SEJA BEM VINDO

SEJA BEM VINDO



SEJA BEM VINDO



SEJA BEM VINDO



SEJA BEM VINDO



Notícias

RSS Feed - Notícias - Mantenha-se Informado


16/02 - Taiwan registra primeira morte pelo coronavírus
Taxista de 61 anos foi a vítima. Já são 20 casos de COVID-19 confirmados em Taiwan. Taiwan anunciou, neste domingo (16), a primeira vítima fatal do coronavírus em seu território, ampliando para cinco os mortos fora da China continental, onde o balanço é de 1.665 óbitos. Esta nova vítima se soma às de Hong-Kong, Filipinas, Japão e França. Já são 20 casos confirmados de COVID-19 em Taiwan. Um homem de 61 anos procedente do centro de Taiwan que apresentava problemas de saúde e não havia saído do país recentemente morreu no hospital no último sábado(15), após o exame dar positivo para o coronavírus, informaram as autoridades. "O caso mais recente envolveu um taxista. Seus principais passageiros haviam chegado de China, Hong Kong e Macau", assinalou o ministro da Saúde de Taiwan, Chen Shih-chung. Segundo o ministro, autoridades estão examinando a lista de clientes do taxista e seu histórico de viagens, para tentar encontrar o possível transmissor do vírus. Um parente de 50 anos da vítima também foi infectado, mas não apresenta sintomas. Pessoas usam máscaras em um shopping de Taiwan, sexta-feira, 31 de janeiro de 2020 Chiang Ying-ying/AP Números atualizados pela OMS, neste domingo (16): Casos no mundo: 51.857 casos confirmados em laboratório 1.278 a mais que os números de sábado (15) China: 51.174 casos confirmados em laboratório 1121 a mais que os números de sábado (15) 1666 mortos - ainda sem contabilizar a morte de Taiwan 142 a mais que os números de sábado (15) Fora da China: 683 casos confirmados em laboratório 157 a mais que os números de sábado (15) 25 países têm pelo menos um caso registrado 3 mortos (Japão, Filipinas e França) Taiwan anuncia primeiro caso fatal de coronavírus na ilha
Veja Mais

16/02 - Número de mortos pelo novo coronavírus na China passa de 1,7 mil
Total de casos confirmados chegou a 70.548 em todo o país. Coronavírus na China: Profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan; novo método está senso usado para detectar pacientes com suspeita de Covid-19, em detrimento aos exames laboratoriais, que demoram mais a ficarem prontos. China Daily via Reuters O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.770 neste domingo (16), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados ficou em 70.548, aumento de 2.048 em um dia. Coronavírus: '97% dos doentes se recuperaram', diz médico francês que ficou em Wuhan Somente na província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, foram registradas mais 100 mortes e 1.933 casos confirmados da doença entre este sábado (15) e domingo (16). Estes números incluem o balanço do dia da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais a morte registrada em Taiwan. Apenas na região de Hubei são 58.182 pacientes com o vírus e 1.698 mortes desde o início do surto. 6.639 pacientes receberam alta do hospital. 40.814 pessoas estão em tratamento hospitalar e outras 71.613 estão sob observação médica. OMS diz que coronavírus já matou 1669 pessoas Cai para três o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil Os números de novos casos na região vem caindo há 4 dias. Os dados apresentados pela OMS na manhã deste domingo, ainda não tem os número atualizados dos novos casos apresentados pela província chinesa. Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei G1 Situação no Brasil No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações deste domingo (16) do Ministério da Saúde. Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país. Cai para três o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil Destaques sobre o coronavírus deste domingo (16): Ao menos 40 americanos a bordo do cruzeiro Diamond Princess estão contaminados com o coronavírus. Há três pessoas no Brasil com suspeita de coronavírus Número de casos de coronavírus diminui pelo terceiro dia seguido na China Taiwan registra primeira morte por coronavírus. Anvisa descarta casos suspeitos de coronavírus em navio que atracará em Santos Initial plugin text Taiwan anuncia primeiro caso fatal de coronavírus na ilha
Veja Mais

16/02 - Ao menos 40 americanos estão infectados com coronavírus em cruzeiro no Japão
Os Estados Unidos começaram a resgatar seus cidadãos em aviões fretados. Hong Kong e Coreia do Sul também adotaram o mesmo procedimento. Navio Diamond Princess está atracado em Yokohama, no Japão, com infectados pelo novo coronavírus em quarentena Kim Kyung-Hoon/Reuters O Instituto Nacional de Saúde norte-americano anunciou, neste domingo (16), que ao menos 40 americanos a bordo do cruzeiro Diamond Princess, em quarentena no Japão, estão infectados com o novo coronavírus. OMS diz que coronavírus já matou 1669 pessoas Na China, número de casos de coronavírus diminui pelo terceiro dia seguido De acordo com Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, esses pacientes serão tratados em hospitais no Japão. Cerca de 400 americanos estão entre os passageiros do navio. A embaixada dos EUA em Tóquio disse em um comunicado no sábado (15) que o voo fretado deverá chegar ao Japão neste domingo (16). No texto, ainda há uma recomendação para que o desembarque seja feito cautelosamente e que haja monitoramento depois da repatriação. Os Estados Unidos começaram a retirar nesse domingo seus cidadãos bloqueados no navio desde 5 de fevereiro. Os passageiros serão obrigados a passar por uma nova quarentena, de 14 dias, depois de chegarem aos EUA. Se eles não quiserem voltar nessa aeronave, não poderão voltar ao seu país “por um período”, de acordo com o texto. Hong Kong e a Coreia do Sul, também, disseram que vão enviar aviões para o Japão para buscar os seus cidadãos que estão em quarentena no cruzeiro. A Coreia do Sul anunciou neste domingo (16) que também vai retirar seus cidadãos do barco. "O governo tem planos para trazer os coreanos para casa, caso o teste para infecção deles seja negativo", disse o ministro de Saúde Park Neung-hoo. Raio X do novo coronavírus Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Números atualizados pela OMS, neste domingo (16): Casos no mundo: 51.857 casos confirmados em laboratório 1.278 a mais que os números de sábado (15) China: 51.174 casos confirmados em laboratório 1121 a mais que os números de sábado (15) 1666 mortos 142 a mais que os números de sábado (15) Fora da China: 683 casos confirmados em laboratório 157 a mais que os números de sábado (15) 25 países têm pelo menos um caso registrado 3 mortos (Japão, Filipinas e França) Americana de 83 anos é diagnosticada com o novo coronavírus na Malásia
Veja Mais

16/02 - 'Me disseram que eu era feio demais para ser gay'
Discriminação, redes sociais e aplicativos de paquera fazem cada vez mais gays recorrerem a medidas como cirurgia plástica ou até uso de esteroides anabolizantes sem acompanhamento médico procurando atender a padrões de beleza. Problemas com imagem corporal afetam milhões de pessoas em todo o mundo e vêm se tornando cada vez mais disseminados na comunidade gay Gettty Images via BBC "Você é feio demais para ser gay". Foi o que Jakeb Arturio Bradea ouviu de um homem em um bar gay em Huddersfield, na Inglaterra. Não era a primeira vez que ele escutava um comentário do tipo. Na verdade, foram várias vezes. Bradea tentou, então, se matar. Comunidade LGBT sofre com preconceito e luta por aceitação em cidades do interior do Brasil Metade dos profissionais LGBT assumiu orientação sexual no trabalho, diz pesquisa Problemas com a imagem corporal afetam milhões de pessoas em todo o mundo e vêm se tornando cada vez mais disseminados na comunidade gay, segundo a ONG LGBT Foundation, sediada em Manchester, na Inglaterra. A entidade diz que homens gays e bissexuais são "muito mais propensos" do que homens heterossexuais a enfrentar tais problemas. A BBC conversou com vários homens gays que vêm fazendo de tudo para mudar seus corpos — incluindo o uso de esteroides e cirurgia plástica — apenas para serem "aceitos" por outros membros da comunidade LGBT. Muitos dizem que redes sociais e aplicativos de namoro estão aumentando a pressão em busca do "corpo perfeito". "Pessoas com corpos impressionantes recebem todos os comentários e a atenção", diz Jakeb. "Eu não saio para encontros porque tenho medo de que as pessoas me vejam na vida real. Honestamente, faria uma cirurgia plástica se pudesse pagar." Anabolizantes e quase morte Em vez de cirurgia, alguns anos atrás, Jakeb recorreu ao uso de esteroides anabolizantes — sem acompanhamento médico — para aumentar a massa muscular. "Malhava e ia à academia, mas chegou uma hora que não conseguia ficar mais musculoso. Na minha cabeça, precisava ser maior", diz ele. Muitos gays vêm recorrendo a esteroides e a outros procedimentos estéticos Getty Images via BBC "Meu amigo disse que conhecia um traficante de esteroides, então pensei em tomar uma dose baixa para ver o que acontecia", acrescenta. Mas esteroides anabolizantes podem ser viciantes. De repente, Jakeb não conseguia mais parar. "Cheguei ao tamanho que queria, mas não me senti bem o suficiente", diz ele. "Continuei querendo mais. Era como se tivesse uma voz na minha cabeça dizendo que era muito magro." Jakeb chegou, então, perto da morte uma segunda vez. Foi em novembro do ano passado, quando sofreu insuficiência cardíaca após vários anos de uso intenso de esteróides. "Não conseguia respirar, não conseguia dormir, estava a poucos dias de morrer", diz ele. "O cardiologista disse que se eu tivesse tomado outra injeção ou tivesse ido à academia mais algumas vezes, teria caído morto." Meses depois, Jakeb parou de tomar esteroides e perdeu massa muscular, mas continua tendo problemas de saúde para os quais está recebendo tratamento médico. "Simplesmente não valeu a pena", diz ele. Jakeb Bradea chegou a ficar à beira da morte BBC Medidas arriscadas O uso de anabolizantes e similares sem recomendação médica, dentro e fora do esporte de alto rendimento, não é uma prática restrita ao Reino Unido. No Brasil, muitos homens, sobretudo jovens, vêm recorrendo a esses medicamentos para melhorar a aparência e o condicionamento físico, independentemente da orientação sexual. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, trata-se de um "problema de saúde pública". No ano passado, a entidade lançou uma campanha chamada Bomba, Tô Fora com o objetivo de ampliar a conscientização sobre o assunto. Esteroides anabolizantes são derivados sintéticos da testosterona, um hormônio sexual masculino. Seu uso só deve ocorrer em casos de deficiência hormonal e com supervisão médica, já que podem causar uma série de efeitos colaterais, desde aumento da pressão arterial até câncer. Jakeb não é o único a tomar medidas drásticas para tentar chamar a atenção de outros homens. James Brumpton, engenheiro de software em Lincoln, no Reino Unido, se viu "sugado para este mundo de culto ao corpo perfeito" depois de se encontrar com um homem em um bar gay. Eles saíram juntos do local. Quando Brumpton chegou à casa do homem e tirou a camiseta, recebeu um olhar de desprezo acompanhado de um barulho de nojo. Mas você "tem belos braços", ouviu. Segundo ele, outros homens também o humilharam. Depois de experiências similares, Brumpton decidiu se submeter a uma abdominoplastia. "Permiti que outro homem me influenciasse a tal ponto que removi parte de mim", diz ele. Pressão e redes sociais Segundo os dados mais recentes divulgados pela Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (Baaps), 179 abdominoplastias foram realizadas em homens em 2018 — um aumento de 18% em relação ao ano anterior. Afshin Mosahebi, da Baaps, diz que gays estão atualmente realizando mais procedimentos estéticos do que heterossexuais, embora ele observe que as mulheres ainda se submetam a mais cirurgias do que os homens em geral. Mosahebi acredita que a pressão das redes sociais faz com que cada vez mais pessoas tomem decisões drásticas. "Alguns pacientes não precisam de cirurgia, precisam de ajuda psicológica, e mesmo os pacientes que precisam de cirurgia precisam ser adequadamente informados de todos os riscos potenciais", diz ele. Brumpton decidiu se submeter à abdominoplastia após sofrer várias humilhações BBC Depois que a abdominoplastia de Brumpton deu errado, ele ficou com cicatrizes permanentes, o que o deixou ainda mais inseguro sobre seu corpo. "Fui humilhado várias vezes desde então", diz Brumpton. "Um cara com quem eu estava namorando disse uma vez que eu precisava encontrar jeans na seção de maternidade porque tenho quadris largos." Os aplicativos de namoro alimentam preocupações com a imagem corporal, acrescenta Brumpton. "Há pessoas que têm em seus perfis 'zero gordura', ou outras que gostam apenas de homens masculinos e musculosos, então não querem ninguém que seja super magro", diz ele. Imagens nas redes sociais e nas principais revistas gays também levaram James a sentir que ele é um "estranho no ninho". "Você fica com essa ideia na cabeça que, se você é gay, tem de parecer um modelo da Calvin Klein", diz. Fotos de "corpos sexy" impulsionam as vendas de revistas gays, de acordo com Matthew Todd, ex-editor de uma dessas publicações, a Attitude. "Isso sempre foi um problema e eu tentei repetidamente colocar pessoas na capa que não eram assim: o primeiro homem trans, a primeira mulher trans, a primeira lésbica", diz Matthew. "Continuei fazendo esse tipo de coisa, mas nenhuma revista vendeu bem." Quando Matthew colocou uma foto de Stephen Fry, famoso comediante gay britânico, de 62 anos, na capa da revista em 2010, "foi uma das edições com pior vendagem de todos os tempos", diz ele. "Não estou criticando Stephen Fry, porque ele é incrivelmente popular", diz ele. "Acho que diz mais sobre o que os leitores estão buscando nas publicações gays." Baixa autoestima Todd, autor de Straight Jacket: How to be Gay and Happy (Camisa de Força: Como ser Gay e Feliz, em tradução livre), diz que a homofobia alimenta problemas de autoestima de homens gays. "É realmente importante lembrar que existe uma pressão sem precedentes sobre todos nós para nos apresentarmos assim ou assado", diz ele. "Mas não podemos esquecer que os LGBTs crescem sofrendo humilhação, impedidos de serem eles mesmos." "Acho que, para muitas pessoas, esse é um trauma gigantesco que se reflete em baixa autoestima. Se você não gosta de si mesmo, você não é feliz com a sua aparência." Segundo Todd, o resultado é que os homens gays sofrem mais pressão do que os homens heterossexuais para ter o corpo perfeito. "Vendo alguns aplicativos de namoro gay, você pensa que a maioria dos homens ali é modelo", continua ele. "Se você é um homem gay, achar outro homem atraente é um autojulgamento também. Muitos homens gays confundem 'Eu quero ficar com ele?' com 'Eu quero ser ele?'." Redes sociais e apps de namoro vêm aumentando pressão pela busca do 'corpo perfeito' Getty Images via BBC 'Passei 10 anos destruindo meu corpo' Jeff Ingold, da ONG LGBT Stonewall, voltada para os direitos LGBT, diz ser "crucial" que vejamos representações mais diversas de gays e bissexuais com diferentes tipos de corpo na mídia. "Isso não apenas ajudaria gays e homens bissexuais a se verem refletidos, como também ajudaria a quebrar estereótipos prejudiciais que afetam a imagem corporal e a autoestima deles." Mas Jakeb diz que ainda recebe comentários online de pessoas dizendo que "não teriam coragem de sair de casa se tivessem a minha aparência". "Não participei de paradas gays e levei pedrada para construir a comunidade que temos agora", diz ele. "Temos igualdade, mas somos horríveis uns com os outros." Vídeos sobre a comunidade LGBTQI O TEMA É PRECONCEITO Os perigos da homofobia e a vulnerabilidade da população LGBT Aplicativo ajuda na denúncia de violência contra população LGBTI
Veja Mais

16/02 - OMS diz que coronavírus já matou 1669 pessoas
Segundo Organização Mundial da Saúde, 51.857 casos já foram confirmados com exames, maior parte deles estão na China. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, neste domingo (16), um novo boletim sobre a situação do coronavírus no mundo. Segundo o documento, já são 51.857 casos confirmados por exames de laboratório, sendo 51.174 na China. Até agora, foram 1.669 mortes, sendo 1666 na China. Na China, número de casos de coronavírus diminui pelo terceiro dia seguido Número de infectados pelo coronavírus em cruzeiro em quarentena no Japão chega a 355 A OMS também apresentou os números de casos que são suspeitos na China, mas que ainda não foram comprovados com exames, são 17.410 pessoas, totalizando 68.584. Deste número, 56.249 pessoas estão na região de Hubei, epicentro da crise. Raio X do novo coronavírus Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Situação no Brasil No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações deste domingo (16) do Ministério da Saúde. Coronavírus na China: Profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan; novo método está senso usado para detectar pacientes com suspeita de Covid-19, em detrimento aos exames laboratoriais, que demoram mais a ficarem prontos. China Daily via Reuters Números atualizados pela OMS, neste domingo (16): Casos no mundo: 51.857 casos confirmados em laboratório 1.278 a mais que os números de sábado (15) China: 51.174 casos confirmados em laboratório 1121 a mais que os números de sábado (15) 1666 mortos 142 a mais que os números de sábado (15) Fora da China: 683 casos confirmados em laboratório 157 a mais que os números de sábado (15) 25 países têm pelo menos um caso registrado 3 mortos (Japão, Filipinas e França) Initial plugin text França anuncia a primeira morte na Europa ligada ao novo coronavírus
Veja Mais

