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18/07 - 'Achei que isso nunca aconteceria comigo': o que leva mães a matarem seus bebês
Em 2018, 33 mulheres na Rússia foram a julgamento por tirar a vida de seus filhos. Especialistas dizem que o número real de casos pode ser oito vezes maior. Mulher caminha ao pôr do sol na Praça Vermelha, em Moscou. Alexander Zemlianichenko/AP Várias dezenas de mulheres são julgadas todos os anos na Rússia acusadas de matarem seus próprios filhos. Elas têm perfis que ​​variam de donas de casa a gestoras de negócios de sucesso. Esse não é um problema exclusivamente russo, é claro. Nos Estados Unidos, pesquisadores na área de Psicologia estimam que 1 em cada 4 mães tenha pensamentos ligados à morte de seus bebês. Mas na Rússia, como em muitos outros países, tem prevalecido a cultura de que você precisa ser firme para sobreviver e que é melhor não falar sobre problemas de saúde mental - você deve apenas seguir em frente. Essas histórias mostram que a depressão pós-parto com frequência não é diagnosticada ou não é tratada a tempo, e por vezes nem mesmo parentes próximos conseguem perceber ou entender o que está acontecendo até que, em alguns casos, seja tragicamente tarde demais. Tabus As jornalistas da BBC Rússia Olesya Gerasimenko e Svetlana Reiter conversaram com mulheres na Rússia para tentar descobrir por que mães matam seus bebês. As investigações delas revelam que, para aumentar a chance de evitar a tragédia do infanticídio, precisamos desmantelar mitos sobre a maternidade e quebrar tabus para falar sobre as realidades da enorme tensão que atinge a maioria das mulheres. Alyona A economista Alyona e seu marido Pyotr estavam animados por estarem esperando um bebê. Eles compraram roupas e um carrinho de bebê e Alyona foi para o curso de pré-natal. Mas ninguém mencionou os problemas psicológicos que uma nova mãe poderia ter. Depois que o bebê nasceu, a nova mãe desenvolveu insônia e disse que não conseguia lidar com isso. Como no passado havia passado por um episódio psicótico, um psiquiatra lhe deu alguns remédios, que ajudaram um pouco. Um dia Pyotr chegou em casa e encontrou seu bebê de sete meses morto na banheira. Só mais tarde encontrou Alyona em um lago nos subúrbios de Moscou. Depois de afogar o bebê, ela bebeu uma garrafa de vodca, com a intenção de se afogar, e perdeu a consciência. Agora ela está sendo julgada. Atormentado, Pyotr vai a cada audiência do caso de Alyona e tenta confortá-la enquanto ela está sentada no banco dos réus. Ele está convencido de que tudo isso poderia ter sido evitado se alguém tivesse mencionado a depressão pós-parto para Alyona. "Ela não teve nenhuma má intenção. Teve um colapso psicológico", diz ele. "Se ela tivesse sido atendida pelo médico certo, se eu a tivesse levado para o hospital quando ela me pediu, isso nunca teria acontecido." Criminologistas russos relatam que 80% das mulheres foram ao médico antes de matar seus bebês, com queixas de dores de cabeça, insônia ou menstruação irregular. Quem são elas? Pôr do sol na Praça Vermelha, em Moscou. Alexander Zemlianichenko/AP Na lei russa, o assassinato de uma criança por sua mãe é chamado de filicídio - um crime que é um tabu. Em 2018, 33 casos desse tipo foram julgados na Rússia. E criminologistas estimam que há oito vezes mais ocorrências desse tipo que nunca chegam aos tribunais. "Três ou quatro das 20 camas da ala das mulheres estão ocupadas todos os meses por mães que mataram seus filhos", diz Margarita Kachaeva, psiquiatra forense e principal pesquisadora do Serbsky Institute of Psychiatry, em Moscou. Uma contadora, uma professora, uma mulher desempregada, uma assistente social, uma garçonete, uma estudante de escola de design, a mãe de uma grande família, uma assistente de loja: as cerca de 30 mulheres cujas histórias foram examinadas pela BBC russa eram todas diferentes. Apesar dos estereótipos, a verdade é que muitas mulheres que matam seus filhos têm maridos, lares, empregos e não têm vícios. Os médicos sabem que, após o parto, doenças mentais latentes podem subitamente acelerar. As mulheres podem ter uma condição crônica que não se manifesta na vida cotidiana, mas que pode ser despertada por qualquer um dos três eventos que sobrecarregam o organismo de uma mulher com maior intensidade - gravidez, ter um bebê ou menopausa. 'Olha, parece que eu matei o bebê' Anna, de 38 anos, é professora e seus filhos de 18 e 10 anos estavam ansiosos pelo nascimento da bebê que seus pais tanto queriam. Depois, em 7 de julho de 2018, ela mesma telefonou para a ambulância. Estava com dores terríveis - que vinham desde antes do nascimento - e as sensações pioraram. Anna sentiu que não conseguia aguentar a situação e um psicólogo aconselhou-a a relaxar. Enquanto o marido ia trabalhar em Moscou, ela deixou as crianças com uma amiga dizendo que ia comprar uma cama. Em vez disso, ela foi visitar o túmulo de sua mãe. No dia seguinte, ela saiu descalça com o bebê e não conseguiu explicar aos policiais que a pararam para onde ela estava indo. A sogra de Anna a levou para casa e foi quando - como a corte está tentando confirmar - Anna teria tentado sufocar o bebê com um travesseiro. Quando a ambulância chegou, no dia 7 de julho, Anna disse ao médico: "Olha, parece que eu matei o bebê". Os médicos conseguiram reanimar o bebê e Anna foi hospitalizada. Ela foi diagnosticada com esquizofrenia crônica. "Você tem que entender que não é uma insanidade total. Uma mulher que matou uma criança enquanto estava doente mentalmente pode ter vivido uma vida completamente normal antes do incidente", explica a psiquiatra Kachaeva. 'É melhor para ele. Eu sou uma mãe tão ruim' Arina, de 21 anos, pulou de seu apartamento no 9º andar com o bebê dela nos braços. O marido dela estava no serviço militar quando o bebê nasceu e a tratou de forma grosseira depois que, em seu retorno, a encontrou em um estado depressivo. Ela morava com os pais havia um ano. Um dia antes de sua tentativa de suicídio e filicídio, ligou para a polícia dizendo que o marido estava afiando uma faca para matá-la. Milagrosamente, mãe e bebê sobreviveram à queda e Arina foi levada para o hospital e, depois, foi detida pela polícia. Psiquiatras deram o diagnóstico de esquizofrenia. Mães com esquizofrenia e mães com depressão muitas vezes apresentam as mesmas razões para matar seus filhos. "É melhor para ele. Eu sou uma mãe tão ruim." "É um mundo tão terrível, é melhor para a criança não viver nele." "Após o crime, elas nunca conseguem ficar em paz e se matam na primeira, segunda ou terceira tentativa", diz a psiquiatra Kachaeva. Ela explica que, quando alguém da família consegue intervir, as mulheres são frequentemente levadas ao instituto em que trabalha. Ao receberem o tratamento adequado, seis meses em geral são suficientes para a recuperação completa. Na Rússia, os tribunais decidem o tipo de sentença que será dado às mães que mataram seus filhos. Se os psicólogos forenses não concluírem que a mãe tem problemas graves de saúde mental, ela pode receber uma longa sentença de prisão. A maioria dessas mulheres sofreu abusos quando criança. Pesquisa feita por psiquiatras forenses russos mostra que 80% das mulheres que cometem infanticídio cresceram em famílias pobres e, delas, 85% tiveram conflitos em seus casamentos. Relacionamentos difíceis com os pais podem estar na raiz da agressão a um bebê, que as mães infanticidas mascaram com amor excessivo. "Ser vítima de violência doméstica é um fator muito significativo para esses tipos de crimes no futuro", diz Kachaeva. "A maioria dessas mulheres foi abusada quando criança - emocionalmente, sexualmente ou fisicamente". Muitos advogados se recusam a defender mulheres que mataram seus bebês. 'Achei que isso nunca aconteceria comigo' "Os administradores das prisões costumam manter em sigilo quem são os assassinos de bebês que cumprem penas entre seus prisioneiros", diz Marina Kleshcheva, atriz condenada por um crime diferente. "Eu me deparei com eles, é claro, mas a menos que alguém de sua cidade natal espalhe a notícia, ninguém sabe por que eles estão lá. Eles não têm nenhum amigo no presídio, ficam muito quietos e cuidam de si mesmos porque, se se envolverem em qualquer discussão, alguém pode acabar com eles." Yakov Kochetov, psicólogo clínico em Moscou, diz que as mulheres rejeitam seus próprios pensamentos assassinos e projetam sua raiva nos outros como um mecanismo de defesa. "Se você tentar entender uma mulher e sentir compaixão por ela, você precisa conhecer os sentimentos que ela tem. E ninguém quer conhecer esses sentimentos." "Eu costumava condenar esses tipos de mães. Achei que isso nunca aconteceria comigo", diz Tatiana, de 33 anos, especialista que trabalha com clientes corporativos em uma grande empresa de telecomunicações. "Vendas, viagens de negócios, amigos, e eu realmente queria um bebê. Senti que estávamos tão bem preparados quanto era possível, mas acabou sendo diferente." "O parto foi realmente difícil, e as parteiras foram duras. Depois comecei a ter 'flashbacks' do nascimento, sonhos vívidos e dolorosos, e eu acordava com o coração batendo forte. Depois tive mastite, engordei, tive úlceras, meu cabelo caindo... Tudo me fez sentir uma raiva crescente em relação ao meu bebê - como se ele tivesse roubado minha vida." Quando o bebê não dormia à noite ou chorava, Tatiana desmoronava. "Esse choro faz sua cabeça explodir e traz de volta todos os problemas da sua própria infância", lembra Tatiana. "Eu tinha essa ideia de que tinha que lidar com tudo. Eu estava histérica e sacudi o bebê com força quando o estava balançando para dormir. Ele ficou assustado e começou a chorar mais. Então, com todas as minhas forças, eu joguei ele cama e gritei: 'Seria melhor se você estivesse morto!', e algo ainda mais duro. E então eu estava super envergonhada e sentido culpa por não poder desfrutar da maternidade." Tatiana conta que seu marido disse que ela estava causando danos psicológicos à criança. Ele ignorou as queixas dela dizendo: "Você é uma mãe, não é? Por que os outros podem fazer isso e você não pode? Em primeiro lugar, por que você teve esse bebê?" Um ano se passou e as coisas só pioraram. Considerando o suicídio, Tatiana procurou um psicólogo. "Eu pensei que uma mãe tão horrível e desprezível como eu deveria ser eliminada da Terra e que meu bebê merecia uma mãe melhor. Seria mais fácil eu me matar do que suportar a dor psicológica. Eu tinha muitas crises assim. O psicólogo respondeu imediatamente e me ajudou." Prevenção Quando surge a questão da prevenção do filicídio, tendemos a falar sobre o incentivo ao uso de contraceptivos. Mas médicos russos e ocidentais também mencionam a importância de estar alerta para problemas psicológicos nas mães, particularmente a depressão pós-parto. "Idealmente, antes do nascimento, você considerará todos os cenários possíveis, discutirá suas relações com sua própria mãe, como se sente em relação a si mesmo e a seu parceiro e pensará em como isso afetará seu estado após o nascimento", diz a psicóloga Marina Bilobram. "Não deveria haver só cartazes de mães sorridentes com bebês angelicais, mas também explicações de como esse processo pode ser de outra forma." Margarita Kachaeva diz: "Temos em Moscou centros para mulheres em crise e eles estão abertos a vítimas de violência doméstica e a mulheres que sofrem de depressão. Mas esses centros estão meio vazios porque as mulheres têm medo de ir falar sobre seus problemas, de ter seus filhos levados para longe delas, e elas têm receio, pelo mesmo motivo, de ir ao psiquiatra local e têm medo de dizer a seus maridos e familiares por medo de serem mandadas calar a boca." Os nomes das pessoas citadas neste artigo foram alterados para proteger os direitos das crianças que foram afetadas. Se você está deprimido e tem pensamentos suicidas, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do número 188. As ligações são gratuitas para todo o Brasil.
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18/07 - Nº de americanos que acreditam na igualdade de gênero sobe de 35% para 86% em sete décadas
Estudo analisou respostas de 30 mil residentes dos EUA e mostra que as mulheres tendem cada vez mais a ser vistas como tão competentes e iguais aos homens. Apesar da crescente percepção de igualdade de gêneros, não foi identificada uma mudança na percepção de características "masculinas" e "femininas" Dimitar Dilkoff/AFP Subiu o número de americanos que acredita na igualdade de gênero. Em sete décadas, a percepção sobre igualdade entre homens e mulheres saltou de 35% para 86%, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (18) pela revista "American Psychologist". "Identificamos mudanças dos papéis sociais, desafiando as ideias tradicionais de que os estereótipos de homens e mulheres são fixos. Como os papéis foram mudando, mudaram-se também as impressões", disse em nota Alice Eagly, autora do estudo. O levantamento analisou, ao todo, 16 pesquisas de opinião publicadas durante as sete décadas. Foram feitas enquetes com mais de 30 mil residentes dos EUA. Algumas coisas não mudam Apesar da crescente percepção de igualdade de gêneros, não foi identificada uma mudança na percepção de características "masculinas" e "femininas". A pesquisa não vê mudanças significativas no entendimento de que mulheres seriam mais sensíveis e homens, mais ambiciosos e agressivos. "Observar as diferenças nos papéis esperados tanto para mulheres quanto para homens faz com que as pessoas atribuam diferentes características a eles. Os estereótipos de gênero refletem a posição social de ambos", diz a pesquisadora. Mercado de trabalho Para Eagly, a mudança da percepção sobre as competências estaria relacionada, em parte, às transformações sociais facilitadas pelo mercado de trabalho. A participação das mulheres na força laboral aumentou de 32% em 1950 para 57% em 2018, enquanto a participação masculina caiu de 82% para 69%. "As mulheres também estudam mais. Há mais mulheres na graduação, no mestrado e no doutorado. diz Eagly. "Mas elas passam aproximadamente duas vezes mais tempo cuidando da casa e dos filhos que os homens." Segundo o estudo, impressão favorável sobre a competência está diretamente relacionada ao trabalho e aos estudos, mas a segregação dos trabalhos domésticos é responsável pelo entendimento de que mulheres são menos ambiciosas e mais doces que os homens. A pesquisadora explica que é por conta desta percepção que as trabalhadoras costumam ocupar posições que não exigem comportamentos analíticos, matemáticos e técnicos, consideradas no imaginário popular como mais "masculinas".
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18/07 - Mito ou verdade? Teste seus conhecimentos sobre o cérebro
Há muitas teorias sobre esse órgão tão importante do nosso corpo - muitas não passam de boatos e crendices. Com a ajuda do neurologista Felipe Kalil, neurologista no Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (PUCRS), o G1 lista seis afirmações sobre o cérebro. Faça o teste e descubra o que é mito ou verdade: Mito ou verdade? Teste seus conhecimentos sobre o cérebro
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18/07 - Anvisa suspende importação e uso de vacina pentavalente produzida por empresa indiana
Agência reguladora diz que obteve resultados insatisfatórios por 'descumprimento dos requisitos de qualidade'. Nos últimos três meses, cinco lotes do produto foram interditados no Brasil. Vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, a bactéria "haemophilus influenza" tipo B e hepatite B Dayse Euzébio/Secom-JP A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação, a distribuição e o uso da vacina pentavalente líquida produzida pela empresa indiana "Biologicals E. Limited". A decisão foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União. A vacina pentavalente, como o próprio nome indica, protege o paciente contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, a bactéria haemophilus influenza tipo B (responsável por infecções no nariz e na garganta) e hepatite B. As crianças devem tomar três doses da vacina aos 2, 4 e 6 meses de idade. Desde maio, foram três interdições da mesma vacina. Cinco lotes foram proibidos de circular devido a "resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto", ou seja, problemas na análise feita pelo órgão regulador que verifica cor, odor e características da embalagem de um produto. Ele identifica qualquer tipo de alteração na textura ou a presença de partículas, por exemplo. Anvisa interdita lote de vacina pentavalente produzida por empresa indiana Anvisa interdita mais um lote de vacina importada da Índia Na decisão desta quarta, a Anvisa informou que considerou os resultados da "inspeção de boas práticas de fabricação", que obteve resultados insatisfatórios por "descumprimento dos requisitos de qualidade". Também apontou problemas no ensaio de aspecto, como das outras vezes. O que diz a Pasta O G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde que confirmou a reprovação dos lotes mais recentes da pentavalente pela Anvisa. O órgão já solicitou ao Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a substituição das vacinas para evitar um possível desabastecimento. O governo afirma ainda que foram distribuídas, desde a última quinta-feira (11), 437,7 mil doses da pentavalente de outro laboratório para os estados em busca de regularizar os estoques do país. Leia a nota do Ministério na íntegra Para ofertar a pentavalente no calendário de vacinação do SUS, o Brasil compra a vacina via Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), uma vez que não existe laboratório produtor no país. O fundo possui fornecedores pré-qualificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que assegura que produtos sejam consistentemente produzidos e controlados de acordo com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido, atendendo especificações previamente estabelecidas. Antes de serem distribuídos para a população, ainda, as vacinas passam por uma análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). Os lotes mais recentes da pentavalente recebidos do laboratório Biologicals E Limeted India foram reprovados pelo INCQS e Anvisa. A fim de evitar um possível desabastecimento, o Ministério da Saúde solicitou a substituição à Opas e, desde o dia 11/7, já encaminha aos estados 437,7 mil doses da vacina pentavalente do laboratório Serum Índian, buscando a regularização dos estoques em todo o país. Não há previsão de recebimento de outros lotes do laboratório Biologicals E Limeted India. O Fundo Estratégico da Opas/OMS busca facilitar a compra, a preços mais baixos, de insumos de alta qualidade para o Brasil e outros países e territórios das Américas. Criado em 2000, esse mecanismo auxilia os Estados Membros com informações sobre propriedade intelectual e valores, além de gerar economia para os cofres públicos. Esclarecimentos sobre certificado de boas práticas devem ser obtidos com a Anvisa.
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18/07 - Vacina contra o HIV poderá entrar em fase clínica após testes em primatas
Pesquisadores dos EUA conseguiram imunizar macacos rhesus contra uma cepa do HIV. Vacina aplicada em macaco rhesus trouxe resultados favoráveis ao combate ao vírus do HIV Creative Commons Cientistas norte-americanos acreditam estar próximos de testar uma vacina contra o HIV em seres humanos após conseguirem bons resultados com uma versão atenuada da vacina em macacos rhesus. De acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (17) na revista "Science Translational Medicine", os pesquisadores conseguiram eliminar a presença do SIV (imunodeficiência Símia) nos primatas, uma versão do vírus HIV que infecta apenas estes animais. O resultado do experimento com a vacina atenuada é a "chave" para o teste em humanos, destacou em nota a equipe responsável pela descoberta, que usou uma variação geneticamente modificada do vírus da herpes como vetor para a imunização dos animais. Vírus da herpes A vacina é feita com uma forma comum do vírus da herpes, o citomegalovírus (CMV) modificado geneticamente para servir de vetor, empacotando o vírus enfraquecido da SIV. Os estudos registraram que 59% das cobaias foram imunizadas com sucesso pela vacina. "Por meio deste método, fomos capazes de ensinar o corpo do macaco a preparar melhor suas defesas para combater a doença", explicou no comunicado Louis Picker, um dos autores do estudo. "Estamos esperançosos de que usar nosso vetor de CMV modificado com o HIV possa levar a um resultado similar em humanos." Em dezembro de 2018, pesquisadores da Califórnia já haviam apontado que macacos rhesus podem ser estimulados a produzir anticorpos neutralizantes contra uma cepa do HIV que se assemelha à forma viral resiliente e que mais comumente infecta pessoas, chamada de vírus Tier 2.
