grande do Sul passou a 239 casos neste domingo. Ontem (28), o Piauí registrou a primeira morte provocada pela doença e mais dois casos. A vítima foi o prefeito da cidade de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, de 57 anos. Ainda no sábado, no Distrito Federal, deu negativo para coronavírus um exame para um paciente tido como a primeira morte no estado por Covid-19, divulgado na última sexta-feira. De acordo com a Secretaria de Saúde, "o desencontro de informações se deu em virtude da indicação de suspeita da doença no atestado de óbito que, em si só, não confirma a causa morte". Santa Catarina já soma 184 casos. Paraná registrou dois mortos na cidade de Maringá. Mato Grosso do Sul já tem 31 casos do vírus e Goiás tem 56 casos. O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde de domingo (29), informando que o Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: Espanha tem 2º recorde de mortes em 2 dias PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Casos de coronavírus no Brasil - acumulado por UF Initial plugin text
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29/03 - Últimas notícias de coronavírus de 29 de março
Brasil passou dos 4 mil casos e Espanha registrou 838 novas mortes, segundo recorde em dois dias. No mundo, o total de pessoas infectadas passa dos 680 mil. Paciente infectado com Covid-19 é colocado em avião militar alemão para ser transferido de Strasbourg, na França, para Ulm, na Alemanha, neste domingo (29). Christian Hartmann/Reuters Passa de 700 mil a quantidade de pessoas infectadas com Covid-19 no mundo, de acordo com monitoramento da Universidade Johns Hopkins na tarde deste domingo (29). São 718.685 infectados, com 33.881 mortes registradas até as 15h39. Outras 149.076 pessoas já se recuperaram da doença. No Brasil, há 4.233 casos confirmados e 137 mortes por Covid-19 na tarde deste domingo, de acordo com balanço das secretarias estaduais de Saúde. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas SÉRIE DE VÍDEOS: coronavírus, perguntas e respostas Com 838 mortos nas últimas 24 horas, a Espanha registrou o segundo recorde diário de vítimas em dois dias, somando 6.528, segundo maior número do mundo - atrás da Itália, que tem quase 11 mil mortes pela doença. O número de casos positivos na Espanha subiu para 80.031, colocando o país em quarto lugar em número de infecções no mundo - atrás de Estados Unidos, Itália e China. Espanha teve 838 novas mortes por coronavírus em 24h; total agora é de 6.528 No Brasil Um dia depois de o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, dizer que as pessoas devem permanecer em casa, em isolamento social, para evitar a disseminação do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro saiu de carro da residência oficial do Palácio da Alvorada, na manhã deste domingo (29), para fazer um passeio por Brasília. Ele foi a uma farmácia e a uma padaria no bairro Sudoeste, em Brasília, depois ao Hospital das Forças Armadas e ao centro de Ceilândia, uma das regiões administrativas do Distrito Federal. Presidente Jair Bolsonaro DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO No Mundo A Nova Zelândia registrou a primeira morte por Covid-19 no país, uma mulher de 70 anos. O ministro da Saúde da Bolívia, Aníbal Cruz, disse neste domingo (29) que uma mulher de 78 anos na cidade de Santa Cruz de la Sierra, a região mais afetada, morreu de graves problemas respiratórios após contrair o vírus de um membro da família. "Recomendamos que a população cuide de nossos idosos, que são os mais vulneráveis e sensíveis a esta doença", afirmou Cruz a repórteres. Já os Estados Unidos (EUA) são o país com o maior número de casos confirmados, mais de 140 mil e cerca de 2.400 mortes. Com o aumento dos casos, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, mudou de discurso e pediu, neste domingo (29), para a população ficar em casa até 30 de abril. A diretriz anterior era de encerrar o isolamento na Páscoa, no dia 12. Em Nova York já são cerca de 1.000 mortes. Com 10.779 mortes, a Itália anunciou que vai estender a quarentena, declarada no país inteiro no dia 9 de março, para além de 3 de abril, como havia sido estipulado. O ministro de assuntos regionais do país, Francesco Boccia, disse que o novo prazo da quarentena ainda seria estabelecido pelo gabinete do primeiro-ministro. A Holanda teve 132 novas mortes, aumentando o número para 771. Houve mais 1.104 infecções pela doença, levando o número de infectados no país para 10.866. Já a China registrou 31 novos casos de coronavírus (contra 45 na véspera), totalizando 81.470 no país. Houve 4 mortes neste domingos, totalizando 3.304. A