16/02 - Autismo: as descobertas recentes que ajudam a derrubar mitos sobre o transtorno
Professor de Harvard lista avanços no entendimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) — e explica também onde a ciência ainda tem dificuldade em avançar O autismo não é um transtorno único, mas sim um espectro de transtornos que podem variar em intensidade e em características, a depender de cada indivíduo Getty Images via BBC Passadas décadas de pesquisas sobre o autismo, cientistas ainda não sabem precisar ao certo o que causa o transtorno, nem chegaram a um consenso sobre as melhores formas de tratá-lo — circunstâncias que costumam deixar pais de crianças do espectro autista inseguros e vulneráveis a armadilhas. Sem cura e com tratamento caro, autismo é desafio para pais e instituições sociais Autismo: mitos e verdades Alguns estudos recentes, porém, trazem novas pistas e ajudam a derrubar mitos comumente relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A BBC News Brasil conversou com o pesquisador americano Charles Nelson, professor de Pediatria e Neurociência na Universidade Harvard e responsável por um laboratório do Hospital Infantil de Boston que pesquisa desenvolvimento cognitivo de crianças, inclusive as que estão no espectro autista. Nelson, que esteve em São Paulo em janeiro para participar em um estudo (ainda em curso) sobre desenvolvimento de crianças em abrigos paulistas, investiga o autismo há 12 anos e explica onde a ciência tem avançado no entendimento do TEA — e onde os avanços têm sido lentos. O autismo não é um transtorno único, mas sim um espectro de transtornos que podem variar em intensidade e em características, a depender de cada indivíduo. Em geral, essas características se manifestam em dificuldades no convívio social, comportamento repetitivo e, em alguns casos, ansiedade e transtorno de deficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Estima-se, globalmente, que 1 a cada 58 crianças esteja no Transtorno do Espectro Autista — designação que, desde 2013, é usada para abrigar todos os problemas relacionados ao autismo. O mito persistente de a 'vacina tríplice viral causar autismo' Uma das descobertas recentes de um estudo coescrito por Charles Nelson ajuda a derrubar um mito que persiste desde os anos 1990: o de que a vacina MMR (no Brasil, a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) causa autismo. Este eletroencefalograma, quando usado em bebês considerados de alto risco para o autismo, ajuda a prever sinais do transtorno nos primeiro meses de vida Getty Images via BBC Esse mito é sustentado por um estudo de 1998, que posteriormente foi desacreditado e seu autor, julgado "inapto" para o exercício da medicina. A despeito disso, muitas pessoas deixaram de aplicar a tríplice viral em seus filhos por medo do autismo. Nos últimos anos, porém, Nelson e seus colegas começaram a estudar bebês a partir de três meses cujos irmãos mais velhos são do espectro autista (motivo pelo qual esses bebês têm mais risco de também serem do espectro). E, por meio de eletroencefalogramas, eles perceberam que, a partir dos três meses, já conseguiam identificar padrões no cérebro desses bebês de alto risco, ajudando a prever se eles podem desenvolver características do Transtorno do Espectro Autista um pouco mais tarde. O fato de esses sinais poderem ser observados a partir de três meses de vida, diz Nelson, indica que o autismo ocorre muito antes dos 12 meses, que é quando as crianças costumam tomar a vacina da tríplice viral (o pesquisador supõe que o transtorno comece a se desenvolver no terceiro trimestre de gestação do feto, quando o cérebro do feto começa a formar neurônios e conexões, embora isso não esteja ainda comprovado). "O fato de vermos (sinais do autismo) tão cedo significa que as vacinas não têm um papel", explica Nelson à BBC News Brasil. "Mesmo antes do nosso trabalho, não havia dados que sustentavam [o elo causal entre autismo e vacina]. Mas as pessoas ainda assim não acreditavam", prossegue. "Quando você tem um filho com autismo e ninguém consegue explicar por que, você sai em busca de causas, e busca causas simples. Os pais frequentemente culpam a si mesmos primeiro; 'foi algo que fiz durante a gravidez'. E as vacinas acabaram sendo algo conveniente a que atribuir a culpa. Mas não havia nenhuma base para isso." Estamos mais perto do diagnóstico precoce? Ausência de clareza sobre causas e tratamentos deixa pais de crianças do espectro autista vulneráveis a armadilhas e curas 'milagrosas' Getty Images via BBC O trabalho de Nelson pode ajudar, futuramente, no diagnóstico precoce do autismo, mas por enquanto os dados de seu laboratório se restringem a bebês em cujas famílias já foi manifestado o autismo. Agora, ele planeja testar uma amostra mais ampla, de bebês da população em geral. "Nossos estudos são os maiores do mundo, mas são pequenos, com algumas centenas de crianças. Precisamos de milhares delas e precisamos ter certeza de que [o que está sendo observado no estudo] se trata de autismo, e não de um desenvolvimento atípico do cérebro", explica o médico. "As implicações para o diagnóstico cedo são profundas, mas ainda não estamos no ponto de usar [o estudo] para o diagnóstico precoce. Ainda levará alguns anos até que cheguemos nisso." Por enquanto, diz ele, especialistas experientes conseguem diagnosticar o TEA quando a criança tem por volta dos 2 anos e, em alguns casos específicos, aos 18 meses. Entre os sinais observados estão, por exemplo, se as crianças não se viram ao escutar seus próprios nomes, se rejeitam o contato visual e se têm desenvolvimento motor atípico. "E por que isso [o diagnóstico precoce] importa? É que quanto mais cedo se diagnostica, mais cedo se pode intervir. E sabemos que, com a intervenção precoce, as crianças têm resultados muito melhores", relata Nelson. O mito das 'mães geladeira' e as possíveis causas do autismo Muitas mães ainda se culpam quando seus filhos recebem o diagnóstico de TEA, acreditando que algo que fizeram durante ou depois da gravidez causou o autismo. Vacina tríplice viral e 'mãe geladeira' são alguns dos mitos relacionados ao autismo Science Photo Library/BBC Nada disso se sustenta pela ciência atual, mas tem embasamento em uma antiga crença médica surgida na década de 1940: a da "mãe geladeira", de que mães frias e não suficientemente amorosas provocavam autismo em seus filhos. "Nunca houve qualquer evidência disso, mas mesmo assim as pessoas falavam a respeito. Culpa-se a mãe por tudo", afirma Nelson. Então, o que se sabe das possíveis causas do autismo? Na grande maioria dos casos, não é possível ter certeza absoluta, diz Nelson. Mas, com base nas pesquisas mais recentes, "a maioria de nós [pesquisadores do assunto] acredita que se trate de uma vulnerabilidade genética com um gatilho ambiental. E sabemos que é um distúrbio do desenvolvimento do cérebro que aparece muito cedo. Então a pergunta é: o que faz o cérebro ir nessa direção?" Essa pergunta permanece, até agora, sem uma resposta definitiva, segundo ele. O que se acredita é que o fato de muitas crianças no TEA terem comportamentos repetitivos e sensibilidade a estímulos sensoriais (por exemplo, à luz ou a ruídos) se deva à existência de muitas conexões de curto alcance nas áreas visuais do cérebro e, ao mesmo tempo, a poucas conexões de longo alcance — as quais ajudam na percepção social, que é justamente a área em que crianças do espectro costumam ter dificuldades. "Isso explica a dificuldade de fazer contato visual e de responder a um mundo social", diz Nelson. "Mas não sabemos por que há tão poucas conexões de longo alcance e tantas de pequeno alcance. E daí voltamos para se [é culpa da] genética ou do ambiente. O que é frustrante para os pais, porque já foram gastos bilhões de dólares em pesquisas e não estamos mais próximos de descobrir as causas ou um tratamento." Ao mesmo tempo, colocar as crianças em situações de negligência aparenta ser um desses gatilhos para o autismo, caso já haja uma propensão prévia a isso. É o que demonstra outra pesquisa da qual Nelson participa: uma que analisa, há décadas, crianças romenas que viviam em terríveis condições dentro de orfanatos estatais nos anos 1980 e 90, sem interação social produtiva com adultos e em situação de abandono. Nesse grupo específico de crianças, a incidência de autismo variava, dependendo do estudo, de 5% a 10% — muitíssimo acima da incidência na população global em geral. Ainda não há certeza entre cientistas sobre o que faz o cérebro desenvolver os transtornos do espectro autista Getty Images via BBC "O que tememos é que, a partir disso, as pessoas concluam que 'não ter mãe causa autismo'. E não acho que seja esse o caso", explica Nelson. "Acho que tem a ver com a privação social (e seu impacto em) cérebros negligenciados e com alguma vulnerabilidade." Os mitos (e perigos) das terapias alternativas Na ausência de uma causa clara para o autismo e de intervenções que nem sempre dão o resultado desejado, pais de crianças no espectro muitas vezes acabam recorrendo a terapias "alternativas" — de dietas especiais a curas "milagrosas" vendidas na internet. O problema é que, além de não terem comprovação científica, algumas delas são extremamente perigosas. É o caso do chamado MMS, substância divulgada internacionalmente como cura para crianças autistas, se ingerida oralmente. Mas o MMS é, na prática, dióxido de cloro — químico alvejante usado em produtos de limpeza que, de tão corrosivo, só pode ser manipulado por pessoas que estejam vestindo equipamento de proteção. Desde 2018, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe sua fabricação e comercialização no Brasil, devido aos riscos que o produto causa ao ser ingerido: de vômito e diarreia até danos à garganta e problemas respiratórios que podem ser fatais. "[Alegam-se] propriedades terapêuticas para uma substância química que não tem qualquer comprovação de segurança para uso em humanos", diz a Anvisa em comunicado de 2019. "O dióxido de cloro não tem aprovação como medicamento em nenhum lugar do mundo. Sua ingestão traz riscos imediatos e a longo prazo para os pacientes, principalmente as crianças." Até o momento, tampouco há comprovação científica de que outras terapias alternativas que vêm sendo usadas ajudem pacientes com autismo. Elas incluem dietas específicas (algumas das quais ajudam pessoas com epilepsia a reduzir suas convulsões) sem glúten ou caseína, ou mesmo transplante de células-tronco. "[Este último] Não só não funciona, como é um procedimento caro e arriscado", afirma Nelson. Existe uma corrida de indústrias farmacêuticas na busca por medicamentos, mas o médico americano também é cético quanto a isso. "A controvérsia é que, no autismo, o que exatamente você vai tratar com as drogas? É um distúrbio complexo. Medicamentos podem reduzir os sintomas, como deixar [pacientes] menos ansiosos ou mais sociáveis, mas não estão tratando o autismo em si." Um medicamento recente usa o hormônio ocitocina em sprays nasais na tentativa de aumentar a sociabilidade de pessoas do espectro autista, com resultados aparentemente positivos. A questão é que não se sabe ainda os efeitos colaterais disso, uma vez que a dose necessária de ocitocina tende a aumentar para fazer efeito. Greta Thunberg é um exemplo dos pontos fortes de crianças e jovens no espectro autista Reuters/BBC Os pontos fortes das crianças no TEA O que se sabe, por enquanto, é que intervenções psicológicas precoces ajudam, em boa parte dos casos, as crianças no TEA a se desenvolverem e a melhorarem suas habilidades sociais, embora ainda persista a dúvida de por que algumas crianças respondem tão bem a intervenções comportamentais (por exemplo, que estimulam a criança a fazer contato visual e a entender nuances da interação social), e outras, nem tanto. Nelson explica que, em cerca de 10% dos casos nos EUA, crianças que são diagnosticadas em seus primeiros anos de vida — e por isso recebem acompanhamento desde cedo — acabam saindo do espectro autista. Ao mesmo tempo, diz o médico, "muitas pessoas dizem que focamos demais nos deficits e não tanto nas fortalezas" das pessoas no espectro autista. Um dos casos recentes que mais chamam a atenção é o da jovem ativista climática sueca Greta Thunberg, diagnosticada com a síndrome de Asperger (que atualmente é parte do espectro autista) e que demonstrou grande habilidade em galvanizar o público em torno de sua causa. "Os interesses restritos (das pessoas com TEA) podem se tornar seu ponto forte", diz Nelson. "Essas pessoas às vezes têm habilidades excepcionais e memórias incríveis. As que são boas com números podem se tornar matemáticas brilhantes, por exemplo." Uma possibilidade, diz ele, é voltar as atenções para intervenções que estimulem esses pontos fortes — algo que ainda não é feito nem estudado em grande escala com crianças do espectro autista. Vídeos sobre autismo: Tem Diferença?! Descubra o mundo de Joyce Rocha Menino com autismo ganha festa após caso de discriminação repercutir nas redes sociais O tema é autismo
Veja Mais

16/02 - Cai para três o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil
No país, exames apontaram que 45 pessoas que suspeitaram estar infectadas não estavam com o coronavírus, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Mulher usa máscara para se proteger contra o coronavírus em Xangai, em 10 de fevereiro de 2020 Aly Song/Reuters Há três pessoas no Brasil que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações deste domingo (16) do Ministério da Saúde. Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país. No sábado (15), foi descartado um caso suspeito de coronavírus em um paciente que mora em Ponta Grossa, no Paraná. O exame da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu que não se tratava de uma infecção. Cai para três o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil Até a quinta-feira (13), havia seis suspeitos, e todos eles haviam passado pela China, mas nenhum esteve na província de Wuhan, o epicentro da doença. Infecções no mundo O número de novas infecções pelo coronavírus Covid-19 na China deste domingo (16) é menor que o de sábado (15)–é o terceiro dia consecutivo de queda de novas identificações. As autoridades de saúde do país afirmam que os esforços intensificados para diminuir a disseminação da doença começam a apresentar resultados. A Comissão Nacional de Saúde da China relatou neste domingo 2.009 novas infecções, o que significa uma redução em relação às 2.642 registradas no dia anterior. O número de novos casos em outras regiões do país manteve a tendência de queda observada nos últimos doze dias. O maior número de ocorrências fora da China continua sendo no navio Diamond Princess, ancorado no Japão, com 70 novos casos registrados - já são 355 pacientes na embarcação. Initial plugin text
Veja Mais

16/02 - Grupo que está em quarentena participa de culto inter-religioso na Base Aérea de Anápolis: 'Sensação de paz'
Repatriados que vieram de Wuhan, na China, registraram alguns momentos da cerimônia. Eles e equipe que os buscou do epicentro de contágio do coronavírus estão no sexto dia de isolamento. Brasileiros em quarentena na Base Aérea assistiram cerimônias religiosas neste domingo, em Anápolis Reprodução/Instagram Na manhã deste domingo (16), repatriados e a equipe que os buscou em Wuhan, na China, participaram de um culto inter-religioso na Base Aérea de Anápolis, onde estão em quarentena. Segundo o grupo que está em isolamento até o dia 27 de fevereiro, havia representantes das religiões católica, espírita e evangélica, sendo também mencionado o budismo. O piloto de avião Mauro Hart, de 59 anos, disse que foi um momento emocionante. "Uma sensação de paz interior", descreveu. Foram realizadas leituras, cantos e falas das religiões representadas e todos receberam uma benção especial dos líderes que ministraram as cerimônias, em uma tenda metálica montada dentro da unidade militar. Integrantes do grupo em quarentena publicaram o informativo com o boletim da programação, em Anápolis Reprodução/Instagram O secretário executivo e estudante de mestrado Alefy Medeiros Rodrigues, de 26 anos, disse que todos se sentiram muito bem durante e após os eventos religiosos. "Acho que não teve quem não gostou. Foi emocionante", disse. A programação havia sido anunciada pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra, na semana passada. Quando falou sobre a cerimônia, ele disse que o acolhimento religioso e espiritual era uma dos objetivos da organização da quarentena. "Bom astral, alegria, sensação de acolhimento que eles estão tendo. É o foco da nossa ação", disse à época. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Arte/G1 Initial plugin text
Veja Mais

16/02 - Na China, número de casos de coronavírus diminui pelo terceiro dia seguido
Autoridades chinesas exaltam medidas, como o isolamento de mais de 50 milhões na província de Hubei, mas número de mortes permanece alto, superando 1,6 mil. Coronavírus na China: Profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan; novo método está senso usado para detectar pacientes com suspeita de Covid-19, em detrimento aos exames laboratoriais, que demoram mais a ficarem prontos. China Daily via Reuters As infecções pelo coronavírus Covid-19 na China diminuíram neste domingo (16) pelo terceiro dia consecutivo, enquanto as autoridades de saúde do país afirmam que os esforços intensificados para diminuir a disseminação da doença começam a apresentar resultados. O maior número de ocorrências fora do país continua sendo no navio Diamond Princess, ancorado no Japão, com 70 novos casos registrados - já são 355 pacientes na embarcação. A Comissão Nacional de Saúde da China relatou neste domingo 2.009 novas infecções, o que significa uma redução em relação às 2.642 registradas no dia anterior. O número de novos casos em outras regiões do país manteve a tendência de queda observada nos últimos doze dias. O número de óbitos caiu de 143 na véspera para 142, sendo que apenas quatro das novas mortes ocorreram na província de Hubei, epicentro do surto do novo coronavírus na China. O total de mortes desde o inicio do surto aumentou para 1.665 – a maioria em Hubei – com total de 68,5 mil pessoas infectadas. Raio X do novo coronavírus - VALE ESTE Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Cerco a Wuhan continua Wuhan, a capital de Hubei, permanece isolada desde o dia 23 de janeiro. Cerca de 56 milhões de pessoas estão sob quarentena em toda a província. Escolas, escritórios e fábricas continuam fechadas e as viagens a partir da região ainda estão sob fortes restrições. Entretanto, as autoridades de saúde afirmam que as medidas adotadas para isolar a disseminação estão dando resultados. "Os efeitos do controle sobre o coronavírus estão aparecendo", disse o comissário de saúde Mi Feng. Ele avalia que o aumento das medidas preventivas e do apoio médico em Hubei evitaram o surgimento de casos mais críticos. A proporção desses casos entre as infecções confirmadas caiu para 21,6% neste sábado, em comparação com os 32,4% registrados no dia 27 de janeiro, destacou Mi. Segundo o comissário, os casos menos graves estão sendo tratados com maior rapidez, evitando que se tornem críticos. Mesmo assim, as restrições em Hubei foram reforçadas com a proibição da circulação de veículos, com a exceção dos transportes dos serviços essenciais, e as empresas devem permanecer fechadas até segunda ordem. Mortes por novo coronavírus sobe para 1665 na China Primeira morte fora da Ásia Fora da China, foram registrados em torno de 500 casos em mais de 20 países e territórios, com de mortes de pessoas infectadas no Japão, França, Filipinas nos territórios chineses de Hong Kong e Taiwan. Neste sábado (15), o governo da França confirmou a primeira morte causada pelo Covid-19 na Europa. A vítima é um turista chinês de 80 anos, que morreu em decorrência de uma infecção pulmonar num hospital de Paris, afirmou a ministra da Saúde, Agnès Buzyn. A vítima é um homem natural da província de Hubei, o foco do surto. Ele chegara à França em 16 de janeiro e fora hospitalizado e colocado em isolamento no dia 25. Porém, seu estado de saúde piorou rapidamente. A filha dele também está internada em Paris, mas deverá ter alta em breve. O anúncio da França, que registrou 11 casos do novo coronavírus no país, confirma a primeira morte fora da Ásia. Crescem os casos em cruzeiros O maior número de infecções fora da China ocorreu no navio Diamond Princess, mantido sob isolamento no porto de Yokohama, no Japão, com 3,7 mil pessoas a bordo. Neste domingo, 70 novos casos da doença foram registrados, aumentando o total para 355. A embaixada dos Estados Unidos em Tóquio informou neste domingo que prepara a evacuação de cerca de 400 cidadãos americanos a bordo, que deverão ser transportados de volta ao país. Passageiro do cruzeiro japonês Diamond Princess, que passa por quarentena por causa do coronavírus Kim Kyung-Hoon/Reuters Todos os passageiros serão submetidos a exames antes de embarcarem nos voos fretados e permanecerão sob quarentena durante 14 dias – o tempo calculado de incubação do coronavírus – após retornarem aos EUA. "Nenhum passageiro com sintomas ou infectado poderá embarcar", informou a embaixada. Hong Kong, Canadá e Coreia do sul também planejam remover seus cidadãos do porto de Yokohama. Uma passageira que desembarcou do navio de cruzeiro MS Westerdam, mantido em um porto do Camboja após suspeitas de um surto da doença a bordo, foi diagnosticada com o coronavírus neste domingo na Malásia. A americana de 83 anos chegou a Kuala Lumpur na última sexta-feira com um grupo de passageiros vindos do porto cambojano de Sihanoukville. Passageiros do MS Westerdam acenam quando o navio atracou no porto de Sihanoukville, no Camboja, na sexta-feira (14) Soe Zeya Tun/ Reuters Apenas um caso de infecção foi detectado entre os 145 passageiros. Entretanto, aumentam as preocupações quanto aos demais 2,2 mil passageiros e tripulantes que desembarcaram no porto cambojano. Todas essas pessoas passaram por testes antes de deixar a embarcação. O governo do Camboja contestou o diagnóstico das autoridades malaias, mas o Ministério da Saúde de Kuala Lumpur afirma que a americana foi submetida a dois testes e ambos teriam apresentado resultados positivos. As autoridades da Malásia informaram que não vão permitir a chegada de outros passageiros do MS Westerdam. Outros navios que tiverem passado pela China serão proibidos de atracar no país. Antes de receber permissão para aportar no Camboja, o navio de bandeira holandesa havia sido barrado no Japão, Guam, Filipinas, Taiwan e Tailândia. A embarcação leva cidadãos de mais de 30 nacionalidades, incluindo cinco brasileiros. Initial plugin text
Veja Mais