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18/07 - Pesquisadores defendem abordagem personalizada para o envelhecimento
Estudiosos da Universidade do Arizona sugerem levar em conta todas as variáveis que impactaram a trajetória do paciente Um time de pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, defende que é inviável pensar num modelo padronizado (o chamado “one-size-fits-all”) quando se trata do processo de envelhecimento do cérebro. De acordo com a professora Lee Ryan, chefe do departamento de psicologia da instituição, já está mais do que na hora de a abordagem dos idosos com declínio cognitivo levar em conta todas as variáveis que impactaram a trajetória do indivíduo e também a sua capacidade de absorver e lidar com os problemas. “As pessoas estão vivendo mais, mas nem sempre a saúde do cérebro acompanha a longevidade. Há fatores de risco individuais que contribuem para o declínio cognitivo, como o estresse crônico ou a doença coronariana. No entanto, esses fatores afetam as pessoas de forma diversa, dependendo de outras variáveis, como genética e estilo de vida. O envelhecimento é incrivelmente complexo e cada pesquisa tende a focar num só aspecto, quando é preciso analisar todo o conjunto para traçar um cenário. Há muitas formas de envelhecer”, explica. Lee Ryan, chefe do departamento de psicologia da Universidade do Arizona Divulgação / University of Arizona Embora a maior parte dos idosos – cerca de 85% – não desenvolva a Doença de Alzheimer, algum tipo de perda cognitiva faz parte do envelhecimento. Por isso, num estudo publicado no “Frontiers in Aging Neuroscience”, Lee e seus colegas propõem um modelo de avaliação que sirva para guiar futuros diagnósticos e pesquisas. Através dele, seria possível reunir um maior volume de dados que resultaria numa prevenção mais eficiente. Os estudiosos delimitaram três grandes campos, a saber: categorias de risco; estimuladores cerebrais (“brain drivers”); e variações genéticas. Nas categorias de risco para o comprometimento cognitivo na velhice estão doenças coronarianas, obesidade, diabetes e hipertensão. Os estimuladores cerebrais englobam os mecanismos biológicos que interferem no cérebro, associados a alterações no organismo. Por fim, as variações genéticas podem proteger ou predispor a pessoa à doença – apesar da importância do estilo de vida, não podem ser ignoradas. O cruzamento dessas informações dá origem a um mapeamento personalizado, onde cada paciente terá à sua disposição mais ferramentas para envelhecer bem.
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18/07 - 50 anos após chegada à Lua, Nasa planeja enviar 1ª mulher e criar base para escala até Marte
Entenda o cronograma de construção do projeto Gateway, que faz parte da missão lançada pela Nasa para 'colonizar' a Lua. A nova fase de exploração da Lua deve servir para testar novas tecnologias para serem usadas em Marte Nasa Cinquenta anos depois de a missão Apollo 11 pousar na Lua pela primeira vez, chegou a hora de voltar. Novas viagens tripuladas estão previstas, além da criação de uma base orbital e da chegada da primeira mulher ao satélite. Qual é a razão de tudo isso? Se aproximar de um projeto de "Lua colonizável" e, assim, criar um lugar para fazer escala antes de chegar até Marte. A agência espacial americana (Nasa) quer estabelecer presença humana permanente na Lua na próxima década. A nave Gateway está em fase de projeto e deverá orbitar o satélite natural. Ela será um "escritório" para os astronautas a cinco dias de viagem da Terra. A primeira parte da Gateway deverá ser lançada em 2022. Depois, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS, sigla em inglês) levará dois novos módulos para acoplar à nave orbital. Toda essa infraestrutura será o núcleo para a exploração humana da Lua, transformando-a em uma base para a próxima missão. Os testes devem começar em uma missão não tripulada no ano que vem. Projeto da nave Gateway, da Nasa Wagner Magalhães/G1 ISS - Lua - Marte A viagem até a Lua é mil vezes mais distante do que até a Estação Espacial Internacional (ISS) – a atual estrutura de pesquisas na órbita da Terra. O próximo passo da Nasa será incentivar mais o uso de recursos privados para manter a ISS e investir dinheiro americano (de parceria público-privada) nas pesquisas lunares. O governo deve incluir 1,6 bilhão de dólares (R$ 6 bilhões) a mais no orçamento da agência em 2020. As novas ferramentas, instrumentos e equipamentos implantados precisam abrir caminho para a chegada até Marte. Jim Bridenstine, diretor-administrativo da Nasa, anunciou em abril deste ano que os planos de exploração têm duas etapas principais: levar a primeira mulher à Lua até 2024 e estabelecer missões sustentáveis até 2028. Na celebração de 50 anos do Apolo 11, Nasa confirma que mulher será próxima a pisar na lua A primeira astronauta O envio da primeira mulher à Lua é questão de igualdade. Até hoje, doze seres humanos pisaram no satélite, e todos são homens. As missões Apollo, que há meio século encabeçaram a corrida espacial dos Estados Unidos contra a União Soviética, não extravasaram para uma discussão de igualdade nas agências espaciais. Na verdade, isso nem era possível, porque a carreira de astronauta na década de 60 exigia testes militares. E o exército americano, assim como acontecia na maior parte do mundo, não aceitava mulheres. Neil A. Armstrong, comandante da Apollo 11, dentro da nave que o levou até a Lua em 1969 Nasa "Com o final da Guerra Fria, os orçamentos dos programas espaciais minguaram e a aventura humana no espaço ficou cara", explicou o professor de astronomia da USP João Steiner. Dali em diante, as missões usaram robôs e sondas. Com a ajuda da tecnologia, o homem já chegou a Marte, Plutão, Saturno, Júpiter e até ao Sol. Uma missão americana com uma mulher só ocorreu em 1978, com Sally Ride; os russos foram os pioneiros e enviaram Valentina Tereshkova, em 1963. Desde então, o mundo já realizou 138 lançamentos, com 60 mulheres a bordo. Mas até hoje nenhuma pisou na Lua. Os 50 anos do homem na Lua Artemis Essa reparação histórica está prevista para acontecer até 2024. A agência americana vai lançar a Artemis, a nova missão para o satélite. O nome é uma homenagem à gêmea de Apollo, a deusa da Lua. "O retorno do ser humano tem a ver com a parte humana das descobertas, nem tanto política. O homem, quando pisa em alguma coisa, entende melhor. Na realidade, robôs fazem coisas maravilhosas sem a presença humana, mas gostamos de ir lá e ver com os próprios olhos." - Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional. Em toda a história, o homem ficou 80 horas sobre superfície lunar. Por isso, ainda não houve contato científico maior com o regolito, material disponível no solo. A Artemis pretende descobrir: Como se mover com segurança e desvendar o material do solo da Lua; Como conseguir montar uma estrutura em solo lunar; Testar tecnologias que podem ser aplicadas nas pesquisas em Marte; Como manter seres humanos mais tempo fora da Terra. O plano inclui também a tentativa de chegar pela primeira vez ao polo Sul da Lua, onde há evidências de gelo, mas ainda sem comprovação se isso de fato representa uma reserva aquática extraterrestre. "Na realidade, sobre a Lua, uma coisa de que ainda temos dúvida é sobre a quantidade de água. Isso é muito importante para uma possibilidade de ter realmente uma colônia fora da Terra. Se não tiver água, vamos levar. A mesma coisa em Marte, e isso é importante também para estabelecer custos", explica Daniela. Protótipo de como será o pouso futuro do ser humano na Lua Nasa Novas tecnologias Para chegar mais longe, é preciso mais tecnologia. A cientista Parvathy Prem, formada em Cingapura e que trabalha no Laboratório de Física Aplicada de Johns Hopkins, projetou um software para a Nasa que pode contribuir com essa nova fase. Seu programa é capaz de pulverizar cerca de 300 litros de água e outros gases a quilômetros do pouso. Isso pode ajudar os astronautas a andar uma distância maior. Parvathy, segundo a Nasa, trabalha para entender como a água se comporta na Lua. Ela se acomoda na superfície? Como fazer um reservatório? São algumas respostas que a Artemis pode vir a responder. Caminho até Marte Mineiro, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, Ivair Gontijo trabalha na missão Mars 2020. Essa não é a primeira experiência: ele ajudou na descida do robô Curiosity. Essa missão triunfou desde 2012 e encontrou moléculas orgânicas, desvendou detalhes sobre as estações climáticas marcianas e detalhou as variações de temperatura do planeta – faz -90ºC nas noites de inverno e 0ºC nas noites de verão. Só de descobrir a temperatura é possível entender que colonizar Marte não é uma missão simples. Por isso, Gontijo conta que a permanência na Lua pode ajudar no desenvolvimento de tecnologias para produzir oxigênio e alimentos para chegar até o planeta vermelho no futuro. "É importante levar as matérias primas para a Lua e depois usar as mesmas até Marte", disse. Gontijo escreveu um livro, o "A caminho de Marte: A incrível jornada de um cientista brasileiro até a Nasa", onde comenta essa relação e explica as comprovações científicas da chegada do homem à Lua. Ivan Gontijo, brasileiro que trabalha nas missões espaciais a Marte Carolina Dantas/G1 Segundo Gontijo, são movimentos paralelos nas pesquisas espaciais. A missão Mars 2020 também levará instrumentos para a produção de oxigênio. Eles pretendem observar reações químicas, um caminho para encontrar vida no planeta vermelho. Daniela Lazzaro, do Observatório Nacional, explica que o grande problema para mandar missões tripuladas para Marte é o tempo que demora para chegar até lá. A Lua pode funcionar como uma estação antes de chegar. "O nosso corpo não aguentaria. Se você quebra uma perna no espaço e fica 15 dias parado, o seu músculo já afina. Imagina meses e meses sem gravidade "Uma base na Lua poderia ajudar a ir mais longe. Seria uma escala e também um laboratório para a gente se adaptar às viagens no espaço", diz Daniela Lazzaro, do Observatório Nacional.
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18/07 - Fósseis de milhões de anos são vendidos ilegalmente por até R$ 20 em municípios do interior do Ceará
Em uma das minas de exploração, foi possível comprar um fóssil de Dastilbe crandalli, peixe de água doce que viveu entre 96 e 113 milhões de anos atrás. Fóssil foi obtido pela equipe de reportagem por apenas R$ 20. Antonio Rodrigues / Sistema Verdes Mares Proibida no Brasil, a compra e venda de fósseis é praticada livremente em municípios do interior do Ceará. O G1 flagrou, nas localidades de Nova Olinda e Santana do Cariri, o tráfico de peças de milhões de anos, que podem ser adquiridas por até R$ 20. Apresentando-se como turistas, membros da equipe de reportagem foram a pontos de venda onde são encontrados os fósseis. Em uma das minas de exploração, foi possível comprar um fóssil de Dastilbe crandalli, peixe de água doce que viveu de 96 a 113 milhões de anos atrás, por apenas R$ 20. A compra rendeu, ainda, o brinde de um exemplar de um Heteroptera (barata d’água). Em Santana do Cariri, um homem foi flagrado mostrando em seu piso o que seria um osso de dinossauro. “Isso aqui é uma junta, continua em outra pedra”, explicou. Morador da localidade, ele demonstrou conhecimento acerca da ilegalidade dos negócios feitos por meio da venda de fósseis. “Se tirar uma pedra daqui e comercializar, você vai se encrencar”, alertou. Na CE-166, que liga Santana do Cariri a Nova Olinda, há várias minas de exploração de calcário laminado. Antes de chegar a uma delas, um morador – não identificado – admite que a pedra é bastante encontrada na região, mas é fiscalizada pela Polícia Federal. Segundo ele, quem a acha mantém em sigilo. "Os funcionários (das minas) quando encontram, ficam todos caladinhos. Passam um ‘fio’ para um cara aí, ele vem, bota tanto (valor), outro bota tanto, e acabam levando. É proibido vender. É caro, dependendo da peça. Muitas vezes o cara encontra jacaré, pterossauro", confirma. Na chamada Mina de Idemar, a equipe se identificou, mais uma vez, como turistas que queriam levar uma “lembrança” para casa e indagou se havia alguma “pedra” – como costumam chamar os moradores – disponível. Rapidamente, um funcionário acompanhou a equipe até outra sala, onde havia diversos armários. Assim que todos entraram, o homem apontou para um fóssil. "Isso aqui não é meu, mas é raro. Os pesquisadores, quando veem, ficam loucos. Um vegetal, de ano em ano, você encontra um. Trabalho aqui há 10 anos. Faz tempo que vi desse aqui", conta, após mostrar um peixe em suas mãos. Por apenas R$ 20, a equipe adquiriu outra peça identificada como barata d’água. Após a aquisição dos fósseis, o material colhido em Nova Olinda foi entregue ao Laboratório de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (Urca). O paleontólogo Álamo Feitosa identificou os animais e entregou um termo de recebimento. Ao longo das últimas três semanas, a equipe de reportagem também tentou contato, por telefone, com a Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro do Norte. Questionamentos foram enviados por e-mail, e um repórter foi à própria unidade, mas não conseguiu falar com a delegada Josefa Maria Lourenço que, por meio dos secretários, afirmou “estar muito ocupada”. Fóssil de barata d'água foi dado 'de brinde' após a aquisição de um item maior. Antonio Rodrigues / Sistema Verdes Mares Importância histórica A Bacia do Araripe se tornou um dos principais alvos do tráfico de fósseis no mundo, por causa da preservação do material. “Houve coincidências geológicas e ambientais que preservaram os fósseis, mantendo as partes moles, mais delicadas, como músculo, pele, conteúdo estomacal, parasitos”, explica Álamo Feitosa. No local, podem ser encontrados diversas espécies de insetos, moluscos, grupos de plantas, peixes, anfíbios, tartarugas, lagartos, dinossauros, pterossauros, crocodilos, aves e pequenos mamíferos. “Os fósseis aqui são usados como modelo para o mundo todo”, completa Álamo. De acordo com o paleontólogo, o transporte destas peças para o exterior é antigo. Em 1800 já há registros feitos pelo naturalista João da Silva Feijó, que foi ao Cariri a mando da Coroa Portuguesa para relatar a singularidade dos fósseis. À época, enviou duas coleções ao rei de Portugal. Só a partir do último século, na década de 1940, que o material coletado começou a ser depositado no antigo DNPM. Porém, nos anos de 1960, Santana do Cariri tinha feiras livres de fósseis vendidos nas calçadas e praças, e enviados para São Paulo. Prisões Apesar de ter sido mais comum nas décadas de 1980 e 1990, o tráfico de fósseis ainda acontece na região. De 2012 a 2017, a Delegacia Federal de Juazeiro do Norte apreendeu 111 fósseis, prendeu/indiciou 19 pessoas e abriu 13 inquéritos. Em outubro de 2013, a Polícia Militar deteve um caminhão carregado com 27 peças em Pedreira (SP). O veículo teria sido carregado em Nova Olinda e aguardava o destino final. Antes disso, o motorista confessou aos agentes de segurança que já havia feito outras entregas do tipo, mas com destino a Curvelo (MG). No Brasil, fósseis são propriedades da União, enquanto a extração depende de autorização da Agência Nacional de Mineração.
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18/07 - Gêmeas siamesas separadas em operação rara comemoram três anos
Por oito meses, o Profissão Repórter acompanhou a história das gêmeas Ysadora e Ysabelle, protagonistas de um dos maiores desafios da medicina brasileira. O programa também mostra outros casos complexos que são atendidos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Profissão Repórter - Gêmeas siamesas – 17/07/2019 O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, realiza 1.500 partos por ano e é uma referência nacional para casos de maior complexidade, como o caso de Maria Ysadora e Maria Ysabelle, gêmeas siamesas que nasceram ligadas pela cabeça. Depois de oito meses da quinta e última cirurgia, que foi a da separação das gêmeas, o repórter Erik Von Poser esteve no Ceará para ver a recuperação das crianças, que recentemente completaram três anos. Elas fazem acompanhamento em um hospital de Fortaleza, junto do neurocirurgião pediátrico Eduardo Jucá, que foi quem as levou para o Hospital das Clínicas de Ribeirão. Ysadora e Ysabelle já falam "papai", têm sustentação no pescoço e até ficam de pé com ajuda dos pais. Para a mãe, Débora Freitas, o sonho é que daqui uns meses elas comecem a correr. Preparativos para a cirurgia Em 2018, a equipe do HC de Ribeirão Preto passou por um dos maiores desafios da medicina brasileira; um caso raríssimo que contou com a ajuda de especialistas dos Estados Unidos. Em uma maratona de 21 horas, neurocirurgiões fizeram com sucesso a cirurgia de separar as gêmeas siamesas unidas pela cabeça. "A raridade, nós estamos falando aqui de um caso para 2,5 milhões de nascidos vivos. E, ainda assim, sendo tão rara, a cada quatro crianças que têm uma união pela cabeça, só uma tem condição de ir para a cirurgia", afirma o neurocirurgião pediátrico Ricardo Santos de Oliveira. "O que está sendo feito para esse caso em particular vai beneficiar muitas outras crianças além das gêmeas", conta Jucá. O americano James Goodrich é neurocirurgião pediátrico e foi pessoalmente acompanhar a cirurgia. Ele explica que até 2004, era muito comum que a mãe tivesse que escolher quais das crianças iria sobreviver. Uma decisão difícil que deixava traumas permanentes na família. Então, ele e um colega desenvolveram uma técnica para executar várias cirurgias preparatórias ao longo de um ano. Após um mês que elas foram separadas, Ysabele e Ysadora entraram num processo de reabilitação. Os médicos e fisioterapeutas apostaram na capacidade dos cérebros infantis de criarem novas conexões para que as meninas consigam ganhar independência. O repórter Erik Von Poser acompanhou a cirurgia das gêmeas siamesas Reprodução: TV Globo "Elas passaram dois anos em uma situação de difícil estimulação. A gente conversa com os pais mostrando que ainda tem um caminho pela frente. A gente precisa que elas sustentem o pescoço, que elas sentem sozinhas para a gente almejar uma marcha", afirma Carla Caldas, neurologista chefe de reabilitação pediátrica. Do parto prematuro ao tratamento prolongado de crianças Um dos casos registrados pelo repórter Caco Barcellos foi dos filhos de Regiane Morro. O peso de um bebê saudável costuma ser em torno dos 3 kg; a filha dela nasceu com menos de 500 gramas. Regiane se preparava para ter filhos em um hospital particular, mas teve que mudar os planos. "Tava correndo tudo bem na gravidez, até que eu descobri que a pressão tava muito alta e me indicaram um médico do HC, porque a única chance deles sobreviverem era aqui, porque ela nasceu muito pequena, do tamanho de um celular. Ela é um milagre pra mim", conta. O HC também conta com uma Casa de Apoio que abriga pacientes com câncer que vêm de longe, como é o caso da menina Eliza Lohner, de 5 anos. "Ela começou com uma sinusite muito forte, uma irritação muito forte na garganta. Aí ela foi perdendo a vontade de se movimentar, de respirar, muito cansaço, não conseguia ficar acordada por causa do cansaço. E foi aí que a gente descobriu que o tumor estava crescendo do nariz em direção à garganta", diz Elaine Maria Silva, mãe de Eliza. Caco Barcellos com Débora e Eliza Reprodução: TV Globo Ela e a filha já estão há três meses na Casa e ali fizeram amizade com a família da pequena Débora Camilo. "As duas têm a mesma forma de tumor. No caso da pequena [Débora] foi mais agressivo", conta Gisele Cristina Camilo, mãe da Débora. "Em poucos dias, no caso da Débora, foi no olho, o tumor dobra de tamanho. Por isso que o tratamento precisa ser muito rápido. Não dá pra perder tempo." Débora e Eliza estão no meio de um tratamento que dura cerca de um ano. Já fizeram radioterapia e agora recebem quimioterapia toda semana. Confira a reportagem completa no vídeo acima.