Coréia do Sul reportou 78 novos casos, totalizando 9.661 mil casos. O México confirmou 145 novos casos, subindo o número total para 993 casos e mais 4 novas mortes, totalizando 20. Itália bateu novo recorde nesta sexta-feira (27) com 919 mortes em 24 h, e total vai a 9.134 Claudio Furlan/LaPresse via AP A Argentina prolongou o isolamento social obrigatório para até o dia 12 de abril. No país, são 820 casos confirmados e 20 mortes. A Síria também confirmou a primeira morte por Covid-19, segundo agência estatal do país. A vítima é uma mulher, de acordo com a agência de notícias Reuters, mas a idade não foi divulgada. Ela foi levada à emergência de um hospital, onde a infecção foi constatada. Com cinco casos confirmados no país, autoridades negam que haja acobertamento de novos casos. A Guatemala estendeu o toque de recolher, que acabaria neste domingo (29), até o dia 12 de abril. O país tem 34 casos de Covid-19 e uma morte. Honduras também anunciou a extensão do toque de recolher até o dia 12. A Arábia Saudita teve quatro novas mortes pelo vírus, levando o número total de mortes no país a oito. Foram registradas 96 novas infecções, aumentando o número de casos para 1.299, o maior nos países do Golfo. No sábado (28), os Estados Unidos passaram dos 100 mil casos de contaminação em seu território, maior número do mundo. O país é o sexto com maior número de mortes no mundo: eram 2.191 até as 09h deste domingo (29), segundo monitoramento da Hopkins. Mesmo assim, o presidente americano, Donald Trump, disse que a quarentena não seria necessária nos estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut. Nova York e Nova Jersey são os estados americanos com maior número de casos, segundo monitoramento feito pelo jornal "The New York Times". Estados americanos com mais casos de Covid-19 Initial plugin text
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29/03 - O novo coronavírus levará a um salto na utilização de robôs
Cientistas afirmam que máquinas passarão a realizar o trabalho sujo e perigoso Na História da humanidade, as guerras sempre serviram para produzir saltos tecnológicos. Embora infelizmente o foco seja o poder de destruição das armas, a medicina também se beneficia e um bom exemplo disso ocorreu após a Primeira Guerra Mundial: os mutilados pelo conflito levaram a cirurgia plástica a se tornar uma especialidade de ponta para reparar as sequelas dos sobreviventes. No combate ao novo coronavírus, já está claro para os cientistas que o papel dos robôs nunca mais será o mesmo depois da pandemia: ela servirá como elemento catalisador para uma utilização muito mais ampla das máquinas inteligentes, que ficarão encarregadas do trabalho maçante, sujo e perigoso. A pandemia do novo coronavírus provavelmente levará à ampliação do uso de robôs nas tarefas de maior risco https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28187342 A discussão é o tema central da edição da revista eletrônica “Science Robotics”, lançada na semana passada. Como explica Henrik Christensen, diretor do Contextual Robotics Institute, ligado à Universidade da Califórnia San Diego, os robôs serão fundamentais nos serviços de descontaminação; em todo o processo de logística para recolhimento e manejo de lixo hospitalar; no monitoramento de quarentenas. Seu emprego na telemedicina crescerá exponencialmente. Os pesquisadores afirmam que a eficiência das máquinas é incomparável na tarefa de desinfetar as superfícies contaminadas pela Covid-19. “Já estamos vendo robôs sendo utilizados na higiene de áreas infectadas, na medição de sinais vitais, no monitoramento de controle nas fronteiras e na entrega de alimentos e remédios. As oportunidades são imensas. Novas gerações de robôs, grandes, médios e micro, poderão ser empregadas sem o risco de espalhar a doença”, escreveram. Segundo os cientistas, a pandemia será um ponto de inflexão importante sobre a forma como as organizações operam, com uma progressiva valorização dos encontros virtuais, em detrimento dos presenciais. Será o caminho natural para a humanidade se proteger de agentes patogênicos. Em outra frente tecnológica, espera-se que as máquinas se tornem mais sofisticadas em seu potencial de interação social, depois da dura experiência de isolamento imposta nos quatro cantos do planeta. Estudo publicado também na semana passada mostra a relevância da telemedicina para reduzir o peso da Covid-19 na saúde mental das pessoas. No artigo, Xiaoyun Zhou e coautores enfatizaram que pacientes que tiveram suporte virtual conseguiram lidar melhor com a ansiedade e a depressão que podem acompanhar situações críticas de isolamento, perda de renda e de autonomia.