16/02 - Número de infectados pelo coronavírus em cruzeiro em quarentena no Japão chega a 355
O Princess Diamond, uma embarcação turística, é o principal foco do coronavírus fora da China; há cerca de 3.700 pessoas a bordo sem poder sair. Passageiras do Diamond Princess, o cruzeiro em quarentena no Japão, acenam para os fotógrafos, em 16 de janeiro de 2020 Athtit Perawongmetha/Reuters Mais 70 casos de pessoas a bordo de um cruzeiro atracado no Japão foram diagnosticadas neste domingo (16) com Covid-19, o coronavírus. No total, o navio teve 355 casos, de acordo com o ministro da Saúde do país, Katsunobu Kato. Coronavírus: por que não houve casos confirmados na América Latina? O navio Diamond Princess, de propriedade da Carnival Corp, está em quarentena desde que chegou a Yokohama, uma cidade ao sul de Tóquio, no dia 3 de fevereiro. Um homem que havia desembarcado em Hong Kong foi diagnosticado com a doença. Mortes por novo coronavírus sobe para 1665 na China Há cerca de 3.700 pessoas no cruzeiro, entre passageiros e tripulantes. Fora da China, esse é o principal foco da doença. Os doentes foram transferidos para hospitais no Japão. Ônibus perto do Princess Diamond, o cruzeiro que está em quarentena no Japão, em 16 de fevereiro de 2020 Issei Kato/Reuters Os passageiros passam a maior parte do tempo trancados nos quartos, e durante uma hora por dia são autorizados a saírem para caminhar e ver a luz do sol. Yardley Wong, uma passageira documentando a experiência a bordo, publicou em uma rede social um áudio em que é possível ouvir o capitão pedindo a compreensão dos passageiros para deixarem que aqueles que não têm janela no quarto possam ficar mais tempo do lado de fora. A situação está levando alguns a relatarem sinais de depressão. Raio X do novo coronavírus - VALE ESTE Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 "Muitos passageiros agora estão um pouco indiferentes", disse o passageiro britânico David Able em um vídeo publicado em uma rede social. "A depressão está começando a se instalar." Outro passageiro disse que espera que as garantias sobre a eficácia da quarentena e ventilação a bordo sejam verdadeiras. Aviões de resgate Os Estados Unidos, Hong Kong e a Coreia do Sul disseram que vão enviar aviões para o Japão para trazer os seus cidadãos que estão em quarentena no cruzeiro. A embaixada dos EUA em Tóquio disse em um comunicado no sábado (15) que o voo fretado deverá chegar ao Japão neste domingo (16). No texto, ainda há uma recomendação para que o desembarque seja feito cautelosamente e que haja monitoramento depois da repatriação. Os passageiros serão obrigados a passar por uma nova quarentena, de 14 dias, depois de chegarem aos EUA. Se eles não quiserem voltar nessa aeronave, não poderão voltar ao seu país “por um período”, de acordo com o texto. A Coreia do Sul anunciou neste domingo (16) que também vai retirar seus cidadãos do barco. "O governo tem planos para trazer os coreanos para casa, caso o teste para infecção deles seja negativo", disse o ministro de Saúde Park Neung-hoo. Hong Kong fez um anúncio semelhante. Veja as informações mais recentes sobre a epidemia. Em Anápolis, Goiás, os 58 brasileiros que foram retirados da China seguem em quarentena e sem nenhum sintoma do coronavírus; de acordo com o Ministério da Defesa, eles passaram por avaliações clínicas no sábado (15) Mortes por coronavírus passam de 1,6 mil na China No balanço de sábado (15), a OMS afirmou que 25 países apresentam algum caso de infecção pelo vírus. A morte registrada pela França ainda não foi contabilizada pelo documento da OMS. Primeira morte por coronavírus fora da Ásia Mais de 1.700 agentes de saúde infectados na China Americana de navio de cruzeiro atracado no Camboja testa positivo para coronavírus Initial plugin text
Veja Mais

16/02 - Xi Jinping, líder da China, sabia da gravidade do Coronavírus desde janeiro, mas não fez alerta
Em um discurso feito no dia 3 de fevereiro e tornado público recentemente, Xi disse que no dia 7 de janeiro ele já havia dado ordens sobre como lidar com a epidemia, mas os perigos que ela representa só foram tornados públicos mais tarde. Um guarda em uma praça de Pequim, em 16 de fevereiro de 2020 Andy Wong/AP Um discurso do presidente da China, Xi Jinping, feito no dia 3 de fevereiro e publicado pela mídia estatal no sábado (15) indica, pela primeira vez, que ele estava no comando do combate ao surto do Covid-19, o coronavírus, desde o princípio –e não deu alertas mais incisivos no começo da epidemia. O discurso do dia 3 foi uma tentativa de demonstrar que a liderança do Partido Comunista agiu desde o começo. Em sua fala, Xi disse que deu instruções sobre o combate ao vírus em 7 de janeiro e ordenou o isolamento das cidades do epicentro, no fim daquele mês. "Em 22 de janeiro, diante da rápida propagação da epidemia e dos desafios de prevenção e controle, solicitei claramente que a província de Hubei implementasse controles abrangentes e rigorosos sobre a saída de pessoas", disse ele em uma reunião do comitê permanente do partido, o corpo superior de autoridade chinesa. O presidente chinês Xi Jinping alerta Taïwan do 'desastre' que seria uma independência oficial Mark Schiefelbein/Pool/AFP O papel de Xi no início do surto ainda não havia sido revelado. Esse virou um dos maiores desafios de sua gestão, que já tem sete anos. A revelação do discurso indica que os principais líderes sabiam do potencial da severidade da doença semanas antes que os perigos que ela representa foram tornados públicos. Só no fim de janeiro que as autoridades disseram que o vírus poderia se espalhar entre humanos, e o alarme entre a população começou a soar. Há desconfiança em relação à forma que o governo lida com epidemias desde o surto de Sars, em 2002 e 2003, que foi escondido durante meses. O surto do coronavírus começou em dezembro de 2019, em Wuhan, a capital da província de Hubei, onde se concentram as mortes causadas pelo coronavírus.Hoje, há 60 milhões de pessoas isoladas do resto do mundo na região. As autoridades de Hubei e Wuhan enfrentam um descontentamento do público por causa da forma como lidaram com a epidemia no início. O médico Li Wenliang tentou fazer alertas sobre o vírus, mas foi reprimido pela polícia local. Ele mesmo acabou morrendo em decorrência de uma infecção do Covid-19. Sua morte causou uma onda de revolta na China. Em resposta, os líderes do Partido Comunista em Hubei e Wuhan foram demitidos na semana passada. As autoridades haviam prometido ser transparentes nessa epidemia, mas jornalistas independentes que contestaram a narrativa oficial com reportagens em vídeo de Wuhan desapareceram –acredita-se que eles estão presos. A província não tem conseguido fazer testes em todas as pessoas que apresentam sintomas. O diagnóstico clínico é baseado em análises dos médicos das imagens de pulmões. A ideia é tratar as suspeitas como casos confirmados, sem ter que esperar os resultados do laboratório.
Veja Mais

16/02 - Uma mulher que sempre conjugou o verbo mudar
Nos últimos anos, ela trocou de estado civil, de cidade e abraçou uma nova atividade Vania Mezzonato é carioca da gema, mas passou a maior parte da infância em Minas Gerais. Inicialmente na pequena Piau, para onde sua mãe se mudou, com as duas filhas pequenas, para ficar perto da família depois da morte do marido. Ali, viveu dos 3 aos 10 anos, mas a cidadezinha tinha apenas uma escola primária e, apesar da pouca idade, assim que terminou os primeiros anos de estudo ela foi mandada para um colégio interno, em Juiz de Fora. Fazer com que as meninas se tornassem mulheres independentes sempre foi a meta de dona Norma. Vania Mezzonato em seu bistrô: “continuo fazendo planos” Rodrigo Mello Um curso técnico de eletromecânica pavimentou seu caminho para conseguir o primeiro emprego, aos 17 anos. Mais uma vez, Vania mudou-se: para Belo Horizonte, depois para Salvador. Apesar da independência financeira, ainda estava longe do sonho de ser jornalista, por isso fez um novo movimento: “trabalhava há seis anos e fiz vestibular sem achar que passaria, mas deu certo e, no fim do curso, eu me dividia entre estágio, emprego e faculdade”, lembra. Sua trajetória incluiu veículos de prestígio como os jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo”, além da revista “Veja”, mas ela decidiu empreender e abrir sua própria empresa, uma agência de geração de conteúdo. Na época, o desafio era outro: tinha acabado de ter um filho – Henrique agora tem 27 anos. “Eu trabalhava em casa, às vezes tinha que me desdobrar entre fazer uma entrevista por telefone e dar atenção a ele”, conta. O primeiro casamento acabou em 2000, depois de 14 anos. “Achava impossível me casar novamente, no máximo seria algo de cada um morando em sua casa. Isso valeu até 2008, quando conheci Michael. A gente nunca mais se desgrudou”, diz. Em 2012, aos 54 anos, Vania casou-se com Michael Fahey. Filho de irlandeses, ele sempre apreciou o clima mais ameno, o que levou o casal a buscar um refúgio em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. “Aos poucos, a ideia de nos mudarmos foi tomando corpo. Criei um canto na casa para ser meu escritório e, gradativamente, fui esticando os dias de permanência em Teresópolis”, relata. Vania e Michael Fahey: aos 54 anos, o segundo casamento Acervo pessoal Mas quem disse que estava na hora de desacelerar? Vania fez um curso de tecnologia cervejeira e aguarda o registro para começar a produzir cerveja artesanal. Em dezembro de 2019, ela e Michael decidiram abrir o Goulash, um pequeno bistrô que fica no bairro de Agriões. As especialidades, frango ao curry e o goulash que dá nome ao restaurante, são assinadas por Michael, mas a cozinha é tocada a quatro mãos, porque Vania supervisiona todo o preparo e se encarrega do bife Wellington da casa. Perto de completar 62 anos, em abril, faz uma reflexão sobre envelhecer e se renovar continuamente: “não me pesa ter 61 anos, essa não é uma questão para mim. Aliás, até hoje estranho quando me chamam de ‘senhora’. Tenho energia e capacidade, continuo fazendo planos”.
Veja Mais

15/02 - Mortes por coronavírus passam de 1,6 mil na China
Neste sábado (15), França confirmou primeira morte fora da Ásia por coronavírus. OMS afirmou que 25 países apresentam algum caso de infecção pelo vírus. França anuncia a primeira morte na Europa ligada ao novo coronavírus A China registrou 142 novas mortes causadas pelo novo coronavírus, de acordo com balanço divulgado neste sábado (15). Com esta atualização, o número total de mortos em todo o país desde o início de surto chegou a 1.665 pessoas. Desse número, só na província de Hubei — epicentro da crise do novo coronavírus — foram registrados 139 mortes. Entre elas, 100 ocorreram na cidade de Wuhan. Além disso, as autoridades chinesas confirmaram 2.009 novas infecções pelo novo coronavírus apenas neste sábado. O total acumulado, portanto, chegou a 68,5 mil casos. Em meio a dúvidas sobre impacto econômico do Covid-19, OMS diz que coronavírus já deixou 1.526 mortes Coronavírus: por que não houve casos confirmados na América Latina? Neste sábado, Tedros Adhanom, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que o surto de coronavírus ainda é uma emergência para a China e que é impossível dizer para onde a epidemia vai se espalhar. Adhanom disse na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, que se sente encorajado pelas ações da China para desacelerar a disseminação do vírus, mas que ainda está preocupado com o aumento no número de casos. Novo coronavírus chega à África Primeira morte por coronavírus na França Neste sábado, foi anunciado que um turista chinês de 80 anos morreu na França vítima do Covid-19. É o primeiro registro de uma morte pela doença fora da Ásia, e o terceiro caso fora da China, de acordo com anúncio do Ministério da Saúde da França neste sábado (15). Segundo a ministra de Saúde da França, Agnès Buzyn, a vítima é da província de Hubei. O chinês chegou à França em 16 de janeiro. Nove dias depois, em 25 de janeiro, ele havia sido colocado em quarentena. Ele tinha uma infecção pulmonar causada pelo coronavírus, e sua condição física se deteriorou rapidamente. Uma filha do homem de 80 anos também foi hospitalizada, mas a expectativa é que ela receba alta. No balanço deste sábado, a OMS afirmou que 25 países apresentam algum caso de infecção pelo vírus. A morte registrada pela França ainda não foi contabilizada pelo documento da OMS. Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Destaques sobre o coronavírus deste sábado(15): Primeira morte por coronavírus na França No balanço deste sábado, a OMS afirmou que 25 países apresentam algum caso de infecção pelo vírus. A morte registrada pela França ainda não foi contabilizada pelo documento da OMS. Mais de 1.700 agentes de saúde infectados na China Americana de navio de cruzeiro atracado no Camboja testa positivo para coronavírus Os Estados Unidos disseram que vão enviar um avião para o Japão para trazer os pacientes americanos que estão em quarentena em um navio cruzeiro, o Diamond Princess Conheça histórias de amor alteradas pelo novo coronavírus China registrou 5 mil novos casos e mais 121 mortes do novo coronavírus Initial plugin text
Veja Mais

15/02 - Empresário e filho passeiam na entrada da Base Aérea de Anápolis, onde repatriados estão em quarentena: 'Não há do que ter medo'
Grupo que saiu de Wuhan - epicentro do contágio por coronavírus - está há seis dias em quarentena no local. Primeiros exames descartaram contaminação. Pai e filho passeiam de bicicleta em frente à Base Aérea de Anápolis, onde os brasileiros repatriados estão em quarentena Maurício de Oliveira/Arquivo Pessoal O empresário Maurício de Oliveira, de 44 anos, veio com o filho, o estudante Maurício Junior, 13, dar uma volta de bicicleta na frente da Base Aérea de Anápolis, a 55 km de Goiânia, na tarde deste sábado (15). Mesmo o local abrigando o grupo que saiu de Wuhan há quase uma semana, eles se sentem seguros de que todas as precauções estão sendo tomadas. "Não há do que ter medo. A gente confia no que tem sido noticiado, que estão isolados, em quarentena", afirmou o empresário. A prática de pedalar é comum para ele e para o filho porque moram a poucos quilômetros da unidade militar. "A gente sempre vem aqui. Não tem problema nenhum", garantiu. Segurança Essa sensação de tranquilidade é justamente o que o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem reforçando. Antonio Barra disse que a cidade goiana é a mais segura porque tem a situação sob controle. Segundo ele, há funcionários da Anvisa acompanhando os repatriados dentro da Base. "Estando lá, fica mais confortável. Não passa pela necessidade, mas pela nossa preocupação de que seja perfeito", afirmou. Empresário disse que 'não há o que temer' em relação aos repatriados vindos da China Vanessa Martins/G1 Descartes Uma das preocupações da Anvisa é com o descarte de resíduos usados na quarentena. O órgão se manifestou por meio de nota, onde informou que "foi contratada uma empresa especializada no descarte de resíduos de serviços de saúde e todo o processo definido junto a essa empresa garante o tratamento e o descarte adequado e seguro dos resíduos gerados na área de atendimento aos repatriados". Também de acordo com o órgão, profissionais da Agência "têm acompanhado o trabalho realizado na Base Aérea da forma rotineira para que sejam garantidas as condições de atendimento e segurança necessários". O comandante da Ala 2 da Base, coronel-aviador Gustavo Pestana, disse que a entrada desses e de todos que trabalham com o grupo em quarentena é controlada e há sempre pouco ou nenhum contato. "São maioria militares, mas tem civis. Alguns profissionais contratados para limpeza, mas todos cumprem o protocolo da Anvisa. Usam todos os EPIs. Tem horários combinados. Por exemplo, o grupo sai do ambiente e aí os funcionários fazem a limpeza. Ao servir a comida, os funcionários organizam as refeições, o pessoal não está lá. Depois é que eles entram pra se servir. Deixam os pratos e talheres em um local e são recolhidos depois", detalhou. Coronavírus no mundo O Egito confirmou o primeiro caso suspeito de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Com isso, já são 25 países em 5 continentes com registros suspeitos da doença (excluindo a China). Na China, o Covid-19 já matou 1,3 mil pessoas. Há 63,9 mil casos confirmados – os números tiveram um incremento após uma mudança na metodologia, que passou a incluir exames de imagem (como radiografia e tomografia) para verificar a suspeita de infecção. Antes, era preciso comprovar por exame de RNA que os sintomas respiratórios eram provocados pelo Covid-19. Confira a situação da epidemia no mundo até as 14h55 desta sexta-feira (14): 1.381 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 2 mortes fora da China (uma nas Filipinas, e outra no Japão) 63.932 casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países OMS diz que epidemia por Covid-19 está controlada no resto do mundo Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Arte/G1 Initial plugin text
Veja Mais

15/02 - Coronavírus: por que não houve casos confirmados na América Latina?
Região é uma das duas áreas do planeta onde não houve casos confirmados de covid-19; vírus já matou mais de 1,1 mil e infectou 60 mil ao redor do mundo. O coronavírus covid-19 passou em poucas semanas de uma emergência local na China para uma epidemia que ameaça o planeta. Em sua rápida propagação pelo mundo, o vírus que se originou na cidade chinesa de Wuhan - agora em quarentena - já havia atingido 24 países até a última sexta-feira (14 de fevereiro), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em meio a dúvidas sobre impacto econômico do Covid-19, OMS diz que coronavírus já deixou 1526 mortes Primeira morte ligada ao coronavírus fora da Ásia é confirmada na França E desde que os primeiros casos surgiram em dezembro de 2019, 1,368 pessoas morreram e mais de 60 mil foram infectadas. No entanto, nos países que compõem a região da América Latina, nenhum caso positivo de coronavírus foi confirmado até sexta-feira (embora houvesse casos sob investigação). No México, 11 infecções potenciais foram avaliadas e descartadas; na Colômbia, houve um caso em análise e o Brasil colocou sob investigação 47 casos ─ dos quais já descartou 43. Só um cidadão argentino testou positivo para o coronavírus, mas ele estava fora do país e recebeu tratamento no Japão. Mas por que nenhum caso foi detectado na América Latina até agora? Preocupação com o coronavírus se espalhou por todo o mundo. Reuters via BBC 1. Por que o vírus ainda não chegou à América Latina? "No caso da América Latina e do Caribe, uma das principais razões é que há menos viajantes e voos diretos da China em comparação com outros países da Ásia, Europa e América do Norte", diz Sylvain Aldighieri, coordenadora de casos de coronavírus da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. De fato, apenas em fevereiro de 2018 foi anunciado o primeiro voo direto entre a China e a América Latina. Operado pela companhia aérea Hainan Airlines, o voo liga a capital chinesa à Cidade do México. No entanto, essa não é a única razão pela qual nenhum caso de coronavírus não foi confirmado na região. México é um dos poucos países da América Latina que tem um vôo direto da China. "Os países da região também implementaram medidas precoces de detecção e isolamento, além de fortalecer a vigilância", relembra Aldighieri. Isso é evidente em certos pontos do continente. Por exemplo, segundo o Ministério da Saúde do México, o país foi o primeiro que, devido à sua conexão aérea direta com a China, estabeleceu um protocolo de diagnóstico para confirmar a presença do vírus nos 32 centros que compõem a rede pública de laboratórios nacionais. Outro país que assumiu a liderança foi o Chile. Segundo anunciou o ministro da Saúde do país, Jaime Mañalich, em janeiro, o governo decidiu fortalecer a Rede de Vigilância Epidemiológica, com objetivo de detectar com urgência qualquer condição ou doença respiratória nos hospitais. Em 4 de fevereiro, a Colômbia se tornou o primeiro país da região a implementar um teste para diagnosticar o coronavírus em quem desembarca no país. Outras nações também alocaram, de acordo com a OPAS, recursos extraordinários para impedir que a doença chegasse ao seu território. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assinou medida provisória (MP) que destina crédito extraordinário de mais de R$ 11 milhões ao Ministério da Defesa para custear ações de enfrentamento de "emergência de saúde pública de importância internacional" provocada pelo coronavírus. Dias antes, ele havia sancionei uma lei que trata das medidas de enfrentamento emergencial, no âmbito da saúde pública, da doença. México é um dos poucos países da América Latina que tem um voo direto da China Getty Images via BBC 2. É possível que existam casos positivos que ainda não foram detectados na América Latina? Na América Latina, essa possibilidade não pode ser descartada. Como na África, outra região que ainda não tem casos confirmados de coronavírus, é possível que haja pacientes infectados que não tenham sido detectados pelas autoridades, segundo a OMS. "Como o covid-19 ainda não foi caracterizado, não há 100% de certeza de que ele não esteja mais circulando na América Latina", diz a especialista. Aldighieri, no entanto, destacou o trabalho que está sendo realizado em nível regional, não apenas na detecção do vírus nos portos de entrada dos países, mas também nas fronteiras interiores. "Desde a semana passada, especialistas em virologia da OPAS foram treinar e equipar laboratórios para responder a eventuais casos importados. Através desta iniciativa, antes de 21 de fevereiro, 29 laboratórios na América Latina estarão prontos para detectar o covid -19", explica. A Organização Pan-Americana da Saúde destacou o trabalho dos países da região para impedir a chegada do coronavírus à América Latina. Além disso, graças a outras pandemias que afetaram o continente no passado, a região conta hoje com uma estrutura capaz de combater o vírus. "Todos os países do mundo correm o risco de importar a covid-19, incluindo a possibilidade de que a propagação dentro do país ocorra após a importação", diz a porta-voz da OPAS. Ela acrescenta: "No entanto, na América Latina, a estrutura para impedir a propagação de um vírus foi fortalecida após a pandemia do H1N1 (mais conhecido como gripe suína) que ocorreu em 2009 ". 3. Quais medidas podem evitar um surto de coronavírus e n América Latina? O coronavírus faz parte de uma ampla família de vírus, dos quais apenas seis eram conhecidos (o novo, covid-19, seria o sétimo), capaz de infectar humanos. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), causada por um coronavírus, matou 774 das 8.098 pessoas que a contraíram em um surto que também começou na China, mas em 2002. O novo surto já registra mais de 1,3 mil mortes e 60 mil infectados. Apesar dos esforços dos países da região frente ao surto, a OPAS recomenda a adoção de várias medidas para impedir sua propagação. "As principais recomendações para os habitantes se protegerem e outros de ficarem doentes são pelo menos três", diz a especialista. Primeira morte ligada ao coronavírus fora da Ásia é confirmada na França
Veja Mais