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18/07 - Overdoses fatais caem nos EUA pela primeira vez em décadas
Cifra estimada de mortos caiu para 68.557 em 2018, em comparação com 72.224 no ano anterior, segundo dados publicados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). As overdoses fatais diminuíram 5,1% em 2018 nos Estados Unidos Divulgação Pela primeira em duas décadas, o número de mortes decorrentes de overdose caiu nos Estados Unidos. As overdoses fatais diminuíram 5,1% em 2018 no país, segundo dados oficiais preliminares publicados nesta quarta-feira (17) pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Um dos motivos para a queda é uma importante diminuição nas mortes relacionadas com o consumo de analgésicos com receita. "Os últimos dados provisórios sobre mortes por overdose mostram que os esforços dos Estados Unidos para frear o uso de opioides e o vício estão funcionando", disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar. No entanto, ele advertiu que a epidemia não se solucionará da noite para o dia. A cifra estimada de mortos caiu para 68.557 em 2018, em comparação com 72.224 no ano anterior, segundo os dados do CDC. Mas o número continua sendo muito mais alto que em 1999, quando foram registradas 16.849 mortes, uma cifra que não parou de crescer ano após ano até 2017, com um aumento considerável entre 2014 e 2017. O comércio e marketing do OxyContin gerou um aumento nas prescrições de opióides nos Estados Unidos e pode estar na origem da epidemia de dependência Reuters Opioides naturais, semissintéticos e sintéticos As mortes atribuídas a opioides naturais e semissintéticos – como morfina, codeína, oxicodona, hidrocodona, hidromorfona e oximorfona –, que são receitados como analgésicos, reduziram de 14.926 para 12.757 (14,5%). Esta foi a queda mais significativa entre todas as categorias. Por outro lado, as mortes relacionadas com os opioides sintéticos - como tramadol e fentanil -, com exceção da metadona, continuaram aumentando consideravelmente e as mortes por cocaína também aumentaram ligeiramente. A epidemia de opioides está enraizada nos Estados Unidos e é consequência de décadas de prescrição excessiva de analgésicos que causam dependência. A crise causou cerca de 400.000 mortes por opioides receitados ou ilícitos, e inclui algumas vítimas de grande repercussão midiática, como o ícone pop Prince e o roqueiro Tom Petty. Mas há alguns sinais de que a maré está começando a mudar, já que as autoridades federais e estatais começaram a enfrentar gigantes da droga nos tribunais por supostos subornos aos médicos para que receitassem seus medicamentos ou por uma comercialização enganosa que minimiza os riscos da dependência química. Louvre retira de ala o nome de família ligada à epidemia de opioides nos EUA Quem é a família de bilionários acusada de se beneficiar da crise de drogas nos EUA
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17/07 - Ebola: Por que a OMS declarou que o surto na República Democrática do Congo é uma emergência internacional de saúde pública
Novo caso em cidade grande do país aumenta temor de que doença se espalhe. Médicos cuidam de paciente com ebola em área de isolamento em Beni, na Rep. Democrática do Congo John WESSELS / AFP O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) foi declarado uma emergência de saúde pública de caráter internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira (17). A declaração de emergência acontece depois de o país ter confirmado nesta semana o primeiro caso de ebola na cidade de Goma, um importante eixo de transportes no leste do país africano. O surto no país foi declarado em agosto de 2018, mas o caso em Goma pode ser um "divisor de águas", segundo a OMS, por causa da grande população da cidade, de mais de 2 milhões de habitantes, localizada na fronteira com Ruanda, que está em alerta máximo. "Está na hora de o mundo notar e de redobrarmos nossos esforços. Precisamos trabalhar juntos com a RDC para acabar com esse surto e construir um sistema de saúde melhor", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Um trabalho extraordinário tem sido feito há quase um ano sob as circunstâncias mais difíceis. Todos nós devemos a esses trabalhadores – não só da OMS mas também do governo, parceiros e comunidades – a responsabilidade de carregar um pouco mais desse peso." Mais de 1.600 pessoas morreram desde o início do surto de ebola no leste da República Democrática do Congo - o segundo maior surto de todos os tempos. Segundo o Ministério da Saúde local, o caso de Goma foi de um pastor foi diagnosticado após chegar de ônibus no domingo (14). O pastor infectado viajou de ônibus por 200 km da cidade de Butembo, onde esteve em contato com pessoas com ebola, até Goma. O Ministério da Saúde disse em um comunicado que há um baixo risco de propagação da doença na cidade, porque todos os outros ocupantes do ônibus - um motorista e mais 18 passageiros - foram rastreados e seriam vacinados nesta segunda-feira, 15 de julho. "Por causa da velocidade com que o paciente foi identificado e isolado, bem como a identificação de todos os passageiros, o risco de o vírus se espalhar por Goma permanece pequeno." Por que o surto mudou de patamar? Desde o início do atual surto, a Organização Mundial de Saúde havia optado em três ocasiões diferentes não declará-lo como uma situação de emergência de saúde global – até agora. Robert Steffen, presidente do comitê de emergência para ebola da OMS, havia dito em abril que adotar essa medida não traria mudanças significativas às ações de combate ao vírus no país. Além disso, ele queria evitar também que o novo patamar fosse usado como justificativa para um eventual fechamento de fronteiras e rotas de transporte, causando impactos econômicos e sociais que poderiam até agravar o surto - algo que não foi adotado até agora. Mas na semana passada o Reino Unido pediu que o órgão fizesse a declaração de emergência a fim de facilitar a arrecadação internacional de fundos para lutar contra a disseminação da doença - a OMS está desapontada com o impacto de atrasos em repasses de verbas ao combate da doença. Além de facilitar a arrecadação de verbas, a declaração significa que a entidade fez uma série de recomendações que devem ser seguidas pelo país afetado e seus vizinhos. Entre elas, está a recomendação de que autoridades do mundo todo trabalhem em conjunto com companhias aéreas e com agências de viagens para que todos sigam as regras da OMS para o tráfego internacional. Países vizinhos devem ter vacinas preparadas e mapear o fluxo de pessoas, entre outras medidas. A OMS reitera a importância de não fechar as fronteiras - há livre circulação de pessoas entre as cidades fronteiriças de RDA e Ruanda. Desconfiança nas autoridades favorece propagação O ebola infecta seres humanos por meio do contato próximo com pessoas ou animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos frugívoros e antílopes da floresta. O vírus pode então se espalhar rapidamente quando pessoas têm contato direto com lesões na pele, na boca e no nariz ou com sangue, vômito, fezes ou fluidos corporais de alguém que tem o vírus, ou indiretamente, ao ficarem em ambientes contaminados. O ebola inicialmente causa sintomas como febre súbita, fraqueza intensa, dor muscular e dor de garganta. O quadro depois progride para vômitos, diarreia e sangramento interno e externo. Os pacientes tendem a morrer de desidratação e falência múltipla de órgãos. O ebola é um grande desafio para os profissionais de saúde da República Democrática do Congo que lutam para conter sua disseminação. "As pessoas ainda têm medo de ir às clínicas de saúde se estiverem com sintomas de ebola", diz Tariq Riebl, diretor de resposta a emergências de ebola da organização não governamental International Rescue Committee. O atual surto no leste da República Democrática do Congo começou em 2018 e é o décimo a atingir o país desde 1976, quando o vírus foi descoberto pela primeira vez. A epidemia na África Ocidental entre 2014 e 2016, que afetou 28.616 pessoas e fez 11.310 vítimas fatais, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa, foi o maior surto do vírus já registrado.
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17/07 - Louvre retira de ala o nome da família Sackler, ligada à epidemia de opioides nos EUA
Família lucra com o OxyContin, um poderoso analgésico opiáceo. À TV local, diretor do Louvre disse que período de homenagem à família em parte do museu chegou ao fim. Repórter da AFP diz ter visto as placas que indicam a Ala Sackler de Antiguidades Orientais cobertas por fita-crepe Bernard Jaubert/AFP/Arquivo O Louvre retirou de uma das suas alas o nome da família Sackler, informou nesta quarta-feira (17) a agência France-Presse (AFP). Os doadores do museu de Paris são acusados ​​de lucrar com um analgésico opioide altamente viciante, responsável por uma epidemia nos EUA. Um repórter da AFP relata ter visto as placas que indicavam a Ala Sackler de Antiguidades Orientais do museu cobertas por fita-crepe. A galeria recebeu este nome por conta de uma doação de US$ 3,6 milhões feita pela família Sackler em 1996. Nesta terça-feira (16) o diretor do museu, Jean-Luc Martinez, disse à TV local que a ala não carregaria mais o nome dos mecenas por ter ultrapassado os 20 anos de homenagem. Família Sackler deu nome a ala do museu após uma doação de US$ 3,6 milhões em 1996. 139904/Creative Commons Epidemia de opiáceos Recentemente o Louvre enfrentou críticas sobre sua ligação com a família Sackler, proprietária da farmacêutica Purdue Pharma, que está em mais de mil ações judiciais por conta da relação do analgésico OxyContin com a crise dos opiáceos nos EUA. Quem é a família de bilionários acusada de se beneficiar da crise de drogas nos EUA Nos últimos meses, importantes museus como o Guggenheim e o Metropolitan, de Nova York, e o Tate e o National Portrait Gallery, de Londres, se posicionaram contrários à família e disseram que deixariam de aceitar suas doações. Em 2017, ao menos 47 mil pessoas morreram de overdose de opiáceos nos EUA, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Na França, médicos alertam para o fato de que 12 milhões de pessoas no país estão consumindo opioides, e que não foram informadas sobre uma potencial dependência e risco de overdose.
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17/07 - Veja como está o único astronauta da missão Apollo 11 a não pisar na Lua
Michael Collins, um dos pioneiros da missão Apollo 11, visitou o lugar a convite da Nasa; Buzz Aldrin cancelou a presença. Tripulação da Apollo 11, há 50 anos. Nasa Michael Collins, um dos três integrantes da missão Apollo 11, visitou nesta quarta-feira (17) o centro de lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida, de onde há 50 anos partiu com Neil Armstrong e Buzz Aldrin em direção à Lua. "É maravilhoso estar de volta," disse à AP o piloto de 88 anos. "Mas agora é diferente. Eu queria poder fazer uma pergunta ao Neil, ou conversar com o Buzz Aldrin, mas desta vez estou aqui sozinho", diz. Armstrong faleceu em agosto de 2012 e Aldrin, que tem 89 anos, cancelou a visita. Os dois pisaram em solo lunar na missão de 1969. Collins permaneceu todo o tempo em órbita. Michael Collins, à direita, conversa com o diretor do Centro Espacial Kennedy em sua visita ao Complexo de Lançamentos 39A, na Flórida Frank Michaux/NASA "A Apollo 11 foi uma coisa séria. Nós da tripulação sentimos o peso do mundo em nossos ombros. Todos os olhos estavam voltados para nós, queríamos ser os melhores possíveis", lembra. Enquanto seus colegas caminhavam sobre a superfície lunar recolhendo materiais para estudo, Collins foi o responsável por manter o controle da aeronave que orbitava ao redor da Lua para assegurar o retorno dos pioneiros à Terra. De volta ao planeta, o piloto abandonou a carreira na Nasa para trabalhar na Casa Branca em 1970. Depois desta investida na política, Collins dirigiu o Museu Smithsonian de Washington e abriu uma consultoria aeroespacial. Initial plugin text
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17/07 - Homossexuais vão poder doar sangue na França após quatro meses de abstinência sexual
De 1983 até 2016 era proibido na França que homossexuais doassem sangue por medo de transmissão do vírus HIV. França reduzirá de para quatro meses o período de abstinência sexual que homossexuais devem respeitar para doar sangue Chico de Assis A França reduzirá de um ano para quatro meses o período de abstinência sexual que os homossexuais devem respeitar para doar sangue, anunciou nesta quarta-feira (17) o ministério da Saúde francês. Essa medida entrará em vigor a partir de fevereiro de 2020, informou o ministério, dizendo se tratar de "uma primeira etapa" para um alinhamento das condições de doação dos homossexuais com as dos heterossexuais. A abstinência sexual de um ano, estabelecida em 2016 por decreto, levantou uma onda de críticas por parte de associações de homossexuais que denunciaram discriminação. De 1983 até 2016 era proibido na França que homossexuais doassem sangue por medo de transmissão do vírus HIV. Também desde 2016, os homossexuais podem doar seu plasma sob os mesmos critérios de outros doadores. O plasma, usado em casos de hemorragia, também serve para fabricar medicamentos, tais como imunoglobulinas, fatores de coagulação e outros produtos para vítimas de queimaduras e pacientes em reanimação. Abstinência A decisão da ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn, de reduzir o período de abstinência faz parte de um plano de avaliação regular dos critérios de seleção dos doadores, baseado em "elementos científicos, objetivos e independentes", apontou o ministério. Estudos da Agência Francesa de Saúde Pública mostraram que ter autorizado em 2016 a doação de sangue aos homossexuais não aumentou o risco residual de transmissão do vírus da aids.
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17/07 - OMS declara emergência internacional por surto de ebola na República Democrática do Congo
Apesar da declaração, risco de disseminação do vírus fora da região da RDC é baixo e os países da comunidade internacional não devem restringir viagens e negócios com as nações africanas. Funcionário de saúde congolês vacina criança no Centro de Saúde Himbi em Goma, na fronteira da República Democrática do Congo (RDC) com Ruanda, nesta terça-feira (17) Olivia Acland/Reuters A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta quarta-feira (17), que o surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) se tornou uma emergência internacional de saúde pública. Em uma entrevista coletiva com jornalistas por telefone, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que, embora ainda não haja registros de transmissão de ebola em países vizinhos, dois casos de pessoas que estiveram na fronteira da RDC com a Ruanda e Uganda e depois foram diagnosticadas com o vírus levaram a organização a tomar a decisão. "O risco de disseminação na RDC e na região segue muito alto, mas o risco de disseminação fora da região permanece baixo", ressaltou Ghebreyesus a jornalistas. Na segunda-feira (15), a OMS havia informado que mais de 1.600 pessoas já morreram desde o início do surto de ebola no leste da República Democrática do Congo, há um ano. O surto foi declarado oficialmente em 1º de agosto de 2018, e é considerado o segundo maior da doença de todos os tempos. O diretor-geral explicou que "não há evidência de transmissão" do vírus na Uganda e na Ruanda. "Mas, como os dois eventos indicam uma disseminação do vírus, o comitê pediu que eu declarasse emergência de preocupação internacional." O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus Denis Balibouse/Reuters Ebola não é ameaça global Robert Steffen, presidente do Comitê de Emergência de Regulações Internacionais de Saúde da organização, explicou ainda que essa "ainda é uma emergência regional e de forma alguma uma ameaça global". Por outro lado, a OMS fez um apelo para que os doadores e governos aumentem as doações de combate ao surto, o que também é uma forma de evitar que o vírus se espalhe pela África ou chegue a outros continentes. "Não é arrecadação, é para prevenir a disseminação internacional da doença", disse o diretor-geral. "O governo da República Democrática do Congo está fazendo todo o possível. Mas eles precisam do apoio da comunidade internacional. Isso inclui apoio financeiro", disse Ghebreyesus. "A menos que a comunidade internacional aumente seus fundos para a resposta agora, vamos pagar por esse surto por um bom tempo ainda." Funcionários da área da saúde que atuam na contenção do ebola na África AFP Ajuda da comunidade internacional Apesar da declaração de emergência internacional, as duas autoridades recomendaram aos países que, além de aumentar suas doações, não fechem fronteiras nem restrinjam as viagens e negócios com a RDC ou os países vizinhos. "Isso provocaria um impacto terrível na economia da região", explicou Steffen, ressaltando que as "consequências negativas" do isolamento da RDC e de outros países da região incluem, por exemplo, menos dinheiro para prevenir a disseminação do vírus. Além disso, segundo ele, o fechamento de fronteiras ou limitação de viagens estimularia a população a buscar alternativas ilegais de cruzamento de fronteiras, que atualmente estão sendo monitoradas de perto justamente para evitar que pessoas saiam do país portando o vírus. Por isso, a consequência desse isolamento não afetaria apenas os países já afetados, mas aumentaria o risco de outros países acabarem entrando na zona de transmissão do vírus. "Mais de 75 milhões de checagens para detectar o ebola já foram feitas em fronteiras e outros checkpoints", ressaltou Ghebreyesus sobre uma das ações locais para prevenir a epidemia. Segundo o relatório divulgado pelo comitê nesta quarta, 70 pontos de entrada passam por essa checagem e 22 casos já foram detectados dessa forma. Atualmente, a localidade de Beni é a mais afetada por novos casos (leia mais abaixo). Vacina contra o Ebola é dada na cidade de Mbandaka, na República Democrática do Congo REUTERS/Kenny Katombe/File Photo Recomendações da OMS Nesta quarta-feira, a OMS divulgou uma lista de recomendações para todos os países em relação ao combate da disseminação do ebola. Para os países afetados: Continuar fortalecendo a conscientização da população, principalmente em pontos fronteiriços e com pessoas em risco; Continuar a verificação de viajantes nas fronteiras e principais rodovias domésticas; Continuar a coordenação com a ONU e parceiros para reduzir as ameaças e mitigar riscos de segurança no controle da doença; Reduzir o tempo entre o diagnóstico e o isolamento; Estratégias de vacinação para aumentar o impacto de conter o surto devem ser implementadas rapidamente; Mapear postos de saúde e fortalecer outras medidas para aumentar o monitoramento e supervisão de infecções hospitalares. Para os países vizinhos aos afetados: Trabalhar com urgência com parceiros para se preparar para a detecção e gerenciamento de casos "importados", incluindo o mapeamento dos postos de saúde e a vigilância ativa; Continuar a mapear o movimento e padrões sociológicos da população para prever riscos de disseminação; Aumentar ações de engajamento e comunicação com a comunidade, especialmente nas fronteiras; Priorizar pesquisas de vacinas e tratamentos. Para todos os países: Nenhum país deve fechar suas fronteiras ou restringir viagens e negócios, medidas que incentivam o movimento informal e não monitorado de pessoas e produtos entre os países e comprometem as operações de segurança e logística; Autoridades nacionais devem trabalhar com as companhias aéreas e outros meiores de transporte e turismo; Não é necesário implantar medidas de verificação em aeroportos e outros portos de entrada nos países que estão fora da região. Entenda como o ebola é transmitido nos seres humanos Arte G1 Disseminação do ebola O caso mais recente que levou a OMS a aumentar o nível de alerta aconteceu neste domingo (14) em Goma, uma cidade da República Democrática do Congo que fica na fronteira com a Ruanda. Um pastor saiu da cidade de Butembo e viajou por 200 km em um ônibus até Goma. Ele esteve em contato com pessoas que portavam o vírus, e foi diagnosticado com ebola no domingo, depois que acudiu a um centro de saúde. Segundo Ghebreyesus na tarde desta quarta, o homem morreu em decorrência da doença. Como a cidade tem mais de 2 milhões de habitantes, fica em uma fronteira internacional e representa um importante eixo de transportes no leste da RDC, autoridades locais e ruandesas ficaram em alerta. O Ministério da Saúde da RDC afirmou que o homem foi rapidamente diagnosticado e isolado, e que 75 pessoas foram foram vacinadas, entre o motorista e os demais 18 passageiros do ônibus e demais indivíduos que entraram em contato com o paciente. O outro caso, segundo Ghebreyesus, foi de uma mulher que vivia na RDC e cruzou a fronteira com Uganda para comprar peixe. Depois que retornou, ela também foi diagnosticada com ebola e não sobreviveu. Atualmente, segundo o comitê da OMS, o número de casos nas cidades de Butemo e Mabalako, na RDC, aumentaram, mas o epicentro do surto é a localidade de Beni, que concentrou 46% dos casos nas últimas três semanas.