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28/03 - Brasil tem 114 mortes e 3.904 casos confirmados de coronavírus, diz ministério
Balanço deste sábado (28) acrescentou 22 mortes e 487 casos confirmados ao total anterior. Mais duas mortes foram confirmadas em São Paulo no noite de sábado. O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (28) o mais recente balanço dos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais números são: 114 mortes 3.904 casos confirmados 2,8% é a taxa de letalidade São Paulo concentra 1.406 casos, e o Rio, 558 O balanço acrescentou 22 mortes e 487 casos confirmados ao total. No balanço anterior, da sexta-feira (27), o Brasil tinha 92 mortes e 3.417 casos confirmados. Das 22 mortes acrescentadas ao total no país neste sábado, o estado de São Paulo teve 16 mortes. Mais dois mortos foram confirmados no estado, mas ainda não contabilizados pela secretaria e pelo Ministério da Saúde: um aluno de 56 anos do curso de Química da USP e um jovem de 26 anos que morreu no Hospital Santa Cruz, na Vila Mariana, capital paulista. Com eles, já são 86 mortes em SP. De acordo com o Ministério da Saúde, até as 15h, havia 569 pessoas internadas com confirmação para Covid-19 no país. O números consideram as pessoas cujos resultados dos testes já foram apresentaram e testaram positivo. O número não considera casos suspeitos. Este é o segundo maior aumento diário de casos confirmados no Brasil até agora. Na sexta-feira, foram 503 novos casos. Durante seu pronunciamento na apresentação dos dados, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que não tem covid-19. Ele afirmou que faz o teste com frequência e até agora todos deram negativo. Na entrevista, o ministro ressaltou a necessidade de isolamento social: leia mais. Casos de coronavírus no Brasil Arte G1 VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus GRUPOS VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Mortes pelo novo coronavírus no Brasil chega a 114 Initial plugin text
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28/03 - 'Falta de ar deve chamar atenção', diz David Uip; médico em isolamento por Covid-19 explica os sintomas
Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Uip diz que não tem coriza, mas que doença mudou olfato e paladar. O médico David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do governo do estado de São Paulo, em coletiva de imprensa no dia 17 de março em São Paulo. Governo do Estado de São Paulo O médico David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, enviou um áudio a amigos na sexta-feira (27) e o conteúdo fez que o arquivo circulasse entre médicos: na mensagem, Uip pede atenção à falta de ar como principal sintoma de Covid-19, a doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Uip está em isolamento domiciliar desde que foi diagnosticado com a doença, na segunda-feira (23). "O que deve chamar a atenção de qualquer um, que deve procurar imediatamente o serviço de saúde: é a falta de ar. Aumenta o número de respirações, diminui a amplitude", destacou Uip. "Então isto é um motivo de procura imediata do serviço de saúde - mais do que a febre. A febre já não está tão recorrente como em outros processos virais. O sintoma de agravo e de ida imediata ao sistema de saúde é o desconforto, a insuficiência respiratória", disse Uip. Ele também listou outros sintomas, e disse que a febre nem sempre aparece: "Os sintomas são curiosos. (...) Eu pouco espirrei, não tenho coriza. São fatos novos, do tipo: mudou meu olfato, mudou meu paladar; são dois sintomas novos que eu já vinha vendo nos meus pacientes, agora tô sentindo isso no dia a dia. A febre já não está tão recorrente como em outros processos virais", afirmou Uip. Cansaço e medo O médico diz estar bem em seu 5º dia de isolamento. "A sensação é de que eu estou cansado, mas não tenho tido febre, não tenho tido tosse", diz Uip. O médico declarou ainda que a intenção da mensagem não era gerar medo, mas que ele próprio teve que lidar com temores em relação à doença. "Eu tive medo. Eu acho que, como qualquer outra pessoa, eu tive medo. Mas acho que eu controlei este meu medo de duas formas: uma, com fé. E a outra, paz na alma. Eu acho que ainda tenho uma missão para cumprir, eu acho que preciso voltar a trabalhar e eu acredito que as pessoas podem ajudar umas às outras. É sofrido? É sofrido. É doído? É doído. Mas nós vamos em frente", disse. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Pedido para população: distanciamento social Uip também comenta que acredita que o pico da pandemia deve ocorrer durante o mês de abril e maio. "Teremos grandes dificuldades - tanto pro sistema público como privado de saúde", alerta. "Se nós conseguirmos, através de distanciamento das pessoas, achatar a curva de ascensão, nós teremos menos infectados, menos impacto no serviço de saúde. Se as pessoas não entenderem que esse confinamento nesse momento é importante, nós vamos ter uma subida rápida do pico de doentes e isso vai ter repercussão em todo o sistema. Não tem sistema do mundo que aguente o pico de ascensão de uma pandemia, ainda mais para um vírus que é infectante." - David Uip Uip também é diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da USP. No mesmo dia em que ele foi diagnosticado com a doença, o governador de São Paulo, João Doria, e o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, também foram testados, mas os resultados de ambos foram negativos. Tire suas dúvidas sobre os sintomas do coronavírus Médico David Uip está infectado com coronavírus Initial plugin text
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