15/02 - Coronavírus: mais de 1.700 agentes de saúde infectados na China
O número de contaminações pelo novo coronavírus aumentou para mais de 66.000 casos na China - e os profissionais de saúde formam o principal grupo de risco. Novo coronavírus contaminou mais de 1.700 profissionais de saúde, diz governo chinês Desde o início da epidemia de pneumonia viral, o número de mortes do coronavírus aumentou para mais de 1.500 vítimas e mais de 66.000 casos de contaminação registrados na China. Entre os infectados, muitos profissionais de saúde, principalmente devido à falta de recursos médicos nos hospitais. Segundo Stéphane Lagarde, correspondente da RFI na China, mais e mais leitos nos hospitais de Wuhan são ocupados por médicos e enfermeiros infectados por seus pacientes. "Atualmente, as tarefas dos médicos são extremamente pesadas, as condições de trabalho são difíceis, as pressões psicológicas são grandes e o risco de infecção é alto", reconheceu o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde, Zheng Yixin, em uma coletiva de imprensa na noite de sexta-feira. O Covid-19 infectou mais de 1.700 agentes de saúde, a maioria na província de Hubei (87%) e seis morreram de pneumonia viral, incluindo Li Wenliang, um jovem oftalmologista entre os primeiros a alertar o epidemia. Seu desaparecimento na semana passada causou furor e Wenliang é tido por muitos como um mártir. Primeira morte ligada ao coronavírus fora da Ásia é confirmada na França Em meio a dúvidas sobre impacto econômico do Covid-19, OMS diz que coronavírus já deixou 1526 mortes Saiba como o novo coronavírus é detectado na China Exaustão dos profissionais de saúde e falta de recursos médicos Na falta de equipamentos de proteção, o sistema de saúde fica sobrecarregado pela escala do desastre sanitário, e o pessoal infectado representa uma porcentagem significativa de doentes em determinados estabelecimentos. No Hospital Zhongnan, uma das 61 instituições da capital de Hubei, responsável pelo tratamento de pacientes infectados com o coronavírus, 30% dos infectados são profissionais de saúde. No Hospital Wuhan, dois terços da equipe da UTI foram infectados devido à falta de recursos médicos, segundo declarou o diretor de terapia intensiva à rede de televisão CNN. A Comissão Nacional de Saúde acaba de anunciar uma indenização para os parentes de trabalhadores da saúde falecidos, um aumento nos prêmios de risco para os trabalhadores da linha de frente, bem como um subsídio para os agentes de saúde, que toda a China considera agora como heróis. Quarentena em Pequim A entrada em Pequim ainda é possível, mas se você estiver na cidade, precisará ficar em casa ou em um quarto de hotel por 14 dias. Esta é uma medida extraordinária relatada por um diário oficial vinculado ao Partido Comunista Chinês, o Beijing Daily. O governo propõe sanções contra os infratores se a quarentena não for respeitada. O médico Marc Gastellu-Etchegorry, do centro de epidemiologia dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), não acredita que as punições sejam, de fato, aplicadas. "Se você usar apenas sistemas de coerção e se as pessoas não participarem de maneira ativa desse controle, não dará certo. O que você faria se sua família dependesse do seu trabalho?", questiona. "Até os chineses, com um regime político bastante severo, terão sucesso em escapar. Vimos isso em Wuhan. Eles decretaram o isolamento da cidade, e há cinco milhões de pessoas que conseguiram fugir antes." Entre 25 de janeiro e 14 de fevereiro, mais de 280 milhões de viagens foram registradas na China, segundo o Ministério dos Transportes da China. Para onde foram esses viajantes? Eles ficaram longe de áreas ou pacientes infectados? Improvável e impossível garantir isso no momento. Initial plugin text
Veja Mais

15/02 - Em meio a dúvidas sobre impacto econômico do Covid-19, OMS diz que coronavírus já deixou 1526 mortes
Já são mais de 50 mil casos confirmados. China anuncia medidas para diminuir impacto do vírus na economia. Primeira morte ligada ao coronavírus fora da Ásia é confirmada na França A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, neste sábado (15), um novo boletim sobre a situação do coronavírus no mundo. Segundo o documento, já são 50.580 casos confirmados por exames de laboratório, sendo 50.054 na China. Até agora, foram 1.526 mortes, sendo 1.524 na China. Primeira morte ligada ao coronavírus fora da Ásia é confirmada na França Americana de navio de cruzeiro atracado no Camboja testa positivo para coronavírus na Malásia A OMS classifica a situação como uma epidemia dentro da China, avalia que o risco internacional ainda é alto e que é impossível dizer para onde os casos vão se espalhar. Enquanto a doença avança, autoridades da China e dos EUA já mostram preocupação e dúvidas sobre os impactos econômicos do Covid-19. No balanço deste sábado, a OMS afirmou que 25 países apresentam algum caso de infecção pelo vírus. A morte registrada pela França ainda não foi contabilizada pelo documento da OMS. Economia afetada na China Segundo a agência Reuters, o regulador bancário e de títulos da China anunciou novas medidas para sustentar empresas, indústrias e pequenos e médios negócios que foram afetados pela epidemia do coronavírus. A instituição pediu aos bancos que forneçam taxas e serviços financeiros melhores para fabricantes de equipamentos de proteção. A Reuters informou, também, que o presidente Xi Jinping disse que a China tem que fazer todos os esforços para manter o controle econômico e social enquanto enfrenta a epidemia de coronavírus, além de evitar causar pânico que possa levar a "desastres" secundários". O discurso foi divulgado neste sábado, mas foi pronunciado ainda no começo do mês para autoridades seniores do país. No discurso, Xi admitiu que a epidemia está impactando a economia, especialmente, as indústrias. Ele afirmou que o país precisava adotar ações para manter a cadeia industrial do país e encorajar as empresas a retomarem a produção. Impacto nos EUA Além da China, o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou que o surto de coronavírus pode impactar em 0,2 ou 0,3 ponto percentual do PIB dos EUA, no primeiro trimestre de 2020. "Estamos achando que no primeiro trimestre vamos perder...0,2 ou 0,3 ponto percentual do PIB", disse ele em entrevista à Fox Business Network. Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Aparecido Gonçalves/Arte G1 Declaração diretor OMS O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou neste sábado, que o surto de coronavírus ainda é uma emergência para a China e que é impossível dizer para onde a epidemia vai se espalhar. Adhanom disse na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, que se sente encorajado pelas ações da China para desacelerar a disseminação do vírus, mas que ainda está preocupado com o aumento no número de casos. Na última sexta-feira, o diretor-executivo do programa de emergências de saúde da OMS, Mike Ryan, disse em uma entrevista coletiva que não há "aumentos dramáticos de transmissão fora da China", além dos casos da embarcação Diamond Princess. Na China, mais de 1524 pessoas morreram em decorrência do vírus EPA/RUNGROJ YONGRIT Primeira morte por coronavírus na França Neste sábado, foi anunciado, também, que um turista chinês de 80 anos morreu, na França, depois de contrair o Covid-19. É o primeiro registro de uma morte pela doença, fora da Ásia, e o terceiro caso fora da China, de acordo com anúncio do Ministério da Saúde da França, neste sábado (15). Segundo a ministra de Saúde da França, Agnès Buzyn, a vítima é da província de Hubei, o epicentro da epidemia. O chinês chegou à França no dia 16 de janeiro. Nove dias depois, em 25 de janeiro, ele havia sido colocado em quarentena. Ele tinha uma infecção pulmonar causada pelo coronavírus, e sua condição física se deteriorou rapidamente. Uma filha do homem de 80 anos também foi hospitalizada, mas a expectativa é que ela receba alta. França anuncia morte de vítima de novo coronavírus
Veja Mais

15/02 - Novo coronavírus prejudica turismo no Sudeste Asiático
Países como Tailândia, Vietnã e Camboja viram o número de turistas despencar após epidemia atingir a China, país vizinho. Com poucos turistas, praia de Pattaya, na Tailândia, vê prejuízos com surto do novo coronavírus Mladen Antonov/AFP Com hotéis vazios, praias desertas e reservas canceladas, o Sudeste Asiático sofre com os prejuízos avaliados em bilhões de dólares por causa do medo do novo coronavírus na região — cuja economia é bastante dependente do turismo. O clima é sombrio no balneário de Pattaya, um dos destinos favoritos dos chineses na Tailândia. O local, geralmente repleto de visitantes, está despovoado. Os barcos de turismo permanecem no píer, e, nos pequenos postos do mercado flutuante, o humor não é dos melhores. Praça de alimentação em Pattaya, destino turístico da Tailândia, esvaziada pelo surto do novo coronavírus Mladen Antonov/AFP Na reserva de elefantes Chang Siam Park, principal atração da cidade, a vendedora de suvenires Ma Mya viu seu lucro cair pela metade. "Se continuar assim, terei que voltar para casa", lamenta a jovem, da tribo Kayan, que exibe um largo colar dourado em espiral em torno do pescoço. Mulher Kayan que trabalha em parque na Tailândia veste máscara contra o novo coronavírus Mladen Antonov/AFP O parque recebia cerca de 1,5 mil visitantes por dia. "Hoje, são pouco mais de 200. Já perdi cerca de US$ 65 mil ", conta o dono do local, Nantakorn Phatnamrob. Nos famosos templos de Angkor, no Camboja, a venda de ingressos caiu cerca de 30%, segundo cifras dados do Ministério do Turismo. A mesma situação vive o Vietnã, onde 13 mil reservas de hotel foram canceladas em Hanói. Além disso, as visitas à Baía de Halong despencaram mais de 60%. Quarentena e restrições Funcionário de uma farmácia em Wuhan veste uma máscara de proteção e cobre a cabeça com uma sacola plástica para se proteger contra a epidemia de coronavírus Arek Rataj/AP/Arquivo Para mostrar que aprenderam a lição da epidemia de Sars, ocorrida em 2002 e 2003, autoridades chinesas tomaram medidas severas contra o novo coronavírus, que já matou cerca de 1,5 mil pessoas e infectou mais de 50 mil, segundo o boletim da Organização Mundial da Saúde deste sábado (15) Desde o fim de janeiro, a China colocou em quarentena ao menos 56 milhões de habitantes e proibiu à toda a população viagens organizadas para o exterior. FRANÇA: Primeira morte pelo Covid-19 confirmada fora da Ásia Como resultado, a Tailândia, que recebeu 11 milhões de chineses (27% dos turistas estrangeiros naquele país) em 2019, registrou no começo do mês uma queda de mais de 86% no número de visitantes do gigante asiático, segundo o ministro do Turismo, Phiphat Ratchakitprakarn. Outdoor no Vietnã avisa sobre o novo coronavírus Nhac Nguyen/AFP No Vietnã, os turistas chineses praticamente desapareceram, com uma queda de cerca de 90%, segundo a região. O efeito se propaga entre europeus, americanos e australianos, que desistiram de viajar devido ao medo da doença — apesar de os infectados se encontrarem principalmente na China continental, com poucos casos confirmados nos países do Sudeste Asiático. Prejuízos milionários A situação, inédita, poderia ser catastrófica para as economias da região, muito dependentes do turismo. Na Tailândia, o setor representa 20% do PIB, e o prejuízo ligado à epidemia deve chegar este ano a cerca de 8 bilhões de dólares, ou 1,5% do PIB, segundo o alto executivo do Banco Central tailandês Don Nakornthab. Já o Vietnã estima um prejuízo de cerca de 6 bilhões de dólares a partir dos próximos três meses. Mas o que acontecerá se, como temem alguns especialistas da indústria do turismo, os efeitos perdurarem até 2021? Restaurante na praia no Camboja esvaziado com o surto do novo coronavírus Tang Chhin Sothy/AFP Conscientes deste risco, Tailândia e Camboja não rejeitam os turistas chineses e reforçam os controles nos aeroportos e fronteiras. Já o premier do Camboja, Hun Sen, denuncia "a doença do medo" e faz o possível para conquistar a simpatia do governo chinês, seu aliado próximo, e que os chineses retornem ao reino. O Laos fechou a fronteira terrestre com a China e vários voos diários foram cancelados. "Desde então, não vemos chineses e a situação pode piorar", comenta Ong Tau, vendedora de sucos de frutas em Luang Prabang. Muitas agências de viagens e donos de hotéis da região fazem grandes ofertas e ampliam suas políticas de cancelamento, permitindo que os clientes adiem sua estadia sem gastos, para reduzir as desistências. Olimpíada de Tóquio: COI descarta adiamento dos Jogos Olímpicos com o novo coronavírus (veja no VÍDEO abaixo) COI diz que Olimpíada de Tóquio não será adiada por causa do coronavírus Initial plugin text
Veja Mais

15/02 - Americana de navio de cruzeiro atracado no Camboja testa positivo para coronavírus na Malásia
Embarcação, que passou dois meses no mar, atracou no porto cambojano de Sihanoukville na quinta-feira (13). Passageiros do MS Westerdam acenam quando o navio atracou no porto de Sihanoukville, no Camboja, na sexta-feira (14) Soe Zeya Tun/ Reuters Uma norte-americana de 83 anos que era passageira de um navio de cruzeiro que atracou no Camboja testou positivo para o novo coronavírus ao chegar na Malásia, disseram autoridades de saúde neste sábado (15). A mulher voou do Camboja para a Malásia na sexta-feira (14) com 144 pessoas que estavam no navio, informou o Ministério da Saúde da Malásia em comunicado. O marido dela apresentou resultado negativo. O MS Westerdam, que transportava 1.455 passageiros e 802 tripulantes, atracou no porto cambojano de Sihanoukville na quinta-feira (13). O navio operado pela unidade da Carnival Corp Holland America Inc passou duas semanas no mar após ter sido impedido de atracar em cinco países por receio de que os passageiros estivessem com o vírus. Os passageiros foram testados regularmente a bordo e o Camboja também testou 20 depois que o navio atracou. Ninguém estava com o novo coronavírus que matou mais de 1.500 pessoas, a grande maioria na China. Initial plugin text
Veja Mais

15/02 - Lacen de Goiás deve receber amostras de outros estados para análise de contaminação por coronavírus
Secretaria de Estado da Saúde disse que a decisão de quais laboratórios atenderão às demandas fica a cargo do Ministério da Saúde. Lacen de Goiás deve receber amostras de outros estados para análise de contaminação por coronavírus Secretaria Estadual de Sáude/Divulgação O Laboratório Estadual de Saúde Publica Dr. Giovanni Cysneiro (Lacen-GO) deve receber amostras de pacientes de outros estados brasileiros para analisar se há ou não contaminação pelo coronavírus. A equipe da unidade realizou exames nas 58 pessoas em quarentena na Base Aérea de Anápolis, a 55 km de Goiânia, e concluiu que nenhuma está infectada com o vírus. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que, depois de ter uma equipe capacitada para a realização dessas análises, "deverá, sim, realizar exames coletados em pacientes de outros Estados". No entanto, o órgão disse que "a definição sobre quais Estados irão direcionar essas amostras é uma decisão que será tomada pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública e Ministério da Saúde (MS)". De acordo com a SES, desde a análise das amostras dos repatriados e da equipe que os buscou, não foram solicitados outros exames para detectar coronavírus. Para atender à demanda do grupo que está em quarentena, a Secretaria informou que seis técnicos foram capacitados para realizar os exames. "Em uma hipotética situação de epidemia instalada, as análises seriam adaptadas à rotina de pesquisa de vírus respiratórios de forma que essa situação não afetaria de forma significativa as outras rotinas", garantiu ainda. Os repatriados e a equipe que os buscou em Wuhan, cidade chinesa onde começou o surto do coronavírus, terão novas amostras coletadas na segunda-feira (17), quando completarão o 7º dia de isolamento. Segundo a SES, a prioridade do Lacen é atender a essas análises, mas o laboratório também está preparado para atender outras demandas relacionadas ao coronavírus. Riscos Além do coronavírus, o teste também identifica outras 11 variações de vírus que causam doenças respiratórias. O laboratório fará novas coletas e testes no sétimo e 14º dia da quarentena. A superintendente em Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Flúvia Amorim, disse que, se se até o 14º dia as pessoas não apresentarem nenhum sintoma da doença, o risco de contaminação torna-se praticamente zero. Casos suspeitos no Brasil O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (14) que 4 casos suspeitos do novo coronavírus são investigados no Brasil. Desde o começo dos alertas, o Brasil descartou 43 suspeitas da doença. Nenhuma infecção pelo 2019 n-CoV foi confirmada. Os casos suspeitos em investigação estão nos seguintes estados: um em São Paulo, um no Paraná e dois no Rio Grande do Sul. Coronavírus no mundo O Egito confirmou o primeiro caso suspeito de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Com isso, já são 25 países em 5 continentes com registros suspeitos da doença (excluindo a China). Na China, o Covid-19 já matou 1,3 mil pessoas. Há 63,9 mil casos confirmados – os números tiveram um incremento após uma mudança na metodologia, que passou a incluir exames de imagem (como radiografia e tomografia) para verificar a suspeita de infecção. Antes, era preciso comprovar por exame de RNA que os sintomas respiratórios eram provocados pelo Covid-19. Confira a situação da epidemia no mundo até as 14h55 desta sexta-feira (14): 1.381 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 2 mortes fora da China (uma nas Filipinas, e outra no Japão) 63.932 casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países OMS diz que epidemia por Covid-19 está controlada no resto do mundo Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Aparecido Gonçalves/Arte G1 Initial plugin text Veja outras notícias da região no G1 Goiás.
Veja Mais