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17/07 - Estradas de SP e estações de Metrô e CPTM têm postos de vacinação contra o sarampo
Campanha acontece na capital e em Guarulhos, Osasco e no ABC. Vacina contra sarampo Foto: Cristine Rochol/PMPA As cidades de São Paulo, Guarulhos, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul terão postos de vacinação contra sarampo nas estações do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) a partir desta quarta-feira (17) até 16 de agosto. O número de casos de sarampo no estado de São Paulo em 2019 aumentou para 384 nesta segunda-feira (15), segundo a Secretaria Estadual de Saúde. O balanço de junho apontava 51 casos. Em cerca de 40 dias, o número de casos aumentou 652%. De acordo com a secretaria, os jovens e adultos correspondem a 47% dos casos e nenhuma morte foi registrada. Embora a doença seja menos grave em adultos, a imunização é importante para evitar que o vírus --que é altamente contagioso-- se espalhe. O cronograma será divulgado semanalmente (veja abaixo a programação). Em São Paulo, o foco da campanha tem sido a população de 15 a 29 anos, mais suscetível a não ter tomado a segunda dose da vacina. Os painéis eletrônicos de rodovias na região metropolitana de São Paulo terão projeções de conscientização sobre a importância da vacinação. Programação Na quarta-feira (17) Paulista – 4-Amarela | 13h - 18h Ana Rosa – 1-Azul e 2-Verde | 10h - 17h Artur Alvim – 3-Vermelha | 13h - 17h Tatuapé – 3-Vermelha, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade | 10h - 16h30 Presidente Altino – 8-Diamante e 9-Esmeralda | 16h - 20h Terminal Metropolitano São Bernardo Corredor ABD | 10h - 17h Na quinta-feira (18) Paulista – 4-Amarela | 13h - 18h Artur Alvim – 3-Vermelha | 09h - 12h Brás – 3-Vermelha, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade | 10h - 16h30 Comandante Sampaio – 8-Diamante | 16h - 20h Na sexta-feira (19) Paulista – 4-Amarela | 13h - 18h Barra Funda – 3-Vermelha, 7-Rubi, 8-Diamante | 10h - 19h Paraíso – 1-Azul e 2-Verde | 10h - 17h Tatuapé – 3-Vermelha, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade | 10h - 16h30 Terminal Metropolitano São Bernardo Corredor ABD | 10h - 17h Campo Limpo – 5-Lilás | 10h - 15h Presidente Altino – 8-Diamante e 9-Esmeralda | 16h - 20h No sábado (20) Terminal Metropolitano Jabaquara – Corredor ABD | 10h - 16h Terminal Metropolitano Vila Galvão – Corredor Metropolitano Guarulhos - São Paulo (Tucuruvi) | 9h - 15h Sé – 1-Azul e 3-Vermelha | 10h - 16h República – 3-Vermelha e 4-Amarela | 10h - 16h Santa Cecília – 3-Vermelha | 10h - 16h Marechal Deodoro – 3-Vermelha | 10h - 16h Higienópolis-Mackenzie – 4-Amarela | 10h - 16h Clínicas – 2-Verde | 10h - 16h Barra Funda – 3-Vermelha, 7-Rubi, 8-Diamante | 10h - 19h Paulista – 4-Amarela | 10h - 16h Paraíso – 1-Azul e 2-Verde | 10h - 16h Vila Prudente – 2-Verde e 15-Prata | 10h - 16h Sacomã – 2-Verde | 10h - 16h Tamanduateí – 2-Verde e 10-Turquesa | 10h - 16h Vila das Belezas – 5-Lilás | 10h - 16h Santana – 1-Azul | 09h - 16h Tucuruvi – 1-Azul | 09h - 16h Objetivo A meta é vacinar mais de de 900 mil jovens e adultos entre 15 e 29 anos nos municípios de Guarulhos, Osasco, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. As doses estão disponíveis nos postos de saúde Na capital paulista, a campanha começou em 10 de junho com o objetivo de vacinar 2,9 milhões de pessoas. Até o momento, foram vacinadas cerca de 75 mil pessoas. Em 2019, até 15 de julho, foram confirmados 384 casos de sarampo em SP. Mais de 70% desse total se concentra na capital, com 272 casos. Vacinação A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é indicada para crianças de até 12 meses, que devem tomar outra dose de reforço a partir dos 15 meses de idade com a tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela).
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17/07 - Alemanha multará pais que não vacinarem filhos contra o sarampo
Caso seja ratificada pelo parlamento, medida deverá entrar em vigor em março. Mulher é vacinada contra sarampo, rubéola e caxumba em Nova York Seth Wenig/AP Photo O Conselho de Ministros da Alemanha aprovou nesta quarta-feira (16) a imposição de multas de até 2,5 mil euros aos pais que não vacinarem seus filhos em idade escolar contra o sarampo. Brasil confirma 426 casos de sarampo em 2019; números disparam em SP A decisão, que entra em vigor em março do ano que vem se for ratifica pelo parlamento, obriga também a vacinação dos menores em centros de refugiados e contempla inclusive a exclusão do direito de frequentar creches para as crianças não vacinadas. "Queremos dentro do possível evitar que todas as crianças contraiam o sarampo. Porque o sarampo é altamente contagioso e pode ter uma evolução muito prejudicial, às vezes fatal", disse o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn. Segundo números oficiais, no ano passado foram registrados na Alemanha um total de 543 casos de sarampo e neste ano já são mais de 400. A decisão do Conselho de Ministros ocorre em um momento em que diversos grupos na Alemanha e em grande parte da Europa questionam a importância das vacinas. Os sintomas do sarampo, doença que pode matar e voltou a assustar no Brasil Um encontro com pais que não querem vacinar seus filhos
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17/07 - Brasil confirma 426 casos de sarampo em 2019; números disparam em SP
Em 40 dias, casos no estado de São Paulo aumentaram 586%. Foram 350 moradores infectados, número que representa 82% dos registros em todo o país. Dados são do Ministério da Saúde. Vacina do sarampo está disponível de graça pelo SUS Divulgação/Prefeitura de Santos O Ministério da Saúde confirmou 426 casos de sarampo em sete estados do Brasil. O novo boletim foi divulgado nesta quarta-feira (17). Outros 810 casos estão em investigação e 986 já foram descartados. São Paulo lidera o ranking com o maior número de infecções: representa 82% de todos os registros do país. Os sintomas do sarampo, doença que pode matar e voltou a assustar no Brasil Os números da doença dispararam no estado de São Paulo. Desde o dia 7 de junho, quando havia 51 casos confirmados, ocorreu uma alta de 586%: o número passou para 350. A capital concentra a maior parte das infecções, com 273 pessoas. Em segundo lugar está Santos, com 21 registros. No caso do estado de SP, a incidência é maior em crianças com menos de 1 ano: 4,7 por 100 mil habitantes. Isso acontece porque a vacina não é recomendada para essa faixa etária – pais e mães precisam conversar com o pediatra e ver a melhor solução para proteger o bebê. Por isso, a campanha de imunização do governo paulista está direcionada para o grupo de 15 a 29 anos. Esse público é o segundo mais afetado, mas que poderia estar protegido com a vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde. Casos confirmados e taxa de incidência por faixa etária em São Paulo Outros estados Juntos, os outros seis estados brasileiros representam 18% dos casos do país. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará também estão com surto ativo para a doença – quando o número de casos é registrado numa velocidade maior que a média da região. Sarampo: tire dúvidas sobre a vacina disponível no SUS O Rio recebeu 61 notificações (suspeitas da doença), mas confirmou 11 (2,6%). Foram descartados 32, mas 18 seguem sendo investigados. Paraty foi a cidade que mais pessoas foram infectadas: foram 11, desde o início do ano. A capital teve apenas um registro. O Pará teve 53 casos confirmados, sendo que foi notificado de 144 suspeitas. A capital, Belém, não apresentou infecções. Ainda falta investigar outros seis casos, sendo que 85 já foram descartados. A maior taxa de incidência também está entre as pessoas de 15 a 29 anos.
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17/07 - Traje usado por Neil Armstrong na Apollo 11 volta a ser exibido em museu
É a primeira vez em 13 anos que o traje é exibido. Traje usado por Neil Armstrong quando caminhou na Lua em 20 de julho de 1969 exibido no museu Smithsonian. Jim Preston/Smithsonian Air and Space Museum/Handout via Reuters/ O traje espacial que o astronauta Neil Armstrong utilizou durante sua missão à Lua foi exposto ao público pela primeira vez em 13 anos nesta terça-feira (16), no museu aeroespacial do Smithsonian, exatamente 50 anos depois que a Apollo 11 foi lançada ao espaço. O traje esteve exposto no mesmo local até 2006, quando foi removido para prevenir a deterioração. Astronauta Neil Armstrong na Lua Divulgação/Nasa O filho de Armstrong, Rick, apresentou o traje ao lado do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que falou sobre como o país estava fortemente dividido no final dos anos 1960, mas se uniu em orgulho quando Armstrong se tornou o primeiro homem a caminhar na Lua. Armstrong morreu em 12 de agosto de 2012 em Cincinnati, Ohio. "Além das contribuições à ciência e ao conhecimento humano, naquele breve momento o homem que vestiu este traje uniu nossa nação e o mundo", disse Pence. "Apollo 11 é o único evento do século 20 que tem uma chance de ser amplamente recordado no século 30", afirmou o vice-presidente. "Daqui a mil anos, 20 de julho de 1969 provavelmente será uma data que viverá nas mentes e imaginações de homens e mulheres, aqui na Terra, pelo nosso Sistema Solar, e além." Conservação Nos últimos 13 anos, o traje foi objeto de extensos trabalhos de conservação, que incluíram entrevistas com os designers e criadores do traje especial e pesquisas a respeito dos materiais e produtos utilizados. "A complexidade do traje garantiu que ele poderia sustentar a vida humana nos ambientes mais hostis: calor e frio extremos, radiação, micrometeoritos e as ameaças dos cortes por rochas afiadas – tudo teve de ser levado em consideração", disse Ellen Stofan, diretora do museu de Washington, no evento. Lisa Young, restauradora do Museu Nacional do Ar e do Espaço Smithsonian ajusta traje usado por Armstrong quando o astronauta esteve na Lua em 1969. Kevin Fogarty/Reuters Initial plugin text
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17/07 - Gêmeas unidas pelo crânio são separadas depois de 50 horas de cirurgia
As irmãs paquistanesas de dois anos passaram por um longo procedimento cirúrgico em hospital da Inglaterra. Irmãs siamesas Safa e Marwa Ullah Divulgação/Great Ormon Street Hospital As irmãs paquistanesas Safa e Marwa Ullah nasceram unidas pelo crânio. Após quatro meses internadas e mais de 50 horas de cirurgia foram separadas com sucesso, anunciou nesta terça-feira (16) o hospital londrino responsável pela intervenção. As gêmeas receberam alta em 11 de fevereiro deste ano, mas foi só agora que o hospital público Great Ormon Street divulgou em nota as informações sobre o caso. Gêmeos conjugados, mais comumente chamados de gêmeos siameses, são extremamente raros, afirmou o neurocirurgião Owase Jeelani "A incidência é de um em um milhão, ou um em dois milhões de recém-nascidos", disse o médico. Jeelani considera os procedimentos como muito complexos, mas se diz otimista e que acredita na recuperação: "antes dos três anos elas estarão andando". Irmãs siamesas Safa e Marwa Ullah Divulgação/Great Ormon Street Hospital As pequenas Safa e Marwa nasceram em Charsadda, no Paquistão, em janeiro de 2017 e foram levadas ao hospital inglês quando completaram 19 meses. Em outubro de 2018 as crianças foram internadas e tiveram início os procedimentos que, entre outros, contou com réplicas feitas por impressoras 3D da malformação para que os especialistas pudessem praticar as cirurgias. Após o cinco meses de recuperação com fisioterapia intensiva, as gêmeas deixaram o hospital no início de julho estão reunidas com a família. Mais de cem profissionais de saúde trabalharam para separar irmãs unidas pela cabeça
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16/07 - Eclipse lunar é visto em Campos, no RJ
Fenômeno acontece quando Sol, Terra e Lua se alinham nessa ordem e, assim, o planeta faz uma "sombra" na imagem do satélite natural. Fenômeno foi registrado por volta das 19h em Campos, no RJ Paulo Veiga/Inter TV O eclipse lunar parcial desta terça-feira (16) pôde ser visto por moradores de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O fenômeno acontece quando Sol, Terra e Lua se alinham nessa ordem e, assim, o planeta faz uma "sombra" na imagem do satélite natural. A moradora de Campos, Beatriz Corrêa acompanhou o eclipse e ficou maravilhada com o momento. Um espetáculo no universo. Lindo! O universo é nosso", disse a moradora. O cinegrafista da Inter TV, Paulo Veiga, fez um registro do eclipse por volta das 19h. O fenômeno pôde ser visto em vários lugares do mundo. Da sede da Inter TV em Campos, a videorrepórter Alice de Sousa também assistiu ao espetáculo. "O céu estava lindo e foi um fenômeno marcante", contou. A fase da umbra, quando a sombra da Terra começa a ser observada na Lua, começou às 17h01 (horário de Brasília) e durou até por volta das 20h. Segundo os especialistas, diferentemente de um eclipse solar – quando o que fica "escondido" é o Sol –, para observar o fenômeno lunar não é preciso óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu, mas é mais fácil assistir ao fenômeno em áreas menos iluminadas e com o horizonte livre. Veja outras notícias da região no G1 Norte Fluminense.
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16/07 - Eclipse parcial da Lua é visto no Brasil e pelo mundo; FOTOS
Fase de melhor visualização do fenômeno aconteceu entre às 17h e às 20h desta terça (horário de Brasília). Céu limpo possibilita visualização com nitidez do eclipse lunar no Recife Reprodução/TV Globo O território brasileiro está dentro da faixa do planeta com visão do eclipse lunar parcial desta terça-feira (16). O fenômeno acontece quando Sol, Terra e Lua se alinham nessa ordem e, assim, o planeta faz uma "sombra" na imagem do satélite natural. A fase da umbra, quando a sombra da Terra começa a ser observada na Lua, tem início às 17h01 (horário de Brasília), e durou até por volta das 20h. "O eclipse lunar, em geral, dura bastante tempo. Desta vez será em um horário bom, porque vai ser próximo do pôr do sol, e a Lua vai estar em uma posição relativamente alta no céu", disse ao G1 Thiago Signorini Gonçalves, astrônomo da UFRJ e membro da Sociedade Astronômica Brasileira. O eclipse lunar parcial é visto de Cabrobó (PE) na noite desta terça-feira (16) Celso Tavares/G1 Eclipse em Manaus por volta de 18h30 Patrick Marques/G1 AM Eclipse em Manaus por volta de 18h15 Patrick Marques/G1 AM Eclipse parcial da Lua é visto em São Carlos Reprodução EPTV Lua durante o eclipse parcial de 16 de julho no céu de Brasília Ueslei Marcelino/Reuters Céu limpo possibilita visualização com nitidez do eclipse lunar no Recife Reprodução/TV Globo Eclipse lunar parcial visto no céu do Paquistão Akhtar Soomro/Reuters Eclipse pôde ser visto no céu da Inglaterra Peter Cziborra/Reuters Eclipse é visto de Palhoça, na Grande Florianópolis. Adriel Douglas/Arquivo pessoal Eclipse entre os pilares do Palácio do Planalto Adriano Machado/Reuters Eclipse lunar parcial avança no céu de Berlim, Alemanha, em 16 de julho Fabrizio Bensch/Reuters Eclipse lunar parcial visto no céu de Berlim Fabrizio Bensch/Reuters Eclipse registrado ao lado de torre no distrito de Steglitz, na capital alemã. Fabrizio Bensch/Reuters Transmissão do Observatório de Sbenik, Croácia. Às 20h08 se observa a fase de penumbra (17h08 em Brasília) Divulgação/Time and Date Transmissão do Observatório de Perth, na Austrália, mostra o eclipse lunar na frase de penumbra às 16h48 (horário de Brasília) Divulgação/Perth Observatory Eclipse visto em Madri Ruptly Veja abaixo o mapa da área do planeta com visibilidade do eclipse desta terça: Eclipse lunar será visto em toda a América Juliane Souza/G1 Não é preciso usar óculos de proteção Diferentemente de um eclipse solar – quando o que fica "escondido" é o Sol –, para observar o fenômeno lunar não é preciso óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu, mas é mais fácil assistir ao fenômeno em áreas menos iluminadas e com o horizonte livre. Thiago Gonçalves explica que este eclipse, por ser parcial, não provocará o fenômeno da "Lua de sangue". Para isso acontecer, seria necessário que os astros se alinhassem perfeitamente, como aconteceu em 21 de janeiro. "O alinhamento não será perfeito e isso impede a visualização da 'Lua de sangue', que é quando o satélite adquire tons avermelhados. Isso acontece porque a Terra se sobrepõe ao Sol e os raios solares atravessam a atmosfera terrestre ganhando esta coloração", explica Gonçalves. Essa mudança de cor é provocada pelos mesmos fatores que fazem o céu ser azul e pode ser observada em todos os eclipses totais da Lua. O fenômento da Lua de Sangue Alexandre Mauro/G1 Initial plugin text
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16/07 - O misterioso mau cheiro da Lua, segundo os astronautas da missão Apollo