15/02 - EUA vão retirar americanos de cruzeiro em quarentena por causa do coronavírus
O Diamond Princess está atracado no Japão; há cerca de 3.700 pessoas na embarcação, e outras 285 que foram diagnosticadas com o Covid-19, o coronavírus. Navio Diamond Princess está atracado em Yokohama, no Japão, com infectados pelo novo coronavírus em quarentena Kim Kyung-Hoon/Reuters Os Estados Unidos disseram que vão enviar um avião para o Japão para trazer os pacientes americanos que estão em quarentena em um navio cruzeiro, o Diamond Princess –a maior parte de todos os casos de coronavírus fora da China foram notificadas nesse barco. A embaixada dos EUA em Tóquio disse em um comunicado neste sábado (15) que o voo fretado deverá chegar ao Japão no domingo (16). No texto, ainda há uma recomendação para que o desembarque seja feito cautelosamente e que haja monitoramento depois da repatriação. Os passageiros serão obrigados a passar por uma nova quarentena, de 14 dias, depois de chegarem aos EUA. Se eles não quiserem voltar nessa aeronave, não poderão voltar ao seu país “por um período”, de acordo com o texto. Novo coronavírus contaminou mais de 1.700 profissionais de saúde, diz governo chinês “Entendemos que é frustrante e é um ajuste, mas essas medidas são consistentes com as práticas de precaução que instituímos para limitar o potencial de contágio”, afirmaram. Os passageiros passarão por exames antes do voo. Se algum deles não puder voar, recebará tratamento adequado no Japão, de acordo com a nota. Japão confirma O Japão confirmou que coordena a ação de retirada de americanos do cruzeiro com o governo dos EUA. Outros países podem fazer ações semelhantes, segundo uma autoridade do governo do Japão. O cruzeiro é de propriedade da empresa Carnival Corp. Ele está em quarentena desde que chegou a Yokohama no dia 3 de fevereiro. Antes de chegar lá, um homem que havia desembarcado em Hong Kong foi diagnosticado. Há cerca de 3.700 passageiros e tripulantes a bordo. Há 285 pessoas que estavam no cruzeiro, foram diagnosticadas com o vírus e retiradas do barco, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde do Japão neste sábado (15). Elas foram transferidas a hospitais japoneses. De acordo com a TV japonesa NHK, há mais de 400 americanos no cruzeiro. A previsão é que na quarta-feira acabe a quarentena. Parte dos passageiros tenta ser compreensiva. “Há uma grande preocupação com a possibilidade do vírus se espalhar, e não há uma boa maneira de transportar as pessoas do Japão sem um risco de que isso aconteça, então essa [a quarentena] é a coisa lógica a se fazer”, disse Smith, 25. O avião vai pousar na base área militar de Travis, na Califórnia, e alguns passageiros serão encaminhados para uma outra base militar no Texas. A carta não especifica quanto tempo os cidadãos dos EUA precisarão esperar até poderem voltar para casa. Isso será decidido nos centros de prevenção e controle. Covid-19, a doença do novo coronavírus: mudança de metodologia da China fez casos aumentarem de 44,7 mil para 59,8 mil. Infografia: Juliana Souza/G1 As últimas informações sobre a epidemia são: mais de 1.500 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 3 mortes fora da China (uma na França, uma nas Filipinas, e outra no Japão) mais 66 mil casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países China revê dados da epidemia de Covid-19 e reduz número de mortos Initial plugin text
Veja Mais

15/02 - Primeira morte ligada ao coronavírus fora da Ásia é confirmada na França
Turista da China de 80 anos da província de Hubei que morreu na França é a primeira morte relacionada ao Covid-19 fora da Ásia. Primeira morte ligada ao coronavírus fora da Ásia é confirmada na França Um turista chinês de 80 anos morreu na França depois de contrair o Covid-19, o coronavírus. É o primeiro registro de uma morte pela doença fora da Ásia e o terceiro caso fora da China, de acordo com anúncio do Ministério da Saúde neste sábado (15). Coronavírus: o que se sabe sobre o novo vírus que surgiu na China Chineses improvisam proteção contra epidemia de coronavírus em meio a escassez de equipamentos Segundo a ministra de Saúde da França, Agnès Buzyn, a vítima é da província de Hubei, o epicentro da epidemia. O chinês chegou à França no dia 16 de janeiro. Nove dias depois, em 25 de janeiro, ele havia sido colocado em quarentena. Ele tinha uma infecção pulmonar causada pelo coronavírus, e sua condição física se deteriorou rapidamente. Uma filha do homem de 80 anos também foi hospitalizada, mas a expectativa é que ela receba alta. Até agora, as mortes fora da China aconteceram nas Filipinas e no Japão (uma cada). Balanço da epidemia A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a epidemia de Covid-19, infecção provocada pelo novo coronavírus, foi controlada no mundo. Na terça-feira (13), o diretor-executivo do programa de emergências de saúde da OMS, Mike Ryan, disse em uma entrevista coletiva que não há "aumentos dramáticos de transmissão fora da China", além dos casos da embarcação Diamond Princess. As últimas informações sobre a epidemia são: mais de 1.500 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 3 mortes fora da China (uma na França, uma nas Filipinas, e outra no Japão) mais 66 mil casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países China revê dados da epidemia de Covid-19 e reduz número de mortos Autoridades do Egito confirmam primeiro caso de coronavírus no país Covid-19, a doença do novo coronavírus: mudança de metodologia da China fez casos aumentarem de 44,7 mil para 59,8 mil. Infografia: Juliana Souza/G1 Initial plugin text
Veja Mais

15/02 - Vacinação contra o sarampo mobiliza 42 mil postos de saúde pelo Brasil neste sábado
Ministério espera vacinar 3 milhões de pessoas até 13 de março. Público-alvo são as crianças e os jovens entre 5 e 19 anos. Postos de saúde de todo o país vacinam a população em campanha contra o sarampo Neste sábado (15), 42 mil postos de saúde em todo o país estarão abertos para o dia D de vacinação contra o sarampo. O objetivo é imunizar crianças e jovens entre 5 e 19 anos. Os horários de abertura desses estabelecimentos variam de região para região. O Ministério da Saúde lançou, na última segunda-feira (10), a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. A intenção é vacinar cerca de 3 milhões de pessoas até 13 de março. Governo lança nova campanha de vacinação contra sarampo Bebê é o 1° morto no RJ por sarampo após mais de 20 anos Neste ano, a campanha tem, também, o objetivo de conscientizar os país sobre os riscos de não vacinar seus filhos. Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirma que, apesar de se alastrar facilmente, o sarampo é uma doença plenamente controlável via vacina. "A única arma que temos contra o sarampo é fazer campanha de vacinação, vacinar o maior número de pessoas" - Rosana Richtmann , infectologista do Instituto Emílio Ribas. Richtmann afirma que o Brasil esteve livre da doença por 20 anos, mas, em 2019, o quadro virou e 16 mil pessoas foram infectadas com a doença, principalmente na região Norte e no estado de São Paulo. Campanha nacional de vacinação contra o sarampo tem Dia D neste sábado (15) "A cobertura vacinal, nos últimos anos, teve uma queda muito grande, no Brasil e no mundo. Se você não tiver 95% da população vacinada, você vai ter problemas. A gente tinha uma porcentagem bem menor do que isso e pior, não havia um reforço da segunda dose. Muitos adultos nunca tinham tomado a vacina do sarampo, apesar de estar no calendário de vacina", analisou. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também destacou que é importante as pessoas entenderem as consequências de não se vacinarem contra o sarampo. O ministro alertou para o alto perigo de morte em crianças. Mandetta afirmou que 3,9 milhões de doses da vacina tríplice viral foram enviadas aos estados. "O sarampo é um vírus de alta transmissibilidade, podendo uma pessoa com a doença contaminar mais 18 indivíduos"- Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde 'Dia D' da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa nessa sábado (15) Gustavo Duarte/Prefeitura de Cuiabá O Ministério da Saúde aponta os principais pontos para você entender a doença, veja abaixo: Sintomas do sarampo: Febre Tosse Irritação nos olhos Nariz escorrendo ou entupido Mal-estar intenso De 3 a 5 dias do contagio, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que podem se espalhar pelo corpo É um sinal de alerta se após o aparecimento das manchas a febre continuar O que causa o sarampo? A transmissão do vírus ocorre entre pessoas e acontece pelo ar. Pode ser via tosse, espirro, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode passar para 90% das pessoas próximas não imunizadas A transmissão pode acontecer 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas. Vacinas que imunizam do sarampo: Dupla viral - Protege do vírus do sarampo e da rubéola. P Tríplice viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola; Tetra viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). Como é o tratamento do sarampo? Não há um tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto dos sintomas da doença. Arte/G1 Vídeos sobre vacinas: Vacinação: tudo que você precisa saber Depois de morte por sarampo no Rio, infectologista explica a importância de se vacinar O tema é Vacinas
Veja Mais

15/02 - Modelo repatriada se emociona em apresentação de acordeon durante quarentena na Base Aérea de Anápolis
Brasileiros que vieram de Wuhan, cidade chinesa onde começou o surto de coronavírus, tem calendário diário de programações artísticas, religiosas e musicais. Banda de acordeons emocionou modelo repatriada na Base Aérea de Anápolis, em Goiás Reprodução/Instagram A modelo Adrielly Eger, um dos 34 repatriados que voltaram ao Brasil de Wuhan, na China, publicou um vídeo falando que se emocionou na apresentação musical a que ela e os demais assistiram nesta sexta-feira (14). A jovem contou que uma senhora que se apresentava com acordeon indicou com as mãos que estava orando por eles, que estão em quarentena na Base Aérea de Anápolis até o dia 27 de fevereiro. Eger e outros reclusos publicaram imagens do show de um grupo de senhores e senhoras tocando acordeons. Ela disse que voltou a sentir algo "inexplicável", como a mesma sensação de quando ouviu de um enfermeiro, ainda na aeronave em Wuhan, um "bem-vinda de volta ao Brasil". "Estar aqui também é sentir uma emoção inexplicável. [...] Hoje eu senti isso novamente com uma das senhorinhas que estava se apresentando. Ela olhava direto para mim, fez um sinal de coração, que estava orando por mim e aquilo me marcou muito". Em um momento do vídeo publicado em uma rede social, a modelo afirma que "tinha que olhar pro outro lado pra não chorar junto com ela - sim, ela chorou no meio da apresentação", disse. Com mensagens de gratidão, a jovem falou sobre a jornada que tem sido de energias sempre muito boas. "Está me marcando muito. Está sendo uma experiência muito emocionante, de estar voltando e sentindo todo esse carinho que as pessoas estão transmitindo para nós", contou. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. VE - Repatriação de brasileiros na China Aparecido Gonçalves e Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text
Veja Mais

14/02 - RJ terá nova etapa do Dia D de vacinação contra sarampo
Mais de 350 postos estarão disponíveis na capital. Bebê de 8 meses é a 1ª morte no RJ por sarampo, após 20 anos sem registro de óbitos pela doença no estado. Brasil inicia campanha nacional de vacinação contra o sarampo O estado do Rio de Janeiro faz neste sábado (15) a segunda etapa do Dia D de vacinação contra o sarampo. A meta é imunizar três milhões de pessoas, entre 6 meses e 59 anos, contra a doença. A primeira ação do Dia D aconteceu no dia 1º de fevereiro, com mais de 56 mil pessoas vacinadas. Neste sábado (15), todas as 233 unidades da rede de atenção primária, como as clínicas da família, e 120 postos extras montados em todas as regiões da cidade vão vacinar a população entre 8h e 16h. Ao todo, serão mais de 350 postos disponíveis para a população. RJ registra primeira morte por sarampo após 20 anos Para encontrar o local mais próximo, acesse o site da Secretaria Municipal de Saúde. Os endereços dos postos volantes de vacinação também estão disponíveis no portal. Veja onde se vacinar em outras cidades do Grande Rio no fim da reportagem. Ocorrência de sarampo no Rio de Janeiro Aparecido Gonçalves/G1 Primeira morte em 20 anos Um bebê de oito meses foi o primeiro morto por sarampo registrado no estado do Rio de Janeiro, após 20 anos da última morte registrada em decorrência da doença no país. Desde 2000 nenhuma morte pela doença havia sido registrada. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a criança se chama Davi Gabriel e morreu no dia 6 de janeiro. O menino estava no abrigo Santa Bárbara, em Vila de Cava, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Histórico do RJ Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, no município do Rio, de 2000 a 2010, não foram registrados casos confirmados de sarampo. Entre 2011 e 2014, foram identificados 6 casos confirmados da doença, sem novas ocorrências entre 2016 e 2017. Em 2018, foram 17 casos confirmados, e em 2019, 106 casos. Em 2020, de 1º janeiro até 10 fevereiro, 43 casos foram confirmados. Atualmente, são investigados 215 casos suspeitos no município. Veja onde se vacinar em Macaé Niterói Em Niterói, na Região Metropolitana, a vacinação também foi intensificada. A imunização pode ser feita até o dia 13 de março e está disponível nas Policlínicas, Unidades Básicas e módulos do Programa Médico de Família, das 8h às 17h. Confira abaixo os endereços: Salas de vacina – Policlínicas Dr. Carlos Antônio da Silva - Rua Jansen de Mello s/nº, São Lourenço; Dr. Sérgio Arouca, Praça Vital Brazil s/nº – Santa Rosa; Dr. Guilherme Taylor March - Rua Desembargador Lima Castro, 238, Fonseca; Dr. Francisco da Cruz Nunes - Rua Ver. Armando Ferreira, 30, Largo da Batalha; Assistente Social Maria Aparecida da Costa - Est. Engenho do Mato s/nº, Itaipu; Dr. Renato Silva - Av. João Brasil, s/nº- Engenhoca; e Dr. João da Silva Vizella, Rua Luiz Palmier, 726 – Barreto e Policlínica de Piratininga, Rua Marcolino Gomes Candau, 111, em Piratininga. Unidades Básicas de Saúde (USB) do Centro, Morro do Estado, Santa Bárbara, Engenhoca e Baldeador. Programa Médico de Família (PMF) e Clínica Comunitária da Família (CCF) – Alarico, Atalaia, Bernardino, Cafubá I, Cafubá II, Cafubá III, Cantagalo, Caramujo, Colônia, Engenho do Mato, Grota I, Grota II, Ititioca, Jonathas Botelho, Jurujuba, Leopoldina, Maceió, Maravista, Marítimos, Maruí, Matapaca, Nova Brasília, Palácio, Preventório I, Preventório II, Souza Soares, Viçoso, Vila Ipiranga, Viradouro, Vital Brasil e CCF Badu, Ilha da Conceição, Teixeira de Freitas e Várzea das Moças, Morro do Céu, Cavalão e Coronel Leôncio. Duque de Caxias Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, também é possível se vacinar contra o sarampo neste sábado (15). A campanha acontece das 9h às 17h. Veja a lista dos locais que estarão abertos neste sábado: CMSDC – Centro Municipal de Saúde de Duque de Caxias (R. General Gurjão, s/nº – Centro) CRAESM – Centro de Referência de Atenção Especializada à Saúde da Mulher (Rua 25 de Agosto, 1 – Xerém) UNIDADE PRÉ HOSPITALAR (UPH): UPH Campos Elíseos (Av. Actura, nº 333 – Campos Elíseos) UPH Pilar (Rua Carlos Alvear, s/nº – Pilar) UPH Saracuruna (Av. Presidente Roosevelt, s/nº – Saracuruna) UPH Parque Equitativa (Av. Automóvel Clube, s/nº - Parque Equitativa) UPH Imbariê (Rua Santa Catarina, s/nº – Imbariê) UPH Xerém(Rua Nóbrega Ribeiro, s/nº – Xerém) * UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS): UBS José Camilo dos Santos (Av. Vicente Celestino, 615 – Jardim Primavera) UBS José de Freitas (Praça José de Jesus, s/n – Vila Operária) UBS Sarapuí (Av. Pelotas, s/n – Sarapuí) UBS Antônio Granja (Rua General Moreira Sampaio, s/n – Parque Fluminense) UBS Alaíde Cunha (Rua Castro Alves, s/n – Copacabana) UBS Edna Salles (Rua Paracatú, s/n – Jardim Gramacho) UBS Barão do Amapá (Rua Andréa, s/n – Amapá) UBS Calundu (Estrada do Calundu, bairro Nossa Senhora do Carmo - Pantanal) * UNIDADE DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF): * Primeiro Distrito Jardim Gramacho (Avenida Pistóia, s/nº - Jardim Gramacho) Vila Leopoldina (Rua Castro Alves, s/n° - Copacabana - UBS Alayde Cunha). Vila São Luiz (Av. Brasil, s/n° - Esquina c/ 14 de Julho – Vila São Luiz) Beira Mar (Rua Francisco Alves, s/n° - Parque Beira Mar) * Segundo Distrito Cangulo (Rua Padre Bartolomeu Fagundes, s/nº) Calundu (Estrada do Calundu, Nossa Senhora do Carmo - Pantanal) São Bento (Av. União, Lt 01, Qd 10 – São Bento) Pilar (Praça Wilma de Jesus - Pilar) * Terceiro Distrito Parada Morabi (Av. Anhangá, s/n – Parada Morabi) Barro Branco (Av. Pedro Álvares Cabral, Lt 15 Qd01 – Jardim Barro Branco) Nova Campinas (Rua Seis, s/n. - Nova Campinas) Parada Angélica (Rua Evaristo de Moraes, 187 – Parada Angélica) Vila Maria Helena e Codora (Rua Mario Feijó, s/n – Vila Maria Helena) Parque Eldorado (Rua Vanísia, nº 01 – Parque Eldorado) Taquara (Estrada Cachoeira das Dores, s/n° - Taquara) São Gonçalo O município de São Gonçalo possui 56 mil doses em estoque de vacina contra o sarampo, além das demais doses que já foram disponibilizadas em todas as 70 salas de vacinação que fazem a imunização, segundo informou a Secretaria de Saúde. São elas: Polo Sanitário Washington Luiz Lopes – Zé Garoto; USF Getúlio Vargas – Brasilândia; USF Juvenil Francisco Ribeiro – Engenho Pequeno; USF Armando Leão Ferreira – Morro do Castro; USF Madre Tereza de Calcutá – Estrela do Norte; UBS Haroldo Pereira Nunes – Porto Novo; USF Bocayuva Cunha – Gradim; UBS Robert Koch – Porto da Madama; USF Wally Figueira da Silva – Rocha; USF Barbosa Lima Sobrinho – Porto da Pedra; USF Bento da Cruz – Porto Novo; USF Ana Nery – Gradim; Clínica Municipal Gonçalense do Barro Vermelho; USF Luiz Carlos Prestes – Santa Catarina. Polo Sanitário Paulo Marcos Rangel – Porto do Rosa; USF Alberto Farah – Mutuapira; USF Mahatma Gandhi – Jardim Califórnia; USF Alexander Fleming – Boaçu; USF Carlos Chagas – Fazenda dos Mineiros; USF Neuza Goulart Brizola – Palmeiras; USF Davi Capistrano Filho – Recanto das Acácias; USF Itaúna; USF Porto do Rosa; USF Albert Sabin – Itaoca; USF Jair Abrantes – Boa Vista; USF Mutuá; USF Mutuaguaçu; USF Leoncio Correa – Fazenda dos Mineiros. Polo Sanitário Hélio Cruz – Alcântara; USF Irmã Dulce – Trindade; USF Tancredo Neves – Luiz Caçador; USF Bandeirantes; USF Oswaldo Cruz – Amendoeira; USF Adolfo Lutz – Pacheco; Clínica Municipal Gonçalense – Mutondo; USF Josyandra Mesquita – Colubandê; PAM Coelho. Polo Sanitário Rio do Ouro; UBS Santa Izabel; UBS Doutel de Andrade – Maria Paula; UBS Hiparco Ferreira – Engenho do Roçado; USF Manoel de Abreu – Eliane; USF Badger Silveira – Tribobó; Clínica Dr Zerbini – Arsenal; USF Luiza de Marilac – Novo México; USF Marechal Cândido Rondon – Colubandê; USF Emílio Ribas – Barracão; USF Almerinda; USF José Avelino – Tribobó; USF Vila Candoza; USF Flávio Henrique Brito – Jóquei; USF José Jorge Cortes Freitas – Itaitindiba; USF Marileia Cardoso – Jóquei. Polo Sanitário Jorge Teixeira de Lima – Jardim Catarina; UBS João Goulart – Jardim Catarina; USF Jardim Catarina; USF Roberto Silveira – Bom Retiro; USF Santa Luzia; USF Largo da Ideia; Clínica da Família Marambaia; USF Floriano Barbosa – Jardim Catarina; USF Juarez Antunes – Laranjal; USF Luiz Paulo Guimarães – Laranjal; USF Aníbal Porto – Monjolos; USF Ary Teixeira – Bom Retiro; USF Louis Pasteur – Guaxindiba; USF Geremias Mattos Fontes – Bom Retiro; USF Elza Maria Borges – Santa Luzia; USF Agenor José da Silva – Jardim Catarina; PAM Neves. Sarampo: doença contagiosa O sarampo é uma doença altamente contagiosa, sendo transmitida por meio da fala, tosse e espirro. A doença pode deixar sequelas por toda a vida ou mesmo ser letal. A pessoa contaminada pode apresentar mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, além de tosse, coriza e conjuntivite. Quem deve se vacinar A recomendação é que pessoas entre seis meses e 59 anos compareçam a um posto de vacinação para checar seu histórico vacinal e verificar se já tomaram as doses necessárias contra o sarampo – é preciso levar a caderneta de vacinação para conferir. Contraindicações Pessoas com suspeita de sarampo, imunocomprometidas, gestantes e crianças com menos de seis meses não devem receber a vacina. Alérgicos a proteínas do leite de vaca devem informar a condição ao profissional de saúde no posto de vacinação para que recebam a dose feita sem esse componente. Ministério da Saúde Dados do Ministério da Saúde afirmam que entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos da doença a partir de casos importados, nos estados do Ceará e Pernambuco, com 1.310 casos. Os surtos foram controlados com as medidas de bloqueio vacinal e, em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O Brasil perdeu o certificado em fevereiro deste ano e, atualmente, empreende todos os esforços para eliminar novamente a transmissão do vírus no país, com reforço da vacinação contra o sarampo.
Veja Mais

14/02 - Hubei tem mais 139 mortes e 2,4 mil novos casos confirmados de coronavírus
Nesta sexta-feira, Egito confirmou a primeira infecção da doença. É o primeiro caso na África. Membros de uma equipe médica transportam um paciente para o hospital Jinyintan, onde pacientes infectados por um vírus misterioso estão sendo tratados, em Wuhan, na província central de Hubei, na China, no sábado (18) AFP A província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, registrou mais 139 mortes e 2.420 casos confirmados da doença entre esta quinta-feira (13) e sexta-feira (14). Mais de 38 mil pessoas estão em tratamento hospitalar e outras 77.323 estão sob observação médica. Apenas na região, são 54.406 pacientes com o vírus e 1.457 mortes desde o início do surto. Balanço preliminar total da China: Pelo menos 1.520 mortes Pelo menos 66.352 casos confirmados Dados de outras regiões chinesas ainda não foram contabilizados nesta sexta-feira Mais cedo, o Egito confirmou o primeiro caso de Covid-19, a doença provovada pelo novo coronavírus. Com isso, já são 25 países em 5 continentes com registros suspeitos da doença (excluindo a China). Este caso é o primeiro da África. Evolução nas confirmações por coronavírus Ciência e Saúde/G1 Suspeitas no Brasil O número de possíveis casos da doença no Brasil e em investigação caiu para 4, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (14). Os casos suspeitos em investigação estão: um em São Paulo, um no Paraná e dois no Rio Grande do Sul. Desde o começo dos alertas, o país descartou 43 suspeitas da doença. Nenhuma infecção pelo 2019 n-CoV foi confirmada. OMS afirma que epidemia do coronavírus está controlada no resto do mundo Epidemia controlada A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a epidemia foi controlada no mundo. Na terça-feira (13), o diretor-executivo do programa de emergências de saúde da OMS, Mike Ryan, disse em uma entrevista coletiva que não há "aumentos dramáticos de transmissão fora da China", além dos casos da embarcação Diamond Princess. Nos últimos dias a China relatou um aumento de quase 14 mil casos confirmados de infecção por coronavírus após uma mudança na metodologia de diagnóstico na província de Hubei. Apenas no epicentro da doença, exames laboratoriais poderão ser substituídos por avaliações clínicas. Ryan disse que a maior parte dos casos revistos na China não são recentes e aguardavam uma confirmação desde o início do surto. Ele também ressaltou que, no final de semana, especialistas da OMS desembarcam em Pequim para contribuir com o combate à epidemia. "Em termos da missão internacional, agora a equipe avançada e suas contrapartes chinesas finalizaram a abrangência do trabalho e o projeto da missão", disse. Initial plugin text
Veja Mais

14/02 - Coronavírus: exame para detectar nova doença é falho?
Há uma onda crescente de ceticismo e preocupação em relação a testes de laboratório que estão dizendo incorretamente às pessoas que elas estão livres do novo coronavírus (Covid-19). Autoridades de saúde de Hubei, epicentro da doença na China, mudaram a forma de diagnóstico da doença Getty Images via BBC Há uma onda crescente de ceticismo e preocupação em relação a testes de laboratório que estão dizendo incorretamente às pessoas que elas estão livres do novo coronavírus (Covid-19). Surgiram relatos em diversos países de pessoas que receberam até seis resultados negativos para a doença até que finalmente a análise apontou a presença de coronavírus. Enquanto isso, autoridades no epicentro do surto, a província chinesa de Hubei, decidiram passar a registrar oficialmente como infectados aqueles que apresentam sintomas como febre, tosse e manchas no pulmão — sem depender de confirmação por exame laboratorial. Esse método associa diagnóstico clínico com exame de imagem do pulmão. A mudança, segundo as autoridades chinesas, visava dar mais celeridade ao tratamento e ao isolamento dos pacientes infectados com a doença, além de ampliar o escopo de quem precisa ser monitorado por eventuais sintomas. Como consequência, foram divulgados quase 15 mil casos novos na quinta-feira (13), ou seja, um quarto de todos os registros feitos até então (quase 60 mil). Nesta sexta-feira, o governo chinês divulgou 5.090 novos casos. Até agora, 63.851 pessoas foram diagnosticadas com a infecção, e 1.380 morreram — 108 mortes haviam sido contadas erroneamente e acabaram excluídas. Como funcionam esses exames? Esse tipo de análise procura o código genético do vírus. Primeiro, se extrai uma amostra do paciente. Depois, em laboratório, o código genético do vírus (se ele está presente) é extraído e copiado repetidamente, fazendo com que pequenas quantidades se tornem grandes e detectáveis. Esses testes "RT-PCT", amplamente usados na medicina para detectar vírus como o HIV e o influenza, são geralmente bastante confiáveis. "Eles são bastante robustos, em geral, com baixa taxa de falso positivo e de falso negativo", afirma Nathalie MacDermott, do King's College de Londres. Mas o que tem dado errado? Um estudo na publicação científica Radiology mostrou que 5 de 167 pacientes apresentaram resultado negativo no exame de laboratório ainda que exames de imagem dos pulmões mostrassem que elas estavam doentes. O diagnóstico positivo só sairia dias depois. Há diversos relatos em torno disso. Um deles inclui o médico chinês Li Wenliang, um dos primeiros a alertarem sobre os riscos da doença — ele, que morreu da doença, foi alçado ao posto de herói depois de ter sido enquadrado pelo governo sob a acusação injusta de espalhar boatos. Li Wenliang postou uma foto de si mesmo no leito hospitalar Weibo via BBC Li afirmou que os exames de laboratório deram negativo várias vezes, até que um deles desse positivo. Jornalistas chineses têm publicado diversos outros casos de pessoas que só receberam o diagnóstico correto da doença no sétimo exame. Histórias semelhantes foram reportadas em Cingapura e Tailândia. Nos Estados Unidos, Nancy Messonnier, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), afirmou que parte desses exames de laboratório estava produzindo resultados inconclusivos. O que pode estar acontecendo? Uma possível explicação é que os testes são acurados, e os pacientes não têm coronavírus no momento do exame. É também época de gripes, resfriados e crises alérgicas na China, e pode haver uma confusão entre esses quadros e o coronavírus. "Os sinais iniciais de coronavírus são muito parecidos com outros vírus respiratórios", afima MacDermott, do King's College de Londres. "É possível que, ao longo do tempo, eles tenham sido infectados e depois diagnosticados com a doença." Outra possibilidade é que os pacientes têm de fato o novo coronavírus, mas ainda em estágio inicial e, portanto, incapaz de ser detectado. Ainda que os testes "RT-PCR" aumentem bastante o volume de material genético do vírus, eles precisam ter algo com que trabalhar. "Mas isso não faz sentido após seis exames", diz MacDermott. "Com o ebola, nós aguardávamos 72 horas depois de um teste negativo para dar tempo ao vírus." Uma terceira possibilidade é que exista um problema com a forma com que as amostras estão sendo coletadas. Coronavírus foram batizados assim por causa das pequenas 'coroas' na superfície Getty Images via BBC As amostras de secreções respiratórias estão sendo extraídas do lugar certo e do jeito apropriado? Segundo MacDermott, se essas amostras não são devidamente extraídas, manipuladas e armazenadas, os testes podem não funcionar. Especialistas debatem se exame feito com material colhido na garganta pode estar no lugar errado. Afinal, o novo coronavírus é mais uma profunda infecção do pulmão do que no nariz ou na garganta. No entanto, se um paciente está tossindo, por exemplo, pode tornar possível a descoberta do vírus para além do pulmão. Por fim, a quarta possibilidade é que a ciência por trás dos testes RT-PCR tem falhas. Para realizar esse exame, os profissionais de saúde primeiro precisa escolher um trecho do código genético do vírus que eles achem que não vai mutar. Mas se a semelhança entre o trecho escolhido e o vírus encontrado no paciente for pequena, então a pessoa infectada vai receber um resultado negativo. No estágio atual, é impossível dizer exatamente o que está acontecendo. "De todo modo, os alertas estão aí para você continuar fazendo exames nas pessoas enquanto elas continuarem a ter sintomas", defende MacDermott.
Veja Mais

14/02 - 30 anos do 'Pálido Ponto Azul': a icônica foto que mudou a forma como vemos nosso planeta
Nasa usou técnicas e programas modernos para aprimorar o registro feito pela sonda Voyager, que nos permite ter uma real noção do lugar que ocupamos no Universo. A Nasa reprocessou o registro da Terra usando técnicas e software modernos, o que a deixou 'mais limpa' NASA É inquestionavelmente uma das melhores imagens espaciais de todos os tempos. A foto "Pálido Ponto Azul" foi feita há 30 anos pela sonda Voyager 1, a uma distância de cerca de 6 bilhões de quilômetros da Terra. Ela mostra nosso planeta como um ponto azul brilhante na vastidão do espaço, "preso" dentro de um raio de luz solar. Para marcar o aniversário da imagem, a agência espacial americana, a Nasa, reprocessou esse registro icônico usando técnicas e softwares modernos. Agora, a imagem parece "mais limpa". Ela fez parte de uma sequência final de fotos tiradas pela Voyager antes de seu sistema de câmeras ser desligado para economizar energia. A imagem original (acima) foi feita a uma distância de 6 bilhões de km da Terra NASA A sonda havia completado sua passagem pelos planetas, e tinha uma última missão antes de rumar para o espaço interestelar. Carl Sagan e Carolyn Porco, dois cientistas da missão, convenceram os diretores da Nasa de que a sonda fizesse um "retrato em família do Sistema Solar" antes de ser desligada. Os 60 quadros que a Voyager enviou de volta mostram o Sol e seis dos principais planetas — Vênus, Terra, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Mercúrio e Marte, além de Plutão, não aparecem por várias razões. O Planeta Vermelho, por exemplo, não podia ser distinguido em meio aos raios de sol que refletiam dentro do sistema óptico da câmera. 'Este é o nosso lar' Uma das razões pelas quais a foto ficou tão famosa é a popularidade dos escritos de Sagan. Em seu livro de 1994, Pálido Ponto Azul: Uma Visão do Futuro do Homem no Espaço, ele disse: "Olhe novamente para esse ponto. É aqui. Este é nosso lar. Somos nós". E passou a descrever a Terra como "uma partícula de poeira suspensa em um raio de sol". Carolyn Porco disse à BBC, em 2013, que a foto proporciona uma "visão cristalina e sem distorções de nosso lugar no cosmos que corrói toda ilusão e nos confronta com um poderoso reconhecimento de nós mesmos — um reconhecimento que nunca deixa de nos emocionar". A sonda Cassini fez sua própria versão, em 2013, com Saturno em primeiro plano Nasa/L-Caltech/SSI O britânico Garry Hunt, que fez parte da equipe de imagens da Voyager, diz que a foto é mais relevante hoje do que nunca. "Toda vez que dou uma palestra sobre clima e questiono o que alguém está fazendo agora em prol de uma mudança, mostro esta imagem, porque fica claro que a Terra é um pontinho isolado. Esse pequeno ponto azul é o único lugar em que podemos viver, e estamos estragando isso", disse ele ao programa Today, da BBC Radio 4. Carolyn Porco fez uma nova versão da foto icônica com a sonda Cassini em 2013, ao direcionar sua câmera para a Terra e registrar novamente o pálido ponto azul com os anéis de Saturno em primeiro plano. Espera-se que a sonda New Horizons, que sobrevoou Plutão em 2015 e agora está a pouco mais de 7 bilhões de quilômetros da Terra, tente em algum momento tentar repetir o feito fotográfico. Mas direcionar as câmeras para o centro do Sistema Solar — e diretamente no Sol — traz alguns riscos para os seus delicados sensores. Portanto, nenhum esforço neste sentido será feito até que os principais objetivos da New Horizons sejam alcançados.
Veja Mais

14/02 - Estado monitora caso suspeito de coronavírus em Campinas
Secretaria da Saúde informou que paciente é adulto, mantido em isolamento domiciliar, e que tem histórico de viagem à China. Não há casos confirmados da doença no Brasil. O governo do estado confirmou nesta sexta-feira (14) que monitora um caso suspeito do novo coronavírus (Covid-19) em Campinas (SP). De acordo com a Secretaria da Saúde, trata-se de um adulto de 33 anos que está em isolamento domiciliar e tem histórico de viagem a Xangai, na China. Em nota, a pasta informou que o homem está orientado sobre a necessidade de cuidados como hidratação e permanência em casa, bem como evitar contatos com parentes e amigos. Ele foi atendido por um hospital particular do município e amostras colhidas serão analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz. "Seus familiares estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal", diz texto. Não há casos confirmados da doença no Brasil e outros três registros suspeitos foram descartados no estado de São Paulo nesta tarde - dois na capital paulista e um em Porto Feliz. Em todo Brasil, outros três casos são considerados suspeitos, de acordo com o Ministério da Saúde. Um deles é monitorado no Paraná, e dois no Rio Grande do Sul. Coronavírus: o que se sabe sobre o novo vírus que surgiu na China Doença provocada pelo novo coronavírus é batizada de Covid-19 O que será feito? Em nota, a administração municipal destacou que adotou estratégias para o controle e prevenção recomendadas pelo Ministério e pela Organização Mundial de Saúde. "Foi realizado, inclusive, treinamento sobre a doença para hospitais públicos e privados e multinacionais com profissionais que viajam frequentemente para a China", diz texto do Executivo. Histórico na região Antes do boletim desta sexta-feira, três casos monitorados na região foram descartados: dois em Paulínia e um em Americana. Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Aparecido Gonçalves/Arte G1 Dicas de Prevenção Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; Não compartilhar objetos de uso pessoal; Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado; Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool; Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente; Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
Veja Mais