Ao voltar à nave e retirar o capacete, astronautas estavam impregnados com cheiro que descreveram como 'pólvora queimada'. Superfície da lua 'cheia a pólvora queimada', segundo descreveu Gene Cernan, astronauta da missão Apollo 17 Divulgação/Science & Society Picture Library Qual é a sensação? "Macia como a neve, embora estranhamente abrasiva" (Gene Cernan, astronauta da missão Apollo 17). Como é o gosto? - "Nada mal" (John Young, astronauta da Apollo 16). Tem cheiro de que? "Cheira a pólvora queimada" (Cernan). ” Macia, saborosa ... e malcheirosa. Os adjetivos que alguns astronautas que pisaram na Lua usaram para descrever a poeira lunar parecem desconstruir a imagem romântica e nostálgica que muita gente tem sobre o único satélite natural da Terra. Mas como os astronautas conseguiram cheirar a poeira lunar? E o que se sabe sobre seu mau cheiro? Não se trata de ficção científica. Cada um dos astronautas que pisou na Lua – usando roupas especiais que impedem contato direto com a tênue atmosfera lunar – teve a oportunidade de conferir o cheiro do satélite depois da caminhada espacial. Quando regressaram à nave e retiraram o capacete, estavam impregnados com o fedor daquela poeira que, segundo os relatos das Crônicas da Apollo da Nasa, era "incrivelmente pegajosa", a ponto de aderir às botas, luvas e qualquer superfície exposta a ela. A poeira lunar – chamada "regolito", nome científico – parecia flutuar sobre a superfície do satélite, aderindo a qualquer objeto. "Não é como a poeira de terra", afirmou à BBC News Butler Hine, supervisor do projeto LADEE, missão da Nasa lançada em 2013. O cientista também explicou que a poeira lunar é "áspera" e "um pouco diabólica", uma vez que se incorpora em buracos improváveis ao seguir as linhas de campo elétrico. É por isso que era tão pegajosa para os astronautas. Por mais que tentassem escovar os trajes espaciais repetidas vezes, ao entrar na cabine após a caminhada sempre restava algo (e, às vezes, muita quantidade) daquela poeira estranha que alguns diziam ter cheiro de pólvora. Ao tirar as luvas e capacetes, os 12 astronautas das seis missões Apollo (1969-1972) tiveram a oportunidade de senti-la, cheirá-la e até prová-la. Gene Cernan nasceu em Chicago, Illinois Nasa O piloto da Apollo 11, Buzz Aldrin, afirmou que a poeira que sujava seu traje espacial tinha uma fragrância "como carvão queimado ou as cinzas de uma chaminé, sobretudo se você derramar um pouco de água sobre ela." "É um cheiro muito forte", contou pelo rádio Charlie Duke, piloto da Apollo 16, em abril de 1972. "Tem gosto e cheiro de pólvora." Oito meses depois, após a missão Apollo 17, Gene Cernan confirmaria as percepções de Duke com estas palavras: "Cheira como se alguém tivesse disparado uma espingarda aqui dentro." Parece uma referência muito específica. No entanto, outro tripulante da Apollo 17, Harrison (Jack) Schmitt, explicaria mais tarde que "todos os astronautas da Apollo estavam familiarizados com o manuseio de armas". Por isso, "quando disseram que 'a poeira lunar cheirava como pólvora queimada', sabiam do que estavam falando". "Não é que fosse metálico ou azedo, mas [pólvora queimada] era o cheiro mais próximo com o qual poderíamos comparar", declarou. Pó... não pólvora E se cheirava a pólvora e tinha gosto de pólvora... será que não era pólvora? Foi a pergunta que provavelmente muitos se fizeram e que a Nasa não demorou em desmentir. "Poeira lunar e pólvora não são a mesma coisa", explicou a agência espacial nas Crônicas da Apollo. "De forma alguma se assemelha à pólvora", acrescentou. Gary Lofgren, do Laboratório de Amostras Lunares do Johnson Space Center da Nasa, nos EUA, disse que "não foram encontradas em solo lunar" moléculas que compõem a pólvora. O professor de astronomia Thomas Gold também negou em 2004 que a poeira lunar fosse explosiva. Segundo a Nasa, a poeira lunar é composta principalmente de dióxido de silício - e é gerada a partir do impacto de meteoritos que atingem a Lua, se partindo em partículas minúsculas. Também é rica em ferro, cálcio e magnésio, além de minerais como olivina e piroxena. Mas por que cheira a pólvora? Esse ainda é um mistério a ser resolvido, mas há algumas teorias que tentam explicar o motivo. Donald Pettit, engenheiro químico e astronauta que passou longas temporadas na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), deu uma explicação. "Imagine um deserto na Terra." "Tem cheiro de que? De nada, até chover. O ar é preenchido subitamente com odores doces, pastosos." "A água que evapora do solo leva ao seu nariz as moléculas que ficaram presas no solo seco por meses", afirmou. "A Lua é como um deserto de 4 bilhões de anos. É incrivelmente seca", acrescentou Pettit. "Quando a poeira lunar entra em contato com o ar úmido no módulo lunar, você tem o 'efeito da chuva no deserto' – e alguns cheiros." Lofgren atribui o fenômeno ao fato de que a poeira lunar, combinada com íons emitidos pelo Sol que chegam ao satélite, se mistura dentro da cabine "produzindo quem sabe que odores". De acordo com o cientista, outra possibilidade é que a poeira lunar "queime" dentro da atmosfera de oxigênio do módulo espacial por meio de um processo de oxidação, semelhante à combustão, mas muito lentamente - por isso, não produz chamas. Mas talvez uma das questões mais intrigantes seja o fato de que a poeira lunar perde o cheiro quando chega à Terra. Há várias amostras de poeira e rochas lunares coletadas pelos astronautas. "Elas não têm cheiro de pólvora", afirma Lofgren. A Nasa sugere que, uma vez que chegou ao nosso planeta, essa substância perdeu força e foi "contaminada" pelo ar e pela água, eliminando de certa forma os efeitos de "qualquer reação química odorífera" durante a viagem de retorno dos astronautas à Terra. A solução para o mistério será analisar essa poeira na própria Lua. Mas, como desde 1972 não houve novas missões tripuladas à Lua, não há novos relatos de astronautas sobre o gosto e o cheiro do único satélite natural da Terra. Initial plugin text
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16/07 - Apollo 11: A célebre sala de controle da missão que levou o homem à Lua pela primeira vez
A Nasa reformou esse espaço histórico usado para coordenar mais de 40 missões espaciais. A obra integrou as comemorações do aniversário de 50 anos da chegada do homem à Lua. Para comemorar os 50 anos da missão Apollo 11, quando pela primeira vez o homem pisou na Lua, a Nasa reformou a histórica sala de controle em Houston Divulgação/Nasa Alguns dos momentos mais dramáticos da história humana moderna, como o primeiro pouso em solo lunar, o resgate da Apollo 13 e o acidente do ônibus espacial Challenger, foram supervisionados numa sala de controle da Nasa, a agência especial americana, localizada no terceiro andar do Centro Espacial Johnson, em Houston, nos EUA. Para comemorar nesta sexta-feira (20) os 50 anos da missão Apollo 11, quando pela primeira vez o homem pisou na Lua, a Nasa reformou esse local histórico, que acompanhou 43 incursões no espaço por um quarto de século - da Gemini 4 em 1965, que marcou a primeira caminhada espacial americana até os primeiros lançamentos de ônibus espaciais. "O lugar era feito para isso, era mais ou menos como colocar uma luva feita sob medida", diz Gerry Griffin, diretor de voo das missões Apollo. "Quando volto lá agora, parece mais como uma catedral - um lugar quase de reverência." A sala de controle da Nasa no Centro Espacial Johnson, em Houston, acompanhou 43 incursões no espaço por um quarto de século, da Gemini 4 em 1965, que marcou a primeira caminhada espacial americana até os primeiros lançamentos de ônibus espaciais Kacey Cherry/AFP A reforma A BBC Future visitou a sala antes de a reforma ser concluída, em 28 de junho deste ano. Ao passar pela porta de entrada, ficava claro que essa "catedral" já havia vivido dias melhores. Embora a sala tenha sido preservada como monumento histórico nacional, sua condição se deteriorou desde que foi usada para operações pela última vez no início dos anos 1990. Não é à toa que foi classificada recentemente como "ameaçada". Os emblemáticos consoles de controle estavam estragando e suas paredes estavam ficando desbotadas e gastas. Agora, no aniversário de 50 anos da chegada do homem à Lua, o centro de controle da missão da Apollo está restaurado - parece novo e pronto para ser usado. Antes da reforma, os monitores estavam desligados, não havia revestimento no teto, as paredes estavam vazias e o carpete, manchado e esfarrapado. Adesivos de post-it numerados estavam colados nas superfícies onde antes havia objetos. As cadeiras e alguns consoles haviam sido levados para restauração, enquanto outros estavam cobertos por películas protetoras de plástico. No entanto, mesmo antes da reforma, havia algo de especial na sala. "Você pode dizer que foi feita história aqui, você sente isso", disse, na ocasião, a agente de preservação histórica da Nasa, Sandra Tetley, que supervisionou o projeto de restauração. "A ideia é que, quando você entre na sala de observação na parte de trás, volte no tempo. Vai parecer que os controladores de voo acabaram de deixar seus consoles", explica. "Luzes piscando, relógios funcionando, projeções nos monitores, objetos nos consoles, como como manuais, café e pontas de cigarro nos cinzeiros." 'Todo mundo fumava, todo mundo tomava café', diz Gerry Griffin, diretor de voo das missões Apollo Divulgação/Nasa Cigarros e café Em um ambiente marcado pelo estresse e alto risco das missões espaciais na década de 1960, o café e o cigarro tinham um papel importante. "Todo mundo fumava, todo mundo tomava café", diz Gerry Griffin, diretor de voo das missões Apollo. "Você podia ver a fumaça na sala - e o cheiro era horrível, mas nós não percebíamos porque passávamos o dia todo lá." Preservar um pouco dessa atmosfera foi um dos objetivos da restauração. "O teto original era branco, mas ao longo dos anos o alcatrão do cigarro fez ficar amarelado", diz Tetley. "Deixamos todas essas marcas para que você ainda possa ver essa cor amarelada." As paredes também foram restauradas de acordo com o padrão original. "O plano inicial era não ter papel de parede, mas depois encontramos um fragmento do papel de parede original atrás de um extintor de incêndio." Os restauradores foram atrás do fabricante, e este conseguiu encontrar um rolo do papel de parede original. Por isso, conseguimos recriá-lo." O mesmo ocorreu com o carpete - fragmentos do original foram recuperados debaixo dos consoles. Ao remover os consoles, os restauradores também encontraram um sistema de tubos pneumáticos, que era usado pelos controladores de missão para se comunicar com suas equipes de apoio espalhadas pelo complexo de Houston. "Eles enviavam e recebiam mensagens (que chegavam dentro de caixas). Os controladores de voo diziam que uma das coisas mais interessantes nessa sala era ouvir esse barulho - shuum, shuum - dos tubos pneumáticos funcionando", diz Tetley. Dentro dos tubos foram encontrados tanto cachorros-quentes quanto ratos. 'Batcaverna' Os vídeos e os dados exibidos na sala eram projetados a partir de uma sala escondida e sem janelas, que ficava atrás das telas, conhecida como "Batcaverna". Como parte da restauração, e da completa reformulação com aparelhos eletrônicos modernos, esses telões e os relógios localizados acima deles voltaram à ativa. A sala de controle de simulação, à direita dos telões, também foi reconstruída. O espaço era usado para simular problemas que poderiam ocorrer durante as missões. "A equipe de simulação nos mostrava uma possível falha para ver como lidaríamos com a situação", diz Griffin. "Havia uma porta, que eles chamavam de porta de fuga do supervisor de simulação – porque o clima costumava ficar tenso entre os controladores de voo e os simuladores, que conseguiam escapar pela porta dos fundos." Até pouco tempo atrás, os visitantes podiam sentar nas cadeiras e brincar de ser diretor de voo. Com a restauração, os consoles não estão mais ao alcance do público - as restrições ao acesso têm o intuito de ajudar a preservar a sala para a posteridade. Agora, os visitantes podem ver a sala por meio do vidro da galeria nos fundos, como se estivessem assistindo ao vivo ao andamento de uma missão espacial. As últimas pessoas que tiveram a honra de sentar nos consoles eram controladores originais da missão. "Eles são como crianças em uma loja de doces", compara Tetley. "Não tiram o sorriso do rosto, lembrando o que fizeram aqui – é muito emocionante para mim ver a satisfação deles com o que estamos fazendo." Initial plugin text
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16/07 - Ministério da Saúde suspende contratos de produção de medicamentos; veja lista
Em nota, o ministério informou que a medida é regular e recomendada pelos órgãos de controle. Segundo a pasta, a medida não afeta a população porque os medicamentos estão sendo comprados "por outros meios previstos na legislação." O Ministério da Saúde informou que suspendeu 19 contratos de produção de medicamentos, as chamadas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs). Entre eles estão medicamentos como insulina, para diabetes; sevelâmer, para doença renal crônica; ou pramipexol, para doença de Parkinson (veja a lista abaixo). Segundo a pasta, a medida não afeta a população porque os medicamentos estão sendo comprados "por outros meios previstos na legislação". De acordo com o ministério, a PDP é "uma parceria que prevê transferência de tecnologia de um laboratório privado para um público, com o objetivo de fabricar um determinado produto em território nacional". O ministério coordena o processo para apoiar a produção nacional de produtos "considerados estratégicos para o SUS" e que têm distribuição gratuita. Atualmente, 87 parcerias estão vigentes, de acordo com o órgão. Desde 2015, 46 PDPs foram suspensas. Em nota, o ministério informou que a medida é regular e recomendada pelos órgãos de controle como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU). "Toda e qualquer parceria que estiver em desacordo é suspensa para avaliação", diz o texto. O G1 entrou em contato com a Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil e aguarda posicionamento. As atuais suspensões ocorreram, segundo o ministério, por: Recomendação por órgãos de controle, como a CGU ou o TCU. Ao menos nove suspensões atendem a esse critério Decisão Judicial Desacordo com o cronograma Falta de avanços esperados Falta de investimentos na estrutura Solicitação de saída do parceiro privado Não enquadramento de um projeto como PDP Confira os medicamentos cujos contratos foram suspensos: Adalimumabe Alfataliglicerase Cabergolina Etanercepte Everolimo Gosserrelina Infliximabe Insulina (NPH e Regular) Leuprorrelina Pramipexol Rituximabe Sevelâmer Sofosbuvir Trastuzumabe Vacina Tetraviral
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16/07 - Estudo com dados de quase 17 mil pessoas encontra 8 mutações genéticas associadas à anorexia
Foram analisados dados de 17 países da América do Norte, Europa e Austrália e Ásia. O trabalho é assinado por 100 pesquisadores, publicado na 'Nature Genetics'. Estudo mostra a influência do gene em anoréxicos PublicDomainPictures/Pixabay As causas psiquiátricas da anorexia são confirmadas, mas um inédito estudo global publicado na revista "Nature Genetics" encontrou oito mutações relacionadas à doença. Para chegar a esse resultado, um grupo com mais de 100 cientistas analisou os dados de 16.992 casos da doença, registrados em 17 países da América do Norte, Europa, Austrália e Ásia. É importante conhecer o caminho de outras pesquisas para reconhecer o avanço. A anorexia é uma doença grave e que pode ser fatal – tem uma taxa de mortalidade mais alta que outras doenças psiquiátricas. É um distúrbio alimentar que leva à perda de peso excessiva, com quadros crônicos que podem durar por anos. No Brasil, são cerca de 150 mil casos por ano. Um dos estudos anteriores mais completos disponíveis sobre o assunto é uma revisão de 36 artigos publicada em 2011, na Jama Psychiatry. Os pesquisadores John Arcelus, Alex Mitchell e Jackie Wales analisaram 12.808 casos, que resultaram em 639 mortes (taxa de 5,10 por 100 mil). Conclui-se que o índice de mortalidade entre anoréxicos é maior do que o encontrado em esquizofrênicos (2,8 para por 100 mil para homens e 2,5 por 100 mil em mulheres) e pacientes com transtorno bipolar (1,9 e 2,1 por 100 mil). A doença atinge 0,9% a 4% das mulheres e 0,3% dos homens. Há um fator de hereditariedade de 50% a 60% determinado em uma pesquisa comparativa feita com gêmeos e indivíduos adotados: outra análise genética de transtornos alimentares. Segundo os autores Jeynep Yilmaz, J. Andrew Hardaway e Cynthia Bulik, o risco de desenvolver o quadro é 4 vezes maior em membros da mesma família com anorexia - esse índice aumenta para 11 vezes para o sexo feminino em comparação com outras pessoas sem parentes com a doença. Os resultados, no entanto, não apontavam genes relacionados a um risco maior de desenvolver a anorexia. No novo estudo, a análise genômica de larga escala resultou na identificação dessas oito variações genéticas. O resultado mostra que as causas da doença também são metabólicas, além de psiquiátricas. "Por muito tempo houve a incerteza sobre onde enquadrar a anorexia nervosa devido à mistura de aspectos físicos e psiquiátricos. Nossos resultados confirmam essa dualidade e sugerem a integração de um diagnóstico metabólico do paciente para que os médicos desenvolvam uma forma melhor de tratar o distúrbio", disse a pesquisadora Janet Treasure, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência da King's College de Londres, instituição que lidera a pesquisa com ao lado da Universidade da Carolina do Norte. A arquitetura genética da anorexia é um espelho do quadro clínico: Há uma correlação genética significativa com distúrbios psiquiátricos, como transtorno obsessivo-compulsivo, depressão, ansiedade e esquizofrenia; Fatores genéticos também aumentam a propensão à atividade física, um dos fatores que podem explicar a tendência de pessoas com anorexia nervosa serem bastante ativas; Características metabólicas estão relacionadas à base genética: índice glicêmico, lipídico (gordura) e medidas corporais. "Este é um estudo que aumenta significativamente nossa compreensão sobre as origens genéticas da doença. Nós encorajamos pesquisadores a examinar os resultados e considerar como eles podem contribuir para novos tratamentos", disse Andrew Radford, diretor-executivo da Beat, instituição de caridade para pacientes com distúrbios alimentares.
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16/07 - Número de mortes associadas a Aids cai 33% em quase dez anos
A ONU alerta, no entanto, que está havendo uma estagnação nos esforços mundiais para erradicar a doença, que sofre com a redução do financiamento. ONU alerta que luta contra Aids perda força O número de mortes relacionadas à Aids caiu um terço (33%) em quase uma década, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta terça-feira (16). Em 2010, 1,2 milhão de pessoas morreram devido a complicações provocadas pelo vírus. Em 2018, este número caiu para 770 mil. A ONU alerta, no entanto, que está havendo uma estagnação nos esforços mundiais para erradicar a doença, que sofre com a redução do financiamento. Enquanto há avanços no tratamento no Sul e no Leste da África, o continente mais afetado pela doença, em outras partes do mundo alguns indicadores são preocupantes. No leste da Europa e na Ásia central o número de novas infecções disparou 29% desde 2010. O número de falecimentos em consequência da Aids também aumentou 5% nestas regiões e 9% no Oriente Médio e norte da África, nos últimos oito anos. Foto de arquivo mostra um médico (à direita) oferecendo medicamentos antirretroviral para paciente (à esquerda). Tang Chhin Sothy/AFP Tratamentos recordes Mais de três em cada cinco soropositivos no mundo – 23,3 milhões de 37,9 milhões, respectivamente – recebem tratamentos antirretrovirais, uma proporção recorde, afirma Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) em seu relatório anual. Os tratamentos, que permitem não transmitir o vírus da Aids quando tomados corretamente, alcançam 10 vezes mais pacientes do que em meados da década passada. O número de mortes do ano passado foi um pouco inferior ao registrado em 2017 (800 mil) e um terço menor que o balanço de 2010 (1,2 milhão). E está muito abaixo da hecatombe de 2004, quando o vírus da Aids matou 1,7 milhão de pessoas. O número de novas infecções permanece estável na comparação com os anos anteriores (1,7 milhão). As cifras globais escondem, no entanto, grandes diferenças regionais, destaca a Unaids, que adverte que a luta contra a doença não avança a um ritmo suficiente. Redução do financiamento A Unaids adverte em seu relatório que o financiamento para eliminar a doença está em queda. "Pela primeira vez desde 2000 os recursos disponíveis para a luta global contra a Aids caíram", alertou Gunilla Carlsson, diretora interina da Unaids após a saída de Michel Sidibé. No ano passado, 19 bilhões de dólares foram destinados a programas de luta contra a Aids, um bilhão a menos que em 2017 e sete bilhões a menos que o valor considerado necessário para 2020 (US$ 26,2 bilhões). "Esta redução é um fracasso coletivo", destaca a Unaids. O programa da ONU afirma que o cenário envolve "todas as fontes de financiamento": contribuições internacionais dos Estados, investimentos dos países ou doações privadas com fins filantrópicos. Fundo Mundial Por este motivo, 2019 é considerado um ano crucial. Organizada a cada três anos, a conferência de financiamento do Fundo Mundial acontecerá em 10 de outubro na cidade francesa de Lyon. O objetivo é arrecadar 14 bilhões de dólares para o período entre 2020 e 2022 para conseguir financiar o fundo. Os principais contribuintes são Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha e Japão. Os obstáculos afetam o trabalho para alcançar o objetivo estabelecido pela ONU para 2020: que 90% das pessoas portadoras do vírus conheçam seu diagnóstico, que 90% destas pessoas recebam tratamento e que, entre elas, 90% tenham uma carga viral indetectável. Em 2018, estas proporções foram, respectivamente, de 79%, 78% e 86%, com muitas diferenças regionais.