14/02 - 'Descobri um mês depois do parto que minhas gêmeas têm síndrome de Down'
Casal teve de fazer exames logo após o nascimento das filhas para descobrir que elas têm a síndrome; caso é considerado raro. Ellen e Willams em maio de 2014, no nascimento das gêmeas: na época, casal não desconfiava que filhas tinham síndrome de Down Arquivo Pessoal Uma sequência de notícias inesperadas mudou completamente a vida do casal Ellen de Souza e Willams Ferreira a partir dos últimos meses de 2013. Eles, que na época namoravam havia dois anos, souberam que seriam pais. "Eu tomava anticoncepcional corretamente e não planejávamos ter um filho naquele momento", diz a mulher. Dois meses depois, outra notícia surpreendeu o casal: eram gêmeos idênticos (univitelinos). "Há vários casos de gêmeos na minha família, mas não acreditava que também fosse acontecer comigo", comenta Ellen. A terceira surpresa, que o casal define como a mais difícil, veio no primeiro mês de vida das filhas: um exame apontou que as duas têm síndrome de Down. "Confesso que fiquei arrasada quando soube, porque tinha muito medo do que isso poderia significar em nossas vidas", revela Ellen. "Quando recebemos a notícia, foi um impacto muito forte. Tivemos um pouco de medo, pois pensamos em como seria o futuro delas", completa Willams. Passados mais de cinco anos desde que Helena e Heloísa nasceram, em 9 de maio de 2014, Ellen e Willams consideram as garotas seus maiores presentes. "O medo que tivemos foi apenas no começo. Logo passou esse temor, porque sabíamos que as nossas filhas precisariam muito da gente", diz Ellen. O nascimento de Helena e Heloísa é considerado um fato raro. Isso porque estudos apontam que, aproximadamente, um em cada 800 partos no Brasil é de uma criança com síndrome de Down. Não há dados oficiais, mas especialistas acreditam que menos de 0,5% dos nascimentos de crianças com a síndrome seja de gêmeos — desses, apenas um terço deles são univitelinos, como no caso das meninas, quando os dois bebês possuem a característica genética. Exame feito quando Helena e Heloísa tinham poucas semanas de vida apontou que as duas têm síndrome de Down Arquivo Pessoal A síndrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de três cromossomos 21 nas células do indivíduo. Aqueles que possuem a característica têm, ao todo, 47 cromossomos nas células, enquanto a maior parte da população tem 46. Estimativas apontam que no Brasil há, aproximadamente, 300 mil pessoas com trissomia do cromossomo 21, como também é conhecida a síndrome. Gestação e nascimento Ellen, hoje com 27 anos, descobriu a gravidez enquanto estava na metade do curso de fisioterapia. Ela planejava concluir a graduação para que depois pudesse ser mãe. "Quando descobri a gestação, tive de mudar todos os meus planos, principalmente quando soube que eram gêmeas", revela. Os exames de pré-natal apontaram que ela estava grávida de duas meninas, mas não indicaram a síndrome. "Nunca imaginei que elas poderiam ter Down", diz Ellen. As garotas nasceram duas semanas antes de a mãe completar os nove meses de gestação. Dias depois de as recém-nascidas irem para casa, uma das médicas ligou para Ellen. "Ela me disse que as minhas filhas deveriam fazer um exame, porque as duas pediatras que estiveram no parto suspeitaram que elas poderiam ter síndrome de Down", explica a mãe. A família mora em João Pessoa, na Paraíba. Os materiais colhidos das recém-nascidas foram encaminhados a São Paulo, onde passaram por análise. Um mês depois, os resultados dos exames confirmaram a síndrome. "Quando soube, chorei muito. Cheguei em casa, olhei para elas e pensei que não queria mais ser mãe. Foi como um momento de luto. Mas toda essa sensação ruim durou uma hora, mais ou menos. Logo que elas choraram, eu corri para cuidar delas", diz Ellen. A partir de então, a dedicação do casal para cuidar da filha passou a ser intensa. "A gente sabia que elas precisariam de muita ajuda para que pudessem se desenvolver", diz a mãe. Pediatra e geneticista, Patrícia Salmona, presidente do departamento científico de genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo, explica que para que uma criança com síndrome de Down possa se desenvolver é fundamental que os pais façam estimulação precoce. "A gente indica acompanhamento com fonoaudiólogos e fisioterapeutas, além de terapia ocupacional", diz. "Essas crianças precisam passar por exames, como avaliações cardiológicas, porque metade das pessoas com síndrome de Down tem cardiopatia. Também é importante avaliar a visão e a audição dessas crianças", diz a especialista. Salmona ressalta que pode haver casos, como o de Ellen, em que as mães descobrem que o filho possui a síndrome somente após o nascimento da criança. "Há até 80% de chances de a mãe descobrir durante a gestação, se fizer o pré-natal adequado, com exames que possam identificar a característica. Mas ainda assim, há uma pequena porcentagem de casos, em torno de 20% ou 30%, em que a síndrome acaba passando batido, porque a criança não tem alterações, como a cardiopatia, que possam estar relacionadas à síndrome de Down. Por isso, há situações em que o diagnóstico vem somente depois do nascimento", pontua a médica. O desenvolvimento das gêmeas Ellen comenta que as filhas costumam ter dificuldades para se desenvolver. "Elas demoram mais que outras crianças para aprender coisas do cotidiano. Por exemplo, a Helena andou com onze meses. Já a Heloísa deu os primeiros passos somente aos dois anos", diz. Helena e Heloísa passam os dias na escola e com as avós, enquanto os pais trabalham Arquivo Pessoal "Penso que se elas não tivessem a síndrome, estariam falando mais e talvez não tivessem tanta dificuldade para formar frases. Mas, apesar disso, não vejo muitas diferenças entre ter filhas com Down ou não", acrescenta a mãe. "Esse comprometimento (cognitivo) varia conforme o estímulo recebido pela criança ao longo da vida. Quanto mais estímulos, mais ela evolui", diz Patrícia Salmona. As garotas estão em uma escola regular de João Pessoa, em fase de alfabetização. A mãe revela que há algumas dificuldades em comparação com os colegas de turma. "Mas a Helena está indo muito bem. Sabe até contar e cantar em inglês", conta. Autismo Há um ano, Heloísa também foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em grau leve. "Essa é mais uma dificuldade, mas nada que a impeça de evoluir", afirma Ellen. Heloísa (de vestido azul) foi diagnosticada com autismo há um ano Arquivo Pessoal Pesquisas apontam que as chances de uma pessoa com síndrome de Down ter autismo são maiores do que a população em geral. "Os estudos consideram que o risco de autismo na população geral é de, mais ou menos, 1%. Já entre as pessoas com Down, o risco é um pouco maior, corresponde de 5% a 10% de chances", diz Salmona. "É importante dizer que o autismo e a síndrome de Down são completamente diferentes. Uma das diferenças é que as pessoas com síndrome de Down são sociáveis, enquanto aquelas com Transtorno do Espectro Autista não são", explica a médica. Heloísa e a irmã fazem acompanhamento com fonoaudióloga, psicóloga e fisioterapeuta de duas a três vezes por semana. Em casa, a mãe também auxilia as filhas em atividades para que elas possam se desenvolver. "Cada aprendizado delas é uma grande vitória para a gente. Mesmo com algumas dificuldades, elas estão aprendendo cada dia mais", comemora o pai das garotas. O cotidiano e o futuro Helena e Heloísa são descritas pelos pais como alegres e muito carinhosas. "Em todos os lugares que elas vão, as pessoas ficam encantadas, porque são muito amorosas", diz Ellen. Entre as atividades preferidas delas estão brincar de bonecas e com brinquedos educativos. A convivência entre as duas é típica entre irmãos e, às vezes, acaba em briga. "Uma puxa o cabelo da outra e elas acabam brigando. Mas elas ficam, na maior parte do dia, abraçadas ou brincando", conta a mãe. A fisioterapeuta afirma que teme que as filhas enfrentem preconceito. "Elas são muito novas e sequer entendem que têm síndrome de Down. Nós tememos que elas sejam discriminadas por essa condição. Hoje em dia as pessoas entendem mais sobre o assunto, mas ainda existe preconceito", declara. Ellen retomou os estudos pouco após o nascimento das crianças e se formou em fisioterapia. Hoje se divide entre os cuidados com as garotas e o trabalho — ela atende pacientes em domicílio. O pai das gêmeas é técnico em climatização. As meninas passam os dias entre a escola e a casa de uma das avós, até os pais voltarem de seus trabalhos. Os pais revelam que o acompanhamento que as garotas recebem é uma forma de ajudá-las a se desenvolver, para que possam ter um futuro melhor e sem grandes dificuldades. "Quero que elas estudem, se formem e tenham suas famílias. Hoje em dia a gente vê, apesar das dificuldades, muitas pessoas com síndrome de Down conseguindo se formar, trabalhar e independente. O meu maior desejo é que elas sejam assim também", afirma Ellen.
Veja Mais

14/02 - Ancestral 'fantasma' do ser humano é descoberto na África
Criaturas humanas arcaicas podem ter convivido com os primeiros seres humanos na África Ocidental, dizem cientistas. Seu DNA representa entre 2% e 19% da ancestralidade genética dos africanos ocidentais modernos. A história da evolução humana está se tornando mais complexa do que esta imagem indica Science Photo Library Uma misteriosa "população fantasma" de antigas criaturas que viveram há meio milhão de anos pode ter convivido e procriado com os primeiros humanos que viveram na África Ocidental, dizem cientistas. Pesquisadores apontam que o DNA desse grupo representa entre 2% e 19% da ancestralidade genética dos africanos ocidentais modernos. Os autores do estudo publicado na revista "Science Advances" nesta semana acreditam que o cruzamento entre espécies ocorreu cerca de 43 mil anos atrás. Os cientistas encontraram ligações com os povos mende, de Serra Leoa, iorubá e esan, na Nigéria, além de outros grupos nas áreas ocidentais de Gâmbia. Cruzamento entre espécies A pesquisa diz que os ancestrais dos africanos ocidentais modernos cruzaram com uma espécie de humano arcaico ainda não descoberta, semelhante à forma como os europeus antigos acasalaram com os neandertais e as populações oceânicas, com os hominídeos de Denisova. Centenas de milhares de anos atrás, havia vários grupos diferentes de humanos, incluindo humanos modernos, neandertais e hominídeos de Denisova. Ao se encontrarem uns com os outros, eles podem ter acasalado. Novas descobertas ainda estão por vir, diz pesquisador Os pesquisadores da UCLA disseram que "embora vários estudos tenham revelado contribuições de linhagens profundas para a ancestralidade dos africanos atuais, a natureza dessas contribuições permanece pouco compreendida", porque os registros fósseis na África são escassos, o que torna mais difícil obter amostras de obter DNA antigo. No entanto, Sriram Sankararaman, biólogo computacional que liderou a pesquisa na Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, disse ao programa Newsday, da BBC, acreditar que mais grupos desse tipo serão encontrados no futuro, o que nos ajudará a entender melhor como o ser humano se desenvolveu. "À medida que obtivermos mais dados de diversas populações — e dados de melhor qualidade —, nossa capacidade de filtrar esses dados e identificar essas populações fantasmas vai melhorar", afirmou Sankararaman.
Veja Mais

14/02 - Estudante fala sobre medo com fake news e quarentena antecipada em Wuhan, antes de voltar ao Brasil
Apreensivos durante os dias que ficaram confinados no epicentro do contágio do coronavírus, repatriados ainda tiveram que lidar com notícia falsas e isolamento. Alefy Medeiros Rodrigues é um dos repatriados da China que cumprem quarentena em Anápolis Goiás Reprodução/Instagram Apesar de integrantes do grupo que veio de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus no mundo, completar seis dias de quarentena na Base Aérea de Anápolis nesta sexta-feira (14), eles começaram a lidar com a experiência de estarem em isolamento alguns dias antes, ainda na China. Desde o dia 23 de janeiro, quando os transportes da cidade chinesa foram fechados, a recomendação aos reclusos era para evitar sair das casas onde moravam. No meio de toda a incerteza, eles disseram que precisaram ainda lidar com informações falsas circulando pela internet. O Ministério da Saúde divulga constantemente informações sobre dados verdadeiros e falsos, as fake news, em seu portal oficial na internet sobre o coronavírus no Brasil. O estudante de mestrado e secretário executivo Alefy Medeiros Rodrigues, de 26 anos, disse que esses dias de isolamento foram muito intensos. Ele recorda de imagens chocantes de pessoas desmaiando pelas ruas e que apareceram como notícia de ser uma situação causada pelo coronavírus. "Houve uma reportagem fake que mostrava um monte de pessoas desmaiando ao mesmo tempo na rua, e diziam que era em Wuhan, consequência do coronavírus. Na verdade, foi uma apresentação combinada, tipo um flashmob", explicou. Situações como essa, deixavam as pessoas com mais medo. Segundo Alefy, estar próximo de outros brasileiros que estavam na mesma situação o ajudou a superar o medo com mais facilidade. "Nada como saber que você está preso em uma cidade, que você não tem como sair, que tem um vírus se espalhando e ninguém sabe nada sobre esse vírus", destaca Alefy. Brasileiros conversavam em aplicativo de vídeo para se ajudarem a manter a calma, na China Alefy Medeiros/Arquivo Pessoal O mestrando afirmou que "ninguém sabia como reagir. Ninguém esperava por isso. Acredito que foi uma das experiências mais fortes que eu vivi lá na China", recordou. Alefy Medeiros ainda se recorda que desde quando os órgãos de saúde chineses repassaram as instruções, até as práticas do dia a dia se tornaram motivo de angústia. Ele disse que chamava amigos para jogar jogos de tabuleiro no apartamento que dividia com um colega e que isso deixou de ser viável e seguro. "Começamos a jogar de máscara, começamos a parar de sair, a estocar comida e, sempre que saíamos, usávamos as máscaras. Ou seja, todo mundo estava de quarentena. Já usávamos esse termo: estamos em quarentena dentro de casa", explicou. Contato para se acalmar De acordo com ele, todos ficaram cerca de duas semanas nas próprias casas. Nesse período, eles começaram a ver estrangeiros de outras nacionalidades indo embora para seus países de origem. "A gente começou a se comunicar, porque, nesse tipo de situação, é normal que a gente procure os nossos para buscar apoio. A gente consegue se comunicar melhor ente si e rola uma empatia maior", afirmou. Com o tempo, eles começaram a ficar cada vez mais próximos, mesmo não se conhecendo pessoalmente ainda. Alefy disse que foi essa ligação que ajudou a manter a calma até a hora de conseguir voltar ao Brasil. O secretário executivo se lembrou da segunda semana de quarentena em casa. De acordo com ele, depois de algum tempo conversando com os compatriotas, tudo foi ficando mais claro e mais tranquilo. "Nesse grupo, a gente começou a se articular. Com certeza a gente criou um vínculo muito forte. Esse vínculo, essa ligação, esse coletivo foi a melhor coisa de toda a desgraça que aconteceu", avaliou. VE - Repatriação de brasileiros na China Aparecido Gonçalves e Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text
Veja Mais

14/02 - Brasil investiga 4 casos suspeitos de coronavírus
Ministério da Saúde afirma que nenhum caso foi confirmado. Já foram descartadas 43 possíveis infecções da doença. Cai para 4 o número de casos suspeitos de novo coronavírus no Brasil O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (14) que 4 casos suspeitos do novo coronavírus são investigados no Brasil. Desde o começo dos alertas, o Brasil descartou 43 suspeitas da doença. Nenhuma infecção pelo 2019 n-CoV foi confirmada. Coronavírus: o que se sabe sobre o novo vírus que surgiu na China Chineses improvisam proteção contra epidemia de coronavírus em meio a escassez de equipamentos Os casos suspeitos em investigação estão: um em São Paulo, um no Paraná e dois no Rio Grande do Sul. Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Aparecido Gonçalves/Arte G1 Primeiro caso na África O Egito confirmou o primeiro caso suspeito de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Com isso, já são 25 países em 5 continentes com registros suspeitos da doença (excluindo a China). Na China, o Covid-19 já matou 1,3 mil pessoas. Há 63,9 mil casos confirmados – os números tiveram um incremento após uma mudança na metodologia, que passou a incluir exames de imagem (como radiografia e tomografia) para verificar a suspeita de infeção. Antes, era preciso comprovar por exame de RNA que os sintomas respiratórios eram provocados pelo Covid-19. Confira a situação até as 14h55 desta sexta-feira (14): 1.381 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 2 mortes fora da China (uma nas Filipinas, e outra no Japão) 63.932 casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países OMS diz que epidemia por Covid-19 está controlada no resto do mundo
Veja Mais

14/02 - Egito confirma primeiro caso de Covid-19, doença do novo coronavírus
Com isso, já são 25 países em 5 continentes com registros suspeitos da doença (excluindo a China). É o primeiro registro na África. O Egito confirmou nesta sexta-feira (14) o primeiro caso suspeito de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, informou a agência de notícias France-Presse. Não há mais detalhes sobre o caso. Com isso, já são 25 países em 5 continentes com registros suspeitos da doença (excluindo a China). É o primeiro registro na África. Na China, o Covid-19 já matou 1,3 mil pessoas. Há 63,9 mil casos confirmados – os números tiveram um incremento após uma mudança na metodologia, que passou a incluir exames de imagem (como radiografia e tomografia) para verificar a suspeita de infeção. Antes, era preciso comprovar por exame de RNA que os sintomas respiratórios eram provocados pelo Covid-19. Confira a situação até as 14h55 desta sexta-feira (14): 1.381 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 2 mortes fora da China (uma nas Filipinas, e outra no Japão) 63.932 casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países OMS diz que epidemia por Covid-19 está controlada no resto do mundo Casos de coronavírus pelo mundo – 4/02 às 9h Arte G1 VÍDEO China registrou 5 mil novos casos e mais 121 mortes do novo coronavírus
Veja Mais

14/02 - Repatriados que estudavam em Wuhan vão pegar aulas online durante quarentena em Anápolis
Estudantes de chinês e mestrado devem começar ano letivo pela web nas próximas semanas. Medida foi tomada depois que surto de coronavírus obrigou população a não sair de casa na cidade chinesa. Alefy Medeiros Rodrigues é um dos repatriados da China que cumprem quarentena em Anápolis Reprodução/Instagram Durante a quarentena em Anápolis, a 55 km de Goiânia, os repatriados que deixaram Wuhan - epicentro do coronavírus - e estavam estudando, já estão de olho nas aulas, que serão retomadas nas próximas semanas. Segundo eles, algumas escolas e universidades da região ministrarão o conteúdo online como alternativa para não atrasar o ano letivo, uma vez que há a orientação para as pessoas evitarem sair de casa por causa do risco de contágio. Estudante de mestrado em recursos humanos, Alefy Medeiros Rodrigues, de 26 anos, contou que terá aulas a partir da próxima segunda-feira (17). "Algumas universidades vão dar aulas online. Conversei com meu orientador do mestrado e ele disse que eu posso ir revisando a bibliografia e escrevendo à distância. A gente vai se comunicando", explicou. De acordo com ele, a medida foi tomada por algumas instituições logo depois das orientações do governo de que as pessoas deveriam se isolar, evitar aglomerações e não circular pela cidade. "As aulas online são uma coisa totalmente nova, porque a maioria de nós foi à China para estudar presencialmente. Quando falaram das aulas online a galera estranhou, mas é porque não tinha como sair de casa", reconheceu. Além dele, há outros repatriados que estudavam chinês ou faziam alguma graduação. Aviões com brasileiros repatriados da China chegou a Anápolis no domingo Sílvio Túlio/G1 “Tanto eu como a galera que está estudando chinês, vamos ter aula por meio dessa plataforma [um aplicativo criado para facilitar essa comunicação]", falou. O estudante, que também é secretário executivo, disse que está curioso para saber como tudo vai funcionar. Segundo ele, ainda não ficou claro como será a dinâmica dessa forma de estudos. "Não sei ainda como vai ser. Se vão dar mesmo a aula, se vamos discutir as diretrizes e cada um vai estudar por conta própria”, anseia. Apesar de considerar a medida ser eficiente, Alefy disse que espera poder concluir o sonho de se formar na China, quando for viável. "Com certeza eu quero voltar para a China, terminar o que eu comecei, retomar os contatos, rever meus amigos, finalizar meu curso. Completar mais essa etapa", concluiu. Área de quarentena na Base Aéra de Anápolis Sílvio Túlio/G1 Quarentena O grupo de repatriados chegou a Anápolis no último domingo (2). O Hotel de Trânsito foi adaptado para receber os brasileiros e parentes chineses que vieram da Ásia. Veja a rotina dos repatriados: 7h20 às 9h - Café da manhã 9h - Exames de aferição de pressão e temperatura 12h20 às 13h30 - Almoço 15h - Exames de aferição de pressão e temperatura 18h50 às 20h - Jantar VE - Repatriação de brasileiros na China Aparecido Gonçalves e Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text
Veja Mais