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16/07 - Missão espacial tripulada da SpaceX parece 'cada vez mais difícil' em 2019, diz executivo
Nave Crew Dragon foi encarregada no início deste ano para transportar astronautas dos Estados Unidos para Estação Espacial Internacional. Foguete Falcon Heavy da SpaceX, durante preparação antes do lançamento Steve Nesius/File Photo/Reuters Hans Koenigsmann, executivo da SpaceX, disse nesta segunda-feira (15) que o plano de enviar seres humanos para o espaço em 2019 parece "cada vez mais difícil". A companhia investiga os motivos da explosão de uma das cápsulas Crew Dragon durante um teste na Força Aérea da Flórida. O incidente ocorreu pouco antes do lançamento de oito unidades de emergência criadas para transportar a tripulação em segurança em caso de falha técnica.  A Crew Dragon foi encarregada no início deste ano para transportar astronautas dos Estados Unidos para Estação Espacial Internacional. Essa seria a primeira missão tripulada em julho, embora a data tenha sido adiada para novembro após a explosão e algumas outras falhas no desenvolvimento do veículo.  "Estou bem otimista neste momento por que temos um bom caminho pela frente", disse Hans Koenigsmann, vice-presidente de Construção e Confiança de Voo da SpaceX em entrevista coletiva. "Mas como eu disse, ainda não estamos completamente prontos. Minha ênfase é realmente em tornar isso seguro... Até o final deste ano, eu não acho que seja impossível, mas está ficando cada vez mais difícil".  A SpaceX esclareceu que a investigação do acidente aponta para um vazamento de uma válvula que pode ter causado a explosão.  A agência espacial americana (Nasa) está pagando 2,6 bilhões de dólares à SpaceX e 4,2 bilhões de dólares à Boeing para construção de sistemas de foguetes e de lançamentos de cápsulas para levar astronautas de volta à Estação Espacial Internacional a partir de solo norte-americano pela primeira vez desde o fim do programa americano de ônibus espaciais, em 2011. 
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16/07 - Uma em cada seis mulheres do mundo desenvolve câncer de pulmão, diz novo relatório internacional
Doença é a principal causa de morte em 28 países, o que também inclui os pacientes do sexo masculino. Uma em cada seis mulheres desenvolvem o mal. Ralf Kunze/Pixabay O número de pacientes com câncer não para de crescer em todo o mundo e existem cada vez mais mulheres no planeta que serão afetadas pela doença em algum momento da vida. De acordo com dados da Agência Internacional para a Pesquisa sobre câncer (IARC, na sigla em inglês), publicados em 2019, uma em cada seis desenvolve o mal. O câncer de pulmão é a principal causa de morte para homens e mulheres em 28 países, segundo o relatório da agência, que salienta a importância de conscientizar a população sobre o risco do tabagismo e a exposição passiva ao cigarro. De acordo com o epidemiologista Gautier Defossez, coordenador de uma pesquisa publicada em julho pelo Instituto Nacional do Câncer e de Saúde Pública na França, o estudo francês traz dados preocupantes. "A situação para as mulheres mostra uma evolução do número de casos de cânceres do pulmão. O aumento da incidência é 5,3% por ano, um sinal alarmante que tem uma ligação direta com a exposição ao tabaco", alerta. Na França, respectivamente, o câncer de mama, o de pulmão e o colorretal são os mais comuns entre as mulheres, destaca o estudo, que levou em conta os últimos trinta anos. Cerca de 400 mil casos são diagnosticados por ano, a incidência da doença de um modo geral entre as mulheres registrou um forte aumento desde 1990. A alta é de 93%, mesmo que o número de mortes tenha diminuído, por conta dos progressos envolvendo tratamento e prevenção. O aumento do número de casos também resulta do próprio envelhecimento da população. O câncer de mama também voltou a crescer no país em 2010 depois de uma estabilização dos casos durante o ano 2000. Diversos fatores explicam essa tendência, ressalta o relatório: alimentação inadequada e obesidade, trabalho noturno e a exposição aos chamados disruptores endócrinos, presentes, por exemplo nos inseticidas usados na indústria da alimentação. Mudanças no modo de vida têm consequências diretas na saúde das mulheres, não só na França, mas em todo o mundo. Os autores do relatório ressaltam a importância de prevenir os cânceres que podem ser evitados. Entre eles o do pulmão, na maioria causados pelo tabagismo, o do câncer do colo do útero, que pode ser curado em fase inicial, e contra o qual existe uma vacina, além do melanoma, tumor da pele desencadeado pela forte exposição aos raios ultravioletas. Câncer de pulmão pode ficar escondido por 20 anos Eric D. Smith, Dana-Farber Cancer Institute/Divulgação Câncer do pulmão em mulheres também cresce no Brasil No Brasil, também há um aumento número de casos do câncer do pulmão feminino, explica o oncologista Rodrigo Munhoz, do hospital Sírio Libanês, mesmo que esse tipo de tumor não esteja no topo das estatísticas. "No sexo feminino, o câncer do pulmão vem crescendo em importância, e isso está relacionado ao hábito do tabaco. Quase 90% dos casos dos cânceres de pulmão são atribuídos ao tabagismo”, diz, “mesmo que haja diferenças de hábitos entre a França e o Brasil", pondera. Os dados da Agência Internacional para a Pesquisa sobre câncer ressaltam que diferenças socioeconômicas influenciam as estatísticas em relação à doença nos países. E o caso no Brasil, onde o câncer do colo uterino ocupa o terceiro lugar entre os mais mortais. "Câncer de mama, de colón e reto, do colo uterino. No Brasil, infelizmente o câncer de colo uterino ainda tem um destaque muito grande. Ele fica entre segundo e terceiro na maior parte do pais, mas na região norte, por exemplo, se você excluir o câncer de pele não-melanoma, que não entra muito nas estatísticas, o câncer de colo uterino é o principal. Justamente porque a gente tem, diferentemente da França, uma dificuldade maior de acesso para o Papanicolau ou a vacinação contra o HPV (vírus causador da doença)", ressalta Rodrigo Munhoz. O oncologista também lembra que o acesso das pacientes aos tratamentos que destroem as lesões malignas são mais restritos, o que faz que esse câncer, no Brasil, seja um dos maiores em incidência e mortalidade. Falta de adesão populacional e a limitação de políticas bem-estruturadas dificultam a diminuição dos casos. Em linhas gerais, há um aumento do câncer entre as mulheres no pais, explica o oncologista brasileiro, relacionado, entre outros fatores, ao envelhecimento da população. Evolução dos tratamentos é relativa no Brasil Em contrapartida ao aumento da incidência da doença demonstrado nas estatísticas, existe a evolução dos tratamentos, como a recente Imunoterapia, que aumenta e melhora a sobrevida. Mas essa é uma realidade, lembra o oncologista brasileiro, restrita aos países desenvolvidos: "Infelizmente em países em desenvolvimento, essa reversão na mortalidade não é universal", diz. "O Brasil infelizmente ainda é um pais muito heterogêneo", destaca. O oncologista lembra, por exemplo, que no pais o uso da imunoterapia é incomum, e reservado a quem tem plano de saúde – cerca de 25% da população. Quem depende do SUS pode beneficiar da técnica através de protocolos de pesquisas ou formalmente não tem acesso – com poucas exceções. Além da adesão da população aos programas de prevenção, outro desafio, diz Rodrigo Munhoz, é "fazer com que paciente chegue onde ele deve chegar no momento adequado, e que receba o tratamento cirúrgico no momento em que a doença é localizada ou inicial", diz. "Temos também o desafio do acesso, a dificuldade de se oferecer através do sistema único de Saúde muitos dos tratamentos que são entendidos como padrão", conclui.
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16/07 - Cientistas brasileiros abrem caminho para que humanos regenerem membros como salamandras
Pesquisa iniciada em 2015 descobre que característica foi herdada dos peixes; próximo passo é identificar genes que iniciam processo de regeneração e se a ativação destes pode ser induzida. Pesquisa iniciada em 2015 descobre que característica foi herdada de peixes como o 'Polypterus senegalus' Camila Guimarães Uma pesquisa liderada por cientistas brasileiros poderá fazer com que os seres humanos, assim como as salamandras, tenham a capacidade de regenerar membros perdidos e até a medula espinhal danificada. Não é para já, mas o caminho está aberto. Eles estudaram o programa genético que dá a esses anfíbios e a algumas espécies de peixe essa incrível característica, que faz renascer pernas e nadadeiras, quando amputadas, e descobriram um grupo de genes que dá início a esse processo. O trabalho foi coordenado pelo biólogo Igor Schneider e seu grupo de pesquisa do Laboratório de Evolução e Desenvolvimento (LED), da Universidade Federal do Pará (UFPA), e contou ainda com a participação de cientistas do Instituto Tecnológico Vale, do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), do Museu de História Natural de Berlin, da Alemanha, da James Madison University da Michigan State University, ambas dos Estados Unidos. "Começamos o estudo em 2015, quando iniciamos o sequenciamento dos genes que salamandras e peixes ativam durante a regeneração, e concluímos este ano", conta o pesquisador brasileiro. Igor diz que seu grupo na UFPA tem como eixo central de pesquisa entender a origem dos vertebrados terrestres, também conhecidos como tetrápodes (animais com quatro patas ou membros), que compreendem os anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Particularmente, ele estuda quais as características que esses organismos herdaram de seus ancestrais peixes. Sabia-se que entre os integrantes desse grupo de seres, apenas anfíbios, como as salamandras, são capazes de regenerar suas patas. Sua mulher e colega de profissão, Patrícia Schneider, que também participou da pesquisa, lembra que a origem evolutiva da regeneração de membros em salamandras permaneceu por muito tempo um mistério. "O que se perguntava era se elas teriam adquirido esta capacidade recentemente ou, em vez disso, a herdado dos seus ancestrais, os primeiros tetrápodes", explica. Cientistas fizeram amputações em pontos-chave para testar regeneração Camila Guimarães O objetivo do grupo, portanto, era desvendar este mistério. E conseguiu. "Mostramos que a origem da regeneração de membros pode ser mais antiga ainda, tendo surgido no ancestral de todos, os peixes, antes da origem dos tetrápodes", diz Patrícia. Para chegar a essa conclusão, primeiro os pesquisadores buscaram identificar quais grupos desses animais que vivem hoje possuem capacidade de recriar nadadeiras peitorais, que são equivalentes aos braços ou patas dianteiras de tetrápodes. Para isso, realizaram amputações de nadadeiras em sete espécies de peixe que ocupam posições chave na árvore evolutiva de animais vertebrados: peixe-espátula (Polyodon spathula), gar-pintado ou boca-de-jacaré, (Lepisosteus oculatus), gourami-azul (Trichogaster trichopterus), acará-do-congo (Amatitlania nigrofasciata), oscar (Astronotus ocellatus), peixe-dourado (Carassius auratus) e bichir-de-senegal (Polypterus senegalus). Isso gerou uma segunda descoberta. "Verificamos que a regeneração de nadadeiras é comum e amplamente difundida entre esses animais", conta Igor. "Antes do nosso trabalho se pensava que os peixes só eram capazes de recriar uma das duas partes das nadadeiras, os raios. Demonstramos que eles podem reconstruir também a segunda, o endoesqueleto, que fica mais próximo corpo e é semelhante ao de nossos braços e pernas. Ou seja, provamos que eles recriam a nadadeira inteira." Peixe Polypterus senegalus com nadadeira amputada Felipe Souza Em seguida, por meio do sequenciamento dos genes ativos (transcriptoma) de uma das espécies, a africana Polypterus senegalus, popularmente conhecida também como bichir-de-cuvier e bichir-cinza e muito usada em pesquisas no mundo todo, mostramos que o programa genético utilizado por salamandras para regenerar suas patas é muito semelhante àquele que peixes usam para fazer o mesmo com suas nadadeiras." O trabalho dos pesquisadores revelou ainda que salamandras e o peixe Polypterus ativam a expressão de aproximadamente 200 genes em comum para iniciar a regeneração. Vários deles estão relacionados com resposta a inflamações e a estresse. "Vimos também que esses genes não são usados durante a formação dos membros no desenvolvimento embrionário, ou seja, são utilizados apenas durante a recriação deles em animais já nascidos", conta Igor. Pesquisa é coordenada pelo biólogo Igor Schneider e seu grupo de pesquisa do Laboratório de Evolução e Desenvolvimento Camila Guimarães De acordo com ele, o estudo abre caminho para a identificação de um programa genético evolutivamente conservado, responsável pela regeneração de membros e nadadeiras em tetrápodes. "Pretendemos no futuro descobrir qual a bateria de genes fundamental para iniciar a recriação dessas estruturas e assim possivelmente induzi-la em mamíferos que, como sabemos, não possuem esta incrível capacidade", diz o pesquisador. Em outras palavras, se o estopim para a regeneração for de fato genético, provavelmente os genes que desencadeiam esse processo são ativados em peixes e salamandras toda vez que ocorre uma lesão ou perda das nadadeiras e membros, respectivamente. "Se conseguirmos identificar aqueles que agem no início da cascata de ações, poderemos testar se a ativação deles é suficiente para induzir a regeneração em outras espécies, como camundongos, por exemplo", diz Igor. O grupo também tem interesse em identificar a base genética responsável pela recriação de cauda em salamandras e de nadadeira caudal em peixes pulmonados. "Ao fazer ressurgir essas estruturas, esses animais reconstroem diversos tecidos, incluindo a medula espinhal", explica o cientista. "Como sabemos, seres humanos não possuem capacidade de realizar reparo nela, o que pode causar paralisia ou a morte. É possível que estudos em salamandras e peixes também nos ajudem a descobrir os genes responsáveis pela regeneração da medula espinhal."
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16/07 - Risco de câncer de estômago aumenta depois dos 50 anos
Sintomas de desconforto digestivo não devem ser subestimados Não há como fugir das estatísticas: 65% dos pacientes com câncer de estômago têm mais de 50 anos. É o terceiro mais frequente em homens e o quinto entre as mulheres, mas as chances de cura estão em torno de 70% quando é descoberto em estágio inicial. Conversei com o médico Raphael Araújo, cirurgião oncológico do aparelho digestivo e professor do Departamento de Gastroenterologia Cirúrgica na Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que detalhou a relação entre a doença e um estilo de vida pouco saudável. “O câncer de estômago em pacientes jovens está muitas vezes associado à hereditariedade. Para os mais velhos, no entanto, décadas de estilo de vida pouco saudável contam muito, como fumar, beber em excesso e consumir carnes vermelhas e alimentos salgados ou embutidos, por exemplo”, explicou. O médico Raphael Araújo é cirurgião oncológico do aparelho digestivo e professor do Departamento de Gastroenterologia Cirúrgica na Escola Paulista de Medicina da Unifesp Divulgação A presença da bactéria Helicobacter pylori desempenha papel relevante no surgimento do câncer. Apesar do meio ácido que caracteriza o estômago – feito sob medida para digerir os alimentos – a bactéria “se protege” abrigando-se na camada de revestimento da mucosa das reentrâncias do órgão. “Os sintomas não devem ser ignorados. A perda de peso pode indicar um estágio mais avançado da doença, mas antes disso há sinais importantes a serem observados. Entre eles estão o empachamento, que é aquela sensação de estar ‘cheio’ depois das refeições, além de queimação crônica ou refluxo”, afirma o cirurgião. Nem todos com queixas desse tipo têm câncer, mas deveriam se submeter a uma endoscopia, exame eficiente através do qual o médico pode identificar a lesão e retirar um fragmento para comprovar a patologia. O hábito de tomar antiácidos pode mascarar os sintomas. Uma vez feito o diagnóstico, é preciso verificar o estadiamento, ou seja, o estágio da enfermidade, se está localizada ou se há metástase e ela atingiu outros órgãos. “Normalmente são pedidos exames complementares, como tomografia de abdômen, pelve e pulmões. A cirurgia para a retirada do tumor é o procedimento mais indicado, mas também avaliamos as vantagens de fazer quimioterapia antes, para controlar micrometástases, e depois. Há ainda a indicação eventual de radioterapia”, complementa o doutor Raphael Araújo. Uma das maiores preocupações dos pacientes é de que forma vão se alimentar, como conta o médico: “na gastrectomia, às vezes retiramos dois terços do estômago, mas há casos em que é preciso retirar quatro quintos e até o estômago todo, quando a lesão é muito próxima do esôfago”. Quando isso acontece, o cirurgião interpõe um segmento entre o esôfago e o intestino delgado. Apesar de não haver mais a secreção do suco gástrico, o intestino produz enzimas que digerem as proteínas. “O paciente vai se adaptando”, ele garante, acrescentando: “é necessário diminuir o volume ingerido e aumentar o número de refeições. Também é preciso repor vitaminas, como a B12, através de injeções”. Na sua opinião, a longevidade representa um desafio para os médicos: “os ensaios clínicos se referem a indivíduos até 65, 70 anos. Na prática, porém, vem crescendo o número de pacientes acima de 75, 80 anos, e o cirurgião oncológico com frequência vive um dilema, no qual tem que avaliar se a condição clínica do paciente suportará todos os procedimentos necessários para oferecer um tratamento com intenção curativa como os propostos nos estudos com pacientes mais jovens”.
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16/07 - Índia cancela missão ao polo sul da Lua
'Um problema técnico foi detectado no sistema de lançamento do veículo no minuto T -56', afirmou a Agência Espacial Indiana (ISRO). Cinquenta e seis minutos e 24 segundos antes do horário previsto, a Índia cancelou nesta segunda-feira por um "problema técnico" o lançamento ao espaço de sua missão lunar. A Agência Espacial Indiana (ISRO) pretendia lançar nesta segunda-feira às 2h51 (18h21 de Brasília, domingo) a missão Chandrayaan-2 - carro lunar em hindi - a partir da base de Sriharikota, sudeste do país. A expedição deveria pousar no dia 6 de setembro um módulo de descida e um robô no polo sul da Lua, a 384.000 quilômetro da Terra. "Um problema técnico foi detectado no sistema de lançamento do veículo no minuto T -56", afirmou a ISRO no Twitter, sem especificar o tipo de incidente. "Como medida de precaução, o lançamento da Chandrayaa-n2 foi cancelado por hoje. A nova data de lançamento será anunciada em breve", completou a agência. Segundo um cientista citado pelo jornal The Times of India, o problema foi um vazamento no sistema de combustível do foguete. "Após carregar' o combustível, "encontramos uma queda de pressão que revelou um vazamento, disse o cientista, admitindo a possível ocorrência de "vários vazamentos". "Tivemos sorte de a missão não entrar na sequência de lançamento automático. Aí estaríamos perdidos", revelou um alto funcionário da ISRO, citado pelo jornal The Hindustan Times. O jornal destaca que os cientistas "se apressaram em impedir os vazamentos" para poder realizar o lançamento no final de julho. A missão da Índia é colocar uma sonda no polo sul do satélite natural da Terra, onde foi detectada a presença de gelo, crucial para uma eventual colonização da Lua. O anúncio do adiamento da missão aconteceu pouco depois da fase de abastecimento com hidrogênio líquido do motor criotécnico - baseado na associação de oxigênio e hidrogênio em estado líquido do foguete GSLV-MkIII, o mais potente lançador indiano, equivalente a um foguete europeu Ariane 4. "Acredito que se o (novo) lançamento não acontecer nas próximas 48 horas, pode ser adiado por vários meses até que tenhamos uma janela de lançamento oportuna" disse Ravi Gupta, ex-cientista da agência militar 'Defence Research and Development Organisation' (DRDO). A Chandrayaan-2 inclui um orbitador lunar, um módulo de descida e um rover (veículo de exploração), um dispositivo com peso conjunto de 3,8 toneladas. Nova Delhi destinou US$ 140 milhões - uma quantia muito inferior a das outras grandes agências espaciais para este tipo de missão - para a Chandrayaan-2. A missão do Pragyan, o rover indiano, que pesa 27 quilos, é procurar no solo lunar rastros de água e "sinais fósseis do sistema solar primitivo", indicou a ISRO. O veículo, propulsado por energia solar, deve, a princípio, funcionar durante um dia lunar, o equivalente a 14 dias terrestres, e pode percorrer até 500 metros. A missão indiana é parte de um contexto de intensificação do interesse internacional pela Lua, visitada por seres humanos pela última vez em 1972. Vários países planejam intensificar a exploração do satélite. O governo americano pediu à Nasa que volte a enviar astronautas à Lua em 2024. O retorno à Lua é considerado uma etapa inevitável na preparação dos voos tripulados para outros planetas, começando por Marte. O projeto Chandrayaan-2 é a segunda missão lunar da Índia, que há 11 anos, na missão Chandrayaan-1, colocou uma sonda em órbita ao redor da Lua. O programa espacial indiano se destaca por combinar objetivos ambiciosos com recursos muito menores que os de outro países, o que não impede o rápido avanço. A ISRO pretende enviar até o fim de 2022 três astronautas ao espaço, em seu primeiro voo tripulado. Também aspira construir sua própria estação espacial nos próximos 10 anos.
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16/07 - Eclipse parcial da Lua poderá ser visto em todo o Brasil; veja os horários
Fenômeno desta terça-feira (16) poderá ser observado em toda a América do Sul, África, Europa, Ásia e Oceania. Data é a mesma em que se celebram os 50 anos do lançamento da missão que levou o homem à Lua. Eclipse parcial na lua em 2018, no céu do Rio de Janeiro Marcos Serra Lima/G1 Na noite desta terça-feira (16), quando o mundo celebra 50 anos desde que a missão Apollo 11 decolou da Terra rumo à Lua, o Brasil poderá ver um eclipse lunar parcial. O fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham, e nosso planeta faz sombra sobre o satélite. VEJA COMO FOI O ECLIPSE NO BRASIL E NO MUNDO O eclipse poderá ser visto a partir das 17h01 (horário de Brasília) e, no total, terá duração de mais de cinco horas, parecido com o que ocorreu em janeiro deste ano. "O eclipse lunar, em geral, dura bastante tempo. Desta vez será em um horário bom, porque vai ser próximo do pôr do sol, e a Lua vai estar em uma posição relativamente alta no céu", disse ao G1 Thiago Signorini Gonçalves, astrônomo da UFRJ e membro da Sociedade Astronômica Brasileira. Programe-se (horários de Brasília): A duração da fase de umbra (quando a sombra da Terra começa a ser observada na Lua) será de 2 horas e 51 minutos. Já considerando todo o período do eclipse, incluindo a fase de penumbra (quando a sombra da Terra sobre a Lua ainda é vista de forma borrada), a duração total do fenômeno chega a 5 horas e 33 minutos. 15h43: início da fase de penumbra 17h01: início da fase da umbra 19h52: fim da fase da umbra 21h17: fim da fase da penumbra Eclipse lunar total será visto em toda a América Juliane Souza/G1 Não é preciso usar óculos de proteção Diferentemente de um eclipse solar – quando o que fica "escondido" é o Sol –, para observar o fenômeno lunar não é preciso óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu, mas é mais fácil assistir ao fenômeno em áreas menos iluminadas e com o horizonte livre. Montagem com seis fotos mostra a evolução do eclipse parcial ao total com Lua de Sangue de 2018 Vyacheslav Oseledko/AFP Sem 'Lua de sangue' desta vez Thiago Gonçalves explica que este eclipse, por ser parcial, não provocará o fenômeno da "Lua de sangue". Para isso acontecer, seria necessário que os astros se alinhassem perfeitamente, como aconteceu em 21 de janeiro. "O alinhamento não será perfeito e isso impede a visualização da 'Lua de sangue', que é quando o satélite adquire tons avermelhados. Isso acontece porque a Terra se sobrepõe ao Sol e os raios solares atravessam a atmosfera terrestre ganhando esta coloração", explica Gonçalves. Essa mudança de cor é provocada pelos mesmos fatores que fazem o céu ser azul e pode ser observada em todos os eclipses totais da Lua. O fenômeno da Lua de Sangue Alexandre Mauro/G1 Eclipse solar recente Há menos de 15 dias, a Lua passou entre o Sol e a Terra, "tampando" sua luz. Em 2 de julho, um eclipse solar total levou milhares de turistas ao Chile, de onde foi possível acompanhar o momento em que o dia virou noite. Diversas regiões do Brasil também puderam observar o fenômeno. Os dois acontecimentos não estão desvinculados, como comenta o astrônomo da UFRJ: "Não é coincidência. É algo decorrente deste alinhamento. Eclipses solares podem vir junto com um eclipse lunar. Isso é comum". Este é o último eclipse lunar do ano. O mundo verá o próximo eclipse total da lua apenas em 2021 – com possibilidade de observação parcial no Brasil. Outros fenômenos parciais acontecem antes, mas no país um eclipse total plenamente visível ocorrerá apenas em 16 de maio de 2022. Eclipse solar total: G1 mostra o antes, o durante e o depois direto do Chile Initial plugin text
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15/07 - O estranho objeto encontrado pela Nasa próximo a um buraco negro
De acordo com a Nasa, é uma oportunidade única de testar as teorias da relatividade de Albert Einstein. Identificação de disco tão próximo de um buraco negro é oportunidade única de testar as teorias da relatividade, diz Nasa NASA/Goddard Space Flight Center/CI Lab Não bastava os buracos negros serem misteriosos por si só. O telescópio Hubble da Nasa, agência espacial americana, identificou a presença inesperada de um disco de matéria girando intensamente ao redor de um deles. O buraco negro em questão está localizado no centro da galáxia NGC 3147, a 130 milhões de anos-luz de distância da Terra. Segundo a Nasa, a identificação de um disco tão próximo de um buraco negro é uma oportunidade única de testar as teorias da relatividade do físico alemão Albert Einstein. Mas por que este objeto é tão enigmático? Buraco negro 'faminto' Basicamente, de acordo com as teorias astronômicas atuais, esse disco de matéria - conhecido como disco de acreção - não deveria estar lá. Pelo menos, não tão perto de um buraco negro "faminto", como o que está presente nesta galáxia. Os buracos negros encontrados em certos tipos de galáxias, como a NGC 3147, são considerados "famintos" porque não há matéria capturada gravitacionalmente suficiente para alimentá-los com regularidade. Imagem da galáxia NGC 3147 captada pelo telescópio Hubble Divulgação/Nasa Este tipo de buraco negro não costuma formar discos de matéria. É "muito desconcertante", portanto, observar a presença de um disco ao redor de um buraco negro "faminto" - nos mesmos moldes dos discos de tamanho maior encontrados em galáxias extremamente ativas. "Não esperávamos que poderia existir", afirmou Stefano Bianchi, autor do estudo. "É o mesmo tipo de disco encontrado em objetos que são mil ou até 100 mil vezes mais luminosos." Os astrônomos escolheram inicialmente esta galáxia para validar modelos de galáxias ativas de baixa luminosidade, aquelas que possuem buracos negros famintos. Como eles se formam? Esses modelos preveem que um disco de acreção se forma quando grandes quantidades de gás são capturadas pela intensa força gravitacional de um buraco negro. Esta matéria emite muita luz. Uma vez que é introduzida menos matéria no disco, ele se torna mais fraco e muda de estrutura. "As previsões de modelos atuais para a dinâmica de gases em galáxias ativas fracas falharam claramente", explicou Bianchi. O disco está tão profundamente integrado ao intenso campo gravitacional do buraco negro que a luz proveniente do gás do disco é modificada, de acordo com as teorias da relatividade de Einstein, o que oferece aos astrônomos uma visão única dos processos dinâmicos próximos a um buraco negro. "Esta é uma visão intrigante de um disco muito próximo a um buraco negro, tão próximo que as velocidades e a intensidade da força gravitacional afetam a aparência dos fótons de luz", afirmou Bianchi. "Nunca vimos os efeitos da relatividade geral e da relatividade especial na luz visível com tanta clareza antes", acrescentou Marco Chiaberge, que também participou do estudo. A equipe espera que, com o auxílio do telescópio Hubble, consiga encontrar no futuro discos de matéria ao redor de buracos negros famintos em galáxias ativas semelhantes.
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15/07 - A radiação da tecnologia 5G faz mal à saúde?
A quinta geração de internet móvel entrou em operação recentemente em algumas cidades do Reino Unido, gerando questionamentos sobre supostos riscos da radiação. Em Barcelona, 5G foi um dos principais assuntos da Mobile World Congress, evento do setor de telecomunicações. REUTERS/Rafael Marchante A quinta geração de internet móvel, 5G, que entrou em operação recentemente em algumas cidades do Reino Unido, tem gerado diversos questionamentos sobre eventuais riscos da radiação à saúde. A nova tecnologia — que funciona desde abril na Coreia do Sul e em algumas partes dos Estados Unidos — ainda está em fase de testes no Brasil, onde deve estar disponível por volta de 2023. Demora na emissão de licenças para antenas ameaça instalação da rede 5G no Brasil Mas será que essas preocupações em relação à saúde têm fundamento? O que tem de diferente no 5G? Assim como as tecnologias móveis anteriores, as redes 5G dependem de sinais transportados por ondas de rádio — parte do espectro eletromagnético — transmitidas entre uma antena e o seu telefone celular. 5G: rede de celular vai permitir velocidades de 1 Gbps e conversas entre drones Estamos cercados o tempo todo de radiação eletromagnética — provenientes de sinais de rádio e televisão, assim como de uma série de tecnologias, incluindo smartphones, e de fontes naturais, como a luz solar. Cerimônia de lançamento do serviço 5G da SK Telecom, maior operadora de telefonia móvel da Coreia Kim Hong-Ji/Reuters O 5G usa ondas de frequência mais altas do que as redes móveis anteriores, permitindo que mais dispositivos tenham acesso à internet ao mesmo tempo e numa velocidade mais rápida. Essas ondas percorrem distâncias mais curtas pelos espaços urbanos, de modo que as redes 5G exigem mais antenas transmissoras do que as tecnologias anteriores, posicionadas mais perto do nível do solo. Quais são as preocupações? A radiação eletromagnética usada por todas as tecnologias de telefonia móvel levou algumas pessoas a se preocuparem com o eventual aumento dos riscos à saúde, incluindo certos tipos de câncer. Em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que "não foi constatado nenhum efeito adverso à saúde causado pelo uso de telefones celulares". No entanto, a OMS junto à Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificaram toda radiação de radiofrequência (da qual os sinais de celular fazem parte) como "possivelmente cancerígena". Ela foi inserida nesta categoria porque "há evidências que não chegam a ser conclusivas de que a exposição pode causar câncer em seres humanos". Comer legumes em conserva e usar talco em pó, por exemplo, é classificado com o mesmo nível de risco. Já a ingestão de bebidas alcoólicas e o consumo de carnes processadas é colocado numa categoria de risco maior. Um relatório de toxicologia divulgado em 2018 pelo Departamento de Saúde dos EUA, citado por aqueles que têm receio em relação à nova tecnologia, mostrou que ratos machos expostos a altas doses de radiação de radiofrequência desenvolveram um tipo de tumor cancerígeno no coração. Para este estudo, o corpo dos ratos foi exposto à radiação de telefones celulares durante nove horas por dia todos os dias durante dois anos, mesmo antes de nascerem. Não foi identificada nenhuma associação com o câncer no caso das fêmeas ou camundongos analisados. E foi constatado, inclusive, que os ratos expostos à radiação viveram mais tempo que os do grupo controle. Um cientista que participou da pesquisa afirmou que "a exposição usada nos estudos não pode ser comparada diretamente à exposição que os seres humanos são submetidos quando usam telefone celular", mesmo em relação a quem usa muito. Frank De Vocht, que oferece consultoria ao governo sobre segurança de telefonia celular, diz que "embora algumas pesquisas sugiram uma possibilidade estatística de aumentar os riscos de câncer para quem usa muito [celular] até agora a evidência de uma relação causal não é suficientemente convincente para sugerir a necessidade de uma ação preventiva". Há, no entanto, um grupo de médicos e cientistas que escreveram para a União Europeia pedindo a suspensão do lançamento da rede 5G. As ondas de rádio são não ionizantes A banda de onda de rádio — usada em redes de telefonia celular — não é ionizante, "o que significa que não tem energia suficiente para separar o DNA e causar danos celulares", afirma o pesquisador David Robert Grimes, especializado em câncer. Nos níveis mais altos do espectro eletromagnético — ou seja, muito acima das frequências usadas pelos telefones celulares — há riscos claros de exposição prolongada à saúde. Os raios ultravioletas do Sol se enquadram nessa categoria prejudicial à saúde e podem levar, por exemplo, ao câncer de pele. Há limites rigorosos para exposição a níveis de radiação de energia ainda mais altos - como os exames de raios-X e raios gama -, que podem provocar efeitos nocivos no corpo humano. "As pessoas estão compreensivelmente preocupadas com a possibilidade de elevar o risco de câncer, mas é crucial observar que as ondas de rádio são muito menos fortes do que a luz a que estamos expostos todos os dias", diz Grimes. "Não há evidência confiável", diz ele, "de que os telefones celulares ou redes sem fio causem problemas de saúde." Devemos nos preocupar com as antenas? A tecnologia 5G exige uma série de estações-base novas — ou seja, de antenas que transmitem e recebem sinais de telefones celulares. Mas, uma vez que sejam instalados mais transmissores, essencialmente, cada um pode operar com níveis de energia mais baixos do que a tecnologia 4G, o que significa que o nível de exposição à radiação das antenas de 5G será menor. As diretrizes do governo do Reino Unido sobre as estações-base de telefonia móvel preveem que os campos de radiofrequência em locais normalmente acessíveis ao público são bem inferiores aos níveis recomendados. E os riscos de aquecimento? Parte do espectro 5G permitido pelas diretrizes internacionais está dentro da faixa de micro-ondas. As micro-ondas geram calor nos objetos pelos quais passam. No entanto, nos níveis utilizados pelo 5G (e tecnologias móveis anteriores), os efeitos do aquecimento não são prejudiciais, explica o professor Rodney Croft, consultor da Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP, na sigla em inglês). "O nível máximo de radiofrequência que alguém pode ser exposto pelo 5G (ou qualquer outro sinal em áreas comunitárias em geral) é tão pequeno que nenhum aumento de temperatura foi observado até agora." Limites à exposição O governo do Reino Unido diz que "embora seja possível haver um pequeno aumento na exposição geral às ondas de rádio quando o 5G for introduzido à rede existente, a expectativa é que a exposição geral permaneça baixa". A faixa de frequência dos sinais 5G que serão introduzidos está dentro da banda não-ionizante do espectro eletromagnético e bem abaixo daqueles considerados prejudiciais pela ICNIRP. "A exposição que o 5G vai gerar foi analisada em profundidade pela Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante, e as restrições foram estabelecidas bem abaixo do menor nível de radiofrequência relacionada ao 5G que demonstrou ser nociva", destaca Croft. A Organização Mundial da Saúde afirma que a exposição a frequências eletromagnéticas abaixo dos limites recomendados pelas diretrizes da comissão não parece ter nenhuma consequência conhecida sobre a saúde. Infográfico explica o que é o 5G Fernanda Garrafiel/G1
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15/07 - ONU alerta para riscos da queda de vacinação em crianças
No ano passado, 350.000 casos de sarampo foram registrados no mundo - o dobro em relação a 2017. media A vacina contra o sarampo faz parte de uma triple-vacina que combina vacina contra o sarampo, caxumba e a rubéola. Divulgação/Prefeitura Municipal de Ponta Grossa A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou, nesta segunda-feira (15), seu relatório anual sobre os índices globais de vacinação. Os dados mostram que, em 2018, quase 20 milhões de crianças não receberam vacinas que evitam doenças fatais. Os esforços para aumentar a cobertura da vacinação estão estagnados, segundo a ONU. "Isso significa que mais de uma criança a cada dez não recebe a totalidade das vacinas, de que necessita", explicou a diretora do Departamento de Imunização e Vacinas da OMS, Kate O'Brien, na apresentação do relatório anual sobre vacinação. Um dos exemplos é a extensão da epidemia de sarampo. No ano passado, 350.000 casos da doença foram registrados no mundo - o dobro em relação a 2017. Pela primeira vez, as estatísticas anuais da ONU levam em conta a vacina contra os papilomavírus humanos (HPV), que protege contra o câncer de colo de útero se administrada antes do início da vida sexual. No último ano, 90 países - desenvolvidos, em sua maioria - integraram o HPV a seus programas nacionais. Segundo a agência, esta vacina está disponível para uma menina em cada três no mundo. Apesar dos sinais de progresso em relação ao HPV, os dados globais mostram que há uma "perigosa estagnação das taxas de vacinação no mundo, devido a conflitos, às desigualdades e a uma complacência", diz o relatório. A taxa de cobertura mundial para a vacinação de base contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) e sarampo continua sendo de 86%, desde 2010. Esse índice permanece "elevado", mas "insuficiente", de acordo com a ONU. Dados de 2019 são preocupantes Os primeiros dados de 2019 são desanimadores. Os casos de sarampo no mundo quadruplicaram no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo a OMS. "As razões dessas epidemias são muito diversas, mas a primeira causa é que crianças vivem em comunidades onde a vacina contra o sarampo é insuficiente", declarou O'Brien, que chama a atenção sobre a "proliferação de falsas informações" sobre esta vacina. Nos países ocidentais, os movimentos antivacina se apoiam em um artigo científico publicado em 1998, que associa a vacina contra o sarampo à incidência de autismo. A OMS já rebateu essas críticas diversas vezes e descobriu que o autor da publicação, o britânico Andrew Wakefield, falsficou seus resultados.
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15/07 - Ebola: Novo caso em cidade grande do Congo aumenta temor de que doença se espalhe
A Organização Mundial de Saúde diz que caso pode ser um 'divisor de águas' do segundo maior surto do vírus na história por causa da grande população de Goma, de mais de 2 milhões de habitantes. Surto no leste da República Democrática do Congo é o segundo pior da história Isaac Kasamani/AFP A República Democrática do Congo confirmou o primeiro caso de ebola na cidade de Goma, um importante eixo de transportes no leste do país africano. Segundo o Ministério da Saúde local, um pastor foi diagnosticado após chegar de ônibus no domingo (14). Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o caso pode ser um "divisor de águas" por causa da grande população de Goma, de mais de 2 milhões de habitantes. Mas a OMS disse estar confiante nas ações de contenção. "Esperamos que, com as medidas que implementamos, não haja mais transmissão do ebola em Goma", disse seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus. O pastor infectado viajou de ônibus por 200 km da cidade de Butembo, onde esteve em contato com pessoas com ebola, até Goma. O Ministério da Saúde disse em um comunicado que há um baixo risco de propagação da doença, porque todos os outros ocupantes do ônibus - um motorista e mais 18 passageiros - foram rastreados e seriam vacinados nesta segunda-feira, 15 de julho. "Por causa da velocidade com que o paciente foi identificado e isolado, bem como a identificação de todos os passageiros, o risco de o vírus se espalhar por Goma permanece pequeno." Mais de 1.600 pessoas morreram desde o início do surto de ebola no leste da República Democrática do Congo há um ano - o segundo maior surto de todos os tempos. O ebola é um grande desafio para os profissionais de saúde da República Democrática do Congo John WESSELS / AFP Goma é um importante centro comercial e cultural na fronteira com Ruanda e tem ligações de transporte com toda a região leste do país. Cerca de 3.000 profissionais de saúde que atuam cidade já foram vacinados. A tensão atravessou a fronteira, e Ruanda disse estar em alerta máximo para o ebola. A ministra da Saúde, Diane Gashumba, foi à cidade fronteiriça de Gisenyi depois que o caso de Goma foi confirmado. Há livre circulação de pessoas entre as duas cidades. Segundo Gashumba, as pessoas deveriam "pensar duas vezes antes de irem para onde há a doença". Desconfiança generalizada nas autoridades favorece propagação do vírus O ebola infecta seres humanos por meio do contato próximo com pessoas ou animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos frugívoros e antílopes da floresta. O vírus pode então se espalhar rapidamente quando pessoas têm contato direto com lesões na pele, na boca e no nariz ou com sangue, vômito, fezes ou fluidos corporais de alguém que tem o vírus, ou indiretamente, ao ficarem em ambientes contaminados. Pacientes com ebola tendem a morrer de desidratação e falência múltipla de órgãos Frederick Murphy/CDC via AP O ebola inicialmente causa sintomas como febre súbita, fraqueza intensa, dor muscular e dor de garganta. O quadro depois progride para vômitos, diarreia e sangramento interno e externo. Os pacientes tendem a morrer de desidratação e falência múltipla de órgãos. O ebola é um grande desafio para os profissionais de saúde da República Democrática do Congo que lutam para conter sua disseminação. "As pessoas ainda têm medo de ir às clínicas de saúde se estiverem com sintomas de ebola", diz Tariq Riebl, diretor de resposta a emergências de ebola da organização não governamental International Rescue Committee. OMS não considera surto um caso de emergência global Décadas de conflito no leste da República Democrática do Congo geraram uma desconfiança generalizada das autoridades, e isso tem um impacto sobre a propagação da doença, de acordo com autores de um relatório recente. O atual surto no leste da República Democrática do Congo começou em 2018 e é o décimo a atingir o país desde 1976, quando o vírus foi descoberto pela primeira vez. A epidemia na África Ocidental entre 2014 e 2016, que afetou 28.616 pessoas e fez 11.310 vítimas fatais, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa, foi o maior surto do vírus já registrado. Desde o início do atual surto, a Organização Mundial de Saúde optou em três ocasiões diferentes não declará-lo como uma situação de emergência de saúde global. Robert Steffen, presidente do comitê de emergência para ebola da OMS, disse em abril que adotar essa medida não mudaria nada nas ações de combate ao vírus no país. Mas o Reino Unido pediu na semana passada que o órgão fizesse isso para facilitar a arrecadação internacional de fundos para lutar contra a disseminação da doença.