14/02 - Aborto no sétimo mês de gestação reacende polêmica sobre legislação na Colômbia
Procedimento é permitido em três casos no país: estupro, malformação do feto e risco à saúde da mãe, independentemente do estágio da gestação. O aborto é permitido em três casos na Colômbia: estupro, malformação do feto e risco à saúde da mãe AFP Ela estava grávida de 7 meses quando fez um aborto. Uma mulher de 22 anos em Popayán, no sudoeste da Colômbia, optou por interromper a gravidez em decorrência de problemas de saúde mental, o que foi atestado pelos médicos, alegando que não estava preparada para ser mãe. O ex-namorado, Juan Pablo Medina, que era contra o procedimento desde o início, protestou em frente ao hospital, fez campanha nas redes sociais e agora denunciou criminalmente a mulher, cuja identidade não foi revelada publicamente, pelo crime de homicídio. O aborto na Colômbia é permitido em três casos: estupro, malformação do feto e risco à saúde da mãe, incluindo saúde mental, mesmo em um estágio avançado de gestação. A Profamilia, instituição privada que realizou o aborto, afirma que o episódio em questão se encaixa no último caso, e que realizou o procedimento como garantia dos direitos constitucionais da jovem. Uma parcela da população exige que o aborto seja legalizado em todos os casos AFP "O Ministério da Saúde e o Tribunal (Constitucional) orientam que deve haver o atestado de um médico ou psicólogo, e neste caso foi atestado pelo respectivo profissional que a jovem tinha problemas de depressão", declarou o secretário de Saúde de Popayán, Oscar Ospina. Em meio a um duro debate Desde que o aborto foi descriminalizado nos três casos em 2006, dezenas de pessoas entraram com ações na justiça na tentativa de penalizar o procedimento em qualquer cenário. O Tribunal Constitucional manteve, no entanto, o entendimento. A última iniciativa do tipo foi apresentada pela advogada Natalia Bernal, que pede para penalizar o aborto em todos os casos e que o feto seja considerado como um ser humano. A advogada conta com o apoio da senadora María del Rosario Guerra, do Centro Democrático, partido liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe — e do qual o atual presidente, Iván Duque, faz parte. O caso do aborto aos sete meses de gestação veio à tona às vésperas da decisão do Tribunal sobre esses dois processos, que acabaram gerando uma situação inesperada para a autora: o juiz Alejandro Linares aproveitou a oportunidade para propor a descriminalização completa do aborto até a 12ª semana de gestação. Initial plugin text Por que há mulheres que chegam a 7 meses de gestação? Na Colômbia, são realizados 16.878 abortos legais por ano, segundo dados da Profamilia de 2018, mas o caso de Popayán gerou polêmica por causa dos 7 meses de gravidez, tempo de gestação em que milhares de bebês nascem prematuros e podem ser tratados em unidades neonatais. O Tribunal Constitucional não estabeleceu um prazo para a realização do aborto porque há casos em que a vida da mãe é colocada em risco no fim da gestação. Mas algumas pessoas, como a senadora Guerra, argumentam que isso viola o direito constitucional à vida: "A vida é sagrada porque é um presente maravilhoso de Deus, ninguém tem o direito de decidir sobre isso, neste caso, tampouco a mãe, porque ambos — mãe e nascituro — são seres diferentes, com seu próprio código genético ", escreveu recentemente. Foi Guerra quem denunciou nesta semana que o aborto havia sido realizado, alegando que a Profamilia "vem promovendo abortos indiscriminados na Colômbia (…) e montou um negócio em torno desta prática escabrosa". Os movimentos pró-vida continuam em vigor na Colômbia, apesar dos reveses na Justiça AFP A entidade, que afirma não ter fins lucrativos, reiterou seu "compromisso com a defesa e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher". E, de acordo com a Profamilia, 92% dos abortos realizados pela instituição são feitos nas primeiras 15 semanas de gestação. Mas, segundo especialistas, há mulheres que não conseguem fazer o procedimento no início da gravidez devido aos obstáculos estabelecidos por diferentes instituições públicas e privadas. A última palavra será, mais uma vez, do Tribunal Constitucional da Colômbia AFP "Devemos falar sobre as barreiras que impedem as mulheres de realizar o procedimento de maneira rápida", disse à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, Cristina Rosero, consultora jurídica na Colômbia do Center for Reproductive Rights, organização civil sediada nos Estados Unidos. "A questão é por que uma mulher precisa procurar várias instituições, se a lei diz que todas as entidades médicas devem prestar o serviço, independentemente de serem laicas ou religiosas, públicas ou privadas", acrescenta. Uma das iniciativas da senadora Guerra é justamente ampliar a objeção de consciência para os médicos, que é o direito do médico de se negar a realizar o aborto, o que na Colômbia é legal com certas limitações. Este é mais um dos debates que vieram à tona no país na sequência do caso do aborto aos sete meses de gestação. VÍDEO Um debate sobre a descriminalização do aborto no Brasil
Veja Mais

14/02 - OMS afirma que epidemia do coronavírus está controlada no resto do mundo
Porta-voz da Organização Mundial da Saúde disse que não há 'aumentos dramáticos de transmissão fora da China', além dos casos de embarcação isolada em porto no Japão. OMS afirma que epidemia do coronavírus está controlada no resto do mundo A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a epidemia de Covid-19, infecção provocada pelo novo coronavírus, foi controlada no mundo. Na terça-feira (13), o diretor-executivo do programa de emergências de saúde da OMS, Mike Ryan, disse em uma entrevista coletiva que não há "aumentos dramáticos de transmissão fora da China", além dos casos da embarcação Diamond Princess. Confira a situação às 9h desta sexta (14): 1.381 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 2 mortes fora da China (uma nas Filipinas, e outra no Japão) 63.932 casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países China revê dados da epidemia de Covid-19 e reduz número de mortos Nos últimos dias a China relatou um aumento de quase 14 mil casos confirmados de infecção por coronavírus após uma mudança na metodologia de diagnóstico na província de Hubei. Apenas no epicentro da doença, exames laboratoriais poderão ser substituídos por avaliações clínicas. Ryan disse que a maior parte dos casos revistos na China não são recentes e aguardavam uma confirmação desde o início do surto. Ele também ressaltou que, no final de semana, especialistas da OMS desembarcam em Pequim para contribuir com o combate à epidemia. "Em termos da missão internacional, agora a equipe avançada e suas contrapartes chinesas finalizaram a abrangência do trabalho e o projeto da missão", disse. Revisão de dados Nos últimos dois dias, a China fez duas mudanças na contagem dos casos suspeitos e de mortes registrados no país. Nesta sexta-feira (14), as autoridades de Saúde da China revisaram o número total de mortos. Antes, havia mudado a metodologia dos casos suspeitos, o que elevou a contagem. Covid-19, a doença do novo coronavírus: mudança de metodologia da China fez casos aumentarem de 44,7 mil para 59,8 mil. Infografia: Juliana Souza/G1 Em relação ao número de mortos, a China disse que identificou "estatísticas duplicadas" na província de Hubei, onde está a cidade de Wuhan, considerada epicentro da epidemia. O governo de Pequim não revelou mais detalhes sobre o erro.Segundo a Comissão Nacional de Saúde , o número atual de mortes é 1.380, e não 1.483 como divulgado anteriormente. Já sobre os casos suspeitos, a China anunciou na quinta-feira (13) que passou a usar a análise dos médicos em consultório, com apoio de exames de imagem (como radiografia e tomografia), para identificar quais sintomas respiratórios se enquadrariam em Covid-19. Antes, era necessário esperar o resultado de um exame de RNA (ácido ribonucleico) para comprovar a infecção pelo novo coronavírus. As mudanças ocorrem em meio à decisão do governo chinês de trocar autoridades devido a falhas na resposta ao surto e também em meio à falta de kits de detecção do Covid-19. Saiba o que mudou na metodologia de contagem de casos de coronavírus Initial plugin text
Veja Mais

14/02 - Pesquisadores holandeses usam inteligência artificial para prever o comportamento de asteroides
Nenhum asteroide observado pelos cientistas deve colidir com a Terra nos próximos 900 anos. Representação artística do impacto do asteroide que causou o evento K-T Nasa Há mais ou menos 60 ou 70 milhões de anos a Terra foi atingida por um asteroide de tamanho entre 10 a 15 km. O impacto foi tão violento que causou terremotos e mega tsunamis pelo mundo todo, além de incêndios florestais em escala global. Se não bastasse isso, a poeira levantada no impacto, a fumaça e as cinzas dos incêndios cobriram boa parte da superfície da Terra. Isso causou uma queda brusca na temperatura global que trouxe como consequência a extinção de 75% das espécies no planeta. O período de extinção em massa levou junto os dinossauros e muitos outros répteis que dependem do calor do Sol para sobreviver e o evento foi batizado de extinção K-Pg ou extinção K-T. Como a Nasa se prepara para um eventual impacto de asteroide na Terra Já em tempos mais modernos vários eventos intensos foram registrados, como o impacto de Tunguska na Sibéria em 1908, mas nenhum com tanta intensidade quanto ao K-T. Estatisticamente, espera-se que a cada 100 anos a Terra seja atingida por um asteroide de 100 metros de extensão, como deve ter sido o de Tunsguska que, apesar de ter derrubado por volta de 80 milhões de árvores devastando uma área de 2.100 quilômetros quadrados, não tinha o potencial de dizimar espécies. Claro que poderia ter sido uma tragédia gigantesca se tivesse caído sobre uma cidade como Londres ou Paris, mas em termos de sobrevivência das espécies, o impacto de um asteroide dessas dimensões não causa mal algum. Então, o problema é com os asteroides maiores, com mais de 10 km de extensão, como estima-se que era o tamanho do objeto que causo o evento K-T. Desde meados de 1960, a preocupação que um evento dessa magnitude se repita, fez com que iniciativas de monitoramento dos céus em busca de asteroides que possam trazer algum risco saíssem do papel. Hoje em dia, uma rede de observatórios dedicada a procurar objetos potencialmente perigosos (PHA, em inglês) fica em operação constante 24 horas por dia. Quando termina as observações nas Américas, por exemplo, os telescópios sediados no Havaí estão começando seu turno. Como fruto desse trabalho, hoje sabemos que existem 2018 PHAs, uma classe de objetos com pelo menos 100 metros de extensão e que cheguem a uma distância menor que 7,5 milhões de quilômetros. Todos esses 2018 asteroides têm seus elementos orbitais conhecidos e as simulações mostram que nos próximos 50 anos o risco de impacto com algum deles é zero. Então quer dizer que daqui a 51 anos a Terra corre risco de ser atingida por algum deles? Não, significa que as simulações conseguem prever o comportamento desses objetos com confiabilidade dentro de uma janela de 50 anos. Isso porque essas simulações incluem efeitos da gravidade de muitos corpos do Sistema Solar simultaneamente. Com períodos mais longos, as incertezas nas simulações vão se acumulando e a previsão não tem o mesmo grau de confiabilidade. Por esse motivo os astrônomos observam os PHAs durante o máximo de tempo que conseguem para melhorar os parâmetros de suas órbitas. Além disso, os programas que simulam suas órbitas são continuamente melhorados para minimizar as incertezas nos resultados. Representação artística de asteroide potencialmente perigosos Nasa E é nessa frente que temos novidades. Um grupo de astrônomos da Universidade de Leiden na Holanda resolveu usar redes neurais artificiais, uma técnica que primeiro "ensina" os computadores a identificar determinados padrões em conjuntos de dados de aprendizagem, para depois rodar os programas em bancos de dados de pesquisa. Os pesquisadores holandeses simularam órbitas de asteroides artificiais da classe de PHAs viajando pelo Sistema Solar para "ensinar" as redes neurais a identificar casos parecidos. Depois disso, usaram um banco de dados de asteroides reais e deixaram os computadores analisarem. Árvores derrubadas pelo evento de Tunguska em 1908, registro é de 1927 Leonid Kulik Os resultados iniciais são tranquilizadores: dos asteroides usados na pesquisa, nenhum deve colidir com a Terra nos próximos 900 anos! Além disso, as simulações mostraram que 11 asteroides que não são classificados como potencialmente perigosos hoje, passam a integrar a categoria a partir do ano 2131. Entre 2131 e 2923, esses 11 objetos devem chegar a um pouco de menos de 4 milhões de quilômetros da Terra. Isso os caracteriza como PHA, mas nenhum deles representa perigo maior que esse. Além de tranquilizar quem acha que não se pode confiar nas previsões de longo prazo, as redes neurais artificiais se mostraram bem confiáveis para mostrar que alguns asteroides podem mudar suas órbitas por causa das interações com outros corpos do Sistema Solar e se tornarem perigosos. Mais do que isso, permitiu prever suas órbitas após tantas perturbações. Isso vai ajudar no monitoramento dos céus, pois vai incluir objetos que são considerados inofensivos. O próximo passo é rodar os programas com a base de dados completa. VÍDEO A Rede Nacional de Alerta de Asteroides (IAWN, na sigla em inglês) calculou que no dia 29 de abril de 2027 existe 10% de chance de um asteroide atingir a Terra de forma devastadora. O Estúdio I debateu o tema em um programa de maio de 2019. Confira: Astrônomos treinam para defender a Terra da queda de grande asteroide
Veja Mais

14/02 - China revê dados da epidemia de Covid-19 e reduz número de mortos para 1.380
Autoridades de saúde constataram 'estatísticas duplicadas' em Hubei, epicentro da epidemia. Homem veste saco plástico e máscara de proteção em Sangai, ele tenta se proteger em meio a epidemia de coronavírus na China Aly Song / Reuters As autoridades de Saúde da China revisaram o número total de mortos na epidemia Covid-19, infecção causada pelo coronavírus. Nesta sexta-feira (14), Comissão Nacional de Saúde informou que o número atual de mortes é 1.380, e não 1.483 como divulgado anteriormente. Confira a situação às 9h desta sexta-feira (14): 1.381 mortos na China (incluindo um no território semiautônomo de Hong Kong) 2 mortes fora da China (uma nas Filipinas, e outra no Japão) 63.932 casos confirmados na China 505 casos confirmados em outros 24 países OMS diz que epidemia por Covid-19 está controlada no resto do mundo A China disse que a diferença de 103 mortes foi devido a "estatísticas duplicadas" apenas na província de Hubei, onde está a cidade de Wuhan, considerada epicentro da epidemia. O governo de Pequim não revelou mais detalhes sobre o erro. O governo chinês também excluiu 1.043 casos de pacientes contaminados dos balanços de Hubei. Por conta desta revisão, o número de pessoas contaminadas na China continental é de 63.851, sendo que no início desta sexta esse total ultrapassava 64.000. Covid-19, a doença do novo coronavírus: mudança de metodologia da China fez casos aumentarem de 44,7 mil para 59,8 mil. Infografia: Juliana Souza/G1 Com a adoção dos novos critérios de contagem de casos, os números subiram na quinta-feira (13) e, apesar de permanecerem altos, houve uma pequena queda nesta sexta em relação ao dia anterior. O novo método de contagem não exige mais um exame laboratorial que confirme a presença do coronavírus como um resultado positivo, e agora uma radiografia pulmonar é suficiente. A modificação permite, segundo autoridades de saúde, mobilizar recursos mais rapidamente para oferecer tratamento às pessoas doentes. O que mudou na metodologia A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ao G1 que está acompanhando as atualizações recentes da China sobre os protocolos de definição e contagem de casos de Covid-19 e que esperam respostas do país asiático. "Nós percebemos que a nova definição dos casos amplia a rede", disse a agência da ONU em um comunicado. "Ela inclui não só os casos confirmados em laboratório, mas também os avaliados clinicamente a partir de sintomas e exposição." O novo procedimento de diagnóstico pode explicar o salto no número de mortes, disse Raina McIntyre, chefe de pesquisa em biosegurança do Kirby Institute na Universidade de Nova Gales do Sul. "Presumivelmente, há mortes que aconteceram com pessoas que não tiveram um diagnóstico de laboratório, mas tiveram uma tomografia computadorizada", disse ela à Reuters. "É importante que isso também seja contabilizado." O novo exame por tomografia está sendo usado apenas em Hubei, disseram as autoridades. China anuncia mais de cinco mil casos novos casos do novo coronavírus, o Covid-19 OMS afirma que epidemia do coronavírus está controlada no resto do mundo Initial plugin text
Veja Mais

14/02 - Cruzeiro com 2 mil a bordo atraca no Camboja após ser rejeitado por cinco portos
Medo de que passageiros portassem o coronavírus fez Japão, Taiwan, Filipinas, Guam e Tailândia recusarem guarida ao navio de cruzeiro oriundo de Cingapura. Fragata da marinha tailandesa acompanha o navio MS Westerdam Angela Jones/Divulgação/via Reuters O navio de cruzeiro MS Westerdam, com mais de 2 mil pessoas a bordo, chegou ao Camboja nesta quinta-feira (13) após ser rejeitado por outros cinco portos, por medo de que algum dos passageiros estivesse infectado com o coronavírus Covid-19. A embarcação pertencente à companhia Holland America Line chegou pela manhã (hora local) à costa de Sihanoukville, onde está o principal porto marítimo cambojano, confirmou pelo Twitter o porta-voz do governo Neth Pheaktra. Segundo o jornal "Khmer Times", as autoridades enviaram a um laboratório da capital Phnom Penh 20 amostras de sangue de passageiros que ficaram doentes recentemente, para avaliar se algum deles estaria infectado com o novo coronavírus. A embarcação leva cidadãos de mais de 30 nacionalidades, incluindo cinco brasileiros. O cruzeiro começou seu trajeto em janeiro, em Cingapura. Em 1º de fevereiro partiu de Hong Kong e deveria ter chegado no último sábado a Yokohama, no Japão, mas as autoridades locais lhe negaram porto, após um dos ocupantes apresentar sintomas compatíveis com os do Covid-19. Depois disso, Taiwan, Filipinas, Guam e Tailândia também rejeitaram o Westerdam. Na quarta-feira (12), porém, o primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, anunciou a autorização para o desembarque do cruzeiro, já que, segundo a companhia, ele não está em quarentena e não há motivo para suspeita de novos casos do coronavírus. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou a atitude de Hun Sen pelo Twitter: "Agradecemos esse ato de solidariedade no momento em que o mundo abre uma janela de oportunidade para sustar tanto o Covid-19 quanto o estigma e o medo." O premiê cambojano pretende visitar Sihanoukville nesta sexta-feira para encontrar os passageiros. "Como eu disse, a verdadeira doença é o medo, não o vírus. Queremos eliminar o medo da doença", disse em entrevista ao serviço de notícias Fresh News. "O coronavírus é um desafio global, e nossos assuntos humanitários não têm fronteiras." A embaixada dos Estados Unidos, país de origem da maioria dos passageiros, disse ter enviado uma equipe para cooperar com a tripulação do Westerdam, as autoridades do Camboja e funcionários de outras embaixadas no desembarque e retorno dos viajantes a seus países de origem. No Japão, o navio de cruzeiro Diamond Princess segue atracado em Yokohama, em quarentena desde 3 de fevereiro. Pelo menos 218 dos 3,7 mil ocupantes a bordo tiveram o coronavírus confirmado. Sede da OMS em Geneva, que recebeu conferência sobre pesquisas abordando o novo coronavírus; recomendações de prevenção da organização internacional focam em medidas de higiene FABRICE COFFRINI/AFP VIA GETTY IMAGES/BBC Primeira morte no Japão Nesta quinta-feira, o Japão anunciou uma morte em decorrência do Covid-19 – a terceira fora da China continental. A vítima é uma mulher de 80 anos, que vivia em Kanagawa, ao sul de Tóquio. As autoridades ainda não conseguiram explicar como ela foi infectada, já que nunca deixara o país. Investigações foram iniciadas. Segundo fontes do Ministério da Saúde citadas pela emissora pública NHK, a idosa procurou o hospital em 22 de janeiro, queixando-se de cansaço, e seu estado de saúde foi monitorado. Em 1º de fevereiro, foi hospitalizada e diagnosticada com pneumonia. Posteriormente sua condição piorou. Além dos passageiros do Diamond Princess, cerca de 30 outros indivíduos estão infectados com o novo coronavírus no Japão, que se torna assim o país com mais casos da doença, depois da China. Apesar disso, nesta quinta-feira o presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Toshiro Muto, classificou como "boato irresponsável" a possibilidade de o evento ser cancelado devido ao surto de coronavírus. O dirigente garantiu que todo o planejamento seguirá conforme estipulado. Muto deixou claro em encontro com representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) que a organização local não está considerando "adiar nem cancelar" os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a se iniciarem em 24 de julho e 25 de agosto, respectivamente. Dos mais de 60 mil pacientes infectados, em todo o mundo, mais de 1.300 pacientes já morreram em decorrência da enfermidade viral.
Veja Mais