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15/07 - Eclipse lunar parcial será visto em todo o Brasil nesta terça-feira
Fenômeno desta terça-feira (16) poderá ser observado em toda a América do Sul. Data é a mesma em que se celebram os 50 anos do lançamento da missão Apollo 11 que chegou à Lua em 20 de julho de 1969. Eclipse lunar visto de Maturéia, na Paraíba, em janeiro deste ano Associação Paraibana de Astronomia (APA)/Divulgação Na noite da próxima terça-feira (16), o Brasil poderá ver um eclipse lunar parcial – quando Sol, Terra e Lua se alinham e nosso planeta faz sombra sobre o satélite. O fenômeno será parecido com o que o Brasil conseguiu ver em janeiro deste ano. O fenômeno completo terá duração de cinco horas e 33 minutos. A fase da umbra – quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua – terá início às 17h01 (horário de Brasília) e durará duas horas e 51 minutos. O eclipse lunar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua é ocultada totalmente ou parcialmente pela sombra da Terra. Ele ocorre quando há um alinhamento do Sol, Terra e Lua. Diferente de um eclipse solar total – quando o que é "escondido" é o Sol – a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu. Este é o último eclipse lunar do ano. O próximo eclipse lunar total visível no Brasil será apenas em maio de 2022. Neil Armstrong na Lua em 1969 Nasa/Divulgação 50 anos do homem na Lua O fenômeno acontece coincidentemente na data em que a missão Apollo 11 comemora 50 anos da decolagem rumo à Lua. Em 16 de julho de 1969, o foguete capitaneado por Neil Armstrong (1930-2012) partiria da Terra para quatro dias depois aterrissar em solo lunar no que foi um "pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade". Initial plugin text
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15/07 - Existe alguma ligação entre crise econômica e aumento nas taxas de suicídio?
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que, a cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo. A cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo Rex Pickar/Unsplash Se você está deprimido e tem pensamentos suicidas, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do número 188. As ligações são gratuitas para todo o Brasil. Os caminhos que levam ao suicídio são variados, mas uma palavra define o quadro que antecede a decisão de tirar a própria vida: crise, seja ela de qualquer natureza. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, a cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo. Majoritariamente fruto de instabilidade emocional e psíquica, para que contribuem diversos fatores, o suicídio é considerado um dos mais graves problemas de saúde pública, tanto em países em desenvolvimento como nos desenvolvidos. O quanto, porém, crises econômicas influenciam esse cenário? A pressão do cotidiano expõe pessoas de diferentes faixas etárias a situações-limite e testam a resiliência de todos em lidar com uma situação adversa. Crises conjugais, doenças e dores crônicas, problemas de relacionamento, o medo da violência, a perda de um emprego ou a de um ente querido: cada um responde de uma forma às adversidades. Quando algum evento externo mobiliza uma população inteira, o quadro se torna mais sombrio. A BBC News Brasil ouviu a psiquiatra Alexandrina Meleiro, da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (Abeps), reuniu dados da psicologia social, índices da Organização Mundial da Saúde e analisou estudos americanos, europeus e japoneses para entender qual a relação entre suicídio e cenário econômico adverso. O Brasil vive nos últimos anos um cenário de instabilidade econômica, social e política. Para Meleiro, o clima negativo prejudica a saúde mental dos brasileiros, mas precisa ser visto em perspectiva. "Há, de fato, um aumento no número de casos de depressão e de ansiedade em momentos de crise econômica. O suicídio é a resposta fatal a um problema de saúde mental que, de alguma forma, não pôde ser solucionado. Embora a crise econômica seja fator de risco reconhecido pelos órgãos internacionais de saúde, ela não responde sozinha pelo aumento no índice. A maioria das pessoas está enfrentando a crise econômica, sob pressão social e mental, e está sobrevivendo", afirma a psiquiatra. Crise econômica pode agravar quadro de depressão, mas não responde sozinha por elevação em suicídios Reprodução / TV Integração A crise e o desespero Segundo dados de 2016 da Organização Mundial da Saúde, quase 80% dos suicídios são reportados em nações de rendas baixa e média, e parte significativa dos casos ocorre em zonas distantes dos grandes centros. Apesar disso, o suicídio nas grandes cidades chama mais a atenção dos meios de comunicação. Ocorrências em vias públicas, praças e pontes são mais visíveis e reportadas, o que nos leva a um dos principais problemas da divulgação de casos de suicídio, apontado por Alexandrina Meleiro: ele acaba sendo um fator de contágio. Durante a Grande Depressão, grave crise econômica americana ocorrida a partir da quebra da Bolsa de 1929 em Nova York, tornou-se comum relacionar a falência financeira a tentativas de suicídio. O período ficou marcado no imaginário popular pelas cenas e narrativas, registradas pela imprensa americana, de tentativas de suicídio em lugares públicos. No entanto, para os psicólogos americanos David Lester e Bijou Yang, autores de The economy and suicide - economic perspectives on suicide (Economia e suicídio - uma perspectiva econômica do suicídio, em tradução livre, de 1997), essa imagem não corresponde exatamente à realidade do período. Os altos índices de suicídio registrados no país, entre 1925 e 1932, se justificam pelo fato de que foi justamente nessa época que os Estados americanos passaram a informar ao governo as causas de morte de sua população. No ano de 1929, os suicídios não foram mais ou menos altos do que sempre foram. No momento subsequente, sim. Na obra, Lester e Yang revisaram as taxas de suicídio nos EUA entre 1940 e 1994. Em uma abordagem que integrou aspectos econômicos e sociológicos, afirmaram que recessões podem impactar e ampliar o comportamento suicida, sobretudo em faixas etárias e grupos específicos. Concluíram que as taxas de suicídio não explodiram durante os booms e colapsos econômicos do país, como havia sido previsto pelo sociólogo francês Émile Durkheim, autor de "O Suicídio", publicado no final do século 19; que a taxa de desemprego tinha impacto prejudicial significativo entre homens brancos, embora desemprego não seja um fator tão prevalente para suicídio fora dos Estados Unidos (à exceção do Japão); e que, surpreendentemente, a taxa de divórcio foi a única variável que teve impacto consistente entre todos os grupos sociais. Quando algum evento externo mobiliza uma população inteira, o quadro se torna mais sombrio Wikimedia O que o caso grego ensina "Os felizes são iguais; os infelizes o são cada um a sua maneira" - no romance Anna Karenina, Liev Tolstói falava de famílias, mas a definição é precisa em relação aos dados de suicídio pelo mundo. A combinação entre estresse emocional devido à recessão e a problemas financeiros pode levar a quadros suicidas. Alguns grupos sociais e etários são mais atingidos que outros, e a predisposição a determinados transtornos também é um dado relevante. De modo geral e a despeito de exceções, a economia dos países viveu um momento eufórico entre os anos 1990 e meados de 2000. Mesmo com percalços, a consolidação da União Europeia proporcionou aos seus membros um salto na qualidade de vida - houve queda ou estabilidade no número de suicídios até entre grupos mais suscetíveis, como o da terceira idade. O esfacelamento da União Soviética, em 1991, provocou mudanças profundas entre as ex-repúblicas. Saltavam à vista as elevadas taxas de suicídio entre os países independentes, como a própria Rússia e a Lituânia. Países do Leste Europeu e bálticos, uma zona de conflito nos anos 1990, também registraram alta dos suicídios. Fora dali, só o Japão se destaca negativamente. Ele é um caso à parte: um país altamente desenvolvido e de expectativa de vida alta, que apresenta números preocupantes nesses índices. Um estudo publicado em 2013 pelo British Medical Journal estima que quase 4.900 suicídios a mais do que o esperado ocorreram em 2009, meses depois da crise econômica global de 2008, reunindo as estatísticas de 54 países, a maioria europeus. Homens jovens desempregados e homens com idade entre 45 e 64 anos foram os grupos mais suscetíveis. A OMS não tinha particular preocupação com suicídio entre os gregos antes dos anos 2000 - a nação tinha uma das taxas mais baixas do mundo até a crise de 2008, que jogou parte do mundo em um beco sem saída. No bloco europeu, a Grécia teve de aplicar um duro plano de austeridade em troca de empréstimos, junto ao FMI, para tentar sanar a dívida pública. No bloco europeu, a Grécia teve de aplicar um duro plano de austeridade em troca de empréstimos, junto ao FMI, para tentar sanar a dívida pública AP Photo/Kostas Tsironis Em 2011, a taxa de desemprego no país passava de 16% (entre os jovens, o índice superava 45%). Um estudo publicado em 2018, a partir de registros forenses da cidade de Creta, no período entre 1999 e 2013, revelou um quadro bastante semelhante ao observado na análise dos americanos Lester e Yang. Apesar de a crise atingir em cheio os jovens desempregados, o índice de suicídio sofreu ligeiro aumento entre essa parcela da população, nos piores anos da crise econômica (entre 2009 e 2013). O que chamou a atenção foi a alta no número de suicídios entre homens entre 40 e 64 anos (ou mais), especialmente numa região da cidade com poucos ambulatórios e com déficit de leitos hospitalares para pacientes com problemas de saúde mental (estresse pós-traumático, síndrome do pânico, depressão e ansiedade). Alexandrina Meleiro vê o exemplo grego como uma síntese razoável de o que acontece em momentos de crise econômica. Problemas financeiros impactam desse modo um grupo populacional específico: desempregados e homens acima dos 40 anos que, ao perder poder de compra e redução na renda perdem status e se veem obrigados a viver com menos. "Foi esse o grupo mais atingido durante o confisco dos depósitos bancários e o congelamento da poupança do Plano Collor, em 1990. Veja, não foi uma crise econômica, foi uma medida que tinha a intenção de resolver a superinflação e que, no final das contas, desestabilizou ainda mais a economia. Muita gente perdeu o chão, foi à falência, perdeu bens, teve de repensar os gastos com escola, viagem, alimentação. Isso tudo faz adoecer, nos deprime. E muitos empresários e pais de família não suportaram." Há um componente de gênero importante. O grupo de homens adultos é mais vulnerável porque procura menos ajuda médica quando passa por momentos de crise, seja ela emocional, amorosa (conjugal) ou financeira. "São pessoas que muitas vezes se envergonham de pedir ajuda, que não têm capacidade de enfrentamento. A mulher deprime, chora, se entristece, mas acessa uma rede de apoio - amigos, familiares, comunidades religiosas, médicos. Ela se permite mostrar-se frágil. Muitas vezes o homem tem recursos para procurar tratamento, mas o estigma faz com que ele não o procure." Japão tem índices de suicídio mais altos do que em outros países desenvolvidos Os índices de suicídio no Japão estão muito acima dos registrados em outras nações desenvolvidas. Já eram altos, mas foram diretamente impactados pela desigualdade social decorrente das crises econômicas e por questões morais relacionadas à culpa pelo fracasso. Sociólogos que estudam os altos índices de suicídio no Japão avaliam que o elo entre a tradição cultural do país, em que há forte senso de grupo e familismo autoritário, foi agravado pela crise econômica dos anos 1990. A relação entre desemprego e falência financeira cria um embaraço público de enfrentar os problemas por conta própria. Muitos não aguentam a pressão. Os índices de suicídio no Japão estão muito acima dos registrados em outras nações desenvolvidas Pixabay Em meio aos mitos sobre a resiliência japonesa e um pouco de folclore, os resultados empíricos mostram que variáveis socioeconômicas explicam a incidência de suicídio no Japão. A recente epidemia de suicídio está diretamente relacionada à recessão econômica da chamada "década perdida" dos anos 1990, após a explosão da bolha. A crise financeira de 1997, que atingiu em cheio os países asiáticos, fez aumentar os registros de suicídio em quase todos os países da região, como Tailândia, Indonésia, Coreia do Sul e Malásia. Mas o Japão foi o país em que o aumento foi mais acentuado. Pior: o índice manteve-se alto mesmo após a retomada econômica. Promulgada em 2006, a Lei de Prevenção ao Suicídio criada pelo governo lançou diretrizes e ações de saúde pública para tentar conter a depressão e o suicídio entre fatias populacionais mais vulneráveis. Os números têm apresentado queda ano a ano. Teorias sobre o suicídio O suicídio é um ação que revela conflito e ambivalência. É um fato social perturbador, cercado de tabus, motivado por causas sociais, interpessoais e pessoais, sobre as quais há poucas certezas. A medicina e as ciências sociais têm estudado as causas do suicídio ao longo do tempo. Entre os grandes especialistas no tema destacam-se os trabalhos do francês Émile Durkheim e do suicidólogo americano Edwin Shneidman (1918-2009). Na análise do psiquiatra português Carlos Braz Saraiva, professor da faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, em Portugal, Durkheim possui uma visão "macro, por fora" sobre o assunto, em que o determinismo social desempenha um papel importante na condução de um indivíduo à medida extrema. Para Durkheim, "todo o comportamento humano, desde o sentir, o pensar, o agir", seria determinado pela sociedade. Fatores macrossociais são essenciais à nossa espécie gregária e cooperativa. Desse modo, religião, família, profissão e acesso aos bens da sociedade capitalista, como parte da macroestrutura, ditariam comportamentos e sensações, em detrimento do psiquismo do indivíduo enquanto membro isolado da sociedade. Shneidman, tido como o pai da suicidologia, pensa o suicídio a partir de uma visão "micro, por dentro". Para ele, o suicídio é o resultado de um conflito interior, a confluência de um máximo de dor, um máximo de perturbação e um máximo de pressão - chamada de "modelo cúbico", a formulação de Shneidman leva em conta as vivências e os atritos entre o mundo interior e o exterior. O grupo de homens adultos é mais vulnerável porque procura menos ajuda médica quando passa por momentos de crise, seja ela emocional, conjugal ou financeira Reprodução/EPTV "No Ocidente, o suicídio é um ato de autoaniquilação, melhor compreendido como uma doença multidimensional num indivíduo carente que acredita ser o suicídio a melhor solução para resolver um problema", afirmou, na obra A psychological approach to suicide (Uma abordagem psicológica do suicídio, em tradução livre), de 1987. A partir dos anos 1960, modelos sistêmicos e biológicos combinavam análises de diversos autores às descobertas sobre a química do cérebro e ao estudo das famílias em torno de um ente suicida. Dessa forma, entra em cena o papel dos meios sociais "disfuncionais", além de o suicídio também passar a ser observado como o ápice de uma doença com causas neuroquímicas. Desafios do século 21 No mundo todo, o suicídio tem aumentado entre os mais jovens, especialmente na população entre 15 e 29 anos, de todos os gêneros. Muito cobrados e despreparados para lidar com as pressões, os que nasceram após os anos 2000 aprenderam que, se a satisfação não for imediata, ela não existe. "Entre esse grupo ocorre uma crescente desvalorização da vida e a banalização da própria morte. Adolescentes são mais impulsivos, é algo já descrito na literatura. Mas tudo ficou mais intenso e imediato por causa das novas tecnologias." No Brasil, outro grupo extremamente vulnerável é o de jovens negros. Segundo dados do Ministério da Saúde brasileiro, houve um aumento de 12% na taxa de suicídio de negros de até 29 anos, entre 2012 a 2016. O índice é 45% superior ao registado entre indivíduos brancos de mesma faixa etária. O recorte racial tem sido bastante discutido entre os acadêmicos. Até pouco tempo atrás, não havia informação sobre raça nas fichas das inscrições de mortalidade. O racismo impõe aos negros mais vulnerabilidade nas ruas e ambientes sociais, além de interferir na autoestima. A terceira idade sempre foi um fator de risco e apresenta, em registros históricos, uma tendência maior à depressão e ao suicídio. Para cada 4 adolescentes que decidem tirar a própria vida, 200 idosos fazem o mesmo. Meleiro entende que não vivemos uma era mais ou menos desequilibrada. "Vivemos uma era de fácil acesso aos meios letais, isso sim. Ter acesso a um meio letal, armas de fogo ou drogas, é fator altíssimo de risco, tanto que médicos, policiais militares e exército são os profissionais mais expostos a esse risco. É preciso reduzir o acesso às armas e às drogas e oferecer tratamento psicológico e psiquiátrico aos que sofrem com ansiedade e depressão", opina. Outro dado menosprezado é o que está relacionado ao suicídio de contágio e aos sobreviventes do suicídio, aqueles que presenciaram a cena ou que perderam alguém. "Essas pessoas precisam de um atendimento especial. São membros do corpo de bombeiros, policiais, socorristas, familiares, psiquiatras. O enlutado precisa ter um espaço para desabafar, porque vive sobretudo um conflito, um misto de culpa e raiva bastante difícil de lidar." O Grupo de Apoio aos Sobreviventes de Suicídio do Centro de Valorização da Vida oferece amplo atendimento e aconselhamento aos que sofrem com essa perda abrupta. Se você está deprimido e tem pensamentos suicidas, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do número 188. As ligações são gratuitas para todo o Brasil.
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15/07 - OMS alerta para estagnação na taxa de vacinação internacional; 20 milhões de crianças não estão imunizadas
Cobertura no mundo é de 86%, sendo que o ideal seria 95% para prevenção de novos surtos epidêmicos. Brasil tem programa de vacinação estruturado pelo SUS Divulgação/Prefeitura Municipal de Ponta Grossa Entre as 135 milhões de crianças que nascem a cada ano no mundo, cerca de 20 milhões não recebem as vacinas essenciais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é umas razões da estagnação da taxa de imunização internacional: 86%, dado divulgado nesta segunda-feira (15). A organização alerta que essa cobertura vacinal não é suficiente para prevenir surtos epidêmicos, sendo que a taxa requerida é de 95%. Um dos casos apontados como exemplo é o retorno do sarampo, doença altamente contagiosa que em 2017 matou 110 mil pessoas. "Este é um alerta de que não podemos continuar assim. Precisamos renovar o compromisso para garantir que todos sejam vacinados a tempo", declarou a diretora do Departamento de Imunização da OMS, Kate O'Brien. O déficit de imunização não é um problema exclusivo dos países pobres. A OMS alerta que países mais ricos também têm comunidades e coletivos com níveis completamente insuficientes de vacinação. Mesmo assim, O'Brien disse que a principal razão da baixa taxa de imunização é a falta de acesso nas periferias e em bairros marginalizados. Além disso, movimentos antivacinação têm um papel secundário - vários países que tinham alcançado altos níveis de imunização tiveram retrocessos. No Brasil, por exemplo, a cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo caiu de 99% para 84% nos últimos anos